Capítulo 21 👑

⚠Atenção . Esta história contém cenas de sexo e violência, o que não são indicadas para menores de 18 anos🔞. Não é permitido nenhum tipo de plágio. Não se esqueçam de votar, comentar e partilhar!
Boa leitura.

♤♤♤

Decido que irei conversar com o Harry sobre meu irmão, que parecem conhecer-se bem, saber da localização da prisão em que ele está, e tentar planear uma visita ao Zack. Preciso reencontrar meus irmãos. Sem mãe e pai, somos nós. Os quatro. O que poderia ser desde o início. Ainda existia a dificuldade em acreditar que ele era um criminoso, condenado a um vício que ele não resolvera em criança. Porque ele era indiferente a muita coisa na vida. Incluindo as coisas que aconteciam a nossa volta naquela casa. Uma coisa que realmente chamou-lha à atenção foi ter descoberto a minha doença. Mas ele não tinha muito conhecimento dela, mais tarde iniciei o tratamento, e já não havia contato com nenhum deles. Fiquei anos sem ter respostas dos rapazes, e tenciono procurar alguma ajuda que possa levar- me até eles. Para que eu me sinta um tanto melhor e mais aliviada. Aquilo que aconteceu com nossa família não era exatamente a culpa de ninguém, mas de cada um de nós.

Harry pediu-me tantas vezes que não fosse trabalhar hoje, que depois inventaria uma desculpa qualquer, mas apenas olhei para ele e esperei por uma grande razão que me levasse a sério a fazer isso. Aquela dúvida no olhar dele ainda mantinha-se a paira, mas ainda tudo era estranho para mim mesmo que que houvesse a partilha de tanta intimidade. Como se eu quisesse saber de muito mais. As verdades e conversas que fiquem para depois. Harry, o que está a acontecer contigo e com a tua empresa? Sabes, eu quero falar também do meu irmão. Eu olho na direção da porta e continuo em silêncio, sem ouvir o que ele tanto faz do outro lado do corredor da sala. Ouço seus passos aproximando e paro para observa-lo entrar no recinto.

— Queres almoçar fora? — Olho em sua direção e vejo a pequena luz brilhante vinda do fundo do corredor envolve-lo em um brilho encantador num dos lados do corpo e mantenho-me estática com a bolsa do trabalho nas mãos.

— Eu preciso... — Desvio o olhar dele para baixo, para meus sapatos, minha bolsa pequena bege, meu casaco já pendurado em meus ombros, e minhas roupas preparadas para o dia de trabalho. — Está certo.

Eu não precisarei pedir um almoço rápido fora, sendo que no bar permitem dia de falta e não atrasos de forma desleixada. Harry sorri para mim, daquele jeito encantador e feliz e desaparece outra vez para o corredor e continuo ainda sem jeito, já pensando na comida que Gina deixou no dia anterior no frigorífico e Harry nem estará pensando antes de gastar dinheiro fora. Mesmo que isso talvez fosse um toque mínimo para alguém como ele.

Aproximo do sofá e pouso minhas coisas enquanto alojo as mãos na cintura e olho na direção da porta do corredor para a garagem do outro lado, aberta. Harry surge de repente do canal chamando a minha atenção e aproxima-se de mim e toca a minha nuca com uma mão fixando os olhos nos meus.

— Alguma coisa está a incomodar-te?

— Não — Respondo enquanto ele me olha de um olho para o outro. Por enquanto nada ainda. Com os olhos bem abertos e sentindo-os ficarem secos, acrescento — A tua assistente, ela suspeita de nós.

Ele continua a encarar-me em um curto silêncio e em vez de responder, beija-me calmamente e separa nossos lábios com um gesto calmo e lento.

E porque eu tinha que entrar assim no assunto. Como assim suspeitar? Temos algo em segredo? Tolice.

— Eu quero ficar contigo — Ele não parece envergonhado, ao contrário, parece ter um interesse genuíno em falar isso . — Vais ter que me aturar. Se quiseres.

E quem não quereria? Diz- me lá uma lista, pelo menos pequena.

