Capítulos 32.
2 anos depois.
Rachel.
Leo está esparramado ao meu lado na cama com a cabeça em meu ventre aspirando o cheiro da minha pele, desde que descobrimos a gravidez ele tem criado o hábito de cheirar meu ventre, porque o meu aroma mudou, da pra sentir o cheiro do bebê, principalmente na minha barriga.
Os últimos dois anos tem sido os melhores da minha vida, nosso casamento está mais forte a cada dia, sinto como se o amasse mais a cada minuto que passamos juntos, ele está cada vez mais confiante sobre si mesmo e não se importa tanto com a opinião dos outros.
Meus pais vem frequentemente nos visitar, assim como meu irmão. Sigo trabalhando na contabilidade, amo o meu trabalho, e o faço com toda a minha dedicação. No momento estamos somente eu e Hope trabalhando lá, Luna foi ajudar na contabilidade de Homeland que ficou desfalcada quando um dos funcionários saiu e Amália está de licença, ela engravidou meses atrás e deu a luz tem duas semanas, achei que Jinx ia enlouquecer no dia do parto, sim, eles ficaram juntos no meu casamento e não se desgrudaram mais, já são companheiros tem quase dois anos e resolveram ter um filhote agora, é bom que que o Norbet vai ser quase da mesma idade do nosso bebê e poderão crescer juntos.
Phill agora mora e trabalha aqui, ele acabou não conseguindo ficar longe de Hope e os dois estão juntos, o que me deixa muito feliz. No início ele fingia vir me visitar, mas não saia do lado dela, até que um dia ela pediu pra ele não voltar mais e foi tudo o que precisou para ele resolver ficar de vez, a ONE não demorou a arrumar um lugar pra ele trabalhar aqui, afinal de contas alguém com as habilidades dele é sempre bem vindo.
A vida tem sido ótima, tirando obviamente o assédio que sofremos do mundo fora dos portões, a perseguição continua, embora as leis estejam mais duras e os movimentos pro espécie tenham ganhado mais força, principalmente no último ano, depois do último incidente com grupos de ódio, foi uma coisa terrível que eu não gosto nem de lembrar, pessoas foram gravemente feridas. Espero que um dia possamos sair dos portões com menos medo pela nossa vida.
Mas, no geral a vida está muito boa, visitei Homeland poucas vezes nos anos que estou aqui, o lugar é bonito, mas eu prefiro aqui, é maior, mais verde e com menos malucos nos portões. Eu e Leo temos conversado sobre ter um filho tem tempo, até que resolvemos que quando eu tivesse que trocar o implante hormonal, nós não faríamos isso, cerca de três meses atrás foi meu primeiro cio. Hoje estou grávida tem quase um mês e vamos fazer a primeira ultrassom para ver o bebê.
- Ser a que está tudo bem com o nosso filhote? – Leo levanta os olhos para me olhar. – Você estava agitada a noite. – Completou preocupado.
- Claro que está. – Passei uma mão em seus cabelos. – Se acalma meu leão. – Ele sorriu quando o chão assim. – Eu estava sem sono a noite por isso meu sono era inquieto, agora vamos tomar banho quero ver nosso filhote logo.
- Ainda não acredito que fizemos um filhote. – Ele se sentou animado.
- Fizemos sim. – Pousei a mão sobre o meu ventre levemente arredondado. – Ele é a expressão do nosso amor. – Colocou a mão sobre a minha. – Ele vai ser igual a você, perfeito.
- Gostaria que ele se parecesse com você. – Ele resmungou.
- Leo. – Reclamei com ele.
- Não é por isso, eu gostaria que ele parecesse com nos dois. – Falou sorrindo. – O fizemos juntos.
- Mas ele será perfeito e nosso de qualquer jeito. – Toquei seu rosto.
- Sim, ele será. – Sorriu. – Vamos tomar banho. – Levantou me pegando no colo.
Tomamos um banho demorado em meio a carícias, sexo no banho é bom demais, depois do banho ele se secou, se vestiu e foi preparar nosso café enquanto eu me arrumava. Penteei e sequei os cabelos, passei corretivo nas olheiras, máscara de cílios e gloss, vesti uma lingerie confortável, coloquei por sima uma calça jeans clara e uma blusa vermelha de seda, calcei uma sapatilha e fui até a cozinha. O cheiro da comida me alcançou da sala e estava delicioso, fez meu estômago roncar, tenho comido muito, acho que meu filhote é esfomeado, bem compreensível com o pai que tem.
- Que cheiro bom. – Comentei entrando na cozinha.
- Fiz panqueca porque você gosta. – Se virou com um prato de panqueca.
