Capítulo 22 👑

⚠Atenção . Esta história contém cenas de sexo e violência, o que não são indicadas para menores de 18 anos🔞. Não é permitido nenhum tipo de plágio. Não se esqueçam de votar, comentar e partilhar!
Boa leitura.

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Eu tinha sonhado tantas vezes com minha família, foi uma completa confusão em uma fase da minha vida, muitos meses depois de minha mãe ir embora, começaram-se alguns sonhos estranhos que nem fazia ideia do que se estava a passar. O primeiro aconteceu aos 9 anos de idade. Parecia estar do lado de fora de um vidro ofuscado e olhava tudo, incluindo diversos detalhes. Mas não era um vidro. Com o tempo, comecei a distinguir algo que encobria minha visão como névoa, e ela estava presente em tudo. Nos últimos tempos, cheguei a rever o funeral de meu pai. E cada vez distinguia algum detalhe novo. Era como rever um vídeo diversas vezes e cada vez ela fazia mais sentido. Cada vez mais detalhes se viam juntos. Ter recordações não eram o suficiente. E ali estava eu tendo um sonho, com o quarto de Harry, não sabendo exato de como eu conhecia cada canto daquele quarto e nenhuma vez eu tenha entrado ali dentro. É exato tudo igual. Mas no sonho eu estava sozinha no quarto.

No momento, bem atrás do piano escuro e com uma grande cauda, as teclas agora brilhando para a luz projetada a partir do teto e onde fixo o olhar ainda fascinada, tem um grande sofá-cama aonde estão sentadas duas jovens de minha idade. Elas estão sorrindo para nós. Mas suas roupas conseguem chamar a minha atenção, ou pelo menos a falta delas. Quando eu viro os olhos para o Harry para saber do que se está a passar, ele está tão próximo de mim que retira minha blusa pelos cós e fico pasma olhando para ele. Ele segura a blusa entre os dedos e dá-me um beijo leve no canto da boca e arfo mesmo sentindo-me tão confusa.

Vejo-me sem minha blusa e com os seios a mostra.

— Relaxa e vai ficar ali com elas — Eu olho na direção das duas jovens do outro lado do quarto e quando percebo as duas encarando meus seios, levanto a mão de imediato para tapa- los. Harry provavelmente percebendo isso, aproxima-se por trás de mim e empurra-me gentilmente na direção das duas que já se levantam para pegar em meus braços e enfiar-me entre seus corpos. Abro a boca surpresa quando percebo-as apenas de lingerie, sensuais, belas e quentes quando uma delas passa uma mão pela minha cintura. Arfo e viro a cabeça na direção do Harry. Ele está encostado no piano com as mãos cruzadas e tem os olhos fixos em nós, como se assistisse a um espetáculo interessante. Uma das meninas vira a minha cabeça me forçando a olhar para ela.

— Deixa-o ali. Foca em nós — meu corpo quase agita quando a segunda jovem posta-se atrás de mim e enfia os dedos nas faixas do meu curto calção e desce-o para minhas coxas. A menina na minha frente, com sua lingerie preta, com bordados finíssimos que mal tapam a sua genitália, aproxima o rosto do meu e sussurra em meu ouvido, arrepiante e quente:

— Ouviste o que o grande mestre disse. Relaxa... — Ela abocanha meu pescoço e sem querer solto um baixo grito e sinto uma língua subir pela linha de minhas costas e fecho os olhos, começando a sentir o grande calor invadindo toda a parte inferior do meu corpo. Quando abro os olhos de novo, encaro dois belos azuis na minha frente, bem a poucos centímetros, e a bela jovem puxa meu rosto para a frente e enfia sua língua na minha boca e sinto-me estranha quando percebo que o beijo vindo de uma mulher poderia ser melhor do que eu realmente pensava. Eu retribuo e quando percebo ela já afastou-se de mim e a menina de lingerie vermelha traça a sua língua em meu pescoço e puxa minha cabeça para trás. Por um momento, detetando a sombra do Harry ainda no mesmo lugar, tento olhar para ele mas a menina atrás de mim mantém minha cabeça no lugar e sinto a companheira já traçando pequenos trajetos pelo meu umbigo e solto um pequeno suspiro quando a língua macia e fina dela atravessa lentamente meus grandes lábios. Alcanço a menina atrás de mim e sinto algo soltando-se por dentro de mim, como se algo preso sentisse finalmente livre e abrindo-se dentro de meu corpo. Aperto seu cabelo e cabeça contra mim e solto gemidos seguintes quando a outra menina traça a língua pelo interior das minhas coxas. Por um momento, não sei o que estou a fazer. Só que é muito bom.

