💌 16

"[03/Maio]

Sou eu novamente, Jeonzinho.

Hoje eu vim aqui para continuar a dizer as coisas que gosto em você.
Mas agora é sobre sua aparência.

Oh, você é lindo da cabeça aos pés, eu já disse isso? Acho que não, mas estou dizendo agora.

Eu amo seus dentinhos de coelho, são a coisinha mais linda. Tudo bem, você é fofo, não apenas sexy. Olhar seu pescoço me faz querer tocá-lo, sua boca me faz querer beijá-lo. Seu corpo é inteiramente lindo, Jungkook.

Seu cabelo é macio e seus olhos parecem duas jabuticabas. Eu amo.

E seus braços, bom, eu queria que os envolvesse em mim para nunca mais me soltar. Sim, eu sei que é impossível que você se apegue em alguém assim algum dia, muito menos sendo em mim.

Tem muitas coisas que eu quero dizer pra você, suas mãos são lindas, seu rosto, tudo em você é lindo.

Oh, isso está ficando grande demais.

Com amor, de alguém que gosta de você."

💌

Jungkook e Jimin continuavam dando escapadas nos cantos do trabalho e se pegavam ali mesmo, claro que, sem tirar peças de roupa ou algo do tipo, mas quase.

Não era tão certo o que aqueles dois realmente eram, tanto Jimin quanto Jungkook —e também Taehyung— não sabiam dizer o que o relacionamento deles era. Era pegação? Namoro? Fogo?

Jeon havia chamado Jimin para sair à noite depois do trabalho, em um restaurante consideravelmente chique, um dia antes de Jimin ir passar o final de semana todo com seus pais em Busan, que estavam com alguns problemas de dinheiro e ele queria os ajudar com o salário bom que ganhava. E também, claro, passar um tempo com eles e seu irmão, que iria vir da faculdade em LA para passar os dias lá.

Ambos estavam muito bem arrumadinhos, e realmente pra quem via, pareciam um casal de namorados, noivos ou até mesmo casados.

Jimin comia tranquilamente com Jungkook, conversavam descontraídos. Até Jeon parar de comer e olhar bem para o loiro em sua frente, que ainda mastigava.

— Hum... Jimin... —pensava, ele não sabia qual seria a reação do menor quanto ao que iria dizer, mas já havia decidido. Ele o olhou de volta, atento enquanto tomava um pouco da bebida. — Eu estive pensando... Você vai para Busan amanhã, não vai?

— Sim, vou mais ou menos de manhãzinha, quero chegar ainda cedo lá. —respondeu, aparentemente feliz com o fato de que vai ficar reunido à família. Porque de fato, Jimin é o tipo de pessoa que preza muito isso, carinho.

— Ah, entendi... —assentiu, mas Park pareceu ficar curioso.

— Por que? Vai sentir minha falta? —riu.

— Sim. —respondeu, sério. — Mas não é sobre isso que eu quero falar, Jimin. —o pequeno também ficou sério e parou de comer, curioso e com um pouquinho de receio.

— O que é, então?

— Eu preciso que me deixe ajudar sua família, Jimin-ah. —disse, o menor não compreendeu.

Ajudar?

— Sim, você me disse que seu pai é o único que trabalha ali e não recebe o necessário, e que sua mãe sonha em fazer publicidade, então eu estive pensando, e eu posso conversar com meu pai que também vive em Busan, para que arrume algumas entrevistas para os seus na empresa dele, que é focada em publicidade, em marketing. —dizia. — Que, bem, também é minha, de certo modo. Mas, não só pra essa empresa mas sim para outras também. —afirmava, Park não sabia muito bem o que dizer.

— Oh... Mas...

— Eu garanto que se depender de mim, tanto sua mãe quanto seu pai não irão ficar sem emprego, eu confio no potencial deles apenas por ter conhecido você. —garantiu. — Porque você quis muito isso, Jimin. E eu... Eu quero ver você feliz, e não preocupado com a vida de seus pais e também dando todo o dinheiro que ganha do seu trabalho assim. Você é tão esforçado, Jimin-ah...

— Ah... —abaixou a cabeça, ainda sem reação. — Eu... Eu realmente não sei... —olhou para o maior. — Mas tão fácil assim? Eles...

