Capítulo Dezoito
Theodoro Vinro:
Fred guiou a gente até uma sala silenciosa, onde a luz suave das velas tremulava, criando sombras dançantes nas paredes. Foi então que percebi algo incrível: os três espíritos animais que nos acompanhavam começaram a encolher lentamente, até atingirem um tamanho que cabia na palma da minha mão. Eles se encolheram, mas não perderam sua presença majestosa. Cada um deles se acomodou confortavelmente em cima de mim, com uma confiança tranquila que me encheu de uma estranha calma.
Com cuidado, segurei-os na palma da mão, sentindo uma leve pulsação de energia mágica emanando de seus corpos etéreos. Coloquei-os delicadamente sobre meu ombro, e imediatamente, os três espíritos reagiram com uma alegria vibrante. Era como se sentissem que ali, próximos ao meu coração, estivessem em casa. O cavalo, em particular, demonstrava uma animação contagiante, suas pequenas patas fantasmagóricas se movendo com um entusiasmo que parecia quase infantil.
Os outros dois espíritos, um tigre branco com olhos que brilhavam como estrelas distantes e um falcão de penas douradas que resplandeciam como o sol, também exibiam sinais de contentamento. O tigre, com sua pelagem cintilante, roçou seu pequeno corpo contra o meu pescoço, enquanto o falcão, com uma graça inigualável, estendeu suas asas e repousou tranquilamente, como se estivesse montando guarda sobre mim.
Naquele instante, senti uma conexão profunda e indescritível com aquelas criaturas mágicas. Era como se, juntos, compartilhássemos um segredo antigo, um laço que transcendia o tempo e o espaço. A sala ao nosso redor parecia desaparecer, e tudo o que restava era a sensação reconfortante de que, por mais desafiadores que fossem os caminhos à frente, não estaríamos sozinhos.
Fred se sentou à mesa com uma calma aparente, mas a tensão no ar era quase palpável, como se cada palavra não dita pesasse no ambiente. Seu rosto, embora sereno na superfície, traía sinais de frustração, uma luta interna que ele tentava esconder.
— Simon, pode explicar devagar o que aconteceu? — Fred pediu, sua voz carregada de uma paciência que parecia forçada, quase dolorosa. — Os comparsas do Wolfdraks não levaram Madara para Katteasha. Como ele acabou em Scrapbooks?
Eu podia ver que, por trás daquela máscara de tranquilidade, Fred estava mais frustrado do que deixava transparecer, e Simon, sentado do outro lado da mesa, não parecia estar em uma posição muito diferente.
Simon começou a falar, sua voz carregada de exasperação, os olhos refletindo a mesma inquietação que Fred tentava controlar.
— Ele estava destinado a Katteasha, mas a rainha interveio assim que o conselheiro do rei chegou para uma "visita surpresa" — Simon explicou, cada palavra como uma faca cortante. — Ficamos em silêncio, sem saber o que fazer, enquanto ele partia em uma carruagem imensa, levando Madara amordaçado dentro dela.
Fred respirou fundo, como se tentasse absorver toda a complexidade da situação em um único suspiro, mas a tensão em seu semblante só se tornava mais evidente.
— Quando você diz conselheiro, está se referindo a Drengsus. Ele é o segundo filho do rei de Scrapbooks — Fred esclareceu, notando a confusão em meu rosto. — Como você já sabe, o rei de Scrapbooks tem sete filhos. Três filhas, todas intelectuais e com espíritos guerreiros, e quatro filhos: Narut, Madara, Drengsus, e o mais velho, que fugiu para o mundo mortal milênios atrás, recusando-se a ser um monarca ou se considerando incapaz de lidar com as responsabilidades da realeza.
Fred fez uma pausa, suas palavras pesando no ar como se carregassem uma história antiga e dolorosa. Era evidente que a situação de Madara era apenas a ponta do iceberg, um reflexo de intrigas muito mais profundas e sombrias. A frustração de Fred era mais do que justificada, e o olhar de Simon deixava claro que ele compartilhava do mesmo sentimento. Ambos estavam cientes das forças poderosas e das teias de conspiração que os envolviam, e o que quer que viesse a seguir, seria apenas o início de uma batalha muito maior.
