❅𝙲𝚊𝚙𝚒́𝚝𝚞𝚕𝚘 8❅
Victor soltou o ar arrumando seus óculos redondos antes de escancarar as portas dos fundos do setor de medicina. Ele evitava vir pela entrada, para não encarar os "valentões" que tanto lhe atormentavam.
Muitas vezes, ele se deparava com sua autoestima quase zerada após um dia que os valentões tiravam sarro de sua estatura e aparência.
Mas o mais louco de tudo, era que Victor é lindo! Por mais que algumas pessoas desfavorecem sua altura, o Victor tem na verdade, 1,68 de altura, alguns julgam que é uma altura alta, outros altura baixa. Mas na verdade, era a altura ideal para seu corpo.
O rapaz tem cabelos lisos escorridos que são difíceis de ficarem bagunçados, olhos azuis como o céu limpo, rosto sardento e um sorriso largo e extremamente bonito.
Ele usava óculos que não eram proporcionais para seu rosto pequeno e usava moletons maiores que seus braços – era um pouco difícil encontrar roupas que caibam perfeitamente nele.
Tudo isso que compõem o Victor, demonstra o quanto ele é lindo, especial e principalmente, fofo.
Ao vê-lo dá vontade de abraçá-lo como se quisesse privá-lo de qualquer sofrimento do mundo. Victor é tão lindo por dentro e por fora que isso faz com que pessoas de má alma, o desvalorize e deixe sua confiança abalada.
Aqueles valentões, tinham simplesmente inveja do Victor, queriam intimidá-lo porque nenhum deles não chegava perto de ser lindo de alma que nem o Victor. Mas isso era algo que o Victor tinha que se dar conta.
Ele passava pela frente dos banheiros para então, chegar ao seu setor. Mas antes de concluir seu destino, ele franziu o cenho ao ouvir uma respiração ofegante e desesperada. Alguém precisava de ajuda.
Victor não pensou duas vezes antes de escancarar a porta do banheiro masculino. Ao abrir, se deparou com Brad, o cara que ele é apaixonado em segredo, apoiando suas mãos na pia com os olhos fechados quase sem conseguir respirar.
Victor não pensou em nada, dessa vez, sua timidez se deu lugar a urgente de querer ajudar.
Victor se aproximou tocando em seu ombro, por um breve momento, ele sentiu como se uma eletricidade confortável passasse pelos seus dedos nesse contato.
Pela primeira vez, ele viu os olhos de Brad de perto quando percebeu sua presença. Tão azuis quanto eu imaginava, pensou Victor.
– Vo… Você sofre de asma? – perguntou Victor. Brad tentou engolir em seco se concentrando em não parar de respirar. Ele simplesmente assentiu – Ok, se sente no chão. – Victor o pegou pelo braço sentindo o tecido macio da jaqueta verde de Brad.
O garoto não questionou, os dois estavam cursando medicina, Brad, por mais que, não estivesse pensando direito, ele sabia que Victor tinha consciência do que estava fazendo.
Brad se sentou no chão de mármore branco polido. Victor se agachou ao seu lado, segurou seus ombros e inclinou seu corpo ligeiramente para frente, assim facilitando a respiração.
– Está tudo bem. Vai melhorar logo. – Victor tentou o tranquilizar. Brad assentiu brevemente inspirando e expirando pesadamente.
E assim ficaram uns minutos, com Victor passando vagarosamente a mão nas costas de Brad se certificando que ele permaneceria com o corpo inclinado para frente e que se concentrasse em respirar.
Quando Victor percebeu que a respiração de Brad estava se estabilizando, ele pôde soltar o ar ao se dar conta que não precisava mais se preocupar. Ali, ele percebeu que os cabelos de Brad são mais loiros de perto.
Ao estar do lado de Brad, ele viu as diferenças que a distante não permitia que ele visse. Brad era mais lindo de perto, deixando o coração de Victor mais quentinho.