— Não, eu não vou simplesmente dar o emprego à eles, isso irá acontecer somente se forem bem na entrevista, não se preocupe. —explicou, com mais calma. — Por favor, eu quero ajudar. —pediu, mais uma vez.

Park havia ficado um pouco surpreso com a insistência de Jungkook para ajudar sua família, nunca havia visto o maior ser tão caridoso e ter tanto carinho como havia tido agora, em poucos segundos, com ele.

Mas... Eu não quero que isso te atrapalhe, eu realmente não...

— Ah, Jimin. —soltou uma risada curta e abafada, o interrompendo. — Nada que envolva você poderia me atrapalhar.

Jimin sorriu. Mais uma vez, o coração de Jungkook foi aquecido.

— Obrigado, Jungkookie.. Eu não sei como agradecer você, então, obrigado mesmo!

— Hum.. —pensou. — Um amiguinho meu me disse que sente falta de você, sabe, da sua boca, então acho que você sabe sim como me agradecer... —sorriu, malicioso. Jimin atacou um guardanapo em seu rosto.

— Idiota! —ria, Jeon também.

E de fato, os dois foram para a casa de Jimin, que teria que dormir antes das dez para acordar às seis da manhã.

— Tem certeza que não vai precisar de mim pra te levar pro trem ou melhor, eu mesmo poderia levar você pra Busan, hum? —era a terceira vez que repetia isso, os dois ainda em frente à porta da casa de Jimin, Jungkook queria muito levar o menor.

— Kookie, você vai ir trabalhar amanhã cedo, não pode se atrasar por minha causa. —afirmou, se virando e colocando a senha de sua porta para destrancá-la.

— Eu posso sim, não tem problema! —continuou, tentando convencer o menor. — Por favor... —pedia, depositando beijinhos em seu pescoço.

— Ah, tá bom, Jungkook! —assentiu, tentando empurrar o maior. — Dá pra parar de beijar meu pescoço? Nem pense em marcar ele mais do que já está marcado, eu tô cansado de usar esses moletons quentes que vão até o meu pescoço.

— Mas eu não consigo resistir, você até mesmo me chamou de Kookie, como posso me segurar ouvindo você me chamar assim? Hum? —beijou seus lábios. — Mas eu queria que me chamasse de outra coisa de novo, você se lembra? —se aproximou de seu ouvido. — Se lembra de quando me chamou de Daddy? —sussurrou, Jimin se arrepiou.

— Meu Deus, Jungkook, se aquieta! —o empurrou de leve, olhou para os lados e ficou aliviado que ninguém estava ali para olhar a tensão imensa entre os dois, entrando em casa em seguida, e Jungkook entrando logo atrás.

O menor foi até o quarto e imediatamente retirou seu moletom quente do corpo, suspirando aliviado apenas com a camiseta branca que estava por baixo. Mas esqueceu-se por um segundo que Jungkook estava bem ali, em seu quarto também, observando o menor da cabeça aos pés, e parando o olhar em seu pescoço com marcas aparentes, sorrindo por saber que foram todas feitas por ele.

— As marquinhas que eu deixei estão saindo muito rápido, não acha? —se aproximou, colocando as mãos em sua cintura.

— Que bom, assim eu posso sair com as minhas camisetas de novo. —respondeu. — Agora vamos dormir, já são nove horas e eu tenho que ir descansar pra amanhã acordar às seis. —tentou passar pelo maior, mas o mesmo o empurrou de leve contra a parede do quarto.

— Antes, eu quero fazer uma coisinha. —passava as mãos pra debaixo da camiseta do pequeno, pegando firme em sua cintura e a alisando calmamente. — Prometo não demorar.

— A-ah.. Jungkook... Eu preciso ir dormir... —dizia, quer dizer, ao menos tentava, pois ficava excitado fácil com os toques do moreno. Sentiu o mesmo abrir seu botão e zíper da calça preta. — Jung.. Ohh.. —a mão do maior já tomava conta do membro do outro, o masturbando lentamente.

— Eu quero que relaxe bem, assim você vai dormir como um anjinho, hum? —beijava seus lábios, Jimin apenas assentiu com a cabeça enquanto já tinha seus olhos fechados e suspirava forte.

