Capítulo 24.
Rachel.
Sentei em frente de Slade e Justice que me olhavam atentamente, Leo estava ao meu lado com a cara emburrada, tive alta do centro médico dois dias atrás, minha cabeça já não doí e meus arranhões estão cicatrizando. Hoje pela manhã Justice disse que queria conversar comigo, Leo não queria me deixar vir pois disse que tinha que passar mais tempo comigo e eu preciso descansar, por isso está emburrado como uma criança contrariada.
- Rachel você está bem? – Justice me olhou com seus olhos intimidantes de alfa.
- Sim, estou bem obrigada por perguntar. – Falei em um tom simpático.
- Claro que está, esteve sobre os cuidados da minha companheira. – Slade falou orgulhoso.
- Como você pode imaginar te chamei aqui para falar sobre o que aconteceu com você. – A voz de Justice era forte e altiva, ele parecia um líder nato.
- Certo, peço desculpas pelo carro que eu estraguei. – Falei sem graça.
- Já lhe disse pra esquecer isso. – Leo resmungou.
- Mas...
- Ele tem razão. – O líder Nova Espécie me interrompeu. – A perda do carro não importa, o importante é que você foi resgatada bem. – Ele falava sem mostrar os dentes, supus que está acostumado devido ao contato frequente que ele tem com a mídia. – O que eu quero saber é se eles disseram o porquê de estarem atrás de você.
- Eles queriam informação. – Falei rapidamente.
- Humanos entram e saem daqui todos os dias por que foram atrás de você? – Slade indagou.
- Espero que não esteja sugerido que ela teve algo haver com isso. – Leo falou em um rosnado.
- Não, não foi isso que eu quis dizer. – O canino passou as mãos nos olhos. – Eu não estou desconfiando de nada, apenas curioso.
- Eu acredito que seja culpa minha. – Quando falei e três pares de olhos me encararam. – Eles me seguiram por causa do carro, mesmo sem nenhuma marcação reconheceram de algum jeito talvez a placa, foi o que eu ouvi enquanto estava presa. – Continuaram me encarando. – Seguiram o carro e me encontraram, talvez não tivessem me sequestrado se eu não tivesse falado demais.
- Como assim? – Justice pergunta passando as mãos em seus cabelos pretos.
- Um deles me encurralou no shopping e começou a falar um monte de merda então eu me exaltei. – Baixei a cabeça sentindo as bochechas esquentarem.
- Você falou coisas sexuais. – Slade concluiu.
Apenas assenti ouvindo o rosnado de Leo ao meu lado. Todos permaneceram em silêncio e eu sei que os homens, não os machos a minha frente esperavam uma explicação.
- Ele chamou a reserva de covil e quando eu o rebati começou a me chamar de amante de animais, traidora da minha espécie. – Falei ainda de cabeça baixa. – Ele me chamou de amante de animais e disse que eu deveria deixar que vocês... – Minha voz saia em um sussurro envergonhado mas eu sabia que ele escutavam o rosnado de Leo era apenas uma prova disso. – Então eu fiquei muito irritada e disse que o Leo era melhor na cama do que ele jamais sonharia em ser, que me dava mais orgasmo do que qualquer homem poderia e é maior.
Quando eu terminei de falar ouvi três risadas altas na sala e com um rosnado Leo me puxou para o seu colo me apertando contra si, me acomodei de lado sentindo seu membro duro em minha perna.
- Garanto que o desgraçado ficou com ódio. – Slade falou em uma voz divertida.
- Ele ficou, apertou meu pescoço, me disse que só não ia me matar porque eu podia ter as respostas que o seu chefe queria. – Comecei a contar. – Eu achei que fosse desmaiar, mas consegui bater nele como meu irmão me ensinou, bati com o joelho no meio das pernas, quando ele se curvou dei uma joelhada no nariz e depois que eu caiu o chutei e sai correndo. – Olhei para os Nova Espécie a minha frente sentindo os braços de Leo me apertando.
- Você deve ter muito orgulho da sua fêmea Leo. – Justice olhou diretamente para Leo e depois pra mim. – Ela é muito corajosa.
- Eu tenho, mas prefiro que ela nunca mais precise ser corajosa assim. – Ele falou de um jeito tão protetor que eu precisei me controlar pra não beija-lo.
