INTRO: ENCHANTED

Querido diário,

Eu nunca fiz isso na vida, então não sei se tem uma regra obrigatória que deveria seguir, existe isso de “etiqueta de diário”? Ou qualquer outra coisa semelhante? 

Eu definitivamente não sei, então já peço desculpas se já estou fazendo algo errado.

Mas me falaram que seria legal criar um diário para narrar meu último ano do ensino médio, descontar minha raiva (principalmente a raiva), frustrações e sabe lá mais o que de uma "adolescente em plena fase de explosão de hormônios", palavras da minha mãe.

Então acho que eu devia me apresentar antes de sair contando meus problemas, por algum motivo sinto que futuramente farei bastante isso.

Sou Bárbara, também conhecida como Babi, tenho 17 anos e já faz algum tempo que me mudei para essa escola que estou agora. 

De início não fui bem aceita, acho que é normal os veteranos olharem torto para os novatos, certo? Bom, se não é, aconteceu isso comigo por pelo menos umas duas semanas até eu me misturar na multidão, tornando-me mais uma no meio de tantos alunos.

Se tem uma coisa que eu amo nessa vida é música, sou fangirl assumida principalmente pela Taylor Swift, incrível como cada álbum dela tem uma música que se encaixa de alguma maneira na minha vida. 

Sério, se eu conhecesse essa mulher iria agradecer ela infinitamente não só pelas músicas, mas por ter sido a ponte para eu conhecer minhas melhores amigas Agatha e Cecília.

São elas que aliviam todos os meus dias de estudante do ensino médio, acho que posso contar brevemente como as conheci.

Lembro até hoje daquela aula de artes que a professora disse para desenharmos na tela algo que gostássemos. Rascunhei na tela e comecei a pintar logo, tinha pouca tinta vermelha então pedi para a menina do meu lado, a Agatha, para terminar o desenho que havia me inspirado na capa do Speak Now. Quando ela viu, sorriu de orelha a orelha mostrando a tela dela que era uma cena do clipe de Love Story, obviamente elogiei e ela começou a conversar comigo, depois de algumas palavras ela cutucou Cecília, que estava ao seu lado, abrindo um caminho para conversas sem fim entre nós três.

Foi amizade à primeira vista (isso existe?)

Terminei o desenho, tinha  ficado melhor que na minha imaginação e eu teria tirado um 10 se não fosse por um motivo, ou melhor, por um nome e sobrenome: Timothée Chalamet.

Lembro até hoje, e isso foi no primeiro ano do ensino médio! Eu estava levando minha tela para a professora avaliar, quando ele tropeçou nos cadarços, caindo em cima de mim com um pote de tinta preta aberto.

Só que eu não fui atingida… foi no meu desenho!

Eu naquela hora preferia que eu tivesse sido atingida.

Ele não disse nada, lembro que a turma toda estava em silêncio olhando para nós dois e fiz o que me deu na telha: peguei o quadro e bati com tudo na cara dele com a parte do desenho, sem dó nem piedade.

Por que fiz isso? Já estava estragado mesmo, e eu não pensei em outra reação.

Além de ter ficado marcado, sujei ele numa mistura de preto e vermelho porque estava tudo fresco ainda. E sabe o que ele fez? Riu! Gargalhou pra falar a verdade.

E eu? Tremia de raiva!

Mas o episódio não passou em branco, fui parar na diretoria e apenas levei uma bronca leve porque ele assumiu a culpa. No dia seguinte, ele me chegou com duas telas sendo uma branca, uma caixa pequena de tinta além de pincéis, eu até pensei em brigar com ele e só não fiz isso porque as meninas me seguraram.

Sim, eu perco a paciência facilmente.

Mas ao me estender a outra tela, amoleci em dois instantes, era o mesmo desenho da capa do Speak Now!

Timothée fez a minha tela, melhor do que eu devo acrescentar, como forma de desculpa. E eu aceitei.

Trouxa? Talvez. Mas o desenho é tão lindo que está no meu quarto até hoje.

Ele disse que entendia o meu sentimento de revolta porque era fã também, de bandas de rock clássico, e odiaria se alguém estragasse algo que gostasse tanto.

No final ele se tornou meu amigo até os dias de hoje, diria que um dos melhores, e ele não se importa com o fato de me ouvir gritar até ficar rouca por Taylor Swift ou ser apaixonada qualquer outro cantor porque ele é tão louco quanto eu, pelo rock e um pouquinho pela loirinha também de tanta convivência, da mesma maneira que eu sou pelos meus ídolos.

E secretamente ao longo dos anos me apaixonei por ele, um pouco mais do que sou apaixonada pelos meus ídolos.

Mas esse segredo está trancado em várias chaves no meu coração, sei que ele não me olha desse jeito, então estou feliz em apenas estar perto dele sendo sua amiga.

Amanhã será o primeiro dia de aula no terceiro ano, honestamente não sei o que esse ano me reserva porque tudo se acumulou como uma bola de neve e as palavras “futuro”, “faculdade” e “baile de formatura”, que minha escola está tentando fazer estilo Estados Unidos, me apavora um pouco.

Para alguém que não sei o que dizer, acho que escrevi até demais. Espero um dia lembrar de escrever em você novamente diário, porque às vezes sou "meio" esquecida.

Assinado, 
Babi.

「♡」

Notas da autora: Hey pessoal, como estão?

Queria compartilhar com vocês a intro de Lover para começarem a sentir como será a história.

Gostaram? Me digam o que estão achando que a autora ama ler e responder comentários 💕

O PRIMEIRO CAPÍTULO SAI DIA 12/06!

Até o próximo! 💕

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