Capítulo Um
Scott Prescott:
Dias Atuais:
— Pai, pare de chorar! — Levi exclamou, dirigindo-se ao nosso pai, Jacob, que estava emocionalmente comovido. Já que os dois filhos dele estão indo para a faculdade, você deve estar se perguntando o porquê disso para o meu irmão, que é dois anos mais velho e já deveria estar na faculdade. Anos atrás, fizemos uma promessa de que entraríamos na faculdade no mesmo ano, logo após eu concluir o ensino médio.
— Como assim, meus filhos vão começar a faculdade e vão se mudar da minha casa! — Pai Jacob disse, explodindo em lágrimas.
— Você deveria ter dito a ele para parar — comentei. —Você sabe como ele é sensível com essas coisas.
— Amor, chega disso — Pai Gabriel interveio, enquanto terminava de colocar a última mala no carro. — A faculdade ainda é na cidade, então você pode visitá-los a qualquer momento. Eles só vão morar no campus e podem vir nos visitar nos finais de semana ou depois do trabalho.
— Mesmo assim! — Pai Jacob continuou, com os olhos úmidos. —Não verei meus bebês voltarem para casa, só vão ser os trabalhos deles, faculdade e dormitório! Acho que já podemos ver quem é o sentimental da família. — Meu irmão riu, pois nosso pai Jacob adora fazer um drama básico.
— Querido, só fique feliz por eles começarem a faculdade — Pai Gabriel disse e abraçou Pai Jacob. Pode parecer engraçado, pois Pai Gabriel é imenso, com seus músculos e altura de dois metros, é bem difícil encontrar roupas para ele no shopping da cidade. Mas ele encontrou uma loja que faz suas roupas há anos, e um carro do tamanho dele também é difícil de se encontrar. Pai Jacob, por outro lado, tem apenas 1,60 de altura e um corpo pequeno. Então, quando o Pai Gabriel o abraça, ele desaparece da nossa vista.
— Eu estou feliz, só é muita emoção! — Ouvimos a voz de Pai Jacob. —Só não estou entendendo por que estou mais choroso do que o normal. — Pai Gabriel pareceu engolir em seco, mas durou apenas por alguns segundos e depois riu.
— Você sempre foi choroso —Pai Gabriel disse. —Agora, vamos acompanhar nossos filhos no primeiro dia de faculdade.
— Sim, vamos! — Levi interrompeu. Vocês no carro de vocês, e eu e Scott no meu carro!—
—Pode ser!— Pai Jacob respondeu. — Mas é para andar na velocidade permitida, mocinho.
— Pode deixar!— Levi respondeu, puxando minha mão e correndo até o carro Chery QQ Smile que ele comprou com seu salário. —Vida de universitários, aí vamos nós.— Meus pais entraram em seus carros, e nós saímos da frente de casa. Isso mesmo, meus pais têm um carro para eles, e meu irmão também. A única diferença entre os carros é que eu não gosto de carro. Guardo meu dinheiro do trabalho para outras coisas. Afinal, nunca sabemos quando precisaremos de um pouco de dinheiro.
Conversamos animadamente no carro enquanto nos dirigíamos em direção à faculdade. O sol brilhava no céu azul, e a empolgação pairava no ar.
Levi, que estava ao volante, começou a falar:
—Caramba, estou tão ansioso para o primeiro dia de aula. Mal posso esperar para ver como será a vida na faculdade.
Eu assenti, compartilhando sua empolgação.
— É verdade, vai ser uma experiência incrível. Finalmente, estaremos na universidade, aprendendo coisas novas e conhecendo pessoas interessantes.
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Em vinte minutos, chegamos ao campus da faculdade, e devo admitir que é realmente grande e bonito, com vários tons diferentes. Pude ver alguns calouros e veteranos indo de um lado para o outro.
— Este lugar é mais bonito do que mostrava no folheto — Levi disse, assobiando. — Vamos, precisamos ajudar nossos pais.
— Estou indo, só me deixe admirar a vista do lugar onde passarei os próximos anos da minha vida — Falei, virando-me para o meu irmão, que revirou os olhos. — Estou muito ansioso.
— Se está ansioso, ajude com as malas — Levi retrucou, descendo do carro.
— Tá, já estou indo, seu chato — Falei, descendo do carro. Fechei a porta e fui em direção ao porta-malas, pegando minha mala, enquanto meu irmão pegava a dele e trancava o carro. Em seguida, fomos em direção ao carro do meu pai e os encontramos já do lado de fora, com o pai Jacob segurando o riso.
Quando nos aproximamos, vi um grupo de pessoas que me incomodava há três anos, e meu irmão bufou de desgosto.
