Capítulo 25.



Rachel.

Leo não ficou nada satisfeito por nossos papéis de companheiros só ficarem prontos a tardinha, ele queria assinar logo de manhã, mas com tudo que aconteceu recentemente tivemos que esperar um pouco e foi o tempo também de providenciarem nossas alianças.

Passamos a manhã arrumando minhas coisas para serem levadas até a sua casa, nossa casa, como ele passou a manhã falando me corrigindo. Layla e as meninas que trabalham comigo ficaram muito animadas quando lhes contei a novidade. Hope dizendo que já sabia que não demoraria pra isso acontecer e que ia adorar nos visitar um dia.

Depois que assinamos os papéis e trocamos as alianças, duas peças belas e simples em ouro de espessura mediana, seguimos direto para casa, Slade sugeriu que comemorássemos no bar do hotel com todo mundo, mas Leo rosnou dizendo que a comemoração ficava para o casamento humano, hoje ele só queria consumar nossa união, nosso acasalamento. Todos riram e eu fiquei vermelha de vergonha enquanto seguia rapidamente para fora dali. O caminho até nossa casa foi feito em silêncio, com ele atrás do volante e eu observando a paisagem, minhas coisas já estavam na casa, quer dizer a parte delas que estava aqui, o restante está sendo empacotado por Phill e vai ser enviado quando ele terminar.

- Você gosta daqui? - Leo me perguntou abrindo a porta de casa. - Eu posso pedir para nos darem uma casa sobre a terra se você preferir. - Fala rapidamente.

- Você não se sentiria seguro com uma casa na superfície. - Falei entrando na casa.

- Poderíamos dar um jeito, colocar revestimento nas portas e paredes. - Ele disse se aproximando de mim. - Eu posso fazer isso, eu faço por você. - A intensidade das suas palavras me acertou em cheio, esse tipo de comportamento tem mais significado pra mim do que um "Eu te amo".

- Você não precisa se sacrificar por mim meu amor. - Coloquei as mãos em seu rosto.

- Eu quero te fazer feliz, é meu dever como seu companheiro lhe fazer feliz. - Esfregou o rosto em minhas mãos. - Você é minha, minha pra amar, minha pra cuidar. - Os pontinhos castanhos no dourado dos seus olhos mais evidente do que de costume.

- Sim eu sou sua e você é meu. - Ele sorriu mostrando suas presas pontudas e ronronou. - Eu não quero e não preciso que se sacrifique por mim. - Não deixo que ele fale. - Eu não preciso de uma casa pra ser feliz, preciso de você, de você ao meu lado.

- Você me tem por inteiro. - Passou as mãos pelos meus cabelos. - Ainda não acredito que você aceitou ser minha companheira.

- Como eu não aceitaria? Sou uma puta mulher de sorte, me apaixonei pelo melhor dos machos. - Pude ver seus olhos cintilando com lágrimas não derramadas. - E o melhor de tudo, o sentimento é correspondido.

- Eu te amo. - Ele levou sua mão para minha nuca. - Mais do que essas palavras dizem.

- Eu te amo, meu leão. - Entrelacei meus dedos em seus cabelos e puxei sua cabeça em direção a mim, ele ronronou quando seus lábios tocaram os meus.

Nos beijamos ardentemente, sua língua invadindo minha boca, roçando contra a minha em uma dança erótica, seus dentes afiados mordiscaram meu lábio inferior arrancando um gemido de mim. Pra quem nunca tinha beijado até pouco tempo atrás ele está me saindo um ótimo aluno, em pouco tempo superou a professora. Colou seu corpo no meu me pressionando, seus ronronados e rosnados vibravam contra meu corpo me deixando ainda mais excitada.

- Vamos comemorar nosso acasalamento. - Me colocou no colo caminhando apressadamente até o quarto. - Consumar nosso acasalamento.

- Eu gosto dessa ideia. - Sorri beijando seu pescoço enquanto ele andava, ele rosnou em resposta.

- Eu quero marcar você. - Disse me jogando na cama macia.