Como se algo como pudor estivesse se despindo e nem ligando para mim quando me liberto da menina atrás de mim e finalmente olho para Styles, o grande mestre Styles, ainda de pé com a expressão entretida e ativa em nós, demonstrando o quanto estava a amar este pequeno espetáculo a três. O grande volume na frente de suas calças mostra-se mais entretida ainda. A de lingerie vermelha também percebendo disso, sai de trás de mim e aproxima dele, já tocando e puxando suas calças mas Harry segura em sua mão e responde:

— Não. O nosso foco é nela. Vai lá — A menina solta um pequeno resmungo e sinto-me de alguma forma fascinada quando Harry volta a olhar em meus olhos e inclina de leve a cabeça e com isso, empurro a cabeça da outra menina. E olhando o Harry ainda nos olhos, como um desafio seguro a cabeça da menina de joelhos e beijo-a. Para mim isso parece mais um estágio de algo enlouquecedor.

♤♤♤

Obrigado por teres livrado delas. Eu repito pela terceira vez dentro de minha cabeça para o Harry que agora tem meu computador no colo e recomeçamos sempre a pensar nos planos que teremos para amanhã, qualquer coisa que não envolva as horas anteriores. Pelo menos nossa conversa não reticula por essas bandas.

— Obrigada por quereres ajudar — Ele olha para mim, não para meu rosto, mas para meu corpo, para as roupas leves que decidi colocar depois daquela aquecida há uma hora atrás. Na qual ele escolheu apenas assistir e não participar e nem tocar em mim como eu desejei. Aproximo o rosto do dele, pronta para beijá-lo e ele desvia o rosto e volta para o computador, e aquilo tudo revive na minha cabeça. Mais uma vez. Eu que já tinha visto algo parecido em um filme, e era frequente em livros eróticos, mas nunca cheguei a pensar que viveria –o um dia. E buscar o fundo de mim que queria manter-se em silêncio esse tempo todo. Sento-me quieta no sofá e cruzo os braços, sentindo- me de uma vez desprevenida e meu corpo inteiro queima de vergonha. Harry nem parece dar-se por isso enquanto continua teclando no meu computador, como se eu não estivesse de verdade mesmo ali de seu lado.

Agradeço por estar bem nesses dias.

Ainda sentindo-me em transe, abaixo os braços e enfio as mãos entre minhas coxas juntas e fixo o olhar no ecrã. Em letras grandes, traçadas por linhas está escrito o nome do meu projeto, a FARMA VIDA, sugerido por ele enquanto descreve os dados e passos em dois parágrafos. Pelo menos terei algo que apresentar para a semana. Levanto as sobrancelhas quando percebo o espaço fictício que ele coloca e olho para seu rosto. Sem saber se terei ou não sua resposta, viro para perguntar:

— Esse aí não é o endereço do teu clube?

— Não é tão importante, ou é?

Ele afrouxa os ombros e repousa a cabeça no encosto do sofá, mas não desvio o olhar de seu rosto e aperto meus dedos presos no outro.

— Queres falar alguma coisa comigo? — Uma pequena mudança em sua postura, alguma linha que muda a volta de seus olhos mostra seu pequeno declínio com a minha pergunta e sua resposta fica no silêncio. — Tu estás a ter problemas no trabalho? Algum problema financeiro por lá? Algum...

Paro com a respiração pendente, ele agora está a olhar para mim, uma expressão vazia e estranha daquela que não está tão recetível em responder a alguma pergunta que tenha a ver com aquele clube ou com sua vida.

— Como é que soubeste? — Se eu fosse algum tipo de adivinho, com certeza que tinha dado conta que eu não estava apenas dando palpites, e aquilo que eu realmente desconfiei, aconteceu de verdade.

— Eu não... — Paro por um momento e não penso em nada — não faço ideia.

— Uhmm ... — Observo enquanto ele guarda todo o conteúdo que tinha acabado de escrever e força o computador para desligar — Vou vender o clube.

Solto um baixo som esquisito e ele abaixa o ecrã com a expressão séria e quero observar mais de seu rosto, daquilo que ele tanto pensa, estudar sua expressão que tanto olha agora para o chão. Ele estende-me o computador e retiro as mãos de dentro do calor entre minhas coxas e não ouso desviar o olhar de sua cara.