No balcão já tinha ovos, bacon, torradas e salada de frutas, ele colocou as panquecas sobre o balcão, pegou o suco de laranja e veio se sentar ao meu lado trazendo consigo uma calda para as panquecas. Não estamos tomando café, porque Layla disse pra eu não tomar muito, então para não me tentar ele também não toma, acho um gesto fofo, ainda mais porque sei o quanto ele ama café.
- Amo panqueca. – Falei salivando ao puxar o prato para perto.
- Estou vendo. – Sorriu ao me ver começar a comer direto do prato de servir.
Tomamos nosso café da manhã enquanto conversávamos, depois ele cuidou da louça e escovamos os dentes antes de sair na direção do centro médico. O dia estava claro e um pouco quente, fazendo eu me arrepender de não ter colocado uma roupa mais fresca, assim que chegamos fomos para a sala de Trisha, ela achou melhor Layla não cuidar da minha gravidez, por ser minha irmã , mas é claro que ela já estava lá esperando para acompanhar o exame.
- Que bom que chegaram quero ver meu sobrinho. – Falou assim que passamos pela porta.
- Se controla mulher. – Trisha riu. – Bom dia papais.
- Bom dia. – Respondemos nos sentando a sua frente.
- Como você está se sentindo? – Perguntou me olhando.
- Me sinto bem, só tenho mais sono e fome que o normal. – Respondi.
- Isso é normal.
- Ela dormiu mau a noite. – Leo se apressou em falar.
- Sentiu algum desconforto? – Minha irmã quis saber.
- Não, só estava sem sono, sei lá agitada, mas foi só ontem. – Expliquei.
- Pode ser ansiedade pelo exame. – A loira supôs e eu concordei com a cabeça. – E os enjoos?
- Estão bem melhores do que na semana passada. – Semana passada eu passei quase que o tempo inteiro vomitando.
Ela fez mais algumas perguntas, Layla também se meteu fazendo perguntas e nos guiaram até a sala de exame, me deitei na maca, levantei a blusa e esperei enquanto ela colocava o gel na minha barriga e passava o aparelho. Leo estava segurando minha mão olhando de mim para a tela que não entendíamos nada. Trisha arregalou os olhos olhando para a tela, Layla sorriu atrás dela olhando na mesma direção, a loira tirou o aparelho da minha barriga.
- Vocês não estão esperando um bebê. – Trisha nos olhou. – São gêmeos.
- Gêmeos? – Toquei minha barriga surpresa.
- São dois? – Leo apertou minha mão.
- Sim são dois, por isso sua barriga está maior que a de todas as outras nesse período. – Minha irmã falou animada. – Terei dois sobrinhos de uma vez.
- Uau. – Foi tudo que eu falei, ainda surpresa.
- Eles estão aqui. – Trisha virou o monitor em nossa direção e apontou para duas manchas pequenas. – Bebê número um e bebê número dois.
- São duas manchinhas. – Leo apertou os olhos para a tela. – Mal da pra ver.
- Rapidinho eles vão crescer. – Layla o tranquilizou.
- Eu preciso tomar algum cuidado especial agora que sabemos ser dois? – Baixei minha blusa.
- Não, a gravidez deve seguir normal, você precisa manter a alimentação saudável e suficiente, a única coisa que deve mudar é que eles devem nascer um pouco mais cedo. – Trisha falou.
- Ela tem que descansar mais? – Leo olhou sério para as duas médicas.
- Não, só se alimentar bem, dormir direito e tomar as vitaminas. – A loira falou. – Repouso somente será necessário no último mês.
Ela nos deu mais algumas informações, só podíamos nos basear em gravidezes de gêmeos humanos, já que nenhuma companheira tinha engravidado de gêmeos até eu, me receitou mais algumas vitaminas e alimentos que eu poderia usar para enriquecer a minha dieta. Depois da consulta seguimos para casa, eu não me continha de felicidade, sempre quis gêmeos, mas como não é comum na minha família havia descartado a possibilidade.
**
Rachel.
Os meses se passaram voando, minha gravidez seguiu normal, sem qualquer surpresa, quando passei do quarto meses ficou mais difícil fazer tarefas simples, peguei licença do trabalho, passei a maior parte do tempo deitada quase morrendo de tédio, mesmo com a companhia constante do meu marido. Minha barriga está enorme, por isso marcamos a cesariana para hoje, os bebês estão em uma posição que impossibilita o parto normal, então precisamos da cirurgia.
Leo me ajudou a me arrumar, pegou as duas bolsas que já havia deixado arrumada e me ajudou a chegar no carro, ele parecia nervoso no trajeto até o centro médico, suas mãos apertavam constantemente o volante quase ao ponto de amassar o material resistente.
- Vai ficar tudo bem meu leão. – Acariciei seu braço o ouvindo ronronar.
- Vocês são as coisas mais preciosas que eu tenho. – Falou depois de um longo suspiro. – Tenho medo de algo ruim acontecer.
