Capítulo 24


Capítulo 24

Maurício ficou em pé, tentando se esconder atrás de Caio o máximo possível. Ele agarrou a frente do colete, desejando poder se enterrar nele. Os homens estavam pelo menos mantendo uma distância respeitosa, mas isso não fez Mau se sentir muito melhor por ser visto assim.

Caio, por outro lado, nem sequer tirou o paletó.

‒ Lamentamos interromper, chefe ‒ disse Francesco com um arco humilde, sorrindo lascivamente. ‒ Especialmente enquanto você está... hmmm. Enquanto você está...

‒ Coçando as costas do rapaz? ‒ Téo sugeriu, sorrindo largamente.

‒ Hahahahaha. ‒ Francesco concordou, rindo como um louco.

Os dois são loucos, pensou Maurício. Nenhum deles parecia nem um pouco preocupado com o fato de Caio apontar uma arma para eles, continuando a rir e gargalhar com a piada terrível.

Caio rosnou, sua voz estranhamente calma quando ele sussurrou ‒ Vocês têm vinte segundos para me dizer por que está aqui.

‒ Oh! Certo! Bem, você disse para não o interromper... ‒ Francesco começou.

‒ A menos que tenha uma emergência! ‒ Téo acrescentou, sorrindo orgulhosamente.

‒ E concordamos que isso definitivamente se qualificou. ‒ Exclamou Francesco.

‒ Desembucha. ‒ Resmungou Caio, sua mira zerada na testa de Francesco. ‒ Quinze segundos...

Maurício ficou impressionado com a ereção de Caio não ter vacilado, mas antes que Francesco e Téo pudessem dizer o que realmente estava acontecendo, ele sentiu alguém olhando para ele. Isso fez com que os pequenos pelos da nuca saltassem para a atenção, e ele virou a cabeça para ver Carlo Rossetti parado atrás dele, do outro lado do palco.

Carlo olhou descaradamente para Maurício com um sorriso desagradável e, embora não pudesse ver muito do ângulo em que estava, Mau ainda podia sentir sua pele tentando rastejar pelos ossos. O nariz de Carolo estava enfaixado e um dos olhos estava inchado e preto, Caio realmente acertou ele.

Ninguém nunca o olhou com tanto ódio e intenção nojenta. Maurício ficou tonto. Ele pressionou contra Caio, sentindo-o tenso, mas não afastou Mau.

‒ Os três patetas estão todos aqui. ‒ Exclamou Francesco finalmente, os olhos arregalados como se isso fosse uma notícia emocionante. ‒ Aqui no centro velho de São Paulo. Agora mesmo.

Maurício tinha certeza de que era outra piada estúpida, aterrorizado por ter a possibilidade de ver Francesco levar um tiro na cara, mas o lábio superior de Caio se contraiu. Ele abaixou a arma, colocando-a de volta no coldre debaixo da jaqueta. ‒ Que mais?

‒ Número 1 e Número 2 estão aqui desde ontem, aparentemente. ‒ Téo forneceu rapidamente. ‒ Número 3 chegou agora a noite.

Caio arreganhou os dentes, as engrenagens em seu cérebro girando quase visivelmente enquanto processava essa nova informação.

‒ Devemos fazer alguma coisa hoje à noite ‒ disse Carlo suavemente. ‒ O retorno deles é um insulto óbvio ao seu poder. Deveríamos...

‒ Não devemos agir precipitadamente. ‒ Resmungou Caio. Ele estava claramente furioso por Carlo ousar sugerir uma coisa dessas, mas permaneceu calmo. Em um tom muito severo, ele ordenou ‒ Não faça nada até que eu diga. Espalhe a notícia... Ninguém faz nenhum movimento. Nós vamos lidar com isso de manhã. Mantenha os olhos abertos, permaneça vigilante, mas nada acontece sem a minha permissão.

Francesco fez uma saudação solene, afirmando com orgulho ‒ Vamos aguardar suas ordens, chefe.

‒ Entendido, chefe. ‒ Téo assentiu obedientemente.

Carlo rosnou, mas deu de ombros, respondendo cordialmente ‒ Tudo o que disser, chefe.

Enrolando possessivamente o braço em volta da cintura de Maurício, Caio olhou para Carlo. O jeito que ele estava olhando para Mau não havia escapado de sua atenção. ‒ Muito bem, vocês já têm minhas ordens. Agora todos vocês. Saiam.

Maurício se encolheu de alívio, agradecido por todos partirem quando ele encostou a testa no peito de Caio.

Caio sorriu presunçosamente para Maurício. ‒ Eu tenho que coçar as costas do meu garoto, afinal.