— Mas e agora?

E agora? Ele vai vender seu melhor empreendimento e talvez seguir algum outro ramo.

— Quero ir embora.

E ir-se embora daqui. Como se algum pedaço de tudo isso ficasse em falta e eu sentisse-me atravessada com isso. Ele devolve suas palavras e eu fico estática como se esperasse por outras, mas como se nada delas fosse completa. Apenas suas decisões. E eu deixo-me ficar e abraça-lo. E ajuda-lo a retirar suas roupas e baixando para perto da lareira quente enquanto ouço os próximos pingos de chuva do outro lado e aprovo um novo gosto azedo em minha boca.

♤♤♤

Consigo lembrar-me de Thomas. Sonhei várias e várias vezes com ele. Ele disse-me para chama-lo de Thom ou Tho. Algo assim. Lembro dele desde meus 7 anos, assim que fomos viver de forma não legal com a vizinha Jenny, a mãe dele. Ele não parecia ser uma pessoa tão instável quando deixou de ter seu pai para o mundo do crime, um homem repuxado seu corpo para fora de um muro porque simplesmente não tinha como quitar o que fosse de suas dívidas com algum traficante desconhecido. Thomas foi dos primeiros que entraram em minha vida, causando um impacto maior do que o esperado e largou- a com outro vazio, quando se foi de repente, depois de meses escondendo o que realmente sentia. Aquela instabilidade interior de um adolescente, um sorriso escondido e sofrido quando foi o primeiro a pedir-me em namoro e quando eu ponderei em aceitar, dediquei- me a sentir-me como a pessoa mais feliz na vida dele. Ele não importaria se eu seria sua irmã adotiva.

Ele era um ruivo bastante interessante, o mais silencioso de seus quatro irmãos, dentro de uma casa aonde as brincadeiras se dividiam entre paus ao vento e gritos raivosos, principalmente pelo grande quintal que eles tinham, e os cães. Não cheguei a conhecer os pais dos miúdos mas há quem diria que um deles era do tipo que não procurava ajuda com a bebida no fundo do copo. O pai de Thomas e Lenny era tão desleixado que o primeiro filho, Lenny, veio semelhante, que mal vestia suas calças e elas se arrastavam debaixo dos chinelos deixando a mãe mesmo nervosa. Para mim parecia um atraso mental. Mas ele não era nada parecido com o Thomas. Ninguém era como o Thomas. O mais bonito que eu conheci, o mais tímido, mesmo que pouco afetivo, passamos a ser grandes amigos. Vivi ilegalmente naquela casa por 5 anos, mas uma tarde um amigo avisara a Jenny que chamaria a atenção da assistência social, já que eu frequentava o serviço público. Não tinha como ver Thomas como um familiar. Ainda que encontrássemos pelos arredores da casa. Ele era um daqueles que odiava o pai e pouco entreteve com os irmãos. Eu fiquei convencida que haveria de ter algo mais. Thomas morrera há 15 anos e esguichara algo tão forte dentro de mim que ainda procuro como o arranjar. Ele nunca teve o pai ali. Quis na altura tanto falar com Jenny, mas as coisas se desmancharam ainda mais entre nós. Não nos falamos há mais de um ano.

Mas ela em momentos foi maravilhosa comigo. Conheceu bem meus pais, convivendo mais de dez anos com eles. E aceitou a mim e aos meus irmãos de bom grado em sua casa quando meu pai não teve a coragem de nos entregar devidamente a alguém. Ele devia estar a pensar que meus irmãos tomariam conta de mim. Com a saída repentina de nossos pais, não tivemos o direito a nada. A casa ficou sob a responsabilidade de um banco pelo atraso que tinham na hipoteca. Jenny não tinha tantas condições, sem o seu marido e cinco filhos, ela teve que esforçar-se por nós. Com nenhum tostão connosco, Zack e Liam tiveram que trabalhar. Ronnie ainda não tinha idade e ia para a escola com o resto dos mais novos. Jenny trabalhava horas extras e ficávamos sozinhas em casa, eu a mando das duas filhas dela, com quem teria que partilhar tudo. E quando tive meu primeiro surto psicótico, ela levou-me de carro para o psicólogo, dando-me uma boa atenção, sem sequer notar que Thomas sofria de algo pior que eu. Ela culpa-se até ultimamente pelo que aconteceu ao filho. O que para mim é errado. A história é outra. 

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