Tempo perdido

🎶Todos os dias
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder

Nosso suor sagrado
É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E selvagem! Selvagem!
Selvagem!

Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos

Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo

Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens!🎶

Tão jovens! Tão jovens!

Fernanda ainda estava em choque, parada diante da delegacia com a sobrinha pequena que mal conhecia, se perguntando como ia cuidar da menina e trabalhar ao mesmo tempo. Ela podia sentir a ansiedade aumentando dentro dela quando o telefone tocou com a chamada de sua mãe.

Ela respirou fundo antes de atender, sabendo que sua mãe não entenderia a situação complicada em que ela se encontrava.

- Oi mãe. - Dsse Fernanda, tentando manter a voz calma. Agora não é uma boa hora.

- Me conte uma novidade. - Disse amãe. - Você nunca esta num bom momento. Parece até me evitar.

Fernanda engoliu em seco, querendo desesperadamente esconder a verdade da mãe. Sabia que a bomba seria demais para a pobre aguentar. Ela suspirou e disse: - Só estou muito ocupada. E acho que as coisas vão piorar. - Enquanto ela falava, a sobrinha se agarrava à sua mão, evidentemente assustada.

- O que você quer dizer, 'vão piorar'?- Perguntou a mãe, sua voz ficando mais forte. - O que está acontecendo?

Fernanda tentou explicar delicadamente, mas sua mãe não ia deixar isso passar. - Fica muito difícil falar sobre esse assunto por telefone mãe. - A mulher do outro lado começou a alterar a voz.

- Você é tão ingrata as vezes. Egoísmo. Essa é a palavra correta.

- O que? Egoísta? Eu?

- Partiu sem se importar com o que pensávamos. Largou um bom emprego pra servir café do outro lado do mundo e agora nunca tem tempo pra mim.

- A Lucy foi a primeira a vir pra cá e a senhora nunca a criticou.

- É diferente. Sua irmã é ajuizada. Saiu casada daqui e constituiu uma vida muito boa. - Fernanda se viu inundada por emoções, com lágrimas começando a se formar em seus olhos.

- A sua filha é tão perfeita que está presa nesse exato momento e eu estou sendo obrigada a cuidar da sua neta. O casamento perfeito dela pelo jeito era um castelo de cartas e desmoronou.

Sua mãe ficou em silêncio por um momento, como se tentando processar a notícia. E então ela explodiu, gritando e jogando palavras duras na direção de Fernanda antes de desligar a chamada.

Fernanda ficou lá, com a sobrinha agarrada à sua mão, os olhos marejados, enquanto processava o que acabara de acontecer. Ela sabia que tinha um longo caminho pela frente.

Ainda estava tremendo depois de encerrar a chamada com sua mãe, Fernanda se abaixou para ficar na altura da menina e disse: - Oi, que tal se a gente for pra casa? - A menina não respondeu. Fernanda tentou novamente: - Eu gosto da sua boneca, onde você a conseguiu? - Disse observando o que ela trazia na mão. Ainda não houve resposta.

Fernanda percebeu que estava tendo dificuldade em se comunicar com a sobrinha, então decidiu caminhar para casa. A menina seguiu Fernanda pela calçada, continuando em silêncio por um tempo, até que ela parou abruptamente e começou a chorar.

Fernanda imediatamente se virou e pegou a menina nos braços. - O que aconteceu? - Perguntou ela, tentando consolar a criança.

A menina chorou por um tempo, depois finalmente disse: - Eu estou cansada. Quando a mamãe vai voltar para casa?

Fernanda não conseguiu encontrar as palavras corretas para explicar à menina, então apenas carregou a criança nas costas, tentando confortá-la como pôde. - Vamos para casa, assim você pode ver a sua boneca e eu vou te fazer um lanchinho. - Disse ela, e a menina finalmente começou a se acalmar.

Quando chegaram, Fernanda a colocou no chão e a menina olhou com curiosidade para dentro do apartamento. Era a primeira vez que a menina visitava o apartamento da tia e seus olhos se arregalaram com todas as novidades que viu.

O apartamento de dois quartos tinha conceito aberto, com a cozinha integrada com a sala. As paredes eram brancas e os móveis eram modernos e minimalistas, com algumas almofadas coloridas espalhadas pelo sofá. Na estante da sala, havia livros e alguns objetos de decoração.

Enquanto Suhee andava pelo apartamento, observando tudo, Fernanda tentava conversar com a sobrinha.

- Quer comer alguma coisa, Suhee? Temos frutas, pão de queijo, suco...

A menina olhou para a tia e respondeu com um sorriso: - Pão de queijo!

Fernanda abriu a geladeira e pegou uma bandeja com alguns pães de queijo, que aqueceu no forno.

Enquanto Suhee comia, Fernanda tentou conversar mais um pouco: - Você quer tomar um banho, Suhee? Eu posso te ajudar a se lavar... ‐ A menina, surpreendentemente, interrompeu a tia.

- Eu sei me lavar sozinha! - Fernanda sorriu, mas logo explicou que, agora que Suhee iria morar com ela por um tempo, ela precisaria ficar de olho na sobrinha.