Mau sentiu seu rosto ficar um lindo tom de vermelho quando Francesco e Téo riram e se espalharam como fantasmas, desaparecendo tão rapidamente quanto chegaram. Carlo permaneceu, no entanto, olhando ao longo das costas de Maurício com um sorriso sombrio. Ele e Caio se entreolharam por alguns momentos tensos antes que Carlo finalmente partisse.

Uma vez que estavam sozinhos, Caio tocou gentilmente a bochecha de Mau. Ele não disse nada, mas havia um indício definitivo de preocupação quando o olhou.

‒ Eu estou bem. ‒ Maurício disse suavemente. ‒ Carlo me assusta. ‒ Ele ainda podia sentir o pênis de Caio duro dentro dele, sua própria ereção quase murcha. Ele foi sábio o suficiente para não tentar descobrir quem eram os "três patetas". Era obviamente algum tipo de codinome, mas ele não se atreveu a perguntar.

‒ Então, coçando minhas costas? ‒ Mau disse em vez disso, tentando dar um sorriso brincalhão.

Caio realmente riu. Era curto e inesperado, ofegante e profundo, mas ele riu. Mas, como sempre, o riso não chegava aos seus olhos. ‒ Entre outras coisas...

Maurício engasgou quando o braço de Caio o apertou, guiando suas longas pernas de volta à cintura. Ele inclinou a cabeça para baixo, cheirando a garganta. Maurício podia sentir a provocação mais suave dos dentes, e sua respiração gaguejava na garganta. As mãos de Caio deslizaram sobre suas coxas até os quadris, os dedos apertando suavemente quando seu pênis começou a empurrar mais uma vez. Ele continuou a respirar ao longo do pescoço de Mau, mordiscando levemente sua orelha. Nessas horas Maurício lembrava que Caio era um shifter. Mestiço de lobo e fae. Como seria sua forma animal? De repente Mau teve um intenso desejo de ver o lobo de Caio.

Mas, rapidamente esse pensamento desapareceu; ele estava derretendo por toda parte, suas mãos lutando para encontrar um lugar para descansar. Caio agarrou seu braço, levantando-o em volta do pescoço, deixando Maurício atordoado por alguns segundos. Ele segurou firme, seus rostos a centímetros de distância um do outro. Recostando-se na outra mão para se preparar, ele gemeu quando Caio começou a bater nele com mais força, as pernas apertando a cintura do gângster e os dedos arranhando a parte de trás de sua cabeça.

Um impulso particularmente profundo o fez gritar. Ele queria que Caio atingisse aquele local novamente.

Desistindo de segurar o pescoço de Caio para agarrar seu quadril, firme e quente, ele engasgou quando teve outro golpe duro. Maurício mordeu o lábio, sentindo-se corajoso, e deslizou a mão abaixo para pegar um punhado da bunda de Caio.

Deus, e ele tinha uma bela bunda ‒ cheia, redonda, firme. Ainda havia uma fina camada de roupa de baixo que o separava de sentir a carne, mas Mau estava tão agradecido por receber permissão para tocá-lo assim.

Caio empurrou para frente, suas pernas batendo contra as teclas do piano quando começou a ofegar, rosnando profundamente. A energia entre eles estava mudando, parecendo cada vez menos um castigo e mais íntima a cada impulso.

Maurício choramingou, suas bolas latejando quando seu orgasmo começou a se aproximar novamente. Ele estava desesperado, tentando como o inferno inclinar os quadris na posição certa para evitar o inevitável. Ele não conseguia se concentrar, não o suficiente. Ele sabia que não poderia gozar ainda, e era tortura.

‒ Porra! ‒ Mau gritou, sabendo pela ladainha de ofegos e rosnados de Caio que ele estava chegando perto também. Maurício rangeu os dentes, a cabeça inclinada para trás e os pés apertados. Ele não sabia quanto tempo poderia durar. Tinha certeza de que suas bolas iriam implodir se Caio não gozasse logo e parasse de foder com ele assim.

Apertando o traseiro de Caio, Maurício tentou encorajá-lo a terminar, mas Caio decidiu desacelerar novamente, aparentemente por despeito. Mau queria morrer, com a cabeça inclinada para trás com um gemido alto.

Caio sorriu, suavizando suavemente ‒ Você quer tanto gozar, não quer...

‒ Sim, senhor. ‒ Maurício ofegou, suado e tremendo. ‒ Eu não posso... Não sei como... é demais, é... é demais.

Caio, pensativo, deslizou seu pau dentro e fora do buraco molhado do garoto, cantarolando como se estivesse tentando decidir quais pratos pedir no jantar. Ele lentamente começou a acelerar o ritmo novamente, murmurando ‒ Só porque você cantou e dançou tão bem esta noite, vou lhe conceder piedade... você pode gozar agora, mas nunca se esqueça. Você só gozará porque estou lhe dando permissão. Você é meu.

