Capítulo 08.



Rachel.

Leo foi maravilhoso comigo desde que me encontrou na floresta, ele é o homem, macho, mais bonito que eu já vi em minha vida, tudo nela exala dominância e masculinidade, ele é muito sexy, os sons que ele faz são mais sexy ainda. Quando ele se virou de costas pra mim eu vi o que eles fizeram em suas costas, grossas marcas, cicatrizes de agressões passadas, agora eu odeio ainda mais aqueles escrotos da Mercile, são inumanos, uns desgraçados. 

Ele possui uma cauda, assim que vi fiquei surpresa, não tinha visto ainda um espécie com cauda, mas ele tem e ela é linda, ela vai até suas panturrilhas, na ponta alguns pelos do mesmo tom do pelo do peito formam uma espécie de bola a como um rabo de leão, ele é realmente um belo homem leão.

Durante o trajeto de sua casa até a residência humana nós conversamos sobre meu trabalho pra ONE e como eu estou me adaptando a minha vida ali. Quando ele parou em frente ao prédio da residência humana saltou do carro e me colocou no colo, eu poderia muito bem andar, mas ele esta sendo tão gentil que não reclamei e eu gostava da sensação de estar em seus braços.

- Rachel. – Ouvi minha irmã gritar e quando viramos a vi correr em minha direção com Flirt e Torrent em seu encalço. – O que aconteceu?

- Eu me perdi na floresta, o Leo me encontrou e me ajudou. – Falei simplesmente.

- Você está machucada? – Olhou meus pés.

- Ela cortou os pés porque andou na floresta de pés descalços, limpei e fiz curativo. - Ele disse olhando para a minha irmã. - Não foi profundo. 

- Obrigada por cuidar da minha irmã Leo. – Layla olhou para ele.

- Foi um prazer. – Flirt e Torrent tinham olhos esbugalhados e um sorriso nos lábios.

- Você pode traze-la pro nosso apartamento? – Layla pediu.

- Claro. - Ele disse prontamente. 

Subimos todos para o nosso apartamento comigo ainda aninhada nos braços dele, Leo me deixou sentada no sofá da sala, me acomodando sobre as almofadas, o abracei antes de ele ter a oportunidade de se afastar.

- Muito obrigada por tudo. – Sorri pra ele.

- Por nada pequena humana. – Ela sorriu mostrando os dentes. - Boa noite. 

- Boa noite homem leão. – Sorri. - Meu salvador. 

Ele se levantou falou alguma coisa com minha irmã e se despediu saindo com os outros dois Nova Espécie em seu encalço, ele ia sério e os outros dois pareciam surpresos e animados. Assim que a porta fechou Layla se jogou em cima de mim me abraçando e chorando dizendo que estava muito preocupada.

- Me desculpe. – Falei quando ela se afastou. – Eu estava sem o meu celular senão tinha lhe ligado. – Falei baixando os olhos.

- Tudo bem. – Ela se sentou ao meu lado. – Agora me diz o que aconteceu hoje, você não se enfiaria na floresta do nada.

Comecei a falar tudo que tinha acontecido, a medida que eu falava ela ia ficando mais boquiaberta e irritada, deixou que eu contasse tudo o que tinha acontecido antes de falar alguma coisa.

- Eu não acredito que aquele lixo trabalha pra força tarefa. – Ela falou quando eu terminei. - Como isso foi acontecer?

- Também fiquei me perguntando isso.

- Se eu ver ele, lhe quebrarei o nariz novamente. – Ela falou bufando.

- Eu acredito nisso. – Sorri.

- E sobre o Leo hem? – Ela cutucou meu braço. – Ele me pareceu muito atencioso com você.

- Ele é mesmo Layla, se preocupou comigo, me protegeu, me carregou e tratou dos meus ferimentos. – Falei sorrindo.

- Parece que alguém está encantada. – Ela tinha um sorriso de lado e empurrou meu ombro.

- Eu fiquei mesmo. – Admito sorrindo. - Ele é ótimo. 

- Eu quero mais detalhes sobre o que aconteceu na floresta. – Se levantou. – Vou pegar alguma coisa pra você comer e você vai me contar tudo.