- Você diz morder? - Ele confirmou com a cabeça tirando suas roupas. - Fique a vontade. - Ele já fez isso antes, mas foi de leve algo que não chegou a rasgar a pele.

- Eu não te machucaria. - Ele me assegura, mas nem precisava falar.

- Eu confio em você. - Escuto seu rosnado.

- Se você gosta dessa roupa é melhor tirar, antes que eu rasgue. - Falou com a voz mais rouca pelo desejo.

Minha intimidade se contraiu com a ameaça feita por ele, era tentador e muito sexy, mas eu realmente gosto desse vestido para deixá-lo rasgar, puxei o zíper e joguei o vestido pelas pernas o chutando para longe, tirei o sutiã e a calcinha e me deitei completamente nua no meio da cama abrindo as pernas.

Nem acredito que em tão pouco tempo eu fiquei tão desinibida com ele, nunca fui tão tímida, mas nunca gostei de estar tão exposta assim no claro. Sempre restava um pouco de receio quando um homem me via assim, mas não acontece com ele, eu quero me mostrar, eu me sinto a mulher mais bonita do mundo quando ele me olha com os olhos escurecidos pelo desejo.

Ele me olhou parecendo um predador prestes a dar o bote sobre a presa e eu estava adorando ser a presa dele. Tirou rapidamente suas roupas sem tirar os olhos de mim. Rosnou alto e subiu na cama, seus olhos praticamente não tinham mais tons de amarelo, sendo substituído por um castanho escuro quase preto, as pupilas bem dilatadas.

Beijou minhas coxas as empurrando para cima e abrindo mais minhas pernas, posicionou os ombros as segurando no lugar e desceu com a boca sobre minha intimidade, me lambeu com avidez de cima abaixo, sua língua áspera causando sensações maravilhosas que percorreram todo o meu corpo. Se concentrou em meu feixe de nervos, fez sucção com os lábios naquele ponto sensível, deslizou um dedo para dentro de mim me levando a loucura, seus rosnados emanando vibrações em meu clitóris misturados com suas presas raspando no lugar e seu dedo me penetrando forte foi meu fim, gozei gritando seu nome.

- Leo. - Minha voz saiu entrecortada.

Ele não se deu por satisfeito desceu a língua até onde seu dedo estava e me adentrou com ela tomando cada gota do meu gozo, me saboreando, seu ronronado me deixou toda acesa novamente, eu queria mais, eu precisava de mais.

- Leo. - Chamei com uma voz chorosa e respiração pesada. - Preciso de você dentro de mim, agora. - A última palavra saiu em um gemido.

Ele rosnou e se afastou da minha intimidade subindo lentamente pelo meu corpo, se posicionou no meio das minhas pernas e me penetrou devagar, alcancei sua cabeça com uma mãe e o puxei para mim, o beijei com toda a minha vontade, mordi seu lábio, ele aumentou seus movimentos e eu sorri contente com isso. Entrelacei minhas pernas em sua bunda sentindo sua calda roçar nos meus dedos, levantei as pernas para sua cintura melhorando o ângulo para o acomodar por inteiro dentro de mim e me novo junto com ele ajudando os movimentos com minhas pernas.

- Mais rápido por favor. - Pedi sentindo minha libertação próxima.

- Tudo que minha companheira pedir. - Aumentou a velocidade dos movimentos.

Meu gemidos estavam sôfregos e desconexos, levei minha boca até seu peito e o mordi sendo arrebatada por um orgasmo que deixou meu corpo todo tremendo. Ouvi ele rugir muito alto quase ferindo meus ouvidos e senti seu sêmen quente se derramar dentro de mim.

Desceu seu corpo e nos girou de modo que eu ficasse apoiada nele, me movi um pouco para o lado ficando com a cabeça apoiada em seu peito e o corpo na cama, sua cauda acabou entrelaçada em minhas pernas, a toque suavemente, a acariciando, fazendo algo que eu queria tem um tempo, ele ronronou acariciando meus cabelos, mas logo ficou tenso, tirei a mão da sua cauda e apoiei em seu peito levantando a cabeça para lhe olhar.