‒ Seu. ‒ Sussurrou Maurício, sentindo um alívio no estômago, sabendo que finalmente poderia aliviar a dor ardente dentro dele.

Caio agarrou seu cabelo, puxando-o com força antes de voltar a um ritmo brutal, transando com ele com força enquanto corria pela linha de chegada. ‒ Meu. ‒ Ele rosnou, os olhos perfurando os de Mau, ofegando entre os dentes cerrados. ‒ Só meu.

Agarrando seu pênis e acariciando-se febrilmente, Maurício cantou ‒ Sim, Deuses, sou seu, apenas seu, por favor, porra, seu, por favor, por favor!

A pressão em seus lombos finalmente rompeu e a corrida foi absolutamente dolorosa, fazendo a cabeça de Mau latejar quando seu pênis espirrou por toda a mão e estômago. Ele gritou, explodindo em lágrimas pela onda de sensação. O desconforto foi diluído pelo intenso êxtase, seu corpo perdido por ondas de prazer enquanto seu pênis continuava jorrando descontroladamente.

Caio terminou de uma maneira muito menos dramática, mas não pareceu menos satisfeito. Ele grunhiu, pressionando o nariz contra a garganta de Mau. ‒ Bom trabalho, garoto.

Maurício se inclinou contra ele, sorrindo enquanto tentava recuperar o fôlego. ‒ Ei... você também.... fez um bom trabalho.

Rindo baixinho, Caio embalou a parte de trás da cabeça de Mau e pressionou suas testas por algumas batidas preciosas, depois grunhiu quando ele começou a se afastar.

Maurício estendeu a mão, tentando tocar no rosto de Caio novamente. Ele queria recuperar esse sentimento de antes, aquele momento intenso em que dissera a Caio que ele era bonito. Não queria que isso terminasse ainda. Mas Caio agarrou o pulso de Maio, deixando-o tropeçando em decepção. Maurício não conseguia esconder o porquê aquela rejeição doía. Ele sabia que estava se apaixonando por Caio, e queria uma validação desse sentimento.

Percebendo a necessidade de Maurício, Caio deu um beijo casto na palma da mão da sua. Ele deixou isso demorar, suspirando profundamente antes de finalmente separar seus corpos.

Mau fez beicinho quando Caio saiu, batendo os joelhos juntos, enquanto lutava para ficar sentado na ponta do piano. Caio o ajudou a se levantar antes de arrumar as calças. Ele não viu o que Caio fez com a camisinha, mas com um zíper rápido o gângster parecia como se nada tivesse acontecido.

Enquanto isso, Maurício ainda estava uma bagunça nua e trêmula, agradecido pelas mãos fortes de Caio para ajudá-lo. Ele se vestiu, corando com a maneira como Caio o observava e com que delicadeza seus dedos roçaram contra ele. Suas pernas pareciam mais fortes quanto mais ele as apoiava.

‒ Rô colocou algo meu no seu cofre ‒ disse Maurício, esticando os braços acima da cabeça com um gemido suave. ‒ É o colar com um anel que a Alana me deu, acredito que é um tipo de amuleto de proteção.

A boca de Caio se torceu em um sorriso suave. ‒ Alana, a cortesã da matilha Zayas? ‒ Perguntou conscientemente.

‒ Sim, Alana, mãe do meu melhor amigo ‒ disse Maurício. ‒ Podemos pegar antes de você me levar para o loft?

‒ Loft? ‒ Caio bufou, olhando para o relógio. ‒ Eu vou pegar, mas não vou te levar para loft nenhum. Ainda não são nem cinco horas. Você ainda está no seu expediente, garoto.

Maurício ficou vermelho, olhando boquiaberto. ‒ Você... está falando sério?

‒ Muito sério. ‒ Caio falou lentamente, um sorriso malicioso curvando seus lábios.

Mau engoliu em seco.

Caio falou com uma risada sombria: ‒ Vamos voltar para minha propriedade. Eu gostaria de ouvi-lo cantar um pouco mais. Ainda temos oitenta e quatro minutos, e prometo que vou aproveitar ao máximo cada segundo. Ah! Já falei que mandei levar o mastro pra lá, certo? Dançar... só pra mim de agora em diante.

Maurício assentiu obedientemente, agradecido quando saíram e ele colocou o colar de volta no pescoço. Quando voltaram para o quarto de Caio, restavam apenas 45 minutos. Ele não achava que Caio pudesse causar muito mal a ele em tão pouco tempo.

Quão errado ele estava. Caio o levou para a cama, o tomou novamente e, oh, como ele o fez cantar.

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olá lobinhes,

finalmente acabei de repostar os capítulos. amanhã tem capítulo fresquinho pra vcx.

bjokas e até a próxima att. 

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