Capítulo 4
Capítulo 4
Repetidas vezes, Caio o espancou. Maurício tinha uma leve noção de que sua bunda estaria machucada amanhã. Ofegando quando as lágrimas começaram a escorrer por seu rosto, ele cerrou os dentes para aguentar. Caio não estava sendo gentil, e doía como o inferno.
Marchetti parava por alguns momentos, silencioso, exceto por sua respiração pesada, esfregando quase com ternura o local onde sua mão havia acabado de bater, antes de espancar Mau novamente. O padrão continuava se repetindo, dando ao garoto apenas alguns segundos para recuperar o fôlego entre as palmadas, gemendo e se contorcendo.
‒ Agora, quando digo para você fazer algo, não é uma pergunta, é um comando. ‒ Caio repreendeu, dando-lhe um tapa final. ‒ Você vai fazer isso... sim?
‒ Eu vou, senhor. ‒ Maurício engasgou, sua bunda latejando pela sessão de spanking. Ele podia sentir seu pulso em cada bochecha e em seu pênis, choramingando lamentando ‒ Eu juro que vou.
‒ Caso contrário, será punido novamente. ‒ Scarafaggio advertiu suavemente, esfregando a mão suavemente sobre a pele ferida de Mau. ‒ Você entendeu?
‒ Sim, porra, eu entendi. ‒ Maurício respondeu, enxugando as lágrimas nos lençóis, virando a cabeça para olhar Caio. ‒ Eu entendi, senhor.
‒ Agora... o brinquedo. Termine o que começou, e talvez ... talvez eu te deixe gozar. ‒ Provocou.
Os olhos de Maurício se arregalaram com isso, sua mente cambaleando. Ele já tinha jogado Dominante/submisso antes, mas negação de orgasmo nunca esteve nas negociações. Não que ele seja totalmente estreante nisso, mas ele já se sentia hiper-estimulado. Isso seria uma tortura; doce e bela tortura, rapidamente pegou o vibrador. Rolando de costas, estremeceu quando as bochechas da sua bunda tocaram o colchão.
‒ Bom garoto. ‒ Caio suspirou, um som ofegante e satisfeito que fez Maurício tremer. ‒ Agora lembre-se, devagar.
Mau assentiu, gemendo enquanto empurrava o brinquedo dentro dele na velocidade solicitada. Cada centímetro o fez ofegar e gritar, suor escorrendo por toda a testa. O brinquedo parecia muito mais grosso do que parecia e o ângulo era estranho. Ele demorou um pouco, conseguindo empurrá-lo completamente e deslizá-lo de volta, se fodendo em um ritmo lento.
‒ Isso. ‒ Elogiou Caio, desabotoando as calças e se abaixando para tocar-se enquanto observava. ‒ Assim mesmo, garoto.
Maurício se esforçou para olhar Caio, esperançoso de que agora o veria nu. Mas o gangster fez pouco mais do que abrir a frente da calça, e foi quando Mau teve o primeiro vislumbre do pênis dele.
‒ Oh, merda ‒ ele amaldiçoou, seus olhos arregalados em choque. Agora ele entendia por que todos os brinquedos eram tão grandes, mas ainda assim não se podia comparar com o que o cara tinha entre as pernas.
‒ Ai sim. ‒ Caio realmente sorriu, aquele bastardo convencido, acariciando seu comprimento grosso, enquanto observava Maurício se contorcer. ‒ Fique de quatro pra mim. Agora.
Dizer que Caio Marchetti era um abençoado parecia muito inocente e doce, não captava completamente o terror subjacente de saber que algo tão grande tinha que caber dentro da bunda de Mau.
Gemendo quando o brinquedo saiu dele, Maurício se esforçou para ficar na posição solicitada. Ele se afastou até que a mão de Caio o fez parar, deslizando pela coluna e empurrando a cabeça para baixo. Ele podia sentir a cabeça quente do pênis pressionando contra sua coxa, e fechou os olhos enquanto respirava profundamente.
Ele podia ouvir o barulho de um invólucro, um preservativo e, em seguida, dedos rudes estavam sondando seu buraco.
‒ Você ainda está tão apertado. ‒ Caio riu cruelmente. ‒ Talvez da próxima vez você se prepare melhor.
