Capítulo 15
Rachel.
- Menina o negócio rendeu viu. – Layla disse assim que entrou em casa no início da noite e me viu sentada despreocupadamente no sofá vendo um documentário sobre extraterrestres. – Saiu do sábado e quando eu saí pro trabalho hoje ainda não tinha voltado.
- Eu avisei que dormiria lá de novo ontem. – Falei dando de ombros.
- É só isso que você tem pra me falar? – Se sentou ao meu lado no sofá. – Pode ir me falando, como foi? Como começou.
- Meu Deus que curiosa. – Ela olhou feio pra mim e pelo bem da minha vida resolvi começar a falar. – Depois do jantar estávamos conversando e ele ficou com ciúmes quando eu disse que ia ao restaurante do hotel com frequência, então eu perguntei se era ciúme e ele disse que não queria ninguém me tocando porque ele queria me tocar.
- Puta merda. – Layla arregalou os olhos. – E aí? - Me instigou a continuar.
- Aí eu fiquei mais excitada do que já estava e me afastei pra olha-lo, só que ele achou que tinha me assustado.
- Aí que fofo. – Ela disse com uma voz fina, como quando a gente fala com criança. – E o que você disse?
- Sentei no colo dele e perguntei se tinha cheiro de medo em mim. – Fiz uma pausa. – Ele disse que só sentia cheiro da minha excitação.
- Meu Deus, não lhe conheci safada assim. - Ela riu.
- Tesão minha irmã, tesão.
- Imagino. - Fez um gesto com a mão me instigando a continuar.
- Então eu disse pra ele me beijar.
- E ele beijou?
- Não de primeira, ele nunca tinha beijado. – Sorri de lado. – Mas o macho aprende rápido viu, me levou pro quarto e me levou a loucura de um jeito eu cair no sono depois, se ele é assim inexperiente, imagina se não fosse. – Caímos na gargalhada.
A safada me fez contar os detalhes do tempo que eu passei com Leo, a cada momento que eu falava meu coração se aquecia e se apertava de saudade, eu tinha visto ele pela manhã, mas já não aguentava mais de saudade. Meu Deus, como estou perdida.
- Você está apaixonada. – Ela falou rindo.
- Layla eu... – Ela não me deixou falar.
- Nem tente eu lhe conheço.
- Tá bom, eu estou, sei que é loucura, a gente se conhece a tão pouco tempo, mas mesmo assim eu já tenho sentimentos por ele, fortes, que vão muito além da incrível e inegável química que a gente tem na cama. - Suspirei. - Eu tenho fortes sentimentos por ele, estou muito apaixonada, meu Deus me sinto como uma adolescente.
- Você sente que é ele?
- Que é ele o que? – A olhei genuinamente confusa.
- O homem da sua vida. - Falou como se fosse uma pergunta obvia.
- Eu não sei.
- Então, se o Slade arrumasse outro contador hoje você voltaria pra casa amanhã? – Meu rosto se contorceu em uma careta e meu peito doeu só de pensar.
- Não. – A resposta veio de pronto.
- E você estava disposta a largar tudo pra vir morar aqui por ele.
- Não é como se eu tivesse muita coisa pra voltar né. - Tentei desconversar.
- Mesmo assim.
Fiquei em silêncio pensando no que ela tinha acabado de me falar, eu realmente ficaria morando aqui sem nem pensar duas vezes pra ficar perto de um homem que eu não conheço, meu Deus, estou realmente perdida. O mais interessante é que não estou assustada com esse meu sentimento, só visualizar seu rosto em minha mente, seus olhos de ouro líquido, seus carinhos e atenção, seu sorriso pontiagudo me sinto inundada de paixão e qualquer receio que eu poderia ter se vai.
Eu estava tão imersa em meus pensamentos que não percebi que Layla tinha saído. Desliguei a TV, me levantei e fui pra cozinha fazer nosso jantar. Involuntariamente pensei em ontem quando ele saiu pra caçar coelhos pra gente jantar, foi tão romântico e selvagem.
...
O dia estava ensolarado e levemente quente, enquanto o carro rodava pelas estradas da reserva eu percebi uma maior movimentação em direção aos portões, Hope tagarelava do meu lado, mas não prestava atenção no que falava eu estava distraída vendo machos Nova Espécie e homens da força tarefa passando apressados, ela falava principalmente sobre Leo, curiosa como só ela, estava me perturbando a dois dias para que eu contasse os detalhes da minha visita.
Assim que o carro parou eu desci, parei do lado de fora do carro esperando por ela para seguirmos pra dentro, Luna já estava na sala quando entramos.
- Bom dia. – Ela disse assim que passamos pela porta.
- Bom dia. – Respondemos.
- Você sabe o que aconteceu? – Falei colocando minha boca sobre minha mesa. – Vi uma movimentação estranha.
- Hoje de madrugada alguns machos humanos de um grupo de ódio tentaram pular o muro, tentaram novamente hoje nas primeiras horas da manhã em outro ponto do muro. – Ela explicou me deixando sobressaltada.
- Mas eles conseguiram? – Perguntei assustada.
- Não, nossos machos conseguiram pegar eles antes disso.
- Que bom. - Senti um alivio imediato.
Amália entrou enquanto conversamos, ela parecia está assustada, seus olhos arregalados e os passos vacilantes, andava rápido como se procurasse abrigo.