Ela se levantou e saiu me deixando sozinha, encostei minha cabeça no sofá e fechei os olhos, a imagem de seus olhos de ouro líquido invadiu a minha mente me fazendo sorrir sozinha, era como se eu pudesse ver seus rosto em minha mente e sentir seu cheiro másculo e amadeirado.

...

- Rachel, o Slade quer falar com você. – Creek falou  no telefone assim que eu cheguei ao trabalho na manhã seguinte.

- Tudo bem, estou a caminho. – Desliguei o telefone sobre minha mesa e me levantei. – Me desejem sorte.

As meninas riram balançando a cabeça, sai da sala andei pelos corredores até a sala de Slade me sentindo apreensiva com o que estava para acontecer, eu estava gostando muito de trabalhar ali é não queria quebrar a confiança deles, mas sei que fiz errado ao adentr5ar a zona selvagem. Creek disse que eu podia entrar direto.

- Bom dia. – Falei assim que passei pela porta.

- Bom dia. – Ele falou levantando os olhos pra mim. – Sente-se. - Apontou a cadeira a frente de sua mesa. 

- Slade me desculpa, eu sei que não deveria ter ido até a zona selvagem sem acompanhante, eu fui imprudente e trai a confiança depositada em mim, fiz isso em um momento de medo, mas isso não justifica. – Falei sem parar não deixando espaço para ele dizer algo. – Me perdoa, eu prometo que se me der outra chance não vou voltar a fazer isso. - Falei tudo de uma vez. 

- Rachel por que você acha que eu te chamei aqui? – Ele parecia divertido.

- Pra me dar uma bronca e me mandar embora. – Ele riu alto.

- Não poderia estar mais errada, não lhe chamei aqui pra lhe dar uma bronca por ter ido sozinha a zona selvagem. – Ele recostou na cadeira. – Você sabe que foi imprudente o que fez, poderia ter dado de cara com um animal selvagem e ter se machucado, mas não foi por isso, quero saber como você se sente depois de tudo que aconteceu ontem.

- Ooh. - Eu fiquei surpresa. - Sim, eu estou bem, obrigada por perguntar.

- Me foi informado que o Edgar lhe importunou, fique tranquila que ele não está mais na Reserva. – Me senti aliviada com o que ele falou. – Você acha que ele é um perigo pra nós? – Era adorável que o Leo tivesse vindo até eles falar sobre isso.

- Olha, sinceramente eu não sei, nos conhecemos muitos anos atrás, na época ele era mentiroso, manipulador e traidor. – Falei sem rodeios. – Um ser machista, nojento e muito escroto, mas hoje eu não sei como ele é, não sei até onde vai a lealdade dele com a ONE para não trair vocês. - Falei sincera. 

- Tudo bem, obrigada por esclarecer tudo. – Me olhou. – E ele é um perigo pra você?

- Não, eu acho que não, ele nunca me forçou a nada no passado, embora tenha me manipulado. - Disse com os olhos baixos. - Ele me assustou, mas não acho que seja um perigo. - Suspirei. - Só gostaria de não voltar a vê-lo. 

- Não se preocupe, mesmo que aconteça de ele continuar trabalhando para a ONE não estará autorizado a colocar os pés na reserva enquanto você estiver aqui. - Me garantiu sério. 

- Obrigada. 

- Você realmente está bem? Soube que chegou carregada ontem. – Minhas bochechas ficaram coradas.

- Eu tinha machucado meus pés andando no mato com eles descalços e o Leo insistiu em me carregar.

- Tudo bem. – Ele falou sorrindo de lado. – Tem alguma coisa que eu possa fazer por você? - O encarei por alguns instantes antes de falar. 

- Na verdade. – Comecei depois de pensar um pouco. – Queria permissão pra voltar a zona selvagem, eu... eu queria agradecer ao Leo. – Ele rio alto do que eu falei r não entendi o motivo.

- Contanto que alguém te leve você até lá pode ir a hora que quiser. – Ele me olhou de um jeito que não identifiquei.

- Obrigada.

- Por nada.

Me levantei e sai da sala dele andando direto para a minha sala, onde eu encontrei as três me esperando curiosas pra saber o que tinha acontecido, contei pra elas toda a história e quando eu terminei Hope começou a rir.