- O que eles queriam saber? – Justice fixou seus olhos autoritários em mim.
- Me perguntaram sobre crianças Nova Espécie. – Eles me olharam surpresos. – Eu disse que era loucura, mas ele, o velho não acreditou em mim e pretendia me examinar para ver se eu tinha um bebê nova espécie em meu ventre, eu lhe disse que mesmo que vocês pudessem ter filhos eu não estaria grávida porque uso método contraceptivo, ele não acreditou em mim, estava louco falando em vender bebês. – Os três estavam extremamente tensos. - Ele acreditava estar certo que vocês podem ter filhos.
- Vou mandar interrogarem melhor o velho, saber de onde ele tirou essas informações. – Slade se levantou pegando o celular e saiu da sala.
- Você pretende fazer dela sua companheira? – Justice encarou Leo e eu não entendi porque a conversa tinha mudado repentinamente.
- Claro que sim, ela é minha. – Leo me apertou mais contra ele, quase a ponto de machucar.
- Tudo bem, Rachel. – Justice me chamou e eu o encarei. – Nós podemos ter filhos. – Ele falou me deixando em choque e as peças começaram a se juntar em minha cabeça.
- Por isso você me perguntou sobre o controle de natalidade. – Olhei pra Leo. – E era isso que a Layla escondia algo no centro médico quando eu cheguei.
- Não os culpe, esse é o nosso maior segredo... – O líder Nova Espécie começou, mas eu o interrompi.
- Eu não estou chateada, apenas ligando os pontos. – Falei rapidamente. – É super compreensível que vocês escondam isso, estão certos em fazê-lo, se as pessoas soubessem agora podia ser desastroso. – Senti Leo relaxar. – Mas como vocês não descobriram antes? - Não precisei explicar para ele saber que eu falava de antes de saírem das garrar da Mercile.
- Todos os bebês nasceram de companheiras humanas, nossa genética e forte e predominante e os bebês são todos machos e com as características dos pais. – Justice me explicou. – Não nasce bebês de relações entre nova espécies, por algum motivo nossas fêmeas ainda não conseguiram engravidar e nosso esperma não sobrevive por muito tempo depois de extraído, por isso as experiências foram frustradas.
- Uau. – Fiquei boquiaberta. – Mas, isso é ótimo, poder ter bebês. – Sorri.
- De fato é, mas é uma merda ter que se esconder. – Ele falou.
- Eu imagino.
- Eles falaram mais alguma coisa? – Perguntou.
- Não que eu me lembre, estive desmaiada a maior parte que fiquei presa.
- Então isso é tudo, eu sinto muito pelo que aconteceu, qualquer coisa que precisar é só falar e se você lembrar de algo mais não hesite em informar. – Falou voltando ao seu tom de líder.
- Tudo bem, obrigada. – Me levantei, Leo ficou de pé ao meu lado.
- E Leo. – Justice olhou para o meu macho. – Fico feliz que tenha encontrado sua fêmea.
- Obrigada. – Os dois apertaram as mãos antes de sairmos.
Saímos de lá, passamos na minha sala para conversar um pouco com as meninas, elas nos receberam animadas, depois de minutos com elas as acompanhamos até o refeitório para almoçar. Enquanto estávamos na fila para pegar a comida percebi vários rostos se virando em nossa direção, surpresos por estarmos ali.
- Aqui nos separamos. – Falei quando chegamos nas mesas. – Ali ficam as carnes mal passadas. – Apontei. – Paga um café gelado pra mim?
- Tudo bem. – Ele disse sem querer soltar minha mão.
- Te encontro na mesa. – Beijei seus lábios rapidamente antes de me virar.
Sentei na mesa com Hope, Luna, Amália, Creek e Layla e esperei por ele que não demorou muito a se juntar a nós com uma bandeja repleta de comida e dois copos um com o meu café gelado e o outro com coca pra ele.
- Meninas, Leo. – Flirt comentou se aproximando. – Vin salvar meu irmão de uma conversa somente com fêmeas – Completou se sentando ao lado de Layla que bateu em seu braço falando.
- Você pare de falar besteiras. – Ele sorriu mostrando as presas para ela.
