Até a eternidade.
1975...
É estranho como a vida pode nos pregar peças cruéis, nos deixando perdidos em um labirinto de emoções e questionamentos. E aqui estou eu, Charles, tentando juntar os pedaços do meu coração partido enquanto a sombra da solidão me envolve em sua ardente escuridão.
Olho para trás e vejo aquele fatídico acidente de carro em câmera lenta, como se o destino estivesse zombando de mim. O homem cego para as falhas do presente, atravessa o caminho da morte e nem sequer percebe. E enquanto as lágrimas escorrem pelo meu rosto, me se agarro à esperança de um amor que me abandonou.
Elly, o nome que ecoa em minha mente com uma mistura triste e melancólica de saudade e arrependimento. O que aconteceu conosco? Por que ela se afastou tão friamente, deixando-me aqui, sozinho e confuso?
Nessas noites solitárias, quando minha mente é meu único refúgio, encontro-me mergulhado em um diálogo interno intenso. Meu eu atual questiona desesperadamente o porquê do abandono. Será que fui eu o culpado? Será que negligenciei os sinais de sua insatisfação? As dúvidas invadem minha mente como um exército implacável, me deixando vulnerável diante da incerteza.
— Charles, onde você errou?. - Eu me pergunto, em meio ao silêncio ensurdecedor do meu quarto vazio. As lembranças dos momentos felizes que compartilhamos parecem um borrão distante, enquanto me concentro nas palavras ásperas que foram ditas antes de sua partida. Ainda posso ouvir a voz dela cortando o ar como uma lâmina afiada, lançando feridas profundas que meu coração ainda não conseguiu cicatrizar.
Mas mesmo em meio à escuridão, devo encontrar uma luz, uma resposta para minha angústia. Busco nos recessos secretos do meu ser a centelha de sabedoria para decifrar o enigma que se tornou minha vida. E enquanto questiono, um fio de esperança permanece, lutando para que eu acredite que talvez eu possa reconquistar seu amor. Hoje irei ao seu encontro. Será tudo ou nada
Contudo, para que você entenda minha dor da maneira mais visceral possível, teremos que voltar a algum tempo atras.
1931 New Orleans..
No palco, eu estava imerso na música, minhas mãos ágeis deslizando pelo saxofone enquanto os acordes de jazz enchiam o ar. Elly estava na plateia, seus olhos fixos em mim, perdida na melodia envolvente. O cenário era uma mistura de luzes suaves e sombras dançantes, criando uma atmosfera acolhedora e misteriosa ao mesmo tempo.
Jones acabara de nos apresentar. Eu um imigrante qualquer, recebendo olhares julgadores de todos, ela uma mulher sobre quem eu nada sabia, porém linda.
— Nunca imaginei que alguém pudesse tocar o saxofone com tanta paixão e habilidade. - Elly disse quando fazia minha pausa e me junto a ela.
— Obrigado. O jazz tem uma maneira única de expressar o que as palavras não conseguem. - Respondi empolgado.
— É verdade. Parece que cada nota conta uma história própria.
—E qual história você acha que essa música está contando agora? - Perguntei.
Elly olha para o palco, pensativa. —Talvez a história de alguém que encontrou algo valioso e está determinado a segui-lo, não importa o quê.
— Você tem um jeito interessante de interpretar as músicas.
— Eu costumava escrever poesias, então sempre busco significados mais profundos. - Ela respondeu com um sorriso suave.
A música flui enquanto continuávamos a conversa em meio ao som cativante. A conexão entre nós é palpável, como se estivéssemos compartilhando pensamentos e sentimentos apenas com olhares e sorrisos.
— E você, Elly, o que faz você se sentir apaixonada?
Elly olhou-me, seus olhos brilhando. — A beleza da arte e da música, o poder das palavras que podem mudar o mundo... e momentos como este, onde a música nos leva para outro lugar.