— Mas por que o Drengsus iria até aquele lugar para começo de conversa? — questionei, a incredulidade evidente em minha voz. — Pelo que Dália disse ao Madara, e pelo que ouvimos, os três territórios estão se voltando uns contra os outros, como se estivessem prestes a explodir em fúria. Sem mencionar os espíritos anciões que estão desaparecendo...
Fred balançou a cabeça, seus olhos estreitando-se em concentração. De repente, estalou os dedos, e um panfleto que estava sobre a mesa voou diretamente para sua mão. Em um movimento ágil e envolto em magia, o panfleto se incendiou, queimando por completo em segundos, apenas para ser recriado em um instante, como se o tempo tivesse voltado.
— Isso é uma declaração de uma possível paz falsa — Fred disse, sua voz carregada de uma gravidade sombria. Suas palavras pareciam ecoar na sala, como se cada sílaba estivesse impregnada de um pressentimento terrível.
A expressão de Fred era uma mistura de preocupação e determinação, e o que ele havia acabado de fazer, o simples gesto de queimar e recriar aquele panfleto, parecia carregar mais significado do que eu podia entender. Ele sabia que estávamos à beira de algo perigoso, e suas palavras deixavam claro que a situação estava longe de ser resolvida.
— Drengsus sempre quis assumir o trono, desde antes de se tornar o conselheiro do próprio pai, especialmente depois que o rei começou a adoecer — Fred disse, e algo na maneira como ele pronunciou a palavra "pai" fez um arrepio percorrer minha espinha. Havia algo oculto em suas palavras, algo que despertou um pensamento incômodo em minha mente. — Ele provavelmente pretende convencer os outros reinos a ajudá-lo a quebrar a maldição que trará caos se ele colocar a coroa sobre sua cabeça. E, para isso, oferecerá um espírito traidor para eles verem morrer e amaldiçoar.
Enquanto Fred falava, um lampejo de dor passou por seu rosto, rápido demais para ser disfarçado, mas claro o suficiente para que eu percebesse. A ideia que havia se formado em minha mente se cristalizou, ganhando força a cada segundo.
— Você é o filho mais velho do rei — murmurei, quase sem acreditar, enquanto olhava para Fred, meus olhos procurando os dele em busca de confirmação.
Fred permaneceu em silêncio por um momento, mas o olhar em seu rosto dizia mais do que qualquer palavra poderia expressar. O peso de sua identidade, a carga de ser o primogênito de um rei que ele claramente amava e temia perder, parecia esmagá-lo. A revelação pairava entre nós, transformando tudo ao nosso redor. Fred não era apenas um conselheiro ou um aliado. Ele era o herdeiro legítimo, alguém que poderia mudar o destino de todos nós.
— Você é o príncipe que fugiu — Simon comentou, com um leve tom de humor na voz, aquele toque irônico que ele sempre usava para aliviar a tensão.
Mas, dessa vez, o comentário de Simon, embora aparentemente leve, parecia ecoar com um peso maior. A verdade, agora exposta, carregava um fardo que ninguém ali poderia ignorar. Fred, o príncipe que abandonou o trono, que escolheu a liberdade ao invés das correntes da realeza, agora se encontrava no centro de uma tempestade que ele havia tentado evitar por tanto tempo.
Fred não respondeu imediatamente, mas um sorriso quase imperceptível apareceu em seus lábios, um sorriso que não alcançava seus olhos. Ele sabia que Simon usava o humor para lidar com situações difíceis, mas as implicações do que fora dito estavam longe de serem engraçadas.
— Talvez... eu seja — respondeu Fred finalmente, sua voz suave, mas cheia de algo que não consegui identificar, talvez uma mistura de nostalgia e resignação. — Mas fugir nunca foi a resposta definitiva... E parece que o passado finalmente me alcançou.