Amália ficou olhando para as presas como se estivesse hipnotizada, falou baixo que não se acostumava com os dentes tão afiados fazendo todos na mesa caírem na gargalhada. O nosso almoço transcorreu tranquilamente em meio a conversas e risadas eu podia ver algumas cabeças se virando ocasionalmente em nossa direção, mas nada que tenha me incomodado.
Depois que terminamos a refeição nos despedimos de todos e voltamos para o apartamento de Layla onde poderíamos descansar e desfrutar da companhia um do outro em paz e sossego, eu só volto para o trabalho na próxima semana.
**
Leo.
Rachel está deitada sobre meu peito, nua, meu cheiro por todo seu corpo, minha semente escorrendo de sua boceta, sua mão brinca distraidamente com os poucos pelos do meu peito, acaricio suas costas passando meus dedos por seus músculos. Ela é minha e eu sou dela, nunca na vida achei que fosse encontrar uma fêmea pra mim, mas ela chegou na minha vida e tomou posse de mim, ela já disse que me ama, já decidiu ficar permanentemente aqui, está comigo e não se esquivou nenhuma vez de aparecer ao meu lado na frente de todos, então por que eu estou tão nervoso para pedi-la pra ser minha companheira? Por que estou com medo de ela me rejeitar?
- Qual o problema? – Levantou a cabeça me tirando dos meus devaneios.
- Não tem problema. – Desconverso.
- Eu lhe conheço Leo. – Toca meu rosto. – Esse vinco na sua testa não lhe deixa mentir. – Passou um dedo no meio das minhas sobrancelhas. – O que lhe preocupa?
- Eu... Eu... – Me sentei a trazendo comigo. – Eu nunca achei que fosse encontrar uma fêmea que me aceitasse e gostasse de mim, até que você chegou.
- Você é perfeito Leo, eu te amo.
- E eu sou um macho muito feliz por isso. – Sorri tocando seu rosto. – Você tem meu coração, minha atenção, me tem inteiro, eu sou seu, eu te amo.
- E por que você me amar lhe causaria vincos na testa? – Levanta uma sobrancelha.
- Não causa. – Fiz uma pausa. – Você sabe o que são companheiros para Nova Espécie?
- É tipo um casamento, mas realmente é pra sempre, pertencem um ao outro, compartilham vida, alma e cheiro. O Nova Espécie tem necessidade do cheiro de sua companheira, é tipo um contrato de amor vitalício. - Me sentei e ela se sentou ao meu lado me olhando.
- Exatamente. – Fiquei contente por ela saber. – Eu quero isso com você, já não sou capaz de viver sem você Rach, só o seu cheiro e o seu corpo me agradam, eu quero viver o resto da minha vida ao seu lado, eu quero se seja minha companheira. – Ela me olhou com os olhos marejados. – Eu prometo lhe respeitar, lhe proteger, lhe amar e ser fiel a você até meu último suspiro.
- Eu aceito, eu quero ser sua companheira. – Sorri a puxando para o meu colo. – Vou ser a mulher mais feliz do mundo.
- Vou pedir os papéis amanhã, quero tudo assinado e você na minha casa, na nossa casa. – Me corrigi rapidamente. – Ainda amanhã.
- Amanhã? – Passou as mãos pelos meus cabelos antes.
- Sim, amanhã, eu preciso. – Olhei intensamente nos seus olhos. – Depois a gente pode organizar um casamento do jeito dos humanos, chamamos o celebrante que tem costume de vir nos atender, a sua família também e nos casamos, do jeito que você quiser, mas eu preciso ter você como minha companheira o quanto antes. – Falei esperando que ela compreendesse minha necessidade.
- Tudo bem, eu aceito. – Achei que fosse morrer de felicidade quando ouvi as palavras saídas da sua boca. – Não gosto mais de dormir sozinha, é errado sem você ao meu lado.
- Obrigada. – Foi tudo o que eu consegui falar antes de tomar sua boca na minha.
Me virei a deitando na cama, eu precisava desesperadamente estar dentro dela, sentindo ela me esmagar em seu interior apertado, ouvindo seus gemidos desesperados e saber que eu detenho esse poder sobre o seu corpo. Saber que ela me ama e não me rejeita por eu ser diferente.
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