— Ahn... Ahh... Meu Deus... —estremeceu um pouco quando sentiu o maior passar seus dedos lentamente, e os gemidos de Jimin literalmente eram música para os ouvidos de Jungkook.

— Meu bebê é tão sensível... —disse, depositando alguns beijos no maxilar do outro.

Jungkook logo simplesmente o olhou novamente, prestes a fazer outra coisa. Ele retirou sua mão de dentro da bóxer do menor, se agachou e abaixou lentamente a calça de Jimin.

— O q-que você vai fazer? —perguntou, ao ver a cena. Jungkook não respondeu, também abaixou a bóxer do menor e pegou em seu membro duro. — A-ah, calma, o que v-você... Oh! —Jungkook enfiou o pênis do menor em sua boca e o estimulava. — Ohh, q-que gostoso, daddy...

Jeon chupava Jimin em uma velocidade suficiente pra deixar o loiro ainda mais necessitado. Lambeu e sugou forte, olhava pra Jimin e admirava o belo rosto avermelhado de excitação e seus lábios entreabertos. Tão bonito.

E Jimin, nunca alguém havia o chupado tão gostoso.

Não demorou muito pra Park vir, gozando na boca do maior facilmente, ofegando rápido e se sentindo sem energias.

Ah, se pudesse deixaria Jungkook o foder ali mesmo. Mas sempre preferia que isso não acontecesse, porque Jimin prezava muito o fato de querer que isso envolvesse amor e carinho, em vez de ser apenas uma transa.

E bom, Jungkook queria a mesma coisa. Mas, respeitava a vontade do menor e caso um dia ele quisesse, o moreno estaria disposto.

Jungkook se levantou ao pôr a bóxer de Jimin no lugar, terminando de tirar a calça do outro para que ficasse apenas com a roupa íntima.

— Vem aqui, bebê. —percebeu o menor sem energias, então o pegou no colo como da primeira vez que havia feito isso, e o levou pra deitar na cama, se deitando ao seu lado em seguida e puxando o edredom para cobrir ambos.

— Você é mau comigo. —Jimin soltou, virado para o maior, emburrado. — Eu disse que iria dormir e você me ataca assim. —Jeon riu, se aproximando ainda mais do menor na cama e passando um braço pela sua cintura por debaixo da coberta.

Ele sorriu, achando uma graça Jimin desse jeito, e o deu um selinho.

— Desculpe, você é irresistível. —afirmou. — Você gostou?

— Hum... Foi bom, eu admito. Muito. —respondeu, olhando nos olhos de Jeon, que estavam bem pertinhos do seu agora.

E involuntariamente, seu coração bateu mais forte e mais rápido ao cair a ficha de que estava realmente assim com Jeon Jungkook, seu admirável superior, dormindo com o mesmo, bem de pertinho e confortavelmente.

— Mas... Kookie... —decidiu dizer o que sentia, colocando sua pequena mão sobre o braço de Jungkook e o acariciando. — Eu preciso saber uma coisa...

— Que coisa, hum? —perguntou, curioso. Ao mesmo tempo, o menor também sentia a mão de Jungkook acariciar suas costas por debaixo de sua camiseta.

— Bom... O que nós somos? —perguntou, inseguro.

"O que nós somos"? —repetiu, também ficando sem reação. Nem mesmo ele sabia.

— É, nós nos beijamos frequentemente agora e... Fazemos essas coisas, sabe...

— Ah, bom... Nós temos um lance diferente... Não? —apenas disse qualquer coisa, Jimin não compreendeu muito bem.

"Lance diferente"? Huh? —franziu as sobrancelhas.

— Esqueça, pequeno. Amanhã você tem que acordar cedo, vamos dormir. —beijou sua testa, rapidamente mudando o assunto. Jimin se recordou disso e assentiu, Jungkook, por sorte, se safou.

Os dois, enfim, dormiram juntos e um tanto abraçadinhos.

💌

Park acordou às seis e quinze da manhã, correndo para se arrumar e sendo o mais rápido que poderia.

