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Alguns anos atrás

O jovem yang caminhava apressado saindo da igreja onde estudava para realizar seu sonho de se tornar um padre, indo em direção a sua casa onde morava com sua avó, mas seu caminho é interrompido por um homem que caminhava em sua direção cambaleando.

- Tudo bem?- ele pergunta ao homem.

- S-sim.

O desconhecido diz antes de desmaiar aos pés do garoto, jungwon se desespera por um momento por não saber o que fazer, ajudá-lo ou deixá-lo lá a sua própria sorte. Mas como queria se tornar um padre ajudar os outros, tinha que estar na sua lista de prioridades.

Com certa dificuldade ele consegue levantar o rapaz que mesmo tendo uma baixa estatura, era bem pesado.

O jovem yang leva o rapaz para a igreja, já que seria difícil explicar para sua avó o que estava acontecendo. Deitou o rapaz de cabelos escuros na pequena cama, onde eu dormia nos fundos da igreja quando ficava lá estudando até tarde.

Passo um pano molhado pelo rosto do rapaz, mas me surpreendo ao notar como sua pele era gelada fico em dúvida se deveria ou não levantar sua camiseta, já que parecia que tinha um ferimento ali. Depois de ponderar por alguns minutos toca a barra da camiseta, mas o desconhecido abre os olhos o assustando.

- Desculpe não queria te assustar.- ele fala se sentando.- Onde estou?

- Na igreja, no quartinho no fundo dela.

- Obrigado pela ajuda, mas tenho que ir.

- Tem certeza que está bem?

O desconhecido ergue a camiseta preta revelando, o abdômen definido sem nenhuma cicatriz ou machucado, sem nem perceber yang se aproxima o tocando.

- Como isso é possível? você parecia machucado.

O rapaz sente um arrepio percorrer sua espinha, ao sentir o toque dos dedos quentes sobre sua pele.

- Eu sou um vampiro, mas aquele desgraçado me acertou com uma faca embebida em verbena, quando eu encontrei ele. Bom, tenho que ir, mais uma vez obrigado pela ajuda.

jungwon fica parado no meio do cômodo tentando assimilar o que tinha acabado de acontecer, ele nunca tinha visto um vampiro tão de perto assim. o mais novo deixa esses pensamentos de lado indo finalmente para a casa.

🩸🍷

jay park

Desde o dia em que foi ajudado pelo garoto, fofo que se assemelhava a uma raposa. jay não parou de pensar nele um minuto sequer já que normalmente humanos não nos ajudavam.

- Onde vai?- escuto meu irmão perguntar quando já estava próximo a porta.

- Dar uma volta por aí.

- Cuidado, jay.

- Relaxa, hoonie.

- Não me chame assim.

Saio do castelo rindo não tinha nada que meu irmão odiasse mais que apelidos fofos, por isso eu fazia questão de chamá-lo por todas as vezes possíveis.

Eu já estava a longos minutos observando o garoto que ajudava, uma senhora em uma barraca de comidas, desvio meu olhar ao sentir alguém ao meu lado.

Olho para a criança que estava ao meu lado, ele segurava uma pequena cesta com algumas flores, seu rosto era coberto por lindas sardas e seus cabelos loiros o deixavam parecido com um anjinho.

- Você não vai falar com ele?- ele me pergunta.

- Não sei se devo.

- Por que?- ele pergunta inocentemente.

- E complicado.

- Aqui.- ele me estende uma rosa.- Entrega pra ele.

Sorrio pegando a rosa de sua mão, ele se afasta com um sorriso, suspiro tomando coragem para me aproximar.

🩸🍷

Eu sorria como um bobo apaixonado olhando para jungwon, este que brincava na água da cachoeira, desde o dia em que o garotinho me incentivou a ir falar com ele. Nós não deixávamos de se ver um dia sequer, claro que era sempre às escondidas ninguém podia saber sobre nós. Principalmente o bispo da igreja.

- Você está muito pensativo.

- Apenas pensando em você querido.

- Não diga essas coisas.- o garoto diz com as bochechas coradas.

jay apenas sorri beijando os lábios do rapaz.

- O que acha que vai acontecer? Se descobrirem sobre a gente.

- Nós vamos ficar bem, eu amo você raposinha.

- Também amo você.

🍷🩸

Momento atual: Itália vila San Giovanni

Sinto braços fortes e muito conhecidos por mim, rodearem minha cintura fecho meus olhos sentindo seu delicioso cheiro.

- O que minha raposinha tanto pensa?

- No passado, estou com saudades da minha vó.

- Que tal voltarmos.

- Sério?

- Por que não? já faz muito tempo meu amor e também heeseung me enviou uma carta.

- Sim, vai ser bom nos voltarmos por um tempo eu posso ver as merdas que meu irmão provavelmente está fazendo, e você pode ver como sua vó está.

- Te amo, jay.

- Também te amo, então vamos fazer as malas e voltar para a Coreia.

* para quem ficou confuso, esse capítulo está se passando no passado *

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