— Você gostaria de tomar um drinque após o show? Adoraria ouvir mais sobre suas poesias e o que te inspira.
— Eu adoraria. Afinal, o que poderia ser melhor do que conversar sobre paixões em meio a uma noite de jazz?
E assim, naquela noite envolta em jazz e mistério, demos início a uma jornada que nos levaria a descobrir não apenas novas paixões compartilhadas, mas também um amor profundo que transcenderia o tempo. O som da música continuou a embalar nossos dias como uma trilha sonora eterna.
À medida que as semanas passavam, nos aproximavamos cada vez mais. Nossas conversas fluíam como uma sinfonia perfeita, repleta de risos e trocas de ideias. Elly frequentemente me acompanhava em seus shows, perdendo-se nas notas que eu tocava e no brilho em meus olhos quando estava no palco.
Enquanto seus olhos repousam nos meus, me sinto invencível e o palco é a única barreira que me impede de ama-la aqui mesmo.
— É incrível ter você aqui a cada apresentação. Sinto como se a música fosse ainda mais especial quando sei que você está na plateia.
— E eu me sinto privilegiada por poder testemunhar sua paixão e talento a cada vez. Você transforma as noites em momentos mágicos.
— É você quem traz a magia para a minha vida, Elly. - Respondi tocando suavemente suas mãos.
Meu toque gentil a fez corar. Apesar de nossas longas conversas e passeios, ainda não tinha dado o passo que desejava dar.
Caminhamos lado a lado Lara o camarim e assim que entramos, deixei minha timidez de lado e repouse minhas mãos na cintura dela e a beijei. Uma corrente de energia pura percorreu meu corpo. Cada pelinho meu se arrepiou. Mais, eu queria mais. Aprofundei o contato e ela o aceitou. Suas mãos enrascadas em meus cabelos. O ar começou a me faltar e sem outra opção, nos afastamos.
— Charles, nunca senti algo assim antes. Parece que nos conhecemos em um nível profundo, como se nossas almas estivessem conectadas. - Disse me olhando nos olhos.
— Eu sinto o mesmo, Elly. É como se nossos corações estivessem dançando juntos desde o momento em que nos encontramos. - Respondi acariciando seu rosto delicado. Elly, no alto de seus 22 anos, possuía lindos olhos castanhos, lábios carnudos e cabelos negros e volumosos que caíam sobre seus ombros. Naquela noite ela me permitiu ama-la de todas as maneiras que eu sabia.
Os dias se transformaram em semanas, e o amor entre nós continuava a crescer. Compartilhavamos histórias, sonhos e aspirações, construindo um vínculo que transcendia o tempo e as barreiras do mundo exterior.
— Charles, você já pensou no que o futuro nos reserva? - Me perguntou em um de nossos passeios sob a luz da lua.
— O futuro é incerto, Elly, mas sei que quero continuar tocando música que toque os corações das pessoas, e espero que você continue a ser minha inspiração.
— E eu quero continuar a escrever poesias que possam ecoar as emoções que você traz à vida com suas melodias.
Charles, às vezes sinto como se nossos corações estivessem sintonizados, como se pudéssemos nos comunicar apenas olhando um para o outro.
— Eu acredito nisso, Elly. O amor verdadeiro tem uma maneira de transcender as palavras e alcançar um entendimento que vai além do que pode ser dito.
E assim, envoltos na magia do amor e da música, vivíamos bem. Éramos felizes.
Em uma tarde ensolarada, a convidei para um passeio no campo. Vesti meu melhor terno elegante e Elly estava com um vestido floral esvoaçante. Estava deslumbrante como sempre. A levei por um campo de flores silvestres enquanto o sol começava a se pôr, tingindo o céu de tons dourados e alaranjados.
— Elly, desde que nos conhecemos, minha vida mudou de maneira que jamais poderia imaginar. E agora, não consigo mais imaginar minha vida sem você.
— Charles, você é minha inspiração, meu amor. Cada dia ao seu lado é um presente.
