Capítulo 26.

Rachel.

Quando eu acordei pela manhã estava sozinha na cama, os lençóis frios ao meu lado Indicando que ele tinha se levantado fazia tempo, me espreguicei na cama e coloquei os pés pra fora do colchão tocando o chão gelado com desgosto, fui direto para o banheiro, fiz xixi, lavei as mãos, escovei os dentes e tomei um banho rápido sem lavar os cabelos, eles estavam uma bagunça, mas é só balançar um pouco e passar reparador que tudo fica certo. Vesti a primeira calcinha que encontrei na mala ainda por desfazer coloquei uma blusa dele e sai.

Antes de entrar na cozinha meu estômago já roncou com o cheiro de comida que saia de lá, Leo estava de costas para a porta apenas de short, cantarolava enquanto mexia algo no fogo, sua cauda se movendo junto com ele, os ombros relaxados, o cabelo solto caindo em cascatas sobre os ombros. Assim que passei pela porta da cozinha ele se virou sorrindo.

- Bom dia. – Falei caminhando em sua direção.

- Bom dia companheira. – Sua voz estava animada como eu nunca tinha visto.

- Senti sua falta na cama quando acordei. – Passei meus braços por seu pescoço, ele desligou o fogo e contornou minha cintura com os braços fortes.

- Queria fazer seu café da manhã pra quando acordasse. – Passou uma mão em meus cabelos.

- Tudo bem. – Entrelacei meus dedos em seu cabelo e o puxei para mim. – Você já terminou?

- Sim. – Falou contra meus lábios e ronronou quando eu apertei seus cabelos.

O beijei sentindo gosto de café em sua boca, ainda me surpreende o quanto eles gostam de café, sei que é muito bom e viciante, mas os Nova Espécie ressignificaram o vicio pelo café em algo bem maior. Suas mãos grandes e fortes passearam por meu corpo me apertando, arrancando gemidos meus, sua boca estava deslizando por meu pescoço, minhas unhas arranhando suas costas, fui suspensa do chão e ele andou comigo até me colocar sobre a bancada da cozinha.

- Minha pequena humana. – Sua voz saiu em meio a um rosnado quando ele enfiou as mãos por dentro da blusa.

- Meu homem leão. – Gemi sentindo ele tocar minha calcinha e a arrancar do meu corpo.

- Você deveria parar de usar isso em casa. – Olhou com desdém para a minha calcinha e a deixou sobre uma cadeira.

- Você apreciará isso, não é? – Olhei em seus olhos que estavam quase que completamente escuros.

- Muito. – Rosnou se abaixando no meio das minhas pernas.

Quando sua língua tocou minha carne úmida ainda sensível da noite anterior senti meu corpo estremecer e soube naquele momento que eu não duraria muito, enquanto ele traçava sua língua por meus lábios vaginais e a pressionava sobre meu feixe de nervos era como se eu tivesse pele e as minhas terminações nervosas estivessem todas expostas. Eu me contorcia apertando seus cabelos e enterrando seu rosto mais contra mim, seus dedos brincavam com a minha entrada escorregadia, seus rosnados mandavam vibrações por meu corpo e quando ele sugou meu feixe de nervos não aguentei e gozei sentindo meus músculos se retesarem.

Joguei a cabeça para trás sentindo meu relaxamento pós orgasmo quando senti seu pau pressionando a minha entrada e deslizar para dentro me alargando e me preenchendo por completo, seu rosnado de satisfação me chamou a atenção. Estamos juntos a pouco tempo, mas eu já consigo diferenciar seus sons, o olhei sorrindo e puxei seu rosto para o meu enquanto seus quadris se moviam de encontro a mim em um ritmo cada vez mais rápido. Nosso beijo faminto imitava os movimentos de nosso corpo, beijei seu peito passando minha língua por seu mamilo ouvido seus barulhos aumentando junto aos meus gemidos.

Suas mãos apertavam meus seios e uma delas deslizou pelo meu baixo ventre até tocar com a ponta calejada de seu dedo meu feixe de nervos me fazendo gritar com a sensação, quando passou os dedos por meus mamilos os apertando eu me desfiz em um orgasmo cravando meus dentes em seu peito, ouvi seu rugido ao mesmo tempo que senti seus jatos quentes em meu interior.

**

Leo.

- Precisamos desfazer minhas malas. – Rach falou enquanto retirava a louça do café da manhã, eu disse que ia cuidar disso, mas ela insistiu.

- Podemos ir fazer isso agora. – Falei me levantando. – Quero você instalada o quanto antes. – A abracei por trás é tão bom sentir meu cheiro nela e saber que ela é minha.

- Deixa só eu colocar isso aqui na lava-louça e a gente vai. – Se afastou de mim para seguir com o que estava fazendo.