– Obrigado, Victor. – disse Brad tirando Victor do seu transe.
O rapaz piscou várias vezes pela a surpresa de Brad saber seu nome.
– Você sabe meu nome? – indagou. Brad, agora com a respiração estabelecida, voltou seus olhos para os de Victor, foi como enxergar um espaço cheio de cores e cometas ao observar os olhos de Brad nos seus.
Brad sorriu brevemente e disse:
– Claro, estudamos histologia juntos. – Victor engoliu em seco. Para ele, era impossível que Brad o enxergasse, que o visse de forma tão espontânea. Mas ele percebeu que Brad reparou nele, pelo menos, uma vez.
– Si.. sim. – Victor desviou o olhar apertando os lábios.
– Obrigado por ter me ajudado. Esqueci minha bombinha em casa e tive essa crise forte, se não fosse por você, não sei o que teria acontecido. Você será um bom médico. – Brad agradeceu, com um sorriso sincero.
Victor se perdeu por um momento ali. Mas, mal sabia ele, que Brad, por algum motivo, sentiu seu coração se apertar e aquecer quando o olhou daquela vez.
– De nada. E você também será um ótimo médico. – Brad soltou o ar pelo nariz ao sorrir desviando o olhar para suas mãos.
– Obrigado. Espero que eu seja. – ele voltou a olhar Victor, e logo pensou em como seria se ele descobrisse mais sobre Victor.
Porque ao admirar aqueles olhos por trás dos óculos gigantes, ele percebeu imediatamente a inocência e transparência que aquele rapaz transparecia. Poderia acabar precocemente ou não, mas Brad queria protegê-lo.
Ele sempre foi assim, gostava de praticar o bem e de proteger quem ele se importava, e nesses minutos que conheceu o Victor, ele se importou com ele. E isso se fortaleceu, que o Victor o ajudou, deixando seu coração comovido com a delicadeza que o Victor cuidou dele.
– Você vai ter aula agora? – Brad perguntou a Victor. Ele consertou os olhos e disse:
– Sim, de anatomia.
– Minha sala é ao lado da sua. Vamos, iremos juntos. – Victor arregalou os olhos por um momento enquanto Brad se levantava do chão.
Ele limpou a garganta e se levantou também. Arrumou sua mochila em seus ombros e sorriu brevemente para Brad antes de passar por ele.
Juntos caminharam pelos corredores do setor. Muitos cumprimentavam Brad com acenos, e consequentemente, os acentos também eram dados a Victor por estar na companhia de Brad. Pela primeira vez, Victor sentiu a sensação de ser notado. Ele se sentia intimidado.
Os dois pararam em frente a porta branca da sala do Victor. Ele ainda não entendia e nem caiu a ficha de que o Brad estava dando atenção para ele, ontem o Brad só era um amor platônico que nunca iria olhar. Hoje, ele estava ao seu lado.
– Está entregue. – Brad sorriu apontando para a porta – Obrigado de novo por me ajudar.
Victor assentiu sorrindo pequeno entrelaçando seus dedos. Brad riu graciosamente o olhando, Victor franziu a testa se perguntando porque Brad estava rindo dele.
– Desculpe, eu estou rindo que é inacreditável o quanto você é fofo. – Brad falou sincero. Victor arregalou os olhos novamente.
O Brad me chamou de fofo!, Foi o que Victor pensou.
– O… Obrigado. – foi o que Victor conseguiu dizer. Brad sorriu e levou sua mão até o topo da cabeça de Victor.
Ele passou a mão em seus cabelos sentindo a maciez dos fios, Brad fixou seus olhos no de Victor e se sentiu estranho, seu coração estava batendo rápido demais, mas… era uma sensação boa e bonita.
O que Victor tinha de tão especial para entrar no coração e pensamentos de Brad tão rapidamente? Isso, nem o Brad sabia.
Ele se afastou, se despediu e seguiu seu caminho. Imaginando o que faria da sua vida, agora que o Victor entrou nela.
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