— Elly, você me faria o homem mais feliz deste mundo? Você aceitaria morar comigo? Sei que não é ideal e claro, podemos nos casar o mãos breve possível.
— Sim, Charles! Eu aceito com todo o meu coração!
Me senti nas nuvens, a mulher que eu sempre amei aceitou meu pedido excêntrico. Meu peito estava quase explodindo de felicidade.
No entanto, à medida que o tempo passava e a convivência se intensificava, pequenas diferenças começaram a surgir. Uma noite, após um show, eu percebi que Elly estava conversando animadamente com um dos músicos da banda.
— Você pareceu estar se divertindo bastante com o Dave esta noite.
— Charles, ele é apenas um amigo. Não há nada a temer.
—Eu sei, mas... não posso evitar sentir um pouco de ciúmes às vezes.
A discussão se desenrolou, e as palavras trocadas nos deixaram inquietos. Na noite seguinte, enquanto dirigiamos de volta para casa após mais um show, a tensão ainda pairava no ar.
Elly olhava pela janela. — Eu só queria que você confiasse em mim, Charles. Você é o único no meu coração.
— Eu sei, mas ver você conversando tanto com ele... é difícil. - Respondi, segurando o volante com força.
— Talvez... você não me ame o suficiente.
— Deixe de falar besteiras. - Respondi com raiva.
A chuva começou a cair, e a estrada se tornou escorregadia. Tentei desviar de um carro vindo na direção oposta, mas perdi o controle do veículo. O carro saiu da pista e capotou, deixando um rastro de destruição.
O silêncio reinou por um momento, até que consegui me libertar do cinto de segurança e me virei para Elly.
— Elly, você está bem? Responda, por favor!
— Sim, estou... acho que estou bem.
Eu realmente não possuo muitas lembranças do que aconteceu após o acidente. Minha cabeça sempre dói quando tento lembrar. Mas, após o acidente, um silêncio triste pairava sobre nosso lar. As risadas que uma vez ecoavam pelos corredores haviam se transformado em um eco distante. Elly estava diferente, reservada e retraída. Seus olhos, antes cheios de brilho, agora estavam frequentemente marejados.
Minhas tentativas de me reconectar com ela não tinham o mesmo efeito que antes. Eu a observava chorar em silêncio, desejando ardentemente encontrar uma maneira de curar a dor que estava estampada em seu rosto. Minhas palavras de amor e carinho pareciam não alcançá-la, como se ela estivesse presa em um mundo de tristeza interior.
Cada dia se tornava uma luta para mim. Eu fazia todo o possível para confortar Elly, mas minhas tentativas pareciam deslizar por entre os dedos. As paredes da casa pareciam mais vazias sem a risada dela, e a ausência de sua voz me atormentava.
Aquele dia, quando voltei para casa após uma longa caminhada no parque, eu encontrei um bilhete sobre a mesa. Com mãos trêmulas, peguei o papel e li as palavras escritas pela mão de Elly.
"Charles,
Não é culpa sua. Eu precisava de um tempo para mim mesma, para encontrar uma maneira de lidar com o que aconteceu. Por favor, entenda que não é porque não te amo, mas porque eu preciso que você siga em frente. Eu espero que um dia eu possa voltar para você.
Com amor,
Elly"
A notícia de sua partida foi um golpe para mim. Senti um vazio ainda maior, como se tivesse perdido uma parte fundamental de mim mesmo. Me deixei dominar pela raiva, frustração e o medo de encarar uma vida sem ela.
Os dias se transformaram em semanas, e as semanas em meses. Eu passava a maior parte de meu tempo em casa, apenas saindo quando absolutamente necessário e me limitava a ir apenas ao parque. Perdi o apetite, nem me importava mais com as coisas a minha volta. O mundo parou para mim. No entanto, sempre mantive viva a esperança de que um dia, Elly voltaria para mim, mesmo que tudo parecesse incerto.