— Até aqui, vou ver esse cara — Levi reclamou, chamando a atenção dos nossos pais e do sujeito desagradável. — Só posso ser muito azarado.
— Scott! — Alvin falou, se afastando do meu pai Gabriel. — Está conversando com seu pai sobre você.
Deixe-me apresentar Alvin, nada mais, nada menos que meu ex-namorado que me traiu há três anos.
— O que você quer? — Perguntei. — Terminou há bastante tempo.
— Mas eu ainda te amo! — Alvin falou. — Foi só um erro bobo, éramos jovens naquela época.
— Fala o cara que logo depois começou a namorar outro garoto da escola e o traiu. Você diz que ama as pessoas muito facilmente — Falei debochado. — Não temos mais nada, siga em frente.
— Podemos ir logo! — Pai Gabriel falou, visivelmente irritado. — Há pessoas aqui que me estressam.
— Que isso, sogrão! — Alvin falou. — Sei que você sente saudades da minha companhia.
Pai Gabriel lançou um olhar mortal na direção de Alvin, pois meu pai o odeia com todas as forças que tem no corpo.
— Suma da minha frente! — Pai Gabriel falou rispidamente. — Se não, soco sua cara, e não ligo se as pessoas falarem algo!
Alvin não disse mais nada e saiu rapidamente dali. Pai Jacob permitiu-se rir da situação, pois é sempre assim quando encontramos Alvin na rua; ele nos irrita e Pai Gabriel ameaça-o, fazendo-o sair correndo com o rabo entre as pernas.
— Vamos logo esvaziar o carro! — Pai Jacob falou, quebrando o silêncio que havia se instalado entre nós. Recolhemos tudo e seguimos em frente.
Fomos em direção ao meu dormitório e notei as pessoas nos encarando, afinal, tínhamos meu pai Gabriel de dois metros com roupas grandes carregando malas, e três pessoas menores a seu lado. Somos realmente uma família bem diferenciada em termos de altura.
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Perguntei a um cara de cabelos longos e barba chamado Spike onde ficavam os dormitórios, e ele apontou para um conjunto de quatro prédios, dizendo que nos acompanharia até lá. No entanto, notei os olhares dele em direção ao meu irmão.
— Vocês são da cidade? — Spike perguntou.
— Sim, somos daqui há anos — Falei. — Eu, meus pais e meu irmão. E você, Spike?
— Eu me mudei para cá há um ano e também transferi minha matrícula. Originalmente sou de Nova York — Spike respondeu, lançando um olhar momentâneo para Levi, o que me fez sentir que algo estava estranho.
— Já a gente é daqui mesmo há anos — Levi falou. — Não é, pai?
Olhei para Pai Gabriel, que parecia desconfiado e desconfortável, inalando o ar como se pressentisse algo ruim.
— Sim, filho! — Pai Gabriel respondeu, voltando a si. — Mas antes éramos de Nova York também.
— Cidades do interior são as melhores para cuidar de seus filhos e morar — Pai Jacob falou e explodiu novamente em lágrimas. — Mas um dia, seus filhos crescem e não voltam mais para casa.
— Meninos, vão na frente, vou consolar o pai de vocês — Pai Gabriel falou. — Nós encontraremos vocês lá.
— Sim, senhor — Levi e eu respondemos juntos e continuamos nosso caminho em direção aos dormitórios, ainda intrigados com a reação estranha de Spike e a atmosfera tensa que pairava no ar.
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O prédio de dormitórios em que fiquei era o primeiro, enquanto meu irmão estava no segundo prédio, e na frente dele havia uma lista com nossos nomes e os números dos quartos.
Ao verificar, vi que meu quarto ficava no segundo andar. Utilizei o elevador disponível e, antes de abrir a porta do quarto, enviei uma mensagem para meus pais informando o número do quarto.
Preparei-me para abrir a porta, mas ela foi aberta por um rapaz da minha altura que parecia extremamente feliz.
— Você é meu colega de quarto? — Ele perguntou.
— Sim, acho que sou. — Respondi, e o rapaz à minha frente soltou um grito de alegria.
— Que ótimo! Nunca tive uma colega de quarto antes. Vamos ser amigos? — Ele falou tudo de uma vez. — Sou Rol Fisher, qual é o seu nome?
Rol falou tudo rapidamente e depois fez uma pausa para respirar. No momento seguinte, seu corpo começou a brilhar, e na sua frente surgiu um lobo marrom que usava as roupas que Rol vestia.
Olhei perplexo para o animal, que antes era meu colega de quarto e agora me encarava, assim como eu o encarava de volta. Era um momento inesperado e surpreendente, deixando-me sem palavras.
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Gostaram?
Até a próxima 😘
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