- Eu sei meu amor. – Era comovente sua preocupação. – Mas vai ficar tudo bem.
Ele assentiu e continuou a dirigir sem relaxar, segui as carícias em seu braço para ao menos distrai-lo um pouco, gosto nem de pensar na sua reação quando começarem a minha cirurgia, ele vai pirar e provavelmente precisarão seda-lo. Quando chegamos no centro médico fomos encaminhados para o quarto e de lá para a sala de cirurgia.
- Eu não vou deixar minha companheira. – Leo falou prontamente.
- Tudo bem. – Trisha falou calmamente. – Mas saiba que o bem estar deles depende de você não interferir no procedimento.
- Tudo bem, prometo me comportar. – Ele falou rapidamente e tenho certeza que ninguém acreditou nisso.
- Ok, Destiny. – Chamou o enfermeiro. – Leve o Leo para se preparar pra entrar.
- Sim doutora. – Falou rapidamente e se virou para meu companheiro. – Me acompanhe por favor Leo.
Meu companheiro me olhou uma última vez e me beijou antes de seguir o enfermeiro Nova Espécie para uma sala ao lado. Me levaram para a sala, me prepararam e aplicaram a anestesia local, quando Leo entrou na sala eu já estava deitada anestesiada e com a área da incisão sendo esterilizada para o início da cirurgia, Chimes e Destiny estavam a postos para pegar os bebês e auxiliar caso necessário.
...
O nascimento do meus bebês foi rápido e bem sucedido, eu os vi rapidamente quando nasceram pois estava com a visão turva pelas lágrimas que derramava, Leo também chorava olhando para os nossos bebês e dizendo que eles são lindos. Estamos no quarto esperando que tragam nossos filhotes para ficar conosco aqui.
Não demora muito e Layla entra segurando um enquanto Chimes vem atrás segurando o outro, elas nos entraram um a cada um, dizem que eles devem mamar e arrotar, depois de algumas instruções se vão e nos deixam sozinhos.
Olho atentamente o pacotinho em meus braços, ele é perfeito, a pele castanha como a do pai, os mesmo traços Nova Espécie, os mesmo cabelos loiros, a cauda pequeninha que sai da fralda é a coisa mais linda do mundo inteiro.
- Ele é perfeito. – Digo olhando meu companheiro que embala nosso outro filhote, idêntico ao que eu estou segurando.
- Ele também. – É tudo que ele diz olhando o bebê.
Escuto um choramingo e olho para o filhote em meu colo.
- Você quer mamar meu amor? – Coloco o seio pra fora e ele o agarra vorazmente. – Nossa que fome amor. – Acaricio seu rostinho, ele abri um olho e me olha.
Seus olhos não são de ouro líquido como os do pai, são esverdeados, não o mesmo tom de verde dos meus, um verde diluído em ouro, era uma tonalidade linda e única, como se tivessem misturado as cores dos nossos olhos.
- Os olhos dele. – Sussurrei.
- Eu já tinha visto. – Leo se sentou do meu lado me mostrando os olhos do bebê que ele segurava. – Os olhos deles são iguais e são uma mistura dos nossos.
- São tão lindos, únicos. – Meus olhos ardiam com lágrimas de emoção.
- Fiquei feliz com isso. – Leo falou. – Eu achei que fosse acontecer, seus olhos são marcantes.
- Meu amor. – Ele beijou minha cabeça. – Olha que perfeição nos fizemos.
Decidimos chamas os nossos filhotes de Bertie e Ozzie, quando Ozzie terminou de mamar, Leo o pegou no colo para arrotar e depois fazer dormir enquanto eu pegava Bertie e o levava ao outro seio para mamar.
Quando os dois estavam alimentados e dormindo nos berços que tinham no nosso quarto no centro médico, Leo se deitou ao meu lado na cama me abraçando e acariciando meus cabelos.
- Como você se sente? – Ele perguntou.
- Realizada. – Falei sorrindo.
- Sente dor?
- Só quando me mexo muito, mas é normal. – O tranquilizei o acariciando e ele ronronou. – Logo, logo estarei recuperada.
- Espero que sim. – Beijou minha testa. – Não suporto vê-la com dor.
- Estou tão feliz. – O olhei nos olhos. – Eu amo você demais Leo, meu leão, amo você e a nossa família.
- Eu também amo você. – Ele sorriu. – Vocês são minha vida.
Ficamos ali abraçados, quando eu vim visitar a reserva da ONE mais de dois anos atrás eu nunca poderia imaginar encontrar o amor da minha vida, tudo aconteceu tão rápido e de forma tão intensa que eu me senti arrebatada. Me sinto a mulher mais feliz do mundo com ele, estamos construindo uma família linda, tenho um emprego que eu amo.
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