- Está cheio de malucos nos portões. – Ela disse. – Quase não consigo passar por eles nos portões.
- Malucos de merda. – Falei.
- Você está bem? – Hope falou se aproximando.
- Estou sim, jogaram canhão de água neles. – Ela sorriu. – Foi divertido.
- Eu já vi uma vez. – Luna falou. – Eles voam longe.
Continuamos falando sobre a tentativa de invasão, Luna e Hope nos contaram sobre tentativas de invasão e invasões que elas já presenciaram em Homeland e na Reserva. Contaram coisas horríveis, é absurdo que depois de tudo o que passaram, presos e abusados a vida inteira ainda tem que passar por toda essa merda agora que são livres. Por que eles não podem ter paz?
- É horrível que essas pessoas nojentas não possam deixar vocês em paz. – Falei, só queria poder fazer algo para impedir isso.
- É uma merda. – Luna bufou.
- Mesmo com as leis de proteção esses desgraçados não deixam vocês em paz. – Amália falou se ajeitando na cadeira.
- Acho que quando os humanos se acostumarem conosco eles vão diminuir a perseguição. – Hope falou.
- Eu não teria tanta esperança. – Falei me recostando na cadeira. – Humanos são preconceituosos, e nojento, vejam os negros, até hoje sofrem preconceito, existem grupos de ódio, mesmo com tantas leis e com anos e anos de discursos de igualdade. – Suspirei. – Claro que a situação já melhorou muito em relação ao que era 100 anos atrás por exemplo, mas é um processo lento.
- Verdade, a humanidade em alguns aspetos é muito podre. – Amália reclamou.
...
Soltei meus cabelos depois de secar meu corpo e passar hidratante, escovei os dentes e me olhei no espelho, meus olhos com algumas olheiras e uma expressão cansada no rosto, vesti a camisola preta que estava pendurada no gancho, desliguei a luz do banheiro e voltei para o quarto, quando eu entrei no quarto uma figura grande passava pela janela. Me sobressaltei dei alguns passos para trás me desequilibrado sobre a cama, quando a figura se avolumou sobre mim meu grito ficou preso na garganta ao ver olhos dourados me encarando preocupados.
- Porra Leo. – Reclamei. – Você quer me matar? – Respirei fundo.
- Desculpa. – Me olhou de cima a baixo. – Eu não queria te assustar.
- Um jeito bom de não me assustar com certeza é entrando pela minha janela. – ironizei me sentando.
- Eu senti sua falta. – Baixou a cabeça parecendo chateado.
Aquela expressão me desestabilizou, me levantei rapidamente da cama parando na sua frente e toquei seu rosto.
- Eu também senti sua falta. – Acariciei seu peito o fazendo ronronar. – Todo tempo desde que você me deixou aqui na segunda.
- Sério? – Me olhou sorrindo.
- Sério, sinto sua falta cada segundo. – Continuei o acariciando. – Mas, da próxima vez que sentir minha falta bate na porta, tá bom.
- Tive medo de você não me deixar entrar. – Bati no seu braço.
- Nunca mais fale isso, eu sempre vou te deixar entrar. – Ele me abraçou. - Mesmo que me irrite te de deixo entrar pra te bater. - Sorri.
- Tudo bem, desculpe.
- Eu desculpo, mas só porque não resisto a você.
Ele sorriu antes de tomar meus lábios em um beijo avassalador me tirando do chão, sua boca explorava a minha em uma dança erótica, a língua roçando na minha. Ele me deitou na cama passando as mãos pelo meu corpo, quando suas mãos adentraram minha camisola ele me olhou parecendo surpreso.
- Gosto de dormir sem calcinha. – Sorri de lado.
- Agradeço por isso.
Sem falar mais nada ele escorregou da cama me puxando para a beira e sumiu no meio das minhas pernas. Senti sua respiração quente de encontro a minha carne sedenta e em seguida sua língua percorrendo toda a sua extensão, me invadiu com a língua antes de subir e apertar meu clitóris, raspou os dentes por meus lábios dando pequenas mordidas. Coloquei o punho na boca para impedir que meus gemidos saíssem altos demais. Meu orgasmo não demorou a chegar e me atingiu forte e duro.
Enquanto eu ainda me recuperava das ondas que percorriam meu corpo ele me virou de costas subindo meu quadril para me deixar apoiada nos joelhos e nos braços me deixando empinada em sua direção. Senti a ponta grossa do seu membro me alargando enquanto entrava de uma vez em minha vagina, suprimi minha vontade de gritar quando ele fez isso, se movimentando de encontro a minha pélvis, nossos corpos se chocavam em nossa dança erótica, o barulho da cama batendo na parede misturado aos nossos gemidos preenchiam o lugar, agradeci por Layla ir trabalhar hoje a noite, porque com certeza ela iria escutar tamanho o barulho que fazíamos, na verdade acho que o andar inteiro está escutando.
Uma de suas mãos deslizou para o meu feixe de nervos o pressionando me levando as loucuras, coordenou os movimentos do dedo com o movimento do seu quadril me levando a um orgasmo que fez meu corpo todo tremer e um grito abafado sair da minha garganta, ele rugiu derramando sua semente quente dentro de mim, se tinha alguém no prédio que não tinha escutado duvido que não tenha ouvido agora. Se deitou na cama me puxando para o seu peito, sentia que ali era o meu lugar.
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top