O silêncio que se seguiu foi denso, carregado de todas as coisas que não foram ditas. A revelação, que começou com um tom humorado, terminou com uma gravidade que deixou claro que as próximas decisões não seriam fáceis. Fred, o príncipe fugitivo, agora teria que encarar o que havia deixado para trás, e nós teríamos que enfrentar as consequências ao seu lado.
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Fred permaneceu em silêncio, enquanto todos nós o observávamos, esperando alguma reação. O peso da revelação pairava sobre nós como uma nuvem carregada, prestes a desabar.
— Este não é o momento para discutir isso. Precisamos ir atrás de resgatar o Madara — disse Fred, finalmente quebrando o silêncio, sua voz firme, enquanto ele se levantava com determinação.
— Minha avó sabia disso, não sabia? — falei, o pensamento surgindo como um raio em minha mente.
Fred fechou as mãos em punhos, seus dedos tremendo de raiva enquanto suas orelhas de lobo se mexiam bruscamente, refletindo a turbulência interior que ele tentava esconder.
— Ela sabia, sim — Fred admitiu, sua voz tingida de amargura. — Mas quando me encontrou, perdido e sem rumo, aceitou me fazer seu familiar. Prometeu que não contaria a ninguém, muito menos ao meu pai. Ela sabia que ele nunca viria até o oráculo neste templo... e que me deixaria em paz.
As palavras de Fred, carregadas de dor e gratidão, revelaram mais do que apenas um segredo. Mostravam o vínculo profundo e a confiança que ele depositava em sua avó, a única pessoa que havia compreendido seu desejo de fugir do fardo que o destino lhe impôs. No entanto, agora que tudo estava à tona, não havia como voltar atrás. O passado, que ele tanto tentou deixar para trás, finalmente o alcançou, e a missão de resgatar Madara se entrelaçava com essa nova realidade.
O silêncio voltou a se instalar, mas dessa vez era carregado de compreensão e uma resolução renovada. Sabíamos que havia muito em jogo, mais do que poderíamos ter imaginado, mas estávamos juntos nessa jornada. Fred, com todos os seus segredos revelados, ainda era o líder que precisávamos, e agora, mais do que nunca, estávamos determinados a enfrentar o que viesse, ao seu lado.
— Ela fez isso por mim, mas também para ter um guardião neste lugar — Fred disse, sua voz revelando uma mistura de gratidão e resignação.
— Foi por isso que você sabia que parte da alma do seu pai faz parte de mim — falei, tentando processar o que tudo isso significava.
Fred assentiu, seu olhar se endurecendo enquanto continuava.
— Eu soube de imediato, mas essa parte da alma antes pertenceu a um homem doente — Fred disse, e senti um calafrio percorrer minha espinha, congelando-me no lugar. — O caçador que roubou essa parte da alma tinha uma criança doente e usou o poder para curar e proteger sua família. Ele se arrependeu todos os dias da vida pelo que fez com meu pai.
Enquanto Fred falava, sua mão começou a brilhar com uma luz suave, quase etérea, e em um instante, o ambiente ao nosso redor mudou. De repente, nos encontramos diante de uma casa velha, o tempo parecia ter parado ali, deixando suas marcas em cada pedra e madeira desgastada. Dentro da casa, avistamos um senhor em seus últimos momentos de vida, segurando um pingente com uma força surpreendente para alguém em seu estado. Ao lado dele, uma versão mais jovem de Fred estava ajoelhada, observando-o com uma expressão de tristeza e compaixão.
— Você veio atrás da parte da alma do seu pai — o velho murmurou, sua voz fraca, mas cheia de uma sabedoria que só os anos poderiam conceder. Notei que ele já havia perdido a visão, mas de alguma forma, ele sentiu a presença de Fred, como se o reconhecesse pelo simples fato de estar ali.
Fred, que até então observava como um espectador, deu um passo à frente e tomou o lugar de seu reflexo. Agora, era ele, em sua forma presente, que encarava o homem.
— Por que roubou essa alma? Meu pai te amava por completo — Fred disse, repetindo as palavras que já havia dito uma vez, sua voz carregada de dor e uma tristeza profunda que ecoava pelo ambiente.