Maurício engoliu em seco, gemendo quando os dedos do Scarafaggio afundaram nele. Da próxima vez, Caio acabara de dizer. Haveria uma próxima vez. Isso significava que tudo estava indo bem, apesar da sua desobediência anterior. Ele tentou relaxar quando Marchetti o tocou bruscamente, tentou se lembrar do que o trouxe aqui.
Caio continuou a provocar e esticar seu buraco, seus dedos longos tocando mais do que seu corpo. Ele finalmente pareceu satisfeito por Mau estar pronto, a cabeça de seu pênis repentinamente no lugar dos dedos, sem aviso prévio.
A primeira dor de penetração tirou seu fôlego, tentando respirar pelo nariz e não gritar. Caio estava empurrando, empurrando e forçando o corpo de Maurício a se abrir. Ele não conseguiu mais se conter, gritando quando Caio bateu os últimos centímetros de seu pau grosso dentro dele.
‒ Oh, Deus, porra, porra, caralho! ‒ Mau amaldiçoou, apoiando-se nos cotovelos, tentando encontrar uma maneira de aliviar a intensa pressão.
‒ Lá vai ‒ aquele homem rude ronronou baixo, já começando a mover seu corpo, empurrando profundamente no buraco apertado de Mau. ‒ Assim mesmo, garoto ...
Maurício não conseguia encontrar alívio, as mãos de Caio segurando os quadris no lugar e puxando-o de volta para encontrar cada golpe. Selvagem. Ele choramingou e gemeu, seus olhos se fechando contra as sensações incríveis. A dor era intensa, mas o prazer estava começando a subir sua espinha, enviando todos os sinais certos ao seu cérebro para fazer seu pau tremer.
Estava começando a se sentir bem.
Muito bem.
Mau teve sua cota de clientes bem-dotados, mas Caio era diferente, seu corpo se esticou até o limite e soluçou quase histericamente contra o colchão. Ele não percebeu a princípio, mas Caio estava se segurando. Seus impulsos eram profundos e maus, mas havia alguns segundos preciosos entre cada um para deixa-lo se preparar ao próximo.
Maurício levantou as mãos e começou a se foder no pênis de Caio, grunhindo alto por mais, fazendo Caio gemer baixinho, claramente satisfeito.
‒ Sim... ‒ Ele rosnou. ‒ Vamos lá... você está tão lindo se fodendo no meu pau.
Chorando e corando com o elogio sujo, Maurício continuou a bater os quadris para trás. Lindo, Caio o chamou de lindo. Então ele logo percebeu que o outro não estava mais em movimento. Ele estava deixando Mau controlar o ritmo. Ansioso para agradar, ele jogou todo o seu corpo em cada impulso, levando cada centímetro enquanto balançava para trás o mais forte que podia.
Caio permitiu que isso continuasse por vários minutos, suas mãos apertando os quadris dele e acariciando suavemente sua bunda ferida, fazendo pequenos ruídos de encorajamento por seus esforços. Mas logo ele estava entediado, e foi então que finalmente mostrou a Maurício o quanto ele havia se contido.
Seus quadris se abriram brutalmente, imediatamente estabelecendo um ritmo rápido que empurrou os quadris de Mau contra a cama. Ele gritou, ofegando quando Caio pressionou bem em cima dele, forçando suas pernas a se espalharem quando bateu nele. Ele só podia gemer e soluçar, impotente para se defender de um tratamento tão duro.
Ninguém nunca tinha fodido Maurício com tanta força antes. Caio estava usando seu corpo apenas para seu próprio prazer, rosnando enquanto pegava tudo o que queria dele sem piedade. A dor aumentou e diminuiu, misturada com uma quantidade alarmante de êxtase que nunca havia experimentado. Ele se submeteu ao pênis de Caio batendo nele, gemendo quando se entregou completamente.
Caio era um amante quieto. Ele resmungou, rosnou, talvez um gemido suave aqui e ali, mas deu pouca indicação de que estava se divertindo. Foi só quando começou a se aproximar do clímax que sua respiração ficou difícil e mais alta. Ele amaldiçoou, seus grunhidos se tornando pequenos rugidos atrofiados, e levantou a mão para dar um tapa na bunda já sensível de Mau.
