Capítulo Quinze
Zack Whitlock:
Saímos andando pelo que Spike diz se chamar campus universitário, e juro que não tem como não olhar para tudo admirado. Os mundanos são tão sortudos de viver em um local como esse, cheio de pessoas que sei que se chamam universitários.
Olhei de um lado para o outro, vendo pessoas de cabelos longos, curtos, ralos, roupas pretas ou coloridas, com grandes copos na mão que, pelo cheiro que sinto invadindo, é café. Ouvindo algo em um fone super grande, iguais aos que via no submundo, mas diferentes, sem nenhum tipo de detalhe sobrenatural ou a marca do dono, ou de sua família.
Continuamos andando pelo campus universitário, e à medida que avançávamos, pude observar mais detalhes fascinantes. Era incrível como o mundo humano estava cheio de vida e diversidade.
Passamos por estudantes de todos os tipos, com diferentes estilos de cabelo, roupas, e expressões. Alguns pareciam estar completamente imersos em seus estudos, enquanto outros conversavam animadamente em grupos. Era um ambiente vibrante e cheio de energia.
O aroma do café fresco pairava no ar, vindo das cafeterias próximas. Era evidente que a cafeína era uma parte importante da vida dos estudantes, mantendo-os alertas e ativos durante suas longas horas de estudo.
Notei também que muitos estudantes usavam fones de ouvido grandes, semelhantes aos que eu já tinha visto no submundo, mas sem os detalhes sobrenaturais ou marcas distintivas de suas famílias. Eles pareciam estar imersos em suas próprias músicas e podcasts, desconectados do mundo ao seu redor.
A cada passo, eu me sentia mais intrigado e curioso sobre a vida dos mundanos e como eles equilibravam suas atividades acadêmicas com sua vida social. Era um mundo completamente diferente do que eu estava acostumado no submundo, e eu estava ansioso para explorá-lo mais.
Aqui está a correção para o trecho:
— Vejo que gostou desse lugar — Ouço a voz divertida de Scott e olhei pra sua direção. — Seus olhos estão brilhando, como se estivesse fascinado com todo o lugar.
Antes de responder, vejo se o tal do Spike estava em uma conversa com Levi e Rol, bem distante de nós, mas ainda o encaro desconfiado.
Tem algo nele que me faz ficar em alerta desde a noite passada, assim que cheguei no quarto.
Pode não parecer, mas sinto um cheiro diferente vindo dele, como se estivesse tentando se esconder ao máximo. Poderia dizer alguma coisa, mas não conheço tão bem para dizer algo sobre esse cara ou o que ele está escondendo.
— Está tudo bem? — Scott me perguntou.
— Sim, só estou pensando — Falei olhando em seus olhos. — E tudo aqui é incrivelmente lindo.
Scott se afastou, e reparei que ele estava vermelho.
— Vou fingir que estava falando das construções do campus! — Scott falou, olhando para outro lado. — O que está acontecendo comigo?
Ele parou e colocou as mãos nas bochechas, que estavam ficando ainda mais vermelhas.
— Você fica lindo com as bochechas coradas — Falei, e isso o deixou mais vermelho.
— Então esse é o tal do namorado? — Uma voz enojada perguntou.
Scott se virou para olhar para o dono dessa voz, notei que era o cara que estava incomodando eles ontem.Levi, Spike e Rol sumiram da minha vista.
— Sim, é ele — Scott falou. — Claro que isso não é do seu interesse.
Reparei que o nariz dele estava um pouco torto, o que dava para perceber que usaram magia e ainda de uma forma toda errada.
— É um prazer, sou o namorado do Scott — falei. — Zack Smith.
Alvin me lançou um olhar maldoso, e foi engraçado, pois aquilo não causaria medo em ninguém do submundo. Vejo que ele é um humano bem idiota, um dos primeiros da lista negra dos membros do submundo.
— Sou Alvin Vives, o verdadeiro namorado do Scott — Alvin falou, e suas palavras já me irritaram. — Pensa que esse seu relacionamento com o Scott vai durar. Em algum momento, ele vai voltar para mim e seremos completamente felizes.
Alvin falou de uma forma doentia, e me sinto irritado ao extremo ao ouvir alguém dizer que o meu companheiro é seu e que nosso relacionamento está destinado a acabar. Rosnei e estava pronto para acabar com esse idiota se pensa que irei deixar ele falar essas coisas para nós sem ter algo em troca.