- Parece que esse White não é imune ao charme NE. - Apontou em minha direção

- O que? – A olhei incrédula. – Eu só estou querendo agradecer pela gentileza dele.

- Claro que sim. – Luna falou em um tom malicioso.

Já vi que essas três não vão me deixar em paz por um bom tempo, já criaram a fanfic em suas cabeças, eu hem, maldosas de mais. Apenas deixei elas falando e me concentrei o melhor que pude no meu trabalho.

**

Leo.

Praticamente não dormi a noite inteira, nem mesmo na plataforma na árvore eu consegui dormir e ali era meu lugar de relaxamento, fiquei a noite inteira olhando para o céu, vendo as nuvens e estrelas, mas tudo que eu enxergava eram seus lindos olhos verdes, seus lábios carnudos, seu rosto delicado, o cabelo cheio. A pequena humana que virou a minha mente, que me enfeitiçou com seu sorriso e seu cheiro encantador e convidativo.

Vi o sol raiar do alto da minha plataforma, gosto de ficar sobre as árvores vendo as estrelas até dormir, por isso construí uma plataforma em um dos galhos mais altos de uma árvore muito alta, levo alguns travesseiros pra lá e costumo dormir ali mesmo, porém ontem não preguei o olho. Desci dali e voltei pra casa, só de lembrar que ela esteve dentro da minha casa meu pau ganha vida dentro das calças, pedindo pela atenção dela, vou até o quarto ainda sinto traços fracos de seu cheiro, pego um frasco de loção e vou pro banheiro.

...

Depois de tomar banho e comer alguma coisa saí de casa, meus pensamentos ainda postos naquela pequena humana. Será que ela me aceitaria como seu macho? Será que ela me acha mais animal do que homem, por isso me chama de homem leão? Será que a minha cauda a incomoda? Nenhum outro espécie que eu conheça tem cauda, eu sou uma aberração. Não sei porque eu penso essas coisas, as fêmeas da minha própria espécie me acham mais animal do que homem, por que uma humana não acharia? Ainda mais uma tão linda. Mas ela foi tão gentil, me acariciou e não se afastou do meu toque, nem quando eu fiz barulhos.

- Talvez se eu não parecer tão selvagem ela me aceite, mesmo eu sendo um macho quebrado e parecendo mais animal do que espécie. - Ponderei falando comigo mesmo. - Mesmo eu sendo uma aberração.

Tomando essa decisão me virei na direção que eu deveria seguir e corri sem esforço pela floresta, parei alguns metros da casa e me aproximei devagar para não alardear Smiley, pediria ajuda a Valiant e Tammy, mas o macho não é a mais agradável das criaturas e depois do nascimento do segundo filhote ficou ainda mais territorialista e não quero causar problemas com ele, sempre nos demos bem, fora que eu sei que ele vai rir da minha cara se eu falar. Parei alguns passos do degrau da entrada da casa e esperei que ele percebesse minha presença e viesse até ali.

Não demorou muito para a porta da frente se abrir e Smiley passar por ela vestindo uma calça de moletom com o cabelo bagunçado e cheirando a sexo compartilhado. Ele tinha uma expressão surpresa em seus grandes olhos expressivos enquanto descia os degraus e parava a minha frente.

- Leo? Algum problema pra você está aqui a essa hora? – Juntou as sobrancelhas.

- Desculpe atrapalhar você e sua fêmea. – Na verdade eu não sentia por isso, no momento eu estava com uma pontada de inveja dos dois. – Não tem problema algum. – Cocei a cabeça sem saber como falar com ele. – Eu ... é... eu quero aprender a ler. – Falei de uma vez. – Se puder me ajudar a ter mais modos, sabe pra parecer mais civilizado eu também quero. – Smiley me olhava com um sorriso no rosto.

- Você não aprendeu a ler em Mercile? – A voz de Vanni soou surpresa de um ponto as costas do seu companheiro, levantei a cabeça a vendo descer os degraus da varanda e caminhar em nossa direção.

- Não, eles não se importaram em me ensinar nada, eu era um fracasso pra eles, só testavam em mim drogas que poderiam me matar. – Eu vi seus olhos cheios de lágrimas e lembrei da minha pequena humana vendo minhas cicatrizes. "Minha?" – Depois que fomos libertos tentaram me ensinar quando estávamos no deserto, mas eu nunca me importei em aprender. – Falei tentando não focar nos meus pensamentos.