No fundo de meu coração, eu nunca desistiu da possibilidade de que pudéssemos retomar o que tínhamos, de que a música e o amor poderiam mais uma vez iluminar nossas vidas como uma canção melódica.
1975...
Permaneci fiel a essa esperança, minha dedicação silenciosa sendo uma prova viva do poder do amor e da determinação humana. Mas, hoje tudo vai mudar. Cansei de esperar por ela. Essas longas semanas vão ter um fim.
Enquanto eu caminhava pelas ruas familiares que agora pareciam estranhas, meu coração batia mais forte em meu peito. Cheguei à casa que costumava ser o seu lar e ao olhar para ela, uma sensação de apreensão me dominou. A fachada estava um pouco desgastada, as flores que antes enfeitavam o jardim pareciam ter crescido selvagens e a casa tinha uma aura diferente. Estranhei.
Ao me aproximar do jardim, fiquei atordoado ao ver Elly ali, envelhecida, brincando com algumas crianças. Seus olhos me encontraram, e um nó se formou em minha garganta. Elly fez um gesto para que as crianças entrassem na casa, e então se aproximou de mim.
— Charles... - Sua voz tão suave abraçou meus ouvidos
— Elly, eu... não entendo. O que está acontecendo?
— Venha, vamos nos sentar. - Pediu com um olhar triste.
Nos sentamos em um banco no jardim, um silêncio pesado pairando entre nós.
—Charles, você lembra daquele acidente... daquele dia?
— Sim, claro. Foi o dia em que tudo mudou. - Assinto.
— Querido, você... você morreu naquele acidente.
Uma onda de choque percorreu o meu corpo. Olhei para Elly, confuso e atônito.
— O quê? Não, isso não pode ser...
— Eu pensei que, se eu fosse embora, você finalmente perceberia que estava preso. Você não fez a passagem, Charles. Você ficou aqui, ao meu lado, o tempo todo. - Ela respondeu com os olhos marejados.
— Eu não... eu não entendo. Como você pode me ver? Como pode falar comigo? - Pergunto em meio às lágrimas.
— Talvez nosso amor seja assim, Charles. Talvez sejamos almas gêmeas de verdade, destinadas a permanecer juntas além dos limites do tempo e da vida.
As lágrimas rolaram pelo meu rosto enquanto processava a revelação. A sensação de perda, de uma vida que eu acreditava estar vivendo, atingiu-me com força. No entanto, a presença reconfortante de Elly ao meu lado trouxe um certo alívio.
— Eu... eu ainda sinto você, Elly. Ainda sinto nosso amor.
— E eu sinto você também, Charles. E talvez, em nosso amor, tenhamos encontrado uma maneira de transcender o véu entre a vida e a morte. Mas, você precisa fazer a passagem e quem sabe, em uma próxima vida sejamos um só novamente.
E assim, compartilhamos um momento de paz e compreensão, e ali, envolto no amor dela eu finalmente parti.
Presente...
Acordo de um sonho bom e doloroso ao mesmo tempo. A imagem daqueles lindo olhos escuros tem sido minha companheira a meses, na verdade, desde que comecei a trabalhar em Love me again, tenho tido esses sonhos vividos.
Sinto uma mistura de excitação e nervosismo enquanto me preparo para as filmagens do meu novo videoclipe. Nem sei ao certo porque escolhi a Espanha. Acho que gosto demais de cavernas talvez.
No entanto, a angústia inexplicável que me atormenta ainda está presente, fazendo meu coração bater descompassado.
Enquanto aguardo na locação, meus olhos se fixaram em uma figura feminina que passa pelo local. Nossos olhares se cruzaram por um breve instante, e uma sensação de déjà vu me atinge como um raio. Eu sento uma familiaridade incontrolável, como se já tivesse visto aqueles olhos antes. Os sonhos...