‒ Porra! ‒ Maurício choramingou, chorando de novo e exausto. Ele não sabia quanto mais poderia aguentar e Caio era aparentemente implacável. No momento em que estava começando a implorar por clemência, Caio tirou o pau da sua bunda, deixando-o cru e babando, gemendo e lamentando.
‒ Role ‒ resmungou Caio, arrancando a camisinha e se masturbando furiosamente.
Mau choramingou, lutando para obedecer, caindo de costas.
‒ Termine você mesmo ‒ ordenou Scarafaggio.
Perdido na voz severa e olhar intenso, Mau imediatamente se abaixou para tocar seu pênis dolorido. Ele ficou preso embaixo dele contra os lençóis o tempo todo, e percebeu com uma leve careta que a umidade que sentia sob suas costas era de onde ele tinha vazado pré-sêmen.
Respirando fundo algumas vezes, fungou as lágrimas enquanto enrolava os dedos em volta de si. Foram necessários apenas alguns puxões e estava gozando, se contorcendo e gritando quando a porra espirrou em seu estômago. Ele gozou com tanta força que fez sua cabeça palpitar devido à pressa, gemendo ‒ Caralho... oh, porra!
De repente, Caio estava bem em cima dele, e Maurício gemeu ao perceber o que estava fazendo. Caio estava gozando sobre ele. Marcando-o. Tornando-o sua propriedade irrevogavelmente.
Mau não conseguia desviar o olhar do pau duro e escorrendo de Caio, e implorou ‒ Por favor, vamos, por favor, me marque!
Os olhos de Caio se arregalaram um pouco, sua testa franzindo em concentração. Ele soltou um único gemido lindo, alto e feliz, e seu pau pulsou longos fluxos de esperma por todo o peito e estômago de Maurício. Estava quente e pegajoso, e Mau se sentiu absolutamente imundo.
Ele amou.
Gemendo baixinho, Mau ainda tremia com a força de seu orgasmo, sorrindo estupidamente para Caio. Foi nesse momento que ele percebeu que ainda não tinha ideia de como esse homem parecia nu. Eles nem se beijaram, seus olhos se concentrando naqueles belos lábios e querendo saber que gosto teriam.
Caio pareceu adivinhar o desejo de Maurício, oferecendo apenas um sorriso quando ele se afastou da cama antes que Mau se movesse. Afastando-se com cuidado, ele suspirou alto em satisfação, mas parecia deixar claro que Maurício não estaria recebendo o que desejava.
Mau jogou o braço sobre o rosto e soltou um suspiro agudo. Isso tinha sido intenso. Realmente intenso. Estava todo dolorido, especialmente as bochechas da bunda. Estendendo o corpo dolorido sobre a cama, ele ainda não conseguia acreditar que não haviam se beijado, nem uma vez, e fez uma anotação mental para remediar isso no próximo encontro. Quer dizer na próxima noite de trabalho.
Ouvindo o estalo na mesa de cabeceira, ele ergueu o antebraço e viu Caio em pé sobre ele com um jarro de vidro com uma tampa de metal. Ele fez uma careta quando Caio abriu o pote e jogou algumas moedas dentro, fazendo um barulho de tilintar. Não eram moedas comuns, pareciam mais fichas de aposta, daquelas que têm nos cassinos.
Ele lembrou de esperar até que Caio dissesse que podia se mexer.
‒ Considere isso uma gorjeta ‒ disse Caio jogando mais algumas fichas, sorrindo alegremente. ‒ Decidi aceitar oficialmente o seu acordo. Você precisará estar aqui novamente amanhã à noite. Nove horas.
Maurício não se mexeu, mas uma rápida olhada no tamanho jarro o fez gelar, definitivamente não parecia que iria encher no próximo milênio. ‒ Isso não é ... se essa for a quantidade de fichas que você irá colocar no jarro por noite trabalhada eu temo que precisarei de algumas vidas para completa-lo.
‒ Não ‒ resfolegou Caio, as sobrancelhas levantadas em diversão. ‒ Foi apenas um teste, lembra? Pense nisso como uma entrevista e você foi excepcionalmente bem. Eu não concordaria em comprar nada sem ver o desempenho primeiro, garoto.