- O que foi? - Vi seu semblante tenso e uma expressão de incerteza em seu rosto.

- Você realmente não se importa com o fato de eu ter uma cauda? - Ele me perguntou, já tínhamos conversado sobre isso, mas obviamente ainda é uma coisa sobre a qual ele fica inseguro. - Nenhum outro Nova Espécie tem, isso...

- Isso faz de você especial. - Falei o cortando. - Eu o amo por inteiro, e não pense que o amo apesar de disso, pois a sua cauda não é um defeito, é uma parte sua e eu amo cada pedacinho, ela é linda, assim como seus olhos são, seus cabelos, seu pau. - Ele rosnou quando falei a última parte. - Você é meu macho e nada vai mudar Isso. - Ele piscou algumas vezes uma lágrima não contida rolando por seu rosto.

- Minha. - Me puxou pra cima de seu corpo. - Te amo, você é minha vida.

- Eu te amo. - Me inclinei para beija-lo e senti seu membro duro roçar em minha perna quando me ajeitei. - Já quer mais? - Sorri o olhando.

- Sempre, está perto de você me deixa duro. - Ele me olhou com desejo. - Sentir seu cheiro, tocar sua pele. - Me olhava intensamente. - Sou espécie não canso fácil.

- Glória a Deus. - Falei o beijando.

- Se apoia nos joelhos e mãos. - Pediu com a voz rouca assim que nos afastamos.

Atendi seu pedido com pressa, me apoiei nos cotovelos e joelhos, empinei a bunda em sua direção e olhei sobre o ombro provocativamente.

- Assim? - Balancei os quadris o incitando.

Ele só rosnou e se aproximou, suas mãos tocaram minha intimidade testando minha lubrificação, senti sua língua em mim me levando a loucura, resmunguei quando se afastou.

Posicionou as pernas por fora das minhas e membro grande e grosso, duro como pedra cutucando minha entrada sedenta, segurou firme meus quadris e me penetrou em um movimento rápido e forte se moveu lentamente acertando sempre o mesmo ponto sensível em meu interior, podia sentir seu pai tocando cada parte de mim seu aperto em meu quadril se intensificou enquanto ele se movia cada vez mais fundo e mais rápido, se apoiou em uma mão e deslizou com a outra por minha barriga em direção ao meu pontinho sensível pressionando e fazendo movimentos circulares em seguida, se inclinou sobre mim deixando uma trilha de beijos e mordidas em minhas costas até meu pescoço.

A junção de tudo foi demais pra mim e gozei gritando seu nome, ele não parou ou diminuiu os movimentos me deixando pronta pra outro orgasmo em pouco tempo.

- Minha. - Fala a cada estocada. - Minha. - Repetiu. - Diga que você é minha. - Exigiu.

- Sou... sua... toda ... sua. - Falei com dificuldade. - Somente ... sua. - Um gemido alto escapou dos meus lábios. - Você... é... meu.

- Todo seu. - Sorri, senti seus jatos quentes dentro de mim.

Quando suas presas tocaram meu ombro com força a onda de choque que se espalhou pelo meu corpo me fez gozar gritando alto. Senti sua língua passar pelo local, mas não registrei muito bem a ação, pois minha cabeça estava turva pelo prazer que percorria meu corpo, me contraindo com espasmos, enquanto ele continuava investindo contra mim.

- Desculpa. - Sussurrou no meu ouvido. - Rasgou um pouco a pele, talvez deixe uma cicatriz.

- Eu não me importo. - E no momento não me importava mesmo, ele estava me fodendo de um jeito muito gostoso e eu estava quase gozando outra vez. - Quero que me marque, pode deixar cicatriz. - Falei em meio a um gemido.

Daí em diante eu não consegui mais formular palavras, apenas gemidos sem sentidos, estava tão sensível que um rosnado me fazia gozar, não sei quantas vezes eu gozei antes de apagar, a última coisa que me lembro foi o rugido de Leo me levando a outro orgasmo e seu sêmen quente se derramando dentro de mim e suas presas cravando em meus ombros enquanto nossos corpos tremiam na mesma sintonia.