Me encostei no balcão a observando se mover pela cozinha já familiarizado com o lugar, ela falava sobre o que pretendia fazer para o almoço enquanto ajeitava tudo, depois de terminar seguimos para o quarto guardar suas coisas. As malas são poucas, apenas o que ela trouxe quando veio de visita para a ONE e o que comprou no dia que foi... vocês sabem, o restante continua em sua antiga casa e seu amigo, o tal de Phill vai organizar tudo e enviar para cá.

Fui levando as coisas para o closet enquanto ela começava a olhar as portas e gavetas para ver o melhor jeito de organizar tudo, quando eu coloquei a última mala no chão meus músculos se retesaram ao vê-la abrir a última gaveta do lado direito e puxar dois cadernos, dois livros, uma revistinha em quadrinhos e um estojo.

- Por que isso estava junto das suas blusas? – Se virou sorrindo, mas seu sorriso morreu ao ver minha expressão. – O que foi? – Deixou as coisas sobre uma prateleira vazia e praticamente correu em minha direção.

- Você não deveria ter visto aquilo. – Me forcei a falar.

- Por que? – Ela parecia ainda mais confusa.

- Eu ainda estou aprendendo. – Baixei a cabeça.

- Aprendendo a ler e escrever? – Senti sua mão em meu peito, mas não consegui olhar seus olhos, estava envergonhado.

- Sim. – Falei em um rosnado de frustração, a olhei com medo de tê-la assustado, mas não vi medo em seus olhos. – Quando a gente se conheceu eu não sabia ler, eles nunca se preocuparam em me ensinar, talvez por eu ser tido com menos valor para eles. – Sua mão tocou meu rosto, eu via raiva em seus olhos pelo que aconteceu comigo. – Depois que sai nunca me interessei por aprender.

- E o que mudou? – Me olhou curiosa.

- Eu conheci você. – Ela sorriu confusa. – Achei que se você soubesse que não sabia ler ia me achar selvagem e inadequado demais e não queria lhe envergonhar na frente dos outros.

- Leo. – Ela me repreendeu como já fez outras vezes. – Você jamais me envergonharia, eu tenho muito orgulho do meu macho. – Eu via verdade em seus olhos, a conheço o suficiente para distinguir algumas nuances. – Mas me sinto tocada por você ter feito isso por mim. – Sorriu.

- Faço tudo por você. – Segurei seu rosto.

- E você está gostando de aprender a ler e escrever? – Perguntou com um sorriso no rosto.

- Estou gostando muito. – Sorri. – É muito bom saber o que está escrito nas coisas, sinto como se antes eu estivesse meio cego.

- Quem tem lhe ensinado? – Continuou curiosa.

- O Smiley e principalmente a companheira dele Vanni. - Contei.

- Você se importa que eu queira continuar com a suas instruções?

- Você quer me ensinar? – Inquiri para ter certeza.

- Quero sim, vou adorar fazer isso. - Sorriu. 

- Eu também. – A abracei apertado e beijei seu pescoço. – Obrigada por ser a melhor fêmea do mundo.

- Eu que agradeço pelo macho incrível que arrumei. – Falou se afastando de mim e riu quando rosnei frustrado. – Nem vem se você continuar com isso vamos acabar fazendo amor de novo e eu preciso de um descanso. – Falou se virando.

- Você está machucada. – Voei em sua direção a pegando nos braços. – Eu te machuquei? Eu esqueci que você é tão frágil. – Um aperto se afundou em meu peito, como eu pude fazer isso? Como pude machucar a minha fêmea, que merda de companheiro eu sou?

- Calma. – Me fez olhar em seus olhos. – Eu não estou machucada, você foi perfeito, você é perfeito em tudo meu amor.

- Mas... – Comecei, mas ela me interrompeu.

- Amor, eu não estou machucada, mas a gente fez muito desde ontem, eu sou humana, preciso de descanso.

- Você promete que é só isso? – A olhei.

- Prometo. – Falou sem tirar os olhos dos meus, me passando sinceridade. – Estou um pouco sensível, mas daqui a pouco fico bem. – Eu realmente percebi que ela gozou mais rápido que o normal. – Vamos começar com essa arrumação.

Se virou novamente e começou a organizar tudo, tiramos todas as roupas dos lugares para depois separar um lado para mim e outro para ela, quando era perto do meio dia paramos para preparar algo para comer e decidimos continuar a arrumação mais tarde. Ela pegou meu material de estudo e levou para um cômodo que está quase vazio somente com algumas prateleiras, um sofá e uma poltrona.

- Quando a mesa e meus livros chegarem vamos organizar uma biblioteca aqui. – Falou deixando meu material em uma prateleira, junto a uma pequena pilha de livros que ela trazia em uma das malas e eu tinha em mãos.

- Vai ser um lugar para a gente estudar? – Perguntei animado com a ideia de ela me dar aulas.

- Sim, aqui vamos estudar, ler, conversar e se eu precisar trazer trabalho casa é aqui que vou trabalhar. – Fala me explicando.

- Eu já gostei daqui. – Falei sorrindo enquanto saíamos do cômodo.

- Eu também.