O rosto de Maurício ficou vermelho, a cabeça caindo contra os travesseiros. Ele havia honestamente esquecido que essa noite não era o começo oficial do acordo.
‒ Além disso, se você precisar de dinheiro para suas despesas pessoais pode trocar as fichas em qualquer um dos meus cassinos, eles são ilegais, você sabe, então tome cuidado ao andar com isso por aí? ‒ Caio apertou os lábios, aparentemente divertido com a ideia.
‒ Bem, mas assim eu vou demorar mais para encher esse maldito pote. O senhor não cogitaria me dar uma mesada ou coisa assim?
‒ Não foi esse o acordo que você assinou. Deveria ter pensado em detalhes como esse antes de colocar seu sangue naquele papel, garoto ‒ o Scarafaggio disse com uma risada curta.
‒ Quando você coloca dessa maneira, eu pareço uma criança ingênua brincando no mundo dos adultos ... ‒ Maurício fechou os olhos e suspirou em frustração. ‒ Certo. Entendi.
‒ Eu acho que seu histórico prova que você é um pouco impulsivo. ‒ Caio falou, fazendo um último ajuste no suéter antes de voltar para a mesa. ‒ Eu não confiaria em você para andar por aí com dinheiro vivo, vai saber em que roubada você vai entrar em seguida.
‒ Não sou impulsivo ‒ protestou Maurício, baixinho.
Caio fez uma pausa, bufando incrédulo. ‒ Você vendeu a si mesmo para salvar um amigo, garoto. Perdeu todo o seu patrimônio e ainda seu corpo e sua respiração. Se isso não é impulsividade eu não sei o que é. Loucura, talvez?
Essas palavras são mais profundas do que Caio jamais poderia saber, os olhos de Mau instantaneamente se enchendo de lágrimas. O gangster estava certo. Mas por Danilo ele faria tudo de novo e de novo. Era isso que significava família, certo? Ele fungou baixinho, rolando para o lado, as contas quebradas triturando suavemente enquanto ele se movia.
‒ Posso ir agora, senhor? ‒ Maurício perguntou, lutando para manter a voz trêmula.
‒ Já é de manhã? ‒ Caio perguntou severamente.
‒ Não.
‒ Aqui está sua resposta ‒ disse Caio, sem rodeios, quando se sentou novamente em sua mesa. ‒ Levante-se. Tome outro banho. Posso querer te foder de novo antes de sair.
Maurício teve que se forçar a se mexer, pegando o roupão, olhando o jarro com aquelas fichas que mal cobriam o fundo. Depois de fechar a porta e fazer a água correr, embalou o rosto nas mãos e soluçou baixinho. Ele caiu no chão ao lado da banheira, tentando manter os sons de tristeza o mais discreto possível.
Seu melhor amigo ainda não estava cem por cento fora de perigo. A saúde de Danilo deteriorava-se rapidamente, fato que Caio teve a gentileza de lembrar. Ele sabia que Caio não teve a intenção, mas Mau nunca se sentiu mais como um fracasso do que naquele momento. Ele salvar Dan da psicopata da esposa do alfa Estebán foi uma gota no oceano, apesar de todas as dívidas contraídas.
Ele literalmente tinha acabado de fazer sexo por dinheiro com um criminoso cruel, seus sentimentos ainda mais conflitantes com o que havia feito porque, embora se sentisse completamente imundo, ele adorou. Cada segundo disso.
E ele já sabia que ia fazer isso de novo. De novo e de novo. Porque agora, Caio Marchetti era a única esperança que ele tinha de recolocar sua vida nos trilhos. Irônico, na verdade, já que ele era quem ameaçava a sua vida se não pagasse.
Maurício suspirou miseravelmente ‒ Puta merda. ‒ Visualizou o pote com a fichas. Ele percebeu que tinham um valor alto.
Ele trocaria algumas e poderia comprar mantimentos. Continuar com seu estilo de vida, mesmo que num apartamento emprestado.
Bem, ele decidiu manter o otimismo. Afinal, era só o primeiro dia. Até ver o jarro cheio era melhor pensar no que já tinha conquistado e não nos 99% do espaço que ainda tinha que preencher com mais fichas.
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Olá lobinhes,
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bjokas e até a próxima att.
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