Partilhamos de um momento especial e diferente desde ontem, e eu também quero continuar isto com ele, o homem elegante dos meus sonhos, mas estou com medo de seguir à rasca, como se cada vez que eu ficasse com esta certeza, sinto algo me puxando para um fundo, onde tinha algo já a minha espera. Ele não espera pela minha resposta e regressa para as escadas de forma tão rápida que em segundos vejo-o desaparecer e balbucio com a boca pesada, ainda o gosto dele em meus lábios. Eu também.

Meu coração palpita e erra as próximas pulsações e de seguir retorna ao normal, tornando tudo isso em um ciclo vicioso e eu sinto a garganta tão seca que peço de imediato uma água. Eu olho para o homem a minha frente, ele parece entretido com algo em seu telemóvel e em algum momento desliga o ecrã e enfia o aparelho no bolso. A minha água chega e engulo dois dedos com uma certa urgência, agradecendo por ele ter o olhar fixo em algum lugar. E agora algo parece incomoda-lo e ele desvia a cabeça. Abaixo de imediato o copo e permito-o ter a minha atenção. Meu pai em um passado recente trabalhou para ele em seu Clube, agora estou aqui partilhando um almoço com ele como se fosse a sua nova namorada e quando voltar para casa, certamente revoltar-me-ei em sua cama grande e confortável. Harry está de olhos em mim agora, provoco um pequeno sorriso nele deixando um rasto para minhas emoções acordarem e me darem a chance de aproveitar este almoço como se fosse o último. A minha consciência está em silêncio e agradeço muito.

— Quais os planos depois disto? — Ele pergunta repentinamente e demoro um tempo para pensar, algo necessário que vou precisar fazer já que não vou para o trabalho?

— Podias ajudar-me com o projeto?

Ele olha um pouco para o lado e assente com a cabeça, ainda incerto.

— O projeto?

— O projeto pedagógico que terei de dar um avanço de início ainda esta semana. Vou precisar apresentar para minha supervisora. É isso.

— Claro — Responde rápido e faço um pequeno bico com os lábios, determinando o quanto ele parece distante e não inteirado na nossa conversa. Os dedos tremulam perto de seu copo de vinho e ele não para com os olhos. Vejo relutância em sua expressão. Finalmente com a coragem que obtenho, viro metade do corpo para trás, curiosa e, com os olhos diretos e fixos, atenção imediata. Distingo a duas mesas de nós, Jessica e outra mulher conversando entretidas e por um momento olham estupefatas para mim, como se não esperassem que eu estivesse fazendo isso. — Irei pedir comida no balcão para levarmos e almoçamos em casa.

Sem esperar-me responder, Harry levanta-se da mesa e avança para perto do balcão de atendentes enquanto troco outros olhares com Jessica e a jovem de frente a ela. Jessica olha um segundo para ela, diz-lhe algo e levanta-se do seu lugar dirigindo-se na direção de nossa mesa, usando vestes semelhantes às do outro dia. Recuo um pouco pensando em levantar, mas seu olhar é distinto. Ela aproxima-se o suficiente para dirigir-se a mim:

— Por favor, fá-lo parar.

Encaro-a em silêncio, sem saber exatamente o que dizer-lhe, mais confusa sem ter nenhuma certeza e mais uma vez eu espero por alguma resposta. Que não vem. Em segundos, Harry está ao meu lado, ignorando a bela mulher em pé e segura delicadamente em meu braço e fazendo-me levantar, e com alguma paciência, encaminhamos juntos para a saída. Quando vejo outra mulher vir atrás de nós. Mas ela estagna-se na altura da porta, e sem poder desviar o olhar de sua figura, mesmo após entrar no carro, ela ainda está lá, de olhos fixos em nós. Harry liga o motor e coloca o pequeno saco descartável com a refeição quente em meu colo e responde, com a voz seca:

— Aquela ali é a minha mãe.