- É que eu quero cuidar de você, Suhee. Vamos ser companheiras de apartamento e fazer tudo juntas. Mas, você vai ter que ser boazinha e compreender a tia. É tudo muito novo e ambas precisamos nos acostumar uma com a outra,0 certo?

Suhee olhou para a tia e, com um sorriso tímido, respondeu: - Tudo bem, tia Fernanda. Vamos ser amigas!

Enquanto a menina se banhava, Fernanda ligou para Minhyuk. Precisava urgente da opinião do amigo.

- Oi Minhyuk, você tem um minuto?

- Claro Nanda, pra vice todos?

- Eu tenho um problema, Lucy foi presa e fui obrigada a ficar com a filha dela, Sohee. Essa é a primeira vez que eu a vejo e eu tenho que trabalhar amanhã pela manhã. Eu não sei onde deixá-la. - Fernanda falava rápido demais e ao mesmo tempo tentava ajeitar a cama da criança.

- Oh não! Respira mulher. Não vou poder te ajudar se continuar a falar assim. - Disse ele e aos poucos Fernanda foi falando mais pausadamente. - Claro que eu posso ajudá-la. Vamos fazer assim, você pode trazer Sohee para o café e eu cuidarei dela por um tempo. Não posso garantir que seja o dia todo, mas pelo menos podemos nos revezar.

- Sério? Obrigada, Minhyuk. Mas, não sei se consigo deixar ela entrar na empresa sem que notem.

- Tu trabalha num almoxarifado, ninguém nunca entra lá. Sem ofensa. Certeza que se voce antecipar o trabalho antes que alguém te procure na sua sala, nem vão notar que ela está lá.

- Acho que tem razão e ademais, será só por alguns dias. Pretendo coloca-la numa escola ainda essa semana.

- Vai dar tudo certo. Agirá para de me encher e me deixe voltar para o meu namorado em paz.

- Me poupe dos detalhes. - Fernanda revirou os olhos.

- Tchau chata.

- Até logo, Minhyuk.

Fernanda terminou de arrumar a cama e organizou as poucas roupas e calçados da menina no armário. Então sentiu um par de mãozinha puxando seu casaco.

- Aí está você. Muito bem, este é seu quarto. - Sohee olhou atentamente para tudo e sentou-se em sua nova cama. - Está com fome? - A menina apenas balançou a cabeça negando. - Então está na hora de dormir. Amanhã tenho um lugar bem legal pra te levar. Boa noite.

Fernanda finalmente toma seu banho e ainda preocupada, deita-se e com muita dificuldade adormece.

《《》》《《》》《《》》

Taehyung teve um dia agitado de treino e tudo o que mais queria era chegar em casa e descansar finalmente. Porém, quando estava quase alcançando seu carro, o manager responsável por ele, o interceptou.

- Taehyung! Espere. - O rapaz parou no meio da garagem e o olho esperando que recuperasse o fôlego. - Que bom que ainda está aqui.

- Senhor Lee. Já estava indo. Precisa de algo?

- Você precisa ir até a delegacia. Precisa prestar depoimento sobre o assédio daquela mulher. Parece que ouve vazamento de dados pessoais seus e uma investigação interna foi aberta, porém agora teremos apoio oficial.

- Tem que ser agora?

- Vamos em silêncio, então esse horário é perfeito. - Taehyung estava descontente, mas não viu outra saída a não ser fazer o que lhe pediam.

Estacionado na frente da delegacia, Taehyung coloca uma máscara e um gorro e acompanha o senhor Lee para dentro do local.

- Sente-se ali. Eu vou ver se já podem te receber.

Taehyung acompanhou com o olhar o lugar indicado pelo homem e escolheu sentar-se ao lado de uma criança. A observou discretamente e não demorou muito para começar a se perguntar o que ela fazia ali.

- Seu papai trabalha aqui? - Perguntou e a criança negou com a cabeça. - Aqui não é um bom lugar pra uma criança tão pequena estar a essas horas.

- Minha mãe.

- Ela trabalha aqui?

- Eles a levaram lá pra dentro. - Taehyung ficou incomodado com a informação. - Disseram que minha tia já esta vindo.

- Vão colher seu depoimento agora. - Lee disse.

- Eu tenho que ir. Fique bem pequena.

Demorou algum tempo para finalizar tudo na delegacia. Já dentro de seu carro e a poucas quadras da delegacia, se deparou com aquela mesma menina, agora ela estava com uma mulher ajoelhada a sua frente. A criança parecia chorar e então a mulher gentilmente a confortou.

Logo a cena ficou para trás, bem como o caminho que percorria. Quando entrou em seu apartamento. Yeotan lhe recebeu curiosamente, enquanto ele se largava no sofá.

- Enfim em casa. - O pequeno se acomodou em seu colo e Taehyung tirou uns pedaços de papel grudados em seu pelo. - Você destruiu algo novamente não foi? Aí eu realmente preciso de alguém pra ser sua babá.


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