A fúria de Salìk

Eu escrevi esse capítulo escutando Gods do New Jeans e achei que combinou demais. Vou deixar na mídia para ajudar na imersão de vocês :)

Jeon Jungkook

Era estranho como Jungkook não conseguia manter sua felicidade. O que havia feito de tão errado para ser castigado daquela maneira?

Estava deitado sobre a cama, enquanto seu corpo todo doía de maneira extremamente agoniante, parecia que cada gota de seu sangue era ácida, se perguntava se a morte não seria menos dolorosa do que suportar o veneno em seu corpo. Mas pior que a sensação do veneno em seu sangue, era a dor em seu peito, que de acordo com Hwasa — que foi examiná-lo pouco tempo após acordar — vinha de seu coração, que ainda estava afetado pelo veneno e acelerava de maneira anormal. Por conta daquilo precisava manter um ritmo calmo, precisava de descanso absoluto até que o veneno saísse completamente ou seu coração poderia parar por conta da sobrecarga, então tudo o que fez foi permanecer deitado na cama enquanto a tristeza extrema o deixava mais doente que o Teixo. Taehyung permaneceu ao seu lado, ele sussurrava palavras doces e fazia carinho em seus cabelos, tentava de tudo para que saísse daquela interminável autopiedade, mas não conseguia tirar de sua cabeça que sempre que estava feliz, algo terrível acontecia para acabar com sua felicidade.

Mas o que realmente o deixava frustrado, era que Taehyung quase havia morrido com ele, seus infortúnios acabaram por respingar no alfa, que não tinha nada a ver com seus problemas, pelo contrário, por culpa de Jungkook ele acabou por se envolver em todas as merdas que aconteciam à sua volta. Por um tempo pensou se não teria sido melhor só partir junto com seus pais quando os encontrou no chão de sua casa, por um momento desejou ser uma criança normal e ter sido devorado pelo tigre na infância, pois não teria passado por tudo o que passou se fosse uma pessoa normal. Mas então o pensamento que se não fosse o Najin Uruk, jamais teria conhecido Taehyung o tranquilizou, aquilo fez com que todos aqueles pensamentos horríveis fossem silenciados, pois o alfa foi a maior felicidade que encontrou após tudo o que passou, muitas das suas lembranças mais felizes e inesquecíveis foram ao lado dele. Por isso decidiu ser forte, pois Taehyung havia aguentado toda a dor que ele trouxe com um sorriso no rosto e não deixou-se ser abalado, queria ser forte como ele, mas estava tão cansado...

— Isso é música para meus ouvidos — ouviu a voz de Taehyung e abriu os olhos novamente após um leve cochilo. O alfa estava na porta do quarto enquanto conversava com Yongok, que não tinha uma expressão boa.

— Isso significa que não conseguiremos pegá-lo — Yongok respondeu e Taehyung deu de ombros. — Salìk parecia tão irritado quanto Unàh porque antes de tudo, ele tentou salvar o Baek. As divindades já decidiram o destino dele.

— De qualquer maneira dormirei de maneira mais tranquila sabendo que ele teve o castigo que merece — respondeu e Jungkook soube que eles falavam de Baekhyun. Desde que havia acordado, eles evitavam mencioná-lo em sua frente, talvez para evitar estresse, uma vez que seu coração estava fraco demais para suportar muita pressão.

— Acha que ele consegue participar do anúncio? — Yongok perguntou e os dois viraram em sua direção, o que o fez suspirar e se sentar na cama com uma careta de dor, pois todos os seus músculos reclamaram pelo esforço.

— Eu consigo — respondeu. Taehyung se aproximou depressa e se sentou sobre o colchão com uma expressão preocupada.

— Tem certeza? Sabe que não consegue esconder sua dor de mim — Taehyung perguntou e Jungkook assentiu.

— Vou me afundar em tristeza se continuar deitado com pena de mim mesmo — suspirou e abaixou o olhar. — Mesmo que não seja como me sinto, não quero me vejam como alguém fraco, porque tenho medo que passem por cima de mim se me verem tão vulnerável.

— Você não é fraco — Taehyung segurou sua mão. — Eu não conheço ninguém mais forte que você, que suportou tudo isso e ainda consegue sorrir. — Jungkook levantou o olhar em direção ao dele, o brilho, a ternura e o carinho que ele esbanjava, fez um pequeno sorriso surgir em seus lábios. — Então não diga isso novamente, Unàh jamais escolheria alguém fraco para ser seu escolhido.

— Obrigado Tae — Jungkook respondeu com os olhos marejados e Taehyung se aproximou para deixar um selar em seus lábios.

— Não há de que — Taehyung sorriu em sua direção antes de segurar em sua mão. — Minha avó recebeu as orientações de Salìk, ao que parece, ele está tão bravo quanto Unàh, o castigo de Baekhyun não foi brando.

— Imagino que não — suspirou e o encarou. — O anúncio que farão, é sobre o castigo dele?