— Quem disse que sou uma propriedade? — Scott perguntou. — Pois não sou uma e não amo você. Posso até ter sido seu namorado no passado, mas não temos mais nada entre nós. Você me traiu, e viu que não me revoltei tanto com isso, e está me perseguindo há três anos. Você desenvolveu uma obsessão por mim. Não troco meu amor-próprio por nada deste mundo; ele é o primeiro passo para tudo o que pretendo conquistar.
A raiva brilhou nos olhos de Alvin. Puxei Scott para trás, colando-o a mim, quando o idiota fez menção de avançar sobre o meu amado.
— Você é um pateta. Não seria louco de avançar contra mim como fez ontem quando invadiu o meu quarto e ouviu algumas verdades! — Scott falou ainda afrontoso, e o admirei ainda mais. — Está tudo bem, Zack... ele já está avisado. Se tentar algo comigo, vai perder todos os dentes da boca dele.
Scott falou para mim, mas seus olhos estão fixos em Alvin, nenhum dos dois se mexia mais, ambos trocavam uma mensagem clara, uma batalha silenciosa.
Ficou assim até que Alvin desviou o olhar e sorriu divertido com a situação.
— É isso que vamos ver — Alvin falou, e seu sorriso se ampliou, depois se virou, nos dando as costas em seguida.
O vício é a marca de toda história de amor baseada na obsessão. Tudo começa quando o objeto de sua adoração lhe dá uma dose generosa, alucinante de algo que você nunca ousou admitir que queria - um explosivo coquetel emocional, talvez feito de amor estrondoso e louca excitação. Logo você começa a precisar dessa atenção intensa, com a obsessão faminta de qualquer viciado. Quando a droga é retirada, você imediatamente adoece, louco e em crise de abstinência.
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Não sei o que acontece, mas Scott se afastou de mim, que o segurava, e minha raiva por esse Alvin ficou ainda maior por me ameaçar. Como ousou ameaçar um alfa e ainda com meu companheiro ao meu lado e direcionar olhares maliciosos para cima dele. Senti que está irritado. Scott se virou para mim e segurou os lados do meu rosto, me encarando profundamente, e isso me acalmou.
— Ignora ele — Scott falou. — Alvin é só um cara idiota, que se acha o gostosão. Ele não é importante pra mim, nem chega a ser um incômodo, então não ouse se irritar com ele.
Ele se afastou de mim e voltou a andar, e fui atrás. Talvez ele esteja certo; Alvin não é nada importante para as nossas vidas, e Scott falou o correto. Andei ao lado dele, passei a mão por cima de seus ombros e beijei sua bochecha. Fomos seguindo até o local onde os amigos do Scott nos esperavam. Depois de tomarmos café numa lanchonete que tinha perto do prédio das aulas, fui estudar. Segundo o bilhete que Lídia colocou perto do material que vou usar enquanto estou aqui, ainda irei estar nas mesmas matérias do Scott para protegê-lo se algum inimigo vier.
Quem será que deve ser esse espião na alcateia?
— Consigo ver que você está se preocupando com sua alcateia, Zack? Lembre-se de que Lídia e os seus pais estão investigando tudo meticulosamente. Vão achar um jeito — Scott tentou me tranquilizar enquanto caminhávamos em direção às nossas aulas.
Eu respirei fundo e sorri para ele.
— Você está certo, Scott. Eles vão saber o que está acontecendo.
Entramos na sala de aula e, para minha surpresa, Spike, Levi e Rol já estavam lá, conversando e rindo com outros estudantes. Parecia que eles já haviam feito alguns amigos. Scott e eu nos juntamos a eles, e logo estávamos todos envolvidos em uma animada conversa.
A aula passou rapidamente, e antes que percebêssemos, era hora do intervalo para o almoço. Decidimos ir ao refeitório juntos, onde nos juntamos a outros estudantes para comer e continuar conversando.
Aos poucos, comecei a me sentir mais à vontade no campus e com os amigos do Scott. Ainda havia muitas incertezas sobre minha estadia na universidade e o que poderia acontecer no futuro, mas por enquanto, estava determinado a aproveitar ao máximo essa nova fase da minha vida.
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Gostaram?
Até a próxima 😘
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