Capítulo 28.

Rick.

- Rick. – Luna levanta a cabeça para me olhar.

Ela está deitada em meu peito depois que fizemos amor, faz uma semana que somos oficialmente companheiros e amanhã vamos nos mudar para a nossa casa perto da Zona Selvagem, ela fica perto da casa de suas amigas e eu fico muito satisfeito por ver como ela está feliz e realmente vai ser muito bom ter o nosso cantinho.

Nessa semana que estamos oficialmente juntos parece que vivemos em lua de mel, eu sinto que meu amor fica maior a cada dia e sou completo ao seu lado, vimos algumas casas perto de onde suas amigas moram, ela queria ficar perto das amigas, acabamos encontrando uma casa que nos agradou e a escolhemos como nossa, estão reformando a casa  para podermos nos mudar definitivamente.

- O que foi minha querida? – Beijo sua testa.

- Você quer ter filhos? – Ela pergunta, sei que novas espécies não podem ter filhos.

- Eu lhe confesso que nunca pensei em filhos, na verdade eu nunca pensei em me casar também. – Sorri.

- Então você teria um filho comigo? – A sua pergunta me intrigou

- Sim, eu teria. – Nos sentei na cama. – Mas eu sei que não podemos, isso não me impede de lhe amar, nós podemos tentar adoção. – Vejo seus olhos cheios de lágrimas.

- Eu te amo. – Ela beija meus lábios. – E se nos tivéssemos filho biológicos?

- Eu ia desejar que se parecessem com você. – Falei com sinceridade e ela pareceu sorrir aliviada.

- Então. – Se afastou me olhando. – Talvez nós possamos ter filhos.

- Como assim? – A olhei confuso. – Luna eu não quero que você se sacrifique em testes, podemos ser pais de outras formas. – Eu estava preocupado com ela.

- Você é tão gentil como. – Ela acariciou meus cabelos. – Me deixe explicar.

- Vá em frente. – Beijei sua mão.

- Quando estávamos presos fomos submetidos por diversas vezes a teste de reprodução, no entanto eles foram sem sucesso. – Ela começou a falar. – Nós acreditamos que éramos todos estéreis, isso acontece com vários híbridos, então depois que fomos libertados alguns machos começaram a se relacionar com fêmeas humanas.

- E elas engravidaram. – Deduzi me perguntando se ela já podia está grávida.

- Sim elas engravidaram, então descobrimos que machos Nova Espécie podiam engravidar fêmeas humanas. – Ela suspirou. – Mas quando fêmeas nova espécie compartilhavam sexo com machos humanos o mesmo não acontecia.

- Você não podem engravidar? – Perguntei imaginando como deveria ser doloroso.

- Exatamente, foi o que pensamos até que a doutora Layla, você a conheceu. – Concordei com a cabeça lembrando da companheira de Sharp. – Ela teve uma ideia e desenvolveu um estudo descobrindo o motivo de nós não engravidarmos, não vou saber lhe explicar os termos técnicos, depois você pode conversar com ela. – Fez um gesto com a mão. – Enfim, ela descobriu o que impedia que nós engravidássemos e desenvolveu um tratamento.

- Ele é invasivo? Funciona?

- Não, ele não é invasivo e sim ele funciona, pelo menos funcionou até agora com todas as fêmeas que tentaram.

- Isso é muito bom. – Sorri voltando a beija-la.

- Os genes nova espécie são muito dominantes. – Ela falou. – Todos os machos que engravidaram fêmeas os filhotes nasceram meninos com características Nova Espécie, da mesma forma as fêmeas que tiveram filhos nasceram meninas nova espécie.

- Então quando tivermos um filho ela será uma menina parecida com você?

- Sim. – Ela respondeu. – Isso não lhe incomoda?

- De forma alguma. – Sorri. – Mal posso esperar para vê-la. – Ela sorriu.

- Eu amo você.

- Eu amo você. – Respondi e lhe beijei. – Se dois Nova Espécie tiverem uma criança juntos com quem o bebê se parece?

- Isso nunca aconteceu. – Ela falou. – A teoria da Layla é de que por serem dois genes dominantes eles não funcionam juntos.

- Então vocês precisam de humanos para se reproduzir? – Deduzi.

- Basicamente é isso. – Ela sorriu.