O velho homem segurou o pingente com mais força, como se aquele pequeno objeto fosse a única coisa que ainda o mantinha preso a este mundo. Lágrimas silenciosas escorriam por seu rosto enrugado, e ele respirou fundo, tentando encontrar as palavras.
— Eu... fiz isso por desespero... pelo amor que tinha pela minha família... — ele sussurrou, a voz embargada. — Mas nunca um dia passou sem que eu me arrependesse. Seu pai... ele era um homem bom, e eu traí essa bondade. Perdi meu caminho, Fred.
Fred ouviu em silêncio, seu olhar fixo no homem, mas agora, ao invés de raiva ou frustração, havia apenas compaixão. Ele sabia que o homem diante dele já havia pago o preço pelo erro cometido, vivendo uma vida de arrependimento. As palavras não eram necessárias para compreender a dor mútua que compartilhavam.
— O tempo de julgar acabou — Fred disse suavemente, sua voz carregada de uma força tranquila. — Que seu espírito encontre a paz que busca.
Com essas palavras, a cena ao nosso redor começou a desvanecer, como uma névoa dissipando-se ao amanhecer. O velho homem soltou o pingente e, com um último suspiro, partiu. A casa, antes cheia de uma tristeza palpável, agora parecia mais leve, como se o peso dos anos tivesse finalmente sido libertado.
Quando voltamos ao nosso presente, o silêncio que nos envolveu não era mais pesado, mas sim cheio de entendimento. Ele olhou para mim, e pude ver em seus olhos a firmeza de alguém que, apesar de todos os obstáculos, estava pronto para enfrentar o que viesse, não apenas por si mesmo, mas por todos que dependiam dele.
— Eu vi aquele homem morrer — Fred começou, sua voz carregada de uma dor antiga, — mas parte de mim não conseguiu pegar o pingente e levá-lo de volta ao meu pai. Eu o deixei com a família daquele homem, e com o passar do tempo, eles esqueceram que o pingente tinha o dom de cura, até que ele chegou nas mãos do seu próprio pai, Theo.
As palavras de Fred me atingiram como um soco no estômago. Meu corpo congelou no lugar, incapaz de processar o que ele estava revelando.
— Você nasceu doente, e sua mãe sabia disso — Fred continuou, a tristeza em sua voz ficando mais evidente. — Assim como sua avó, que tentou de tudo, mas não conseguiu encontrar nenhum encantamento para curá-lo. Foi então que seu pai encontrou o pingente. E quando sua avó o viu nas mãos daquele homem, ela soube imediatamente o que aquilo significava. Ela pediu para ver o pingente e usou um feitiço antigo para transferir a alma que estava presa nele para curar o seu corpo. Foi nesse dia que os espíritos lembraram-se dela, e ao sentir a magia dela, vieram com tudo...
— Cala a boca! — gritei, a raiva queimando em minhas veias, genuína e intensa, interrompendo as palavras de Fred.
Não era apenas a raiva por ter descoberto que parte da minha vida havia sido moldada por forças que eu mal compreendia, mas a frustração de saber que segredos tão profundos tinham sido escondidos de mim por tanto tempo. Senti meu peito apertar, como se o peso das revelações fosse esmagador. Fred me olhou, seus olhos cheios de compreensão, mas também de um respeito silencioso pelo que eu estava sentindo.
Ele não disse mais nada, mas o silêncio que se seguiu foi carregado de tudo o que não precisávamos dizer. Eu precisava de um momento para processar tudo isso, para entender que a verdade era mais complicada do que eu jamais poderia imaginar. E, por mais que a raiva me consumisse, eu sabia que não podia continuar ignorando o que Fred havia revelado. Ele havia carregado esse fardo por tanto tempo, e agora, parte dele também era meu. Mas naquele instante, tudo o que eu conseguia sentir era a revolta, a dor de saber que a vida que eu conhecia era construída sobre segredos e escolhas que eu nunca tive a chance de fazer.