— Não só isso — Taehyung respondeu. — A alcateia viu a marca do laço sangrar em nossos pulsos, não podemos mais esconder que estamos ligados, porque eu também fui afetado. O conselho achou que seria melhor expor a verdade para que algo assim não ocorra novamente.

— E sobre eu ser o Najin Uruk? — Jungkook perguntou e Taehyung negou.

— Isso ainda será um segredo, é perigoso demais revelar sua identidade por conta do risco da informação vazar — ele respondeu e Jungkook mordeu o lábio inferior.

— Eu revelei a minha identidade a Eunwoo quando estávamos em Lotús — contou e Taehyung franziu o cenho. — Usei a informação como defesa, que se me tocasse, a fúria de Unàh cairia sobre ele...

— Não se preocupe, vou garantir que ele não vaze a informação quando estivermos planejando a invasão em Delta — respondeu e Jungkook assentiu.

— Tomem um banho — Yongok disse e chamou a atenção dos dois, que estavam distraídos. — Iremos assim que estiverem prontos.

— Tudo bem — Taehyung respondeu e Yongok fechou a porta após sair. O alfa então virou-se em sua direção novamente e abriu um pequeno sorriso. — Quer tomar banho comigo? Prometo não lhe tocar com segundas intenções.

— Tudo bem — respondeu com um sorriso nos lábios também.

Taehyung então se levantou e caminhou para trás do biombo que havia em seu quarto, Jungkook ouviu o som da água cair na banheira e resolveu levantar-se da cama. Seu corpo inteiro reclamava do esforço, por conta daquilo tudo o que pôde fazer por conta da dor foi sentar-se na beirada da cama e colocar os pés no chão, notou que sua pele estava extremamente quente, a ponto de sentir o choque de temperaturas ao apoiar os pés na madeira. Sentia-se extremamente fraco, como se não se alimentasse há dias, o que mostrava que seu corpo lutava com a pouca força que tinha para lidar com o veneno, qualquer mínimo esforço era um grande desafio para ele naquele momento. Taehyung saiu de trás do biombo e o encarou, apesar de sentir tudo o que ele sentia, o alfa conseguia se mover tranquilamente por saber que tudo o que sentia não vinha de seu corpo, então ele caminhou em sua direção e o pegou nos braços, para levá-lo até a banheira. Jungkook sentia-se amado, apesar de também sentir-se inútil.

— Iremos nos banhar na água fria — Taehyung disse ao sentá-lo no banco que havia ao lado da banheira. — Você está muito quente, isso irá ajudar a baixar a temperatura de seu corpo.

— Certo — respondeu e Taehyung levou as mãos em direção aos botões de sua camisa, porém antes de desabotoá-los, fez contato visual, a espera de sua permissão. — Pode continuar Tae.

Taehyung então assentiu e passou a despi-lo com cuidado, tirou primeiro sua camisa, para logo em seguida retirar sua calça. Em momento algum ele olhou para seu corpo com malícia, simplesmente o ajudou a se despir completamente antes de fazer o mesmo com as próprias roupas, quando ambos estavam nus, o alfa o segurou novamente e entrou com ele na banheira. Jungkook se encolheu ao sentir a água fria em contato com sua pele quente, o frio o tomou completamente e os braços de Taehyung contornaram seu corpo, para tentar diminuir o frio. Jungkook estava sentado entre as pernas do alfa, com as costas no peito dele, embora parecesse que havia entrado em um cubo de gelo, o corpo do alfa estava quente, por isso se aconchegou ainda mais no aperto dele. Após alguns minutos, seu corpo se acostumou um pouco com a temperatura da água e Taehyung ajudou a ensaboá-lo, tudo da maneira mais delicada e respeitosa possível.

— Às vezes eu me pergunto se mereço um alfa tão bom quanto você — Jungkook disse com um sorriso insistente nos lábios. Ouviu Taehyung rir soprado próximo a seu ouvido e virou-se para encará-lo.

— Que pergunta boba — ele respondeu. — Eu nasci com o propósito de ficar ao seu lado, não há ninguém além de você que possa ser meu parceiro.

— Você sempre sabe o que dizer para me deixar melhor — Jungkook respondeu com um sorriso e levantou o dedo mindinho em direção a ele. — Prometo me tornar mais forte, para que eu possa proteger o alfa que me foi destinado e fazer valer a pena a escolha das divindades.

Taehyung abriu um grande sorriso e entrelaçou o mindinho ao de Jungkook, que também não conseguia desfazer o sorriso. Jungkook não queria sofrer por conta do erro dos outros, apesar de uma voz em sua cabeça gritar que ele não merecia aquela felicidade, preferia ouvir a voz de Taehyung, pois ela sim dizia o que ele precisava ouvir. Lutaria contra a tristeza assim como lutou todo aquele tempo, mesmo que chorasse, mesmo que tropeçasse, mesmo que fosse difícil, ele iria se reerguer novamente, se não por ele próprio, por seus pais, que deram a vida por ele. Quando enfim o banho terminou, Taehyung o secou e o ajudou a se vestir, os dois vestiam roupas confortáveis e camisas de mangas curtas, pois desde o laço, ambos vestiam mangas longas, colocavam lenços ou ataduras para esconder a marca, porém não precisavam mais fazer aquilo. Apesar da insistência de Taehyung em carregá-lo, Jungkook o convenceu a deixá-lo caminhar por conta própria, então tudo o que o alfa fez, foi servir de apoio para que não caísse.