Queria que ela tirasse pelo menos alguns dias de folga para ficarmos sozinhos, mas ela insistiu em voltar ao trabalho na segunda, porque diz que quando a gente casar vamos precisar de folga para organizar tudo e que depois vamos passar uns dias sozinhos, eu queria mais, porém, achei melhor não contrariar ela.

Seguimos para a cozinha e ela resolve fazer macarrão, salada e bife, cuido da salada enquanto ela esquenta o molho do macarrão a espera da água ferver.

- Eu tenho que ligar pro Phill para ver se ele já começou a organizar minhas coisas e falar as novidades. – Ela começou a falar mexendo o molho e eu rosnei. – Pode parar de ciúmes, você sabe que eu sou sua, não quero você de pirraça com o meu melhor amigo. – Ela me olhou séria.

- Desculpe. – Seu olhar não deixava dúvida que ela estava chateada. – Eu não consigo controlar, eu confio em você e sei que são apenas amigos. – Pelo menos espero que sim. – Mas, odeio a ideia de ver a minha fêmea tão próxima de outro macho. – Ela sorriu, sua expressão suavizando.

- Tudo bem, só não faça uma cena quando ele chegar pro casamento, ok. – Apenas assenti. – Ótimo, tenho que ligar pros meus pais e meu irmão também.

- Eles vão me aceitar? – A pergunta escapou dos meus lábios antes mesmo de eu pensar a respeito.

- Você conhece eu e minha irmã não é? – Confirmei com a cabeça. – Eles não são diferentes de nós, meu irmão vai com certeza arrumar um jeito de implicar com você, simplesmente pelo fato de você está comigo, mas ele faria com qualquer um.

- Ele não vai gostar de mim por estarmos juntos? – Perguntei confuso.

- É ciúme de irmão sabe? – Ela me explica e eu lembro de alguns filmes que assisti. – Mas assim que lhe conhecer ele deve melhorar.

- Tudo bem. – Coloquei os pratos sobre a mesa e a salada junto indo fritar os bifes enquanto ela terminava o macarrão.

- Coloca essa erva sobre a manteiga. – Ela disse deixando o fogo de lado para pegar uma erva de cheiro forte na geladeira e me entregar junto da manteiga para depois voltar ao macarrão.

- Tudo bem. – Fiz como ela pediu e escorria o macarrão. – Rach?

- Oi. – Respondeu distraída desligando o fogo do molho.

- Você quer ter filhotes comigo? – Fiz a pergunta que vem rondando a minha cabeça desde que ela aceitou ser minha companheira.

- Leo eu nunca pensei sobre isso na verdade. – Pegou o macarrão das minhas mãos juntando ao molho. – Não até conhecer você, acho que a gente pode conversar e decidir a hora de ter filhos, quando tivermos curtido a vida de casados sozinhos.

- Você sabe que eles vão nascer com as minhas características. – Talvez seja por isso sua ressalva em ter filhotes meus.

- Você pode ir parando com essa porra Leo. – Ela se aproximou de mim brava com uma espátula na mão. – Quando você vai estender que eu te amo por inteiro e que não tem problema algum você? Caralho. – Bate no meu peito e se vira saindo visivelmente chateada, desligo o fogo antes de segui-la.

- Me perdoa. – A abracei por trás. – Eu só... eu... eu não sei como lidar com tudo, vivi a vida inteira acreditando que sou errado.

- Leo. – Ela se virou com os olhos cheios de lágrimas. – Eu te amo e não mudaria nada em você, pelo menos nada além dessa insegurança. – Passou uma mão em meu rosto e eu me esfreguei nela ronronando. – Eu vou adorar ter um bebê todo parecido com você, só não sei se estou pronta pra ser mãe agora.

- Também não sei se eu estou. – Falei sinceramente, preciso resolver essas minhas questões para ensinar ao nosso filho que ele é perfeito. – Eu não quero passar essa insegurança para ele.

- Então combinamos que teremos filhos, mas não agora? - Me olhou com carinho.

- Sim, estamos.

- E por favor tente não duvidar de mim. – Sua outra mão pousou em meu peito.

- Tudo bem. – Vi uma lágrima escorrendo pelo seu rosto e beijei a limpando. – Me perdoa por lhe magoar com isso minha pequena humana. – Segurei sua cintura. – Eu não duvido do seu amor, é só que é impressionante que você esteja comigo.

- Eu não acho impressionante, acho que sou sortuda. – Passa os braços por meu pescoço. – Eu te amo.

- Eu te amo. – Sussurrei de volta.

Nos beijamos, eu me sinto o macho mais feliz do mundo ao seu lado, entendo por que os outros gostam tanto desse negócio de companheiros. Separei nosso beijo lembrando que ela disse mais cedo precisar de um descanso, a pego no colo e a levo até a mesa dizendo para ela sentar enquanto eu vou terminar os bifes e levar tudo para a mesa, nosso primeiro almoço na nossa casa. 

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