chocolate quente e chuva - 07
Como combinado, Heeseung e Jake se encontraram no aquário do centro da cidade as 20:00 em ponto. Como Jake morava perto dali e havia planejado o encontro umas mil vezes na sua cabeça, disse para Heeseung que depois de passarem pelo aquário, iriam para a sua casa tomar chocolate quente e ver alguns filmes.
Heeseung não reclamou, passaria bastante tempo com seu menino, porém sabia que daqui seis dias Jake sequer o gostaria, e isso o entristecia. Lee pediu para Sunghoon ficar em casa, não queria ter um cupido irritante dando pitaco no seu ouvido numa noite tão especial como essa.
—Olha que bonitinho!—Heeseung nesse momento parecia uma criança observando tudo. Jake sorriu, todo bobo, e aproximou-se do Lee, entrelaçando suas mãos.
A luz azul marinho caía muito bem a pele bronzeada de Jake. Heeseung passou um minuto inteiro o observando até que deixou que o Sim o guiasse pelo aquário, apontando para os peixes e dizendo os seus nomes com um sorriso.
—Você sabe bastante sobre peixes.—Heeseung murmurou.
—Queria ser biólogo marinho quando mais novo, então decorei o nome de muitos peixes.—Confessou.
—E agora não quer ser mais?
—Eu me interessei pela medicina quando entrei no ensino médio. Quero ser médico igual a minha mãe.—Sorriu. Heeseung achou-o tão fofo.
—E você, quer fazer o que?—Jake colocou a mão livre no bolso da calça e olhou para o Lee.
—Talvez artes, gosto bastante de desenhar.
—Então é você quem rabisca os livros da biblioteca?—Jake riu.—Seus desenhos são bem criativos, Heeseung. Tenho certeza que será um ótimo desenhista.
Heeseung sentiu as bochechas queimarem. O assunto morreu ali, mas eles sempre arrumava uma desculpa para trocarem sorrisos e olhadinhas tímidas. Jake mostrou o aquário tão amado por si por mais vinte minutos até decidirem que estava na hora de irem para casa.
O Sim disse que sua moradia não era tão longe, então decidiram ir a pé mesmo. E, nesse ínterim momento, Jake parou de andar e puxou a mão de Heeseung, para que ele virasse para si.
—O que houve, Jakey?
—Eu gosto muito de você, Heeseung, e eu queria...‐ele parou de falar.
—Queria o que, Jakey?—Heeseung indagou assim que o Sim se aproximou hesitante.
—Te beijar, Hee. —A esse ponto, os lábios de Jake já estavam nos de Heeseung, que mantinha os lábios fechados.
—Você não precisa pedir.—Heeseung sussurrou. Mesmo tendo dito isso surpreendeu-se com a boca de Jake pressionando a sua de forma gentil. Foi um beijinho lento e carinhoso, mas foi o suficiente para que Heeseung quase caísse ali na calçada.
Os dois sorriram, ainda com os rostos bem próximos. E, nesse momento, começou a cair respingos. Jake roubou um selinhos do Lee antes de entrelaçar suas mãos e o puxar pela calçada até a sua casa.
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