— Por que está caminhando?! — Hyeri perguntou ao vê-lo descer as escadas. Ela aguardava os dois ao lado de Yongkok e Taesu. — Mal se recuperou da paralisia, não deveria fazer esforço!

— Eu disse a ele, mas não me ouviu — Taehyung concordou e Hyeri o encarou.

— E você simplesmente aceitou? — Ela perguntou ao filho com o cenho franzido. — Ele quase não consegue andar Taehyung, deixou uma pessoa doente mandar em você? — Hyeri cruzou os braços e o alfa pressionou os lábios. — O que você é? Um lobo ou um cachorro? 

— Não precisa ofender — Taehyung respondeu com um bico e pegou Jungkook no colo, que riu da situação. — Pronto, vamos?

— Vamos — Taesu riu e caminhou na frente. — Jin, Namjoon e Jimin vão nos encontrar lá.

Após saírem da mansão, Jungkook sentiu um frio na barriga, pois se já havia sofrido um atentado em Canis por acharem que ele traria maldições, após tudo o que houve, tinha medo de ser mal interpretado novamente. No caminho, notou que muitas pessoas também seguiam em direção a praça, onde eram feitos os anúncios a alcateia, alguns olhares curiosos o encaravam e outros cochichavam. Quando enfim chegaram até a praça, diversas pessoas estavam reunidas e aguardavam a chegada da família Kim, havia uma cadeira sobre a plataforma de madeira e Taehyung o sentou sobre ela, para que não precisasse ficar de pé. Jimin, Namjoon e Seokjin chegaram pouco tempo depois, por isso Yongok deu um passo à frente, pois seria ela a contar tudo o que houve, uma vez que ela era a Najin Arik e Salìk havia lhe dado orientações sobre Baekhyun. Jungkook notou diversos olhares sobre ele novamente e aquela altura, já deveria ter se acostumado, mas era impossível não se sentir inquieto, pois incrivelmente, nas últimas reuniões que tiveram, ele estava envolvido de alguma maneira.

— Bom, como todos já devem estar sabendo, houve dois crimes graves em Canis hoje — Yongok começou e o silêncio tomou completamente o lugar. — Byun Baekhyun na data de hoje, matou os pais e atentou contra a vida do ômega de Canis, infelizmente ele conseguiu fugir, por isso não houve e nem haverá julgamento.

Aquilo fez um burburinho começar, porém Yongok foi rápida em interromper o falatório.

— Não haverá julgamento, pois ele será punido pelas próprias divindades — ela revelou e aquilo calou a todos novamente. — O crime de Baekhyun teve um peso maior porque afetou não somente um filho de Unàh, como também três filhos de Salìk. Por isso, não podemos interferir, a punição dele virá das divindades.

— Com licença, Najin — Chen deu um passo à frente e se curvou, antes de encará-la com o cenho franzido. — A senhora disse três filhos de Salìk? Quem foi a terceira vítima?

— A terceira vítima foi Taehyung — ela explicou e embora o burburinho não tenha começado, todos olhavam uns para os outros com expressões confusas. — O motivo dele ter sido afetado, foi o que nos trouxe a estar diante de vocês agora, pois quando Jungkook chegou até nós, ele realizou um Laço de Sangue com Taehyung. — Alguns pareceram abismados, outros extremamente confusos, pois o Laço de Sangue não era um informação que todos tinham acesso, a grande maioria das pessoas pensavam ser apenas um mito. — Tanto Salìk quanto Unàh permitiram a união, pensávamos em contar quando o confronto com Delta estivesse resolvido, para evitar acidentes, mas infelizmente não tivemos escolha.

— O Laço de Sangue é uma uma união profana — Taehyung complementou a fala de Yongok. — Ele foi criado pelos humanos há muito tempo, mas que foi permitida pelas divindades por conta do vínculo que Jungkook e eu temos. — O alfa segurava os ombros de Jungkook de maneira protetora. — Isso significa que nossos destinos estão enlaçados, se ele se machucar, também me machucarei, se ele morrer, também morrerei. Por isso também fui afetado pelo envenenamento.

— Mas há benefícios nessa ligação — Yongok continuou e os olhares se voltaram para ela novamente. — Por serem filhos de divindades diferentes e estarem ligados por um laço forte e inquebrável, Unàh protege Taehyung assim como Salìk protege Jungkook, ou seja, pela primeira vez em toda história, temos um caso onde Unàh protege um filho de Salìk e vice-versa.

Um coro de suspiros surpresos tomou toda a praça e Jungkook sentiu-se aliviado, pois esperava uma reação negativa dos moradores de Canis.

