Capítulo Seis

Scott Prescott:

Aqui estão as correções na gramática, ortografia e pontuação, juntamente com alguns detalhes adicionais:

Continuei olhando para meu pulso onde estava aquela marca que lembrava uma Lua.

— Scott, você está bem? — Levi perguntou de novo. — Não há nenhuma marca no seu pulso.

Meu irmão não viu nada. Será que estou ficando louco?

— Estou — Falei e vi a porta da frente abrir, e Rol entrou na loja. — Qual é o pedido, Rol?

— Um bolo inteiro — Rol falou, vindo em direção ao caixa. — Santiago vai receber um sócio em breve, e me mandou vir pegar para ele.

— Qual bolo? — Levi perguntou.

— Limão — Rol falou. — Santiago falou que é o único que esse sócio come, os outros sabores ele detesta, ou no caso, a própria alegria da vida.

Levi foi pegar o bolo e uma caixa para colocá— lo, e Rol se aproximou do balcão e olhou ao redor.

— Houve alguém estranho aqui? — Rol perguntou.

Pensei um pouco e balancei a cabeça em confirmação.

— Senti alguma coisa estranha no ar quando entrei. Como era esse alguém? — Rol falou e arregalou os olhos ao ver o meu pulso. — Que tatuagem é essa?

— Você vê? — Perguntei e Rol assentiu concordando. — Apareceu depois que uma mulher usando um vestido branco e longos cabelos prateados me deu o dinheiro dela.

Rol pegou meu pulso e começou a cheirá— lo, o que era bem estranho de se ver. Ainda bem que não tinha ninguém na cafeteria.

— Sabia que era esse o distúrbio que tinha sentido. — Rol falou e afastou seu nariz do meu pulso. — Consegui sentir o cheiro da magia da deusa suprema da lua.

— Magia? — Perguntei e olhei para a marca. — Você sentiu o cheiro da magia no meu pulso?

— Sim, que tipo de lobo do meu tipo, se eu não conseguir saber o cheiro da magia ou sentir algum cheiro relacionado a magia — Rol falou e me encarou quando viu que não entendi nada que ele acabou de dizer.. — Não, expliquei e sou um tipo raro de beta, consigo usar magia dos deuses e magia antiga e sinto o cheiro que alfas e ômegas transmitem um para o outro. Posso dizer que é horrível essa última parte.

Fingiu estremecer e soltou uma risada.

— Agora, entendi porque seu pai quis casar você com quinze anos. — Falei e Rol fez uma reverência. — Mas por que a deusa dos lobos iria querer me marcar?

— Bem, já ouvi histórias na minha antiga alcateia. — Rol falou. — Quando a deusa Luna faz essa marca em um ômega, ele terá o papel de mudar alguma alcateia em risco de acabar, e se o deus do sol estiver envolvido, eles marcam um ômega e um alfa que estão destinados a serem parceiros eternos.

— Linda história. — Falei. — Mas tem um pequeno problema, não sou um lobo e muito menos um ômega. Sou completamente humano.

Rol me encarou e aproximou seu nariz de mim e cheirou, depois se afastou bruscamente.

— Tem um cheiro diferente em você do que senti esta manhã quando nos conhecemos. — Rol falou. — Ele está fraco, mas não consigo dizer de qual tipo de submundano é. Mas posso afirmar que você não é completamente mundano.

Iria perguntar mais coisas, mas Levi voltou com o bolo e entregou para Rol, que pagou e me lançou um olhar antes de sair.

Tem um cheiro diferente em você, só que senti esta manhã.

Fiquei com essas palavras na minha cabeça pelo resto do trabalho, querendo saber o que isso quer dizer. Pelo que sei, meu pai é humano, e, querendo ou não, a mulher que deveria ser minha mãe também é.

Melhor esquecer essa dúvida por agora.

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Quando o trabalho acabou, Rol já nos esperava do lado de fora da cafeteria e parecia irritado.