...

Abri os olhos ainda meio grogue, minha mente ainda estava enevoada no relaxamento pós orgasmo, me movi sentindo meus membros um pouco rígidos e minha intimidade dolorida, com toda certeza essa foi a melhor foda da minha vida, a dor que sinto agora valeu a pena.

- Graças a Deus. - Ouvi a voz de Leo e em seguida o senti subir na cama. - Eu estava com tanto medo, me desculpa. - Ele estava usando uma calça de moletom. - Eu vou te levar ao centro médico para a doutora Trisha te examinar, não gosto mais da sua irmã. - Reclamou e eu não estava entendendo nada. - Me perdoa, eu juro, eu não quis fazer isso, eu me excedi eu jamais deveria ter me descontrolado.- Ele tinha lágrimas nos olhos e estava muito desesperado, parecia chateado consigo mesmo.

- Leo, meu amor, por que você tá me pedindo perdão? - Tentei tocar seu rosto mas ele se afastou do meu toque.

- Eu te machuquei. - Virou o rosto. - Eu falhei com você. - Vi lágrimas rolando por suas peculiares maçã do rosto. - Sou um péssimo companheiro

- Eu estou um pouco dolorida. - Me sentei na cama. - Mas, é normal, você é muito grande e a gente fez várias vezes, daqui a pouco eu estou bem. - Expliquei ainda tentando entender tudo direito. - Não é nada grave apenas um pouco dolorida.

- Você desmaiou. - Ele me olhou triste. - Eu pensei que tivesse te matado.

- Meu amor. - Fiquei de joelhos na cama e peguei seu rosto com as mãos não permitindo que se afastasse de mim. - Você não me machucou, eu desmaiei de tanto gozar, isso é uma coisa boa.

- Como é uma coisa boa? - Tentou se afastar. - Você caiu desacordada.

- É normal, você me proporcionou o que se chama orgasmos múltiplos, que é quando uma mulher tem um orgasmo atrás do outro, sem tempo de recuperação entre eles, é uma coisa maravilhosa, eu nunca senti tanto prazer em toda a minha vida, mas a descarga é tão grande que o corpo pode meio que não aguenta e apaga, por isso eu desmaiei. - Expliquei.

- Eu não te machuquei? - Me olhou nos olhos finalmente.

- Não. - Balancei a cabeça sorrindo. - Muito pelo contrário, você foi ótimo.

- Você não está dizendo isso só pra me fazer sentir melhor? - Me olhou incerto.

- Eu prometi que nunca teria mentiras entre nós não foi? - Ele confirmou com a cabeça. - Então estou falando a verdade.

- Eu poderia ter te matado? - Perguntou.

- Matar de prazer? - Sorri. - Acho que não, só o desmaio mesmo, depois eu falo com a minha irmã. - Falando dela eu lembrei o que ele disse. - Por que você disse que não gosta mais dela?

- Eu estava desesperado pensando que tinha lhe machucado, então liguei pra ela, quando contei o que aconteceu ela riu na minha cara disse que você era uma vadia de sorte e que estava tudo bem, mais que bem. - Falou emburrado.

- Mas, ela tinha razão, estou bem, mais que bem. - Sorri.

- Tá bom, não tenho mais raiva dela. - Sorri. - Você está com fome?

- Não, quer dizer um pouco, mas agora eu quero que você me abrace e deite comigo, estou com sono, depois você me alimenta.

Ele concordou se deitando na cama e me puxando para o seu peito, deitei minha cabeça ali passando um braço por seu tronco, ele acariciou minhas costas lentamente, fechei os olhos deixando que o relaxamento e o sono me levem para a inconsciência, me sentia muito feliz naquele momento com o homem que eu amo ao meu lado.

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Postando mais dois capítulos porque eu estou postadeira hoje. Kakakakak

Gente o livro vai ser pequeno, tem uns 32 capítulos. Então, está perto de acabar.

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Beijo da tia Leila.

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