— E é por isso que Baekhyun receberá uma punição de ambas as divindades — Yongok esclareceu com um olhar repleto de seriedade. — Salìk tentou evitar a morte de Baekhyun, pois seus planos eram matar os pais e depois cometer suicídio, mas em um ato puramente egoísta, preferiu matar Jungkook e fugir. Por isso, as divindades o puniram com uma doença extremamente agoniante e o afastaram da morte, ou seja, o castigo dele é viver o restante de sua vida em agonia.

— Não façam isso! — Uma voz ecoou entre os moradores e todos os olhares se voltaram em direção a ele, que abria caminho por entre todos. — Por favor, Najin! — Sehun pediu ao se colocar à frente de todos e se ajoelhar. — Intervenha a favor do Baek por favor!

— Sehun levante-se! — Chen pediu e tentou levantá-lo, mas ele se desvencilhou de suas mãos.

— O Baek sofreu muito, ele não merece passar por isso! — Sehun pediu e voltou a se curvar. — Eu imploro!

— Ele não merece isso? — Yongok perguntou e os olhares se voltaram em direção a ela novamente. Jungkook então sentiu um arrepio correr por sua espinha e um peso imenso caiu sobre seus ombros, era como se o ar tivesse se comprimido a sua volta. Foi então que notou os olhos dela.

— Tae... — Jungkook segurou na camisa de Taehyung com força, que o encarou com o cenho franzido. — Aquela não é a Yongok. — Olhou em direção ao alfa com os olhos arregalados. — É Salìk!

— O que?! — Taehyung perguntou alarmado e encarou Taesu, que tinha ouvido o que disse e parecia tão em choque quanto o filho. — Ele nunca apareceu diante de nós antes...

— Por que diz isso? — Salìk perguntou e chamou a atenção deles novamente. Percebeu que olhar diretamente nos olhos cinzas e opacos dele pareceu deixar Sehun inquieto.

— Ele... sofreu muito, não é justo que sofra ainda mais, os pais dele mereceram o que houve — Sehun respondeu de cabeça baixa.

— E Jungkook mereceu? — Salìk perguntou e Sehun mordeu o lábio inferior, ainda sem levantar o olhar. — Devo perdoá-lo por que ele sofreu? Esse não é um bom argumento. — Ele perguntou e o olhar dele vagou por todos os presentes antes de se voltar a Sehun. — Se isso se tornar a régua que vocês usarão para tomar decisões, quantos assassinos teremos que perdoar?

— Mas... — Sehun parecia querer questionar, porém pela sua expressão, não encontrou as palavras certas.

— Deixem-me contar uma história a vocês — Salìk cruzou os braços e sorriu. — Há alguns anos, uma criança nasceu, um menino, uma alma muito especial, essa criança cresceu envolta do amor e carinho de seus pais, que apesar de pobres fizeram de tudo para que seu filho crescesse bem. — Ele contou com um sorriso, enquanto todas as pessoas que assistiam tinham o cenho franzido. — Essa criança vivia em terras inférteis e frias, mas ela via o mundo de uma maneira diferente, enxergava a beleza até mesmo nas pequenas coisas. Com o tempo, perceberam que ele era diferente e o apresentaram ao chefe da alcateia, que se encantou por ele assim que o viu.

Conforme Jungkook ouvia a história, o bolo em sua garganta aumentava cada vez mais, pois aquela era a sua história.

— A partir daquele momento, sua vida mudou drasticamente — o sorriso de Salìk se foi de repente. — O alfa da alcateia o enganou, o prendeu, o usou das maneiras mais nojentas e grotescas que existem, o torturou, o espancou e o deixou preso a correntes durante muito tempo, além de deixá-lo com fome e com frio por vários dias. Para no fim, quando finalmente ele conseguiu escapar, descobrir que sua família, as únicas pessoas que tinha em sua vida, estavam mortas. — Quando Salík terminou de contar, as lágrimas banhavam as bochechas de Jungkook.

— Não estou entendendo onde quer chegar — Sehun perguntou e todos os outros pareciam ter a mesma dúvida.

— Essa é a história de Jungkook — Salìk revelou e todos arregalaram os olhos. Jungkook sentiu suas mãos tremerem e imediatamente Taehyung as segurou com força, para lembrá-lo que ele estava ao seu lado. — Mas calma, ainda não acabou, tenho outra história para contar a vocês. — Salìk disse com um sorriso extremamente perturbador no rosto. — Alguns sóis antes do nascimento de Jungkook, outra criança nasceu, ele cresceu em uma família rica, envolto de diversas regalias e mimos, na época, sua mãe o considerou um milagre, um presságio de um futuro regado a poder e dinheiro. E o nome dessa criança, era Baekhyun.

Jungkook então levantou o olhar e franziu o cenho, também confuso de onde Salìk queria chegar ao expor suas histórias.

