Prólogo.
Anos antes.
Luna.
Desço do helicóptero no lugar que agora é o meu lar, pelo menos é o que me disseram os homens que me resgataram, a instalação onde nós éramos mantidos pela Mercile foi invadida dois dias atrás e vários homens armados apareceram e nos resgataram de lá, eu estava machucada da última surra que tinha levado dos guardas, mas nada que me impedisse que caminhar.
Olhei em volta vendo mais pessoas da minha espécie ali reunidos, eles estavam nos esperando, o sol brilhava forte no alto das nossas cabeças deixando o dia quente, virei meu rosto para cima encarando o céu e sentindo o calor do sol em minha pele, eu não tenho ideia de quando foi a última vez que senti o calor do sol, isso é tão bom, o sentimento de liberdade é tão bom e inacreditável que eu sinto vontade de chorar, eu sonhei com isso por tanto tempo.
- Olá. – Uma canina alta de cabelo de várias cores se apresentou. – Eu sou Breeze. – Se dirigiu as mim e as outras fêmeas resgatadas.
- Olá Breeze. – A cumprimentamos.
- Eu sou Monarch. – A loira falou.
- Olá Monarch. – Falamos.
- Nós vamos levar vocês para o dormitório das fêmeas. – Breeze começou a falar. – vamos. – Se pôs a andar.
- Vocês vão gostar muito da nova vida que terão aqui. – Monarch garantiu.
Entramos em carros e a nossa guia continua falando sobre as coisas por aqui e como nós íamos amar aprender as coisas novas e ser uma pessoa independente, mas eu não presto atenção perdida em pensamentos olhando pela janela.
- Você vai ver 754, daqui a pouco tempo você vai sair daqui. – A técnica Shiver falou. – Não perca as esperanças de sair daqui. – Sua voz era baixa.
- Não brinque comigo. – Rosnei pra ela.
Era comum que algum dos técnicos mais cruéis se diverte-se nos fazendo criar esperanças de uma ajuda, futuro ou saída para depois rir da nossa cara quando isso não acontecia, a técnica Shiver sempre foi boa com todos nós, ela me salvou de ser forçada.
- Eu não estou brincando contigo. – Ela falou me olhando. – Eu não posso falar mais e peço por favor que não fale sobre isso com ninguém, eu não deveria falar isso com ninguém. – Falava rápido e baixo olhando as vezes para a câmera.
- Eu não quero acreditar e quebrar a cara. – Fui sincera.
- Você não vai, não posso falar. – Segurou minhas mãos. – Apenas não se deixe sucumbir, se mantenha forte, você vai sair. – E dizendo isso saiu.
Três dias depois disso a instalação foi invadida e nós fomos libertados, eu devo a Shiver ter me mantido firme para sair, gostaria de voltar a vê-la um dia, para poder agradecer pelo que ela me fez, por ter me salvado e Cuidado de mim tantas vezes, por ser algo bom naquele inferno.
Olho para o grande prédio que agora ser a minha casa é suspiro pensando em como será minha vida daqui pra frente, o que eu vou fazer com a liberdade.
================
Até dia 26/04. 😘🥰
Vote e comente.
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top