— Taehyung essa é Micaela. Ela será responsável por te auxiliar no que precisar. - Um dos assistentes de direção nos apresenta.
— Prazer em conhecê-la. Sou Taehyung.
— Taehyung... O prazer é meu.
Quando nossas mãos se tocam, sinto uma corrente elétrica percorrer meu corpo. Meus olhos se arregalam quando, por um instante, tive um vislumbre do passado. Viu a mim mesmo tocando um saxofone apaixonadamente, enquanto ela, Micaela, me admirava da plateia.
— E então minha estrela, pronto para começar? - O diretos nos interrompe e eu assinto ainda perplexo.
Olho para Micaela e sigo em frente. Preciso ser profissional, mesmo querendo jogar tudo para o alto e fugir com ela daqui.
Tudo se desenrolou perfeitamente bem ao longo do dia de filmagem na misteriosa caverna. Vez ou outra ela se aproxima e retoca minha maquiagem, seca meu rosto e verifica se esta tudo em seu devido lugar.
— Micaela, você realmente tornou tudo mais fácil hoje. Não sei o que faria sem você. - Digo sincero quando estamos quase no fim.
Ela retribuiu o sorriso, seus olhos brilhando. — Ah, não foi nada, Taehyung. Estou feliz em poder ajudar.
Conforme a tarde avança, vamos compartilhando risadas e palavras, cada vez mais envolvidos em uma conversa íntima que parecia unir nossas almas. Percebo como Micaela é inteligente e divertida.
Enquanto ajustamos as últimas cenas, notou uma oportunidade para me aproximar ainda mais. Toco delicadamente o braço dela, desviando o olhar por um momento. — Sabe, acho que nunca conheci alguém como você antes. É algo especial.
Ela corou levemente, e eu achei muito fofo como suas bochechas ficaram vermelhas.
— Você também é único, Taehyung. Não é todo dia que se trabalha com alguém tão talentoso e genuíno como você.
Ela dá um passo e tropeça, quase perdendo o equilíbrio. Rapidamente, a seguro, meus braços ao redor dela, proporcionando um momento de proximidade. Nossos olhares se encontram e, por um instante, o mundo parecs congelar.
— Você está bem? - Pergunto suavemente. Ela assentiu, incapaz de desviar o olhar do meu rosto.
— Sim, obrigada. Você é meu herói.
Finalmente senti que era hora de tomar uma atitude. Olhei para ela com determinação. — Micaela, eu realmente gostei do tempo que passamos juntos hoje. E eu estava pensando, que tal sairmos para jantar? Apenas nós dois.
Ela pareceu surpresa por um momento, mas logo um sorriso radiante apareceu em seu rosto. — Eu adoraria, Taehyung. Seria ótimo passar mais tempo com você.
—Ótimo. Mal posso esperar. - Que alívio que senti quando ela aceitou meu convite.
As filamegns terminaram e eu não via a hora de ir busca-la para nosso encontro.
Enquanto esperava por ela , olhei para o céu e suspirei. — Espero que, desta vez, as coisas sejam diferentes. Espero que possamos criar algo especial juntos.
— Falando sozinho? - Abaixo o olhar e me deparo com uma mulher eeslumbrante a me encarar. Sorri.
— Está fantástica.
— Agradecida. - Ela se põe ao meu lado.
— Você acredita em vida após a morte? Acredita que as vezes voltamos para viver aquilo não conseguimos anteriormente? ‐ Pergunto enquanto caminhamos para o carro.
Micaela segurou levemente a minha mão, nossos dedos se entrelaçando. — Eu acredito que sim, Taehyung. Às vezes, a vida nos dá uma segunda chance.
Olhei para ela, um brilho de determinação em meus olhos. — Bem, eu não vou perder essa chance. Não vou perder a oportunidade de ser feliz ao seu lado.
E assim, enquanto as estrelas brilhavam no céu, unidos pelo recomeço de algo especial e promissor, os dois viveram.
Fim.
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