— Baekhyun cresceu como um rei, foi ensinado que teria tudo e todos aos seus pés, até porque, quem seria um pretendente melhor ao futuro líder do que ele? — Salìk encarou Taehyung, que mantinha os lábios juntos em uma linha rígida. — Os planos da família Byun deram certo, eles conseguiram juntar Taehyung e Baekhyun, mas é claro, o caráter duvidoso de Baekhyun não conseguiu ser ocultado e ele foi dispensado, depois de machucar e atormentar as pessoas que se aproximavam de "seu alfa", como fez com Jimin. — Salìk fez aspas com as mãos. — Foi a partir daquele momento que as agressões tiveram início, antes disso, Baekhyun era o filho pródigo, o orgulho da família Byun, ele tinha tudo. — Ele fez uma pausa e seu olhar vagou por todos que o assistiam. — Entendem onde eu quero chegar? Quero que pensem, até que ponto podemos usar o passado triste dele como desculpa para seus crimes? Suas opiniões permanecem as mesmas após descobrirem que antes das agressões começarem, ele já demonstrava um comportamento ruim?

Salìk se levantou e sua expressão endureceu.

— Eu entendo que pareça injusto que alguém que já sofreu muito, sofra ainda mais, mas embora algumas situações não possam ser evitadas, vocês podem escolher como reagir a elas. Jungkook resolveu superar, buscar a felicidade e recomeçar. — Yongok parecia imensamente maior enquanto caminhava, apesar de seu fisico não ter mudado, a presença esmagadora de Salík a deixava extremamente intimidadora. — Baekhyun queria se matar na frente do homem que salvou sua vida, queria que ele se afundasse em culpa por sua morte como se o fato da mãe dele ser abusiva fosse culpa dele, tentou matá-lo e fugiu após deixá-lo agonizando no chão, esse não é o comportamento de uma vitima! — Salìk parecia em fúria, o que fez nuvens pesadas e escuras cobrirem o sol.

— Salìk! — Jungkook o chamou quando notou que ele parecia estar prestes a criar uma tempestade. Os olhos cinzas e opacos encontraram os seus, que o encarava de maneira aflita. — Por favor, se acalme, eles também não tem culpa...

— Tem razão — ele respirou fundo e ao olhar para cima, as nuvens se dispersaram. — Eu me excedi. — Ele sorriu e Jungkook acabou por sorrir aliviado também. — Apesar dos rumores, Unàh é mais ponderada que eu.

— Agradeço por me ouvir — Jungkook se curvou e a família Kim fez o mesmo, o que fez Salìk sorrir e caminhar até ele.

— Peço perdão pelas ações de Baekhyun e de meus outros filhos — Salìk se curvou em sua direção e Jungkook arregalou os olhos. — Como você é o escolhido da minha amada Lua, o protegerei como meu filho.

— Me sinto honrado — Jungkook respondeu com as mãos trêmulas antes de se curvar, mal sabia como reagir diante de suas palavras. Salìk se ergueu novamente e virou-se em direção a Sehun, que ainda estava de joelhos no chão.

— Sehun, entendo que queira proteger seu amigo — Salìk caminhou até ele e desceu o degrau do tablado de madeira, Taesu e Seokjin acompanharam os passos dele com as mãos sobre as espadas, prontos para qualquer ameaça que se aproximasse da mãe deles. Quando estava diante de Sehun, Salìk se abaixou e tocou em seu rosto. — Você é um grande amigo, mas embora ele tenha sofrido, não lhe dá o direito de culpabilizar inocentes. Se as ações dele tivessem afetado somente os pais, a história seria diferente, pois foi um caso de ação e reação, os Byun's estavam fadados a colher os frutos do medo que plantaram no próprio filho. — Salìk explicou e Sehun o encarou com o olhar banhado em lágrimas. — Porém, Baekhyun mostrou-se ser uma pessoa tão ruim quanto os próprios pais ao agir da maneira que agiu.

— Eu e-entendo — Sehun fungou e Chen se abaixou para ajudá-lo a ficar de pé.

— Não vejam Unàh como uma divindade vingativa — Salìk pediu ao olhar para outros. — Tudo o que ela fez e faz é para proteger seu escolhido.

Aquilo fez um burburinho começar a se formar entre as pessoas e os olhares rapidamente se voltaram a Jungkook, que engoliu em seco.

— Espero que algo assim não volte a acontecer novamente — Salìk atraiu as atenções para ele novamente e apesar de estar de costas para Jungkook, julgou que a expressão no rosto de Yongok não parecia amigável ao ver o olhar assustado de todos. — Pois minhas punições são bem piores que as de Unàh, não irei mais fechar os olhos como fiz antes.

Após sua fala, Yongok de repente pareceu perder as forças e quase caiu, mas foi segurada por Seokjin e Taesu, que estavam ao lado dela. A presença sufocante e pesada de Salìk havia partido, assim como o sol voltou a brilhar forte sobre suas cabeças, Yongok pareceu voltar a consciência e respirou fundo, parecia um pouco indisposta, mas não parecia tão ruim. Embora as palavras de Salìk tenham sido impactantes, o que pareceu fixar na cabeça de todos foi a palavra “seu escolhido”, mesmo que não fosse a intenção do conselho revelar a identidade de Jungkook, Salìk parecia ter planos diferentes. Após os filhos explicarem a Yongok o que a divindade havia dito, ela pareceu surpresa, pois como o próprio Taehyung havia dito, foi a primeira vez que Salìk apareceu diante de seus filhos e não parecia nenhum pouco feliz por ter que fazer aquilo. Jungkook ainda permanecia sentado, apesar da dor e da fraqueza, a perplexidade não conseguiu se desfazer, pois todos descobriram seu segredo e sua história da boca de uma divindade.