— Aquele sócio é um grande babaca — Rol reclamou assim que entramos no carro. — O tempo todo ficou reclamando da minha presença, como se eu fosse um animal cheio de doenças.

Levi ligou o carro e tomou um caminho que dava para o dormitório, passando por uma parte da cidade que se ligava a uma floresta.

— Imagino que tenha feito algo para irritá— lo — Levi falou, e apostaria que se não estivesse dirigindo, Rol teria socado o sócio.

— Não, eu só fiquei sentado na minha mesa fazendo meu trabalho depois que ele e o Santiago foram comer o bolo, e o mesmo começou a me xingar o tempo todo ou tentar me humilhar — Rol falou revoltado. — Se ele não fosse um importante sócio da empresa, eu daria um soco nele.

Ri vendo que Rol iria explodir de ódio com isso.

— Rol, você deve ter sofrido por não ter podido socar esse cara — Falei rindo e olhei para a frente, estranhando a rua vazia àquela hora. — Não foi?

Rol ia abrir a boca quando algo imenso surgiu na frente do carro.

Eu gritei quando Levi virou o volante com tudo, e o carro saiu da estrada, invadindo o matagal ao lado da rua. Ficamos gritando e só vi o momento em que iríamos bater em uma árvore.

— Deusa lua, permita— me usar seu poder — Rol falou no banco de trás, e sua mão surgiu brilhando em um brilho prateado.

O carro parou antes de bater na árvore, e pude respirar aliviado. O alívio durou apenas segundos.

— Corram! — Rol falou gritando e abriu a porta de trás com um chute.

Não entendi, mas fiz o mesmo, abrindo a porta do passageiro, e meu irmão abriu a do motorista. Saímos do carro com Rol logo atrás, pois ele nos esperou.

— Do que estamos correndo? — Levi perguntou.

Rol correu e cheirou o ar.

— Daquele lobo que nos tirou da estrada — Rol falou. — E tem mais lobos por perto!

— Lobo?! Não, não tinha como aquilo ser um lobo! — Levi gritou. — Era imenso!

Não falei nada, mas depois do que Rol me disse, melhor nem discordar.

— Era um lobo — Rol falou. — Para ser exato, um alfa lúpus, que é duas vezes maior que um lobo normal.

— Pare de falar e apenas corra! — Falei.

Ouvi um uivo atrás de mim, e isso me fez olhar por alguns segundos para trás. O lobo era imenso, tinha o pelo meio queimado e seus olhos vermelhos como sangue. Ele corria como se estivesse atrás de uma presa.

— Não olhe para trás! — Rol me repreendeu. — Apenas corra!

— Daquilo? — Perguntei. — É meio impossível! E sua magia?

— Só consigo usar um feitiço a cada dez minutos! — Rol falou.

E assim fomos, mas em determinado momento, Levi caiu por causa de uma maldita pedra.

— Continuem, sem mim — Levi falou.

— Não! — Falei, pegando em seu braço e o ajudando a se levantar.

Foi nesse momento que o lobo deu um salto e pulou sobre nós dois. Só vi quando um lobo pequeno, marrom e branco, saltou com tudo contra o lobo maior, e ambos foram jogados para o lado.

— Rol! — Gritei, e Levi me encarou como se eu fosse um louco.

— Aquele lobo menor não é o Rol! — Levi falou.

O ignorei e só vi ambos os lobos brigarem. Como já sabia, o lobo maior ganhou a luta. Só vi o momento em que o lobo maior jogou o menor, que estava todo ensanguentado, em direção a uma árvore, e aquele lobo desabou no chão.

O lobo de pelo queimado se virou para nós, e só vi quando ele iria avançar em mim e meu irmão.

Por favor, alguém nos ajude.

O lobo avançou para cima de nós, e só vi um lobo negro surgir e jogar com toda a sua força o outro lobo.

O lobo negro me olhou, e reconheci-o, era o mesmo lobo de três anos atrás. Ao me ver, rosnou para o lobo grande com mais desprezo e raiva.

Ele veio nos salvar.

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Gostaram?

Até a próxima 😘



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