- O que mudou para você querer agora? – Ela se colocou ao lado do seu companheiro e me olhou.

- Ele conheceu uma fêmea, não foi? – Smiley falou me olhando sorrindo.

- Foi, eu conheci. - Cocei a nunca. 

- Como você sabia? – Vanni indagou.

- Fácil, lembra que ontem eu cheguei tarde porque estávamos procurando uma humana? - Olhou para a sua fêmea. 

- Lembro, a irmã da doutora Layla.

- Exatamente, ela se perdeu na zona selvagem e o Leo aqui a encontrou. – Apontou pra mim. – Ele cuidou dela, a protegeu, limpou seus pés machucados e a levou pra casa, seria muita coincidência se no dia seguinte à isso ele viesse até aqui pedir pra ensina-lo modos para parecer menos...

- Animalesco. – Eu completei quando ele não o fez.

- Mas... - Ela começou. 

- Quando eu te conheci tive medo que meu jeito de comer a afastasse. – Smiley olhou para a companheira com carinho.

- Imagina eu. – Falei baixou. – Ela nunca vai me aceitar além de parecer mais animalesco eu não sei nem ler. - Reclamei. 

Estava me reclamando quando senti uma mão ir de encontro ao meu braço me estapeando, olhei incrédulo para a mulher a minha frente que acabara de bater mim, em um movimento rápido Smiley a colocou a suas costas a protegendo e rosnou pra mim.

- Eu não vou atacar. – Levantei as mãos. – Nem machucou.

- Devia ter acertado as bolas. – Ouvi ela resmungar e não contive uma risada que relaxou o macho a minha frente.

- Aí eu aposto que teria doido, mas faria eu e seu macho lutarmos provavelmente. – Falei para o som da sua voz. – Posso saber por que me bateu?

- Porque você é um idiota. – Ela saiu de detrás do companheiro para me encarar. – Esperar o que? Deve ser o DNA humano em você. – Revirou os olhos. – Se ela gostar de você nada vai impedir seus sentimentos. – Ela falou séria. - Eu amo o Smiley e nada mudaria isso. – Ouvi um retumbar sair do macho.

- Mas ele não é como eu. – Falei.

- Ainda que fosse, se ele tivesse as características espécie mais evidentes, se tivesse uma cauda e se pendurasse nas árvores com ela, eu ainda o amaria e nada disso ia importar. – Ele fez o mesmo retumbar de antes e puxou ela para os braços. – Você só precisa conquistar ela, conversar com ela.

- Você acha que vai funcionar? – Perguntei incerto.

- Claro que vai, nós somos ótimos. – Smiley falou. – E se ela for pra ser sua já foi decidido, vocês só não sabem ainda.

- Mas se você ainda quiser aprender a ler e as outras coisas eu posso lhe ajudar. – Vanni ofereceu.

- Eu quero sim. – Falei animado. – Eu posso voltar hoje mais tarde quando você voltar do trabalho? – Olhei pra Smiley.

- Vocês podem começar agora. – Ele falou. – Normalmente eu deixo um guarda na porta de casa uma parte do dia para o caso de ter algum imprevisto ainda mais com nosso filho, com você aqui vou dispensar a guarda, você cuida deles enquanto eu tiver fora. - Ele disse de maneira despreocupada.

- Vai deixar sua família comigo? – Perguntei incrédulo.

- Claro, quem melhor pra cuidar deles do que um dos machos mais fortes que temos. – Sorriu. – E vai ser bom pra você ver como uma família funciona.

- Vem, já íamos tomar café.

Os segui para dentro da casa, ela cheirava a panqueca, lavanda e sexo compartilhado, pisei em um brinquedo perto da entrada e vi que outros se espalhavam pelo lugar, era muito diferente da minha casa.

- Assim é a casa de uma família, se acostume com isso se você quer uma companheira. - Smiley quase cantarolou ao meu lado.


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Acho que Rach gostou muito.

Leo que fofo.

Até sábado gente. 

Beijo da tia Leila. 

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