— Você é o…? — Chen foi o primeiro a quebrar o silêncio que se formou após a partida de Salìk, mas não conseguiu completar a frase. Jungkook então suspirou e assentiu.

— Eu sou o Najin Uruk de Unàh — respondeu e tudo o que pôde ver foram as expressões chocadas de todos à sua frente. Apenas Yoongi, Minho, Lisa e Bogum não estavam surpresos, pois eles já sabiam.

— É graças aos dons de Jungkook que temos saído vitoriosos de nossas últimas batalhas com Delta — Taehyung revelou com uma expressão cansada. — Agora que tudo foi revelado, entendem a gravidade da situação? Por isso fui rigoroso com vocês desde o início com a recepção que Jungkook teve desde a sua chegada.

— Por isso, Unàh apareceu no ritual de união dos dois — Yongok continuou. — Ela veio pessoalmente assistir a união do escolhido dela.

— Vocês conhecem a história de Presa? — Seokjin caminhou alguns passos a frente e os aldeões negaram com a cabeça, ainda com uma expressão tomada pela perplexidade. — Eles foram amaldiçoados por Unàh, por terem feito mal aos escolhidos dela, em Presa nenhuma outra criança nasceu após o nascimento de Jungkook, isso significa que em breve, a alcateia deixará de existir.

— Vocês ouviram a história de Jungkook — Taehyung disse ainda com as mãos sobre seus ombros. — Nosso destino seria pior que o de Presa se o plano de Baekhyun tivesse se concretizado, por isso ele foi punido por ambas as divindades. — Aquela revelação fez tanto Chen quanto Sehun se encararem com pesar. — Agora iremos focar na recuperação de Jungkook, para que possamos seguir em frente. Somos a única alcateia com a proteção das duas divindades, com os dois escolhidos entre nós, por isso não vamos decepcioná-las, vamos criar um ambiente seguro para eles e viveremos bem com a incrível dádiva que recebemos.

Apesar de nitidamente assustados com as novas revelações, os aldeões assentiram, Taehyung passou alguns outros recados sobre a segurança de Canis, mas também informou sobre a iminência de um confronto ainda maior com Delta, uma nova guerra, travada ao lado de Lótus. A revelação sobre a batalha decisiva entre as alcateias foi o assunto que deixou a todos mais receosos do que a presença do escolhido de Unàh, mas após Taehyung revelar que um dos dons de Jungkook era a vidência e que ele ajudaria a elaborar uma estratégia, aquilo pareceu acalmar um pouco os ânimos dos aldeões. Quando chegou ao fim dos anúncios, Taehyung ajudou Jungkook a se levantar e o pegou em seus braços, assim que ele desceu os degraus da plataforma de madeira, um homem chamou por eles. No momento em que se viraram para encará-lo, ele se aproximou com as mãos juntas, seu semblante parecia receoso e envergonhado, antes de se curvar e estender a mão em direção a Jungkook, com a cabeça baixa.

— Eu me coloco diante de ti ômega — ele disse ainda de cabeça baixa e Jungkook arregalou os olhos, antes de sentir seu coração acelerar. Era a primeira vez que que tinha seu título reconhecido por um lobo de Canis.

— Tae, me coloque no chão, por favor — Jungkook pediu e Taehyung atendeu seu pedido, com cuidado ele o colocou no chão e segurou em sua cintura, para lhe dar apoio.

Jungkook então deu um passo à frente, acompanhado de Taehyung e segurou a mão do homem, que ergueu a cabeça para encará-lo e sorriu antes de levar às costas de sua mão até a testa, em uma prova de respeito absoluto, o que fez um sorriso involuntário surgir nos lábios dele, pois mesmo que soubesse que o impulso de suas ações era pelo fato de ser o Najin Uruk, estava feliz por ser reconhecido. Quando o homem se pôs ereto novamente, ele se curvou uma última vez antes de se afastar e então outro homem que assistia a cena seguiu o exemplo dele, Yeonjun, que estava ao lado dos irmãos se aproximou e fez o mesmo que os outros dois homem, se curvou e estendeu sua mão, para reconhecê-lo e o sorriso de Jungkook se tornou ainda maior. Daquela maneira, todos os aldeões fizeram o mesmo, o que quase levou lágrimas aos seus olhos, por finalmente, depois de tanta luta, ser reconhecido como o ômega de Canis. 

Porém, no momento que Yoona, esposa de Minho segurou sua mão, uma visão cobriu o rosto dela, viu um bebê nascer e ser colocado sobre o colo dela, que estava em lágrimas e com um sorriso imenso nos lábios. Pela janela, pôde ver uma linda lua cheia enquanto Minho e Yoona viam a filha pela primeira vez.

— É uma menina — Jungkook revelou assim que sua visão voltou a focar nos olhos de Yoona, que franziu o cenho.