♤♤♤

Empurrei a porta de entrada e obriguei- nos a entrar e somos de imediato abafados pelo calor que vem de dentro da sala. Retiro o casaco e caio sentada nas cadeiras altas do balcão de bebidas. Colocando o casaco no colo, descanso o queixo nos braços sobre o balcão. Agradeço por Harry não conversar comigo naquele instante e ficamos em um reino de silêncio profundo. Porém continuo escutando seus passos ao redor dos corredores, como se ele procurasse algo, um pouco agitado, pronunciando ainda mais meu nervosismo. Arranho os dentes e sinto sede de uma bebida forte daquela estante. Levanto o olhar até ela, procurando algo que chame a atenção de minha vista. Consigo distinguir uma garrafa colorida azul pequena que nunca cheguei a ver. Talvez eu envolva Harry em uma boa conversa e ele comente sobre algum assunto que nos chame a atenção.

— Traz o computador para eu te ajudar. Logo terei que sair.

Viro a cabeça para olhar para ele, mas já está além da porta e assinto a cabeça ao nada. Desço da cadeira e com o corpo amolecido sigo para as escadas.

Zack sempre me dizia: " faz apenas o que te compete, garotinha".

E meu grande irmão não tem razão? Só preciso fazer aquilo que me incumbe, desejar mais que o necessário não me faz tão saciada assim. Fugi de grandes relacionamentos durante minha adolescência, eu tinha medo de cada um dos rapazes que vinham surgindo e querendo pedindo e exigindo um pouco mais de mim. Nunca me veria como aquela namorada boa a satisfazer. E caí nas graças de alguém como o Max. Em um momento, acabei por desistir de fugir e fechei os olhos para o que estava por vir.

Abro os olhos e olho para as costas nuas de Harry que levanta-se da cama e cobre-se com uma camisa polo escura e calções e prepara-se para sair do quarto. Ele não olha para mim e enfia-se para fora do quarto e eu enfio as mãos por baixo do lençol e procuro o ponto mais quente enquanto acomodo-me para fechar os olhos de novo. Uma pequena onda de sono manifesta-se de forma gostosa enquanto mantenho-me encostada ao travesseiro e inspiro profundamente. Abro os olhos repentinamente quando sinto alguém sentar-se perto de meu pé e uma mão pesada acomoda-se sobre minha cintura e levanto a cabeça.

Harry está sentado na ponta do colchão, morde o lábio inferior enquanto olha para mim, desta vez de verdade. Durante o sexo eu percebi o quanto ele estava distante, paciente e carinhoso, mas distante. Quase ao limiar de um furioso. Pouco me olhou nos olhos. Ele é verdadeiramente dominante na altura do sexo, e como uma idiota começo a pensar no número de mulheres que terá dormido com ele. Pelo menos nesta cama.

— Levanta-te. Vamos fazer algo divertido. — Noto algo genuíno em seu olhar. Ele parece-me bem agora. Estou na casa dele, onde tudo é dele, incluindo eu agora, o mais próximo que já consegui estar de um homem. Tiro a mão de entre minhas pernas, viro-me para ele ainda debaixo do lençol, um pouco desconfortável com a minha nudez. Seus olhos verdes estão fixos em meu rosto. Ele sorri. Ouço a chuva intensificar-se do lado de fora e forço- me para fora dos lençóis e junto-me ao Harry que entrega-me as minhas roupas, com os olhos fixando em cada pedaço de minha pele. Ele inclina-se e beija-me e gentilmente, saímos para fora do quarto.

— Pensei que irias sair.

Enquanto observo seu belo rosto, esperando por sua resposta, ele abre a porta e entramos para dentro do quarto bem ao lado do seu. Paramos na porta, ele fica de frente a mim, no quarto ainda escuro. Sorrio boba e antes de avançar para dentro da escuridão do quarto, ele toca meu pescoço e beija-me intensamente, chupando meus lábios com vontade e sinto aquela vibração intensa voltar entre minhas pernas. Afasta-se segundos depois e sorri para mim.

— Ótimo. Vais adorar isto.

Acendendo de seguida, olho para o interior largo do quarto, parecendo-me tão quente e ao mesmo tempo, tão reconhecido. Terei eu sonhado alguma vez com este quarto? Ou foi somente um deja-vu?

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