— No dia em que sua avó usou seus poderes para curá-lo e unir as duas partes da alma em uma só, ela acendeu um farol para os espíritos malignos e vingativos que tinham contas a ajustar com ela — Fred disse lentamente, cada palavra carregada de um peso sombrio. — Foi naquele dia que seus pais foram mortos, assim como seu avô. E foi também o dia em que sua avó perdeu parte de seus poderes, ao selar sua própria energia espiritual para ocultá-lo de outros espíritos. Ela sacrificou uma parte de si para proteger você, mas em troca, os espíritos a amaldiçoaram, mirando diretamente na energia espiritual que ela gerava.
Fred fez uma pausa, o silêncio que se seguiu era denso, cheio de tristeza e dor. As revelações ecoavam em minha mente, cada palavra um golpe que me deixava ainda mais abalado. A imagem de minha avó, lutando desesperadamente para me proteger, sacrificando tanto e pagando um preço tão alto, me deixou sem palavras. Ela havia enfrentado forças que eu mal podia compreender, tudo para garantir que eu tivesse uma chance de viver.
Fred continuou a me observar, respeitando o turbilhão de emoções que eu estava sentindo. Havia uma profundidade na dor que ele compartilhava comigo, uma compreensão mútua do peso dos sacrifícios que haviam sido feitos. E, apesar de toda a raiva e frustração que eu sentia, uma nova compreensão começou a surgir: a de que a história que eu conhecia era apenas uma parte de algo muito maior, algo que havia moldado o meu destino de maneiras que eu ainda estava começando a entender.
Mas, por ora, as emoções eram avassaladoras, e tudo o que conseguia fazer era absorver as palavras de Fred, tentando lidar com a verdade que ele havia acabado de revelar.
O silêncio que se seguiu às palavras de Fred parecia se estender por uma eternidade. Eu estava preso em uma tempestade de emoções, lutando para processar tudo o que acabara de ouvir. As imagens do passado, do sacrifício de minha avó, da morte de meus pais e do meu avô, rodopiavam em minha mente como fragmentos de um pesadelo que eu nunca soubera que existia.
Fred permaneceu em silêncio, esperando pacientemente enquanto eu tentava reunir meus pensamentos. Sua expressão era uma mistura de empatia e firmeza, como se ele entendesse a dor que eu estava sentindo, mas também soubesse que eu precisava ouvir cada palavra, por mais dolorosa que fosse.
Finalmente, depois de um tempo que pareceu se arrastar, respirei fundo e quebrei o silêncio.
— Ela fez tudo isso... para me proteger? — minha voz saiu fraca, quase um sussurro.
Fred assentiu lentamente, seus olhos cheios de uma tristeza silenciosa.
— Sim, ela fez — respondeu ele, sua voz suave, mas cheia de convicção. — Sua avó sacrificou tudo para garantir que você tivesse uma chance de viver, mesmo sabendo que isso significaria enfrentar os espíritos malignos que a perseguiam. Ela se arriscou para que você pudesse ter a vida que ela sempre desejou para você.
As palavras de Fred ressoaram profundamente dentro de mim. A raiva que eu sentira antes começou a se dissipar, substituída por uma tristeza avassaladora e uma gratidão profunda por tudo o que minha avó havia feito. Ela havia enfrentado inimigos poderosos e sacrificou partes de si mesma, tudo para que eu pudesse viver.
— E agora, o que fazemos? — perguntei, minha voz carregada de uma nova determinação. Eu sabia que não podia mudar o passado, mas podia honrar o sacrifício da minha avó, enfrentando o que estava por vir com coragem.
Fred me olhou com uma expressão de respeito e reconhecimento.
— Agora, seguimos em frente — disse ele, sua voz firme. — Resgatamos Madara, enfrentamos o que quer que esteja por vir, e fazemos isso juntos. Sua avó te deu uma segunda chance, e agora cabe a nós fazer bom uso dela.
Eu assenti, sentindo uma nova força crescer dentro de mim.
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Gostaram?
Até a próxima 😘
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