— O que? — Ela perguntou confusa e Minho se aproximou, ele segurou os ombros dela com os olhos arregalados e um sorriso crescente em seu rosto.

— Seu bebê — Jungkook explicou e todos que estavam à sua volta pareciam curiosos também. — É uma menina, irá nascer em uma noite de lua cheia.

— Oh! Mesmo? — Ela perguntou com um sorriso imenso e segurou a própria barriga, Jungkook assentiu e ouviu os cochichos dos aldeões à sua volta. Mas pela primeira vez, os cochichos não eram maliciosos, eram surpresos.

Quando o olhar de Jungkook virou-se para trás, para encarar Taehyung, notou que ele tinha um sorriso bobo estampado em seu rosto, o que fez seu sorriso aumentar também, pois ele o encarava com um olhar apaixonado e aquilo acelerou seu coração. Foi então que Jungkook percebeu, foi a primeira vez que teve uma visão de algo que não estava relacionado a ele ou que não era um acontecimento ruim, o que o fez pensar que talvez estivesse sempre focado nas coisas ruins para perceber que ele poderia ver bem mais, será que conseguia prever o futuro de outras pessoas? De coisas que não o envolviam? Aquilo ficou em sua cabeça enquanto as pessoas parabenizavam Minho e Yoona, que após alguns minutos em êxtase junto a Jimin, se curvaram e se afastaram, para que pudessem ir para casa e dar passagem ao restante que queria reconhecê-lo como o ômega da alcateia. Jungkook recebeu a todos com um sorriso no rosto e quando todos os aldeões haviam passado por ele — inclusive Chen e Sehun, que ainda pareciam tristes — Taehyung voltou a segurá-lo em seus braços para irem para casa.

Ao chegarem em casa, Dahyun havia preparado um jantar focado em comidas leves, para que não fizesse mal ao seu estômago e separou todos os remédios que Jungkook precisava tomar antes de dormir, principalmente um líquido preto com um gosto ruim, feito de carvão e algumas ervas. Enquanto comiam, Jungkook contou sua verdadeira história a Dahyun, pois como tudo havia sido exposto, queria que ela soubesse de sua própria boca, ao ouvir sobre sua chegada e o que o levou até Canis, ela chorou e o abraçou. O jantar foi carregado de emoções, os três compartilharam um momento de sinceridade e empatia antes do jantar acabar, Jungkook estava com os olhos inchados por conta do choro que teve ao ver Dahyun chorar também, mas no final todos estavam com sorrisos nos rostos, pois os problemas eram coisas do passado. Taehyung o carregou até o próprio quarto, onde o deitou sobre sua cama e fez o cheiro dele cobrir seu nariz, o que quase que instantâneamente o fez relaxar, apesar da dor que ainda estava fortemente presente em seu corpo.

— Espero que chegue o dia em que não terei que ficar sendo carregado de um lado para o outro, assim vou poder caminhar igual uma pessoa normal — Jungkook suspirou e Taehyung riu, enquanto o ajudava a retirar os sapatos.

— Eu gosto quando você depende de mim, mesmo que neste momento não seja por uma razão boa — ele respondeu após tirar suas botas e o sentou sobre a cama, para retirar o cinto de sua calça. — Gosto de pensar que estou cuidando de você, então se apoie em mim, quero ser o pilar que o mantém de pé.

— Você já é — Jungkook respondeu com um sorriso e Taehyung sorriu. O alfa se aproximou e deixou um beijo demorado sobre seus lábios. — Mas quero que me veja dessa maneira também. — Ele disse assim que seus lábios se separaram. — Não gosto quando me afasta do perigo, se você estiver em uma situação perigosa, quero estar nela com você. Somos parceiros, quero que compartilhe suas dores, frustrações e perigos comigo, posso não ser tão forte como você agora, mas não disse que eu não sou fraco?

— Você não é — Taehyung respondeu e se sentou ao seu lado na cama. — Mas eu tenho medo…

— Do que? — Jungkook perguntou com curiosidade e o alfa segurou sua mão.

— De perdê-lo — Taehyung suspirou. — Tantas pessoas parecem querer tirá-lo de mim que a possibilidade me assusta, eu finalmente encontrei a minha lua, não posso perdê-lo quando desfrutei tão pouco da sua presença.

— Você não vai me perder — Jungkook levou as palmas até às bochechas de Taehyung o fez olhar em seus olhos. — É verdade que tentaram me machucar, mas não conseguiram me matar e nem irão, eu sou o Najin Uruk de Unàh, o Ômega de Canis, parceiro do primeiro lobo negro da alcatéia em centenas de anos. — Disse com um sorriso e o alfa abriu um sorriso ainda maior. — Posso não estar nas minhas melhores condições agora, mas eu prometo a você, eu serei forte o bastante para que nada mais seja um obstáculo à minha felicidade. Você acredita em mim?

— Com todas as minhas forças — Taehyung respondeu com um sorriso encantador e um brilho no olhar.