Deixou Jungkook jogado na cama, dormindo tão bem que Park se perguntava como ele sempre chegava no horário certo no trabalho, e sempre pareceu tão organizadinho quanto à isso. Agora, só parecia mais um vagabundo preguiçoso.

— Jungkook, acorda! —remexeu o maior na cama.

— Mais cinco minutos, aish. —se virou para o outro lado. Jimin revirou os olhos e teve uma ótima —ou péssima— ideia.

Foi até o banheiro e encheu um potinho com água, voltou ao quarto e não pensou duas vezes, atacou a água toda no rosto do moreno, que acordou em um pulo.

— Caralho, Jimin! —reclamou, limpando seus olhos e enxergando o menor todo arrumado, pronto para sair.

— Se arrume rápido. —praticamente ordenou, pegando e arrumando sua mochila no chão para levá-la.

Jungkook havia retirado sua calça e jaqueta após ficar um tempo deitado com Jimin na noite passada, por estar calor, então estava apenas de bóxer e camisa. Levantou da cama e pegou sua calça do chão, prestes a colocá-la.

Jimin, enquanto arrumava sua mochila, vez ou outra —ou à todo segundo—, olhava para as coxas nuas do maior que se arrumava em sua frente, tão belas e sexys.

Após escovarem os dentes, Jimin e Jungkook saíram e se dirigiram até o carro do moreno, rumo à Busan.

Tiveram que ter muito assunto até chegarem lá, porque no caso, para chegar demorou horas. Jimin o deu a localização e Jungkook apenas seguiu.

Algumas vezes, quando o carro houvesse que parar no sinal e eles esperavam, Jeon roubava uns beijos de Park, e comprovava que era realmente viciante beijar o loiro.

— É ali! —Jimin apontou para a casinha branca e meio bege da esquina. — Oh, Jihyun! —ficou surpreso. Jungkook parou o carro em frente e observou o loiro não tirar os olhos de um garoto de costas e de cabelos pretos, também se aproximando da casa. Se perguntou quem era.

— Quem... —ia perguntar, mas o menor abriu a porta rapidamente e saiu do carro, ignorando Jeon ali. Assentindo o vácuo em que havia ficado, decidiu sair do carro também e ver o que estava acontecendo.

— Jihyun-ah! —Jimin chamava, todo feliz. O garoto se virou e notou o pequeno sorrindo, surpreso também.

— Hyung! —o abraçou. Então, Jeon descobriu que esse era o irmão de Park.

A porta foi aberta e de lá surgiu a mãe, e também o pai de Jimin, indo até os dois, felizes também. Que gracinha.

— Meus filhos, vocês vieram! —a mãe deles os abraçavam, logo depois o pai também.

— Senti saudades. —Jimin dizia, todo fofinho. — Também senti sua falta, Jihyun-ah, você cresceu bem! —ria, apertando a bochecha de Jihyun.

— Aish, hyung! —afastou a mão do loiro.

Aquela cena fazia Jungkook pensar em sua família. Quer dizer, a única família que ele tinha era seu pai.

Não tinha um pai ruim, mas também não tinha os ensinamentos e conselhos bons de um pai-amigo, pois o mesmo estava sempre ocupado.

Sempre quis que sua mãe estivesse o ajudando ali, ao seu lado, lhe dizendo o que era certo ou errado, lhe dando uma boa comida típica ou então, o ensinando sobre o amor.

Porque Jungkook não sabia muito bem o que era isso.

Mas talvez amor fosse algo muito bom, talvez amor fosse acolher, fosse carinho.

Talvez amor fosse o que ele sentia toda vez que via Jimin sorrir.

Ou não, porque não sabia ao certo, a única coisa que sabia era que o amor machucava. Jungkook amou muito a sua mãe e a perdeu. Então não, decidiu não amá-lo.

Não queria se machucar.
E não queria machucá-lo.
Muito menos perdê-lo também.

Mas entendeu que amar alguém não é algo que percebemos sentir de primeiro momento. É algo que aprendemos a entender com o tempo, um sentimento que conhecemos quando sabemos como nutri-lo.

Pensou que não sabia o que era amar até sentir isso por alguém. Até sentir que ele queria passar não só o seu hoje, mas todos os outros dias com essa pessoa.

Com Jimin.

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