- Interessante.

- Mas, fêmeas presente podem engravidar de machos nova espécie.

- Talvez pela dominância não ser forte em seu DNA.

- É o palpite da Layla.

- Existem muitas crianças Nova Espécie?

- Algumas. – Ela sorriu. – Depois eu lhe apresento a elas, será um alívio não precisar mais esconde-los, temos alguns meninos e por enquanto apenas 3 meninas.

- Em breve serão 4. – Falei. – Quando tivermos a nossa.

- Sim. – Ela me olhou. – Você quer mesmo ter uma criança comigo?

- É o que eu mais desejo agora. – Segurei seu rosto em minhas mãos. – Um fruto do nosso amor.

- Sim. – Ela sorriu e me abraçou. – Estou tão feliz.

- Eu também. – Falei. – Por que demorou a me contar sobre essas crianças?

- Tive receio que você não quisesse filhos.

- Eu os quero com você. – Falei com sinceridade. – Você já fez o procedimento?

- Não, farei depois do casamento, eu queria falar com você a respeito primeiro.

Continuamos ali conversando sobre as filhas que teremos e isso era incrível e íntimos me fazendo sentir que a cada dia mais feliz e completo ao lado da mulher que eu amo, ela é incrível de eu só quero fazer ela feliz. Acomodei seu corpo no meu para dormirmos aconchegados como temos feito desde que estamos morando juntos, mais do que nunca eu quero ir para a nossa casa e imaginar ela repleta de risos infantis quando tivermos a nossa filha, talvez mais de uma.


Dirigi o SUV com nossos pertences até a nossa nova casa que fica entre a casa de Layla e Sharp e a casa de Hope e Phill em uma parte não muito distante da zona selvagem. Parei o carro em frente a casa, ela é relativamente grande e possui uma bela entrada, uma árvore fica perto da casa e eu já imaginei um balanço para a nossa filha.

A casa era de madeira avermelhada a porta pivotante bem larga marcava a entrada, na parte de dentro a sala era ampla com um sofá grande e confortável, três poltronas e uma grande TV, anexa a sala de estar estava a sala de jantar, uma grande mesa com 8 lugares de maneira com vidro, separando a sala da cozinha tinha um largo balcão em Ilha com uma parte mais baixa que serviria de mesa e algumas cadeiras a frente.

A cozinha estava toda equipada, nós escolhemos cada eletrodoméstico e móvel que e tínhamos na nossa casa, uma das portas da cozinha dava em uma dispensa e a outra dava no quintal, adjacente a dispensa ficava a área de serviço. No quintal tem uma área coberta com sofás, poltronas e uma grande mesa de 12 lugares, uma churrasqueira no quintal e um balcão, na parte descoberta tem uma piscina grande com uma área mais rasa, algumas cadeiras de praia ao longo da borda, uma mesa com um guarda sol e cadeiras em volta, mais distante uma jacuzzi coberta por um pergolado e um sofá em balanço a floresta servindo de muro deixa tudo mais bonito.

Do lado de dentro tem um lavabo na sala, outra porta da para uma biblioteca com prateleiras, um banco perto da janela com visão para a floresta, uma mesa redonda ao centro e uma mesa grande para estudos. Na parte de cima estão quatro suítes, três delas são semelhantes quarto, closet pequeno, banheiro e uma pequena varanda, o último quarto, o maior deles, tem uma área de dormir grande, com TV na parede, um grande closet, banheiro com hidromassagem e uma grande varanda com um sofá confortável. Toda a casa está mobiliada, nós escolhemos cada coisa a dedo para compor a nossa casa, o nosso lar, coisas que gostamos tudo o que precisamos organizar agora são os itens pessoais que trouxemos hoje conosco.

- Essa casa é linda. – Eu falei depois de ver tudo.

- Nossa casa é linda. – Ela falou vindo até mim.

- Sim, nosso lar. – A abracei. – Seremos felizes aqui na nossa casa.

- Sim, seremos felizes. – Ela falou. – Agora precisamos inaugurar a nossa casa.

- Eu gostei dessa ideia companheira. – A beijei sem querer nos esperar. – Amo você.

- Amo você. – Ela falou entre o beijo. 

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Teremos bebês.

Amo esses dois.

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