— Então não deixe que pensamentos tão pessimistas tomem espaço em sua mente — Jungkook se aproximou e deixou um beijo cálido sobre a testa dele. — Vamos deixar o futuro nas mãos das divindades e focar no nosso presente, se por acaso alguém tentar se colocar entre nós no futuro, vamos lidar com ele juntos, ok?

— Ok — Taehyung respondeu e puxou Jungkook para se deitar sobre ele em sua cama. — Obrigado, você é o melhor presente que as divindades poderiam me dar.

— Você é a luz que me tirou da escuridão Tae — o abraçou e Taehyung o aconchegou em seus braços. Estar tão próximo a seu alfa, anestesiava as dores em seu corpo, por isso relaxou de imediato. — Agora que sabem que eu sou o Najin Uruk, não preciso esconder meus dons, acha que posso ajudar as pessoas com ele?

— Claro que sim — Taehyung respondeu enquanto fazia carinho em seus cabelos. — As pessoas de Canis agora terão dois escolhidos para buscar orientação.

— Acho que eu consigo ler o futuro de uma pessoa se tocar nela, ver algo que não me envolva e que não seja uma premonição ruim — Jungkook revelou e se afastou do peito dele para que pudesse encará-lo. — Eu tinha lido algo sobre isso nos papiros que Yongok me deu, mas aconteceram tantas coisas que nem tive tempo de tentar aprender. — Explicou e Taehyung assentiu. — Mas hoje eu consegui ver o futuro da Yoona, então não acho que seja muito difícil… se eu for capaz de ver o futuro das pessoas de Canis, talvez isso possa ajudá-los em momentos de dificuldades.

— É uma ideia incrível, mas você não pode exagerar — ele concordou e o encarou com seriedade. — Há poucos dias você teve um colapso, não pode abusar de seus dons.

— Tomarei cuidado, eu prometo — respondeu e Taehyung assentiu com um sorriso. Jungkook encarou o alfa por alguns segundos antes de levar as mãos para o rosto dele. — Tae… posso tentar ler seu futuro?

— Você pode fazer o que quiser comigo — ele respondeu de imediato e Jungkook riu.

Dada a permissão de Taehyung, Jungkook fechou os olhos e tentou se lembrar do conteúdo descrito nos papiros sobre previsões, lá dizia que precisava ter contato pele a pele com a pessoa para que pudesse ver os fragmentos de seu futuro. Respirou fundo e se concentrou em ver algo sobre Taehyung, sobre sua vida, pois todas as visões que teve sempre eram de coisas que poderia interferir ou que estivesse envolvido, por isso que assim que viu a primeira imagem abriu um sorriso. Taehyung estava em um local iluminado pela luz da lua e as estrelas, tinha um imenso sorriso nos lábios e olhava para o céu com uma expressão tomada pela felicidade, até que viu a si mesmo ao lado dele. Franziu o cenho ao notar que mais uma vez teve uma visão sobre o seu futuro, sendo que era para ver sobre a vida de Taehyung e não a sua, mas então as imagens mudaram novamente.

Pôde ver a cachoeira onde haviam se banhado após fugirem da festa das maçãs, os dois estavam com sorrisos imensos e expressões felizes, tão resplandecentes que inconscientemente sorriu também. Conforme as imagens mudavam, via os dois sorrirem enquanto conversavam à beira da cachoeira e logo em seguida ambos se despiram, as imagens que viu após os dois entrarem na água, fez o sorriso em seus lábios hesitar. Os dois estavam abraçados enquanto estavam quase que completamente submersos, se beijavam com bastante vontade e então as coisas pareceram esquentar no momento em que outras imagens surgiram. Jungkook sentiu suas bochechas esquentarem e soltou as bochechas de Taehyung no momento em que viu a própria expressão de prazer, a vergonha lhe tomou com tamanha força que sequer conseguiu manter o contato visual. O alfa estava com o cenho franzido ao ver sua reação, enquanto Jungkook queria se enterrar em alguma vala.

— O que você viu? — Taehyung perguntou com o cenho franzido.

— Eu vi… nós dois — respondeu e então franziu o cenho também. Apesar das imagens serem constrangedoras, não mudava o fato que viu seu futuro em vez do dele. — Era para ter visto o seu futuro, não o meu.

— Talvez… — Taehyung começou e Jungkook o encarou. — Isso signifique que você seja o meu futuro. — Ele respondeu e aquilo o deixou sem palavras. — Desde que você apareceu, a razão da minha existência tem sido a sua, talvez nossos destinos entrelaçados signifique um futuro juntos também.

Foi naquele exato momento, que Jungkook pensou que a melhor coisa que havia feito em sua vida, foi se jogar de cabeça no precipício que era Taehyung.

~🐺~

Uh la la, secsu?

Eu disse que Salìk estava puto KKKKK

Um leve spoiler: teremos nos próximos capítulos um pouco de calmaria e boiolagem, mas o próximo drama a ser trazido será a guerra contra Delta.

E claro, vou trazer algumas surpresas, se preparem, porque vocês não estão preparados para a bomba que eu vou trazer  ͡⁠°⁠ ͜⁠ʖ⁠ ͡⁠°

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top