Capítulo 6
Após mais um dia corrido na confeitaria, Park dirigia, ansioso, seu carro rumo a escola de Niki, para apanhá-lo, como havia prometido ao garoto mais cedo.
Uma parte do motivo pelo qual se dipos a buscá-lo foi por conta de, tanto Heeseung quanto Jungwon, estarem ocupados com os preparativos da ''festa não surpresa'' do moreno. No entanto, outra parte de si, estava curiosa para conhecer o admirável rapaz, sobre o qual escutara, inúmeras vezes, a história de como, corajosamente, livrara Niki de ser espancado por alguns garotos maiores na saída do colégio. Como Heeseung e Jungwon já tiveram a honra de conhecer o bravo garoto que se sentava, no final das aulas, ao lado de Niki, o protegendo, até alguém de confiança vir buscá-lo, Sunghoon achava injusto apenas ele não poder agradecer ao misterioso, e muito bem falado, Jake por cuidar tão bem do seu pequeno.
Porém, chegando a escola, ao contrário do que esperava encontrar, viu Niki sentado sozinho, com um olhar tristonho estampado no rosto e a caixa de cupcakes intacta no colo.
Sem pensar duas vezes, Sunghoon, apressou o passo até seu afilhado para saber o que teria acontecido para ele estar tão cabisbaixo.
— Niki? Querido, está tudo bem? — Questionou se apoiando sobre um joelho para ficar na mesma altura do menor.
— Ele não veio hoje, tio Sun... — Respondeu com a voz chorosa. Logo, Park, deduziu que o tal ''ele'' se referia ao tão mencionado Jake das histórias contadas por Niki. No mesmo instantes os músculos de Sunghoon tencionaram, quem aquele moleque pensa que é para decepcionar seu afilhado dessa maneira? — Estou preocupado com ele.
— O Jake deve apenas ter se esquecido, meu anjo. — Pontuou, Sunghoon, tentando consolá-lo.
— Você não está entendendo, Sun, o Jakey nunca falta, nenhum diazinho sequer, faça chuva ou faça sol. — Defendeu com a voz quebradiça. — Estou com medo de algo ter acontecido com ele.
— O que você quer fazer a respeito, pequeno? — Sunghoon pergunta com o coração na mão por ver aqueles olhinhos dourados tão lindos estarem brilhando pelos motivos errados.
— O Jakey me disse uma vez onde ele costuma ficar. — Começou — Você pode me levar até lá? Só para conferir...
Como dizer não para aquela criaturinha?
Com esse pensamento, ele apenas pegou as chaves no bolso da calça e voltou para o carro, sendo seguido por Niki, que dizia quais as direções tomar para chegar ao destino desejado.
No instante em que Niki pediu para parar perto de um parque um pouco mais afastado do centro da Seul, Sunghoon, notou que o lugar não era muito distante da sua loja, que estava localizada a apenas duas quadras de distancia. Porém, mesmo estranhando o fato, manteve o pensamento para si, continuando a seguir o pequeno, que parecia a todo instante procurar por algo em meio aquela imensidão de árvores.
— Pensei que estávamos indo para a casa do seu amigo. — Murmurou, quando não podia mais conter a sua curiosidade ao que o garotinho o arrastava mais e mais pelo interior daquela diminuta floresta, enquanto o sol já se punha, despreocupado no horizonte. — O que estamos aqui, Niki?
— Estamos procurando a casinha do Jakey, hora essa! — Respondeu um tanto frustrado, sem parar de procurar, deixando um Sunghoon um tanto mais confuso do que antes.
— Ni, estamos em um parque, ninguém mora aqui... — Tentou explicar. — A não ser que ele...
— Oh, Sun, as vezes você é tão lerdo que da pena... — Niki pareceu por um instante se divertir com a ignorância do seu ''tio', mas parou assim que finalmente avistou uma pequena barraquinha de camping armada não muito longe dali, exatamente como Jake descrevera.
Imediatamente correu, deixando Sunghoon para trás, estava preocupado demais com o seu amigo para se importar com certas formalidades. O mais velho somente suspirou, observando Niki desaparecer dentro da barraquinha. Como não conhecia Jake, decidiu dar um tempo para ele e o menor se resolverem em particular.
No entanto, demorou menos de um minuto para que a cabeça de Niki aparecesse na entrada e gritasse para que Sunghoon viesse até eles, e pelo olhar desesperado naquele rostinho adorável, deduziu que algo era terrivelmente errado.
— O que houve? — Questionou ao pequeno rapaz se agachando perto da porta, avistando assim um rapaz de em torno 18 ou 19 anos deitado inconsciente no interior da barraquinha, sua pele estava pálida demais para ser considerada saudável e sua respiração descompassada demais para estar tendo um sono tranquilo.
— Ele tá doente, tio Sun, ajuda ele, por favor! — Implorou Niki em panico acariciando os cabelos castanhos daquele ser tão frágil. — Eu não posso perder meu amigo.
— Niki, me escuta com atenção, ok?— rdenou sério. — Você não vai perdê-lo, vamos levá-lo para um lugar seguro e cuidar dele, eu prometo.
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