capítulo 1: Agust avisou
*Avisos: palavras de baixo calão, violência, insinuações a atividades sexuais, drogas lícitas
— Park Jimin, nascido em 13 de outubro, possui 24 anos, 1,74 de altura, estudou dança desde os 12 anos de idade, fez dois anos de administração, formado em dança contemporânea, possui 6 furos na orelha. Preciso continuar sr. Park?
O homem se mexeu nervoso na cadeira, ouvir todas aquelas informações sobre seu filho fazia um sentimento ruim percorrer sua espinha.
— O que você quer?
— Ele.
— Como?
Agust apenas sorriu, ele acenou para o capanga que estava em pé à direita de Park, ele foi até a porta e logo voltou carregando uma pasta marrom e entregou para seu chefe.
— Segundo consta aqui, você tem uma dívida muito grande comigo, estimamos seus bens e... você não têm dinheiro pra me pagar. Talvez se sua empresinha mequetrefe melhorar os negócios você consiga em uns 10 anos chegar perto do valor, claro que precisaria me entregar até as jóias de sua esposa. – Agust abriu a gaveta de sua mesa retirando um anel de lá – eu poderia também pegar sua empresa pra mim, mas não me interessa nenhum pouco aquele lixo. Mas você sabe o que mais vale na vida de alguém? Costumam dizer que a própria vida da pessoa, soube que nenhum dinheiro pode pagar isso.
— Por favor Sr. Agust, tenha misericórdia, eu consigo o dinheiro, eu juro.
— Cala a boca! Você acha que eu sou burro? Você sabe muito bem o que acontece com quem não me paga, tenho certeza que viu minha coleção no caminho.
O mais velho engoliu em seco, ele sabia do que o homem falava... as cabeças dentro do formol, todas armazenadas em aquários ao longo do corredor que levava até seu escritório.
— Eu tenho uma proposta irrecusável. Eu posso poupar a sua vida medíocre e de sua família, mesmo que meus capangas adorariam ter sua esposa como serva pessoal deles...
Um dos homens que estava na sala riu levemente fazendo o estômago do Sr. Park revirar, algo lhe dizia que caso aquilo acontecesse sua esposa não iria apenas lavar roupas e varrer o chão.
— Mas eu quero seu filho.
— Eu não entendo.
— Além de velho é burro? Eu quero seu filho, o Jimin, o garoto que saiu de dentro da sua esposa, aquele cara que mora no segundo andar da sua casa, no terceiro quarto a direita.
— Como você sabe tudo isso?
— Eu sei de tudo Sr. Park. Eu tenho olhos e ouvidos em toda parte, a menos que você queira que eu tome seu filho a força, junto com sua esposa, e lhe torture até você implorar pela morte, eu espero que você me entregue o Jimin.
— Eu não entendo...
Agust revirou os olhos e jogou o resto de bebida, que havia em um copo sobre sua mesa, no rosto do Park.
— Eu vou tomar seu filho como minha esposa, eu vou foder aquela bunda dele com gosto enquanto deixo claro o quão bosta seu pai foi fazendo ele virar apenas um prêmio de uma aposta depois de perder tudo o que tinha, eu vou ter ele como um troféu pra sair por aí mostrando que ele é minha posse, eu vou fazer ele engasgar com meu pau enquanto vejo minha fortuna crescer cada vez mais graças a pessoas como você que não passam de velhos nojentos que se deixam levar apenas por ver um par de seios. Deixei bem claro?
O homem apenas assentiu com a cabeça, ele não tinha palavras para responder aquilo, Agust então mexeu no anel que tinha em mãos fazendo uma pequena lâmina sair dele, ele saiu de sua cadeira e foi até Park arrastando a lâmina por sua bochecha apenas para ver sangrar.
— Considere isso um aviso, não estou pra brincadeiras, sábado, meia noite em ponto, no meu escritório do cassino. Eu faço questão que ele veja o tipo de lugar que seu precioso papai frequenta.
O Sr. Park saiu o mais rápido que podia dali, ele sentia que iria vomitar com toda aquela informação, ele não podia perder seu filho dessa forma, mas também não poderia perder toda sua fortuna, contar para sua esposa estava fora de cogitação, ela certamente iria terminar o casamento.
Estava decidido então por sair do país, iria pedir ajuda para seu melhor amigo e sócio, certamente ele poderia ajudar. As passagens seriam compradas no cartão e nome do outro, não avisaria ninguém, apenas pegaria sua família e iria embora.
Quarta-feira.
Como esperado havia conseguido as passagens muito rápido, para quem possui dinheiro nada é difícil. Sobre o corte havia mentido para sua família que não passava de um acidente, e quanto a viagem era comum ele preparar surpresas assim, então eles sequer desconfiaram.
Jimin havia ficado muito animado com a ideia de viajar novamente, estranhou a escolha de seu pai sobre o destino, afinal Romênia não era um país muito famoso, mas confiava nas escolhas que o mais velho fazia, sabia que ele jamais escolheria algo que fosse ruim para eles, sabia o quanto seu pai era responsável e admirava a forma como ele era dedicado a família.
Quinta-feira
O aeroporto estava bem movimentado quando a família Park chegou, o patriarca sorriu com a segurança que aquilo lhe trazia, era apenas mais um na multidão, ninguém lhe encontraria ali, faltava pouco para se ver longe daquele país, longe de quem ameaçava sua família.
Enquanto passavam pela verificação de bagagem um policial se aproximou com um cão farejador, Jimin pode ver o sobrenome Jeon no seu uniforme, o policial levava o cachorro com um olhar sério, mas que mesmo assim passava uma aura de inocência encantadora.
Jeon se aproximou das bagagens e o cachorro foi direto para a mala do Sr. Park, o animal rosnava em frente a ela como se tivesse algo perigoso ali dentro. O policial se afastou um pouco para se comunicar com o seu rádio, logo se aproximando novamente.
— Boa tarde, quem é o dono dessa mala?
— É minha, algum problema?
— Eu preciso que você me siga, iremos verificar ela mais a fundo, é apenas rotina, para sua segurança e segurança dos outros, nunca sabemos quem está a nossa volta, as vezes alguém mal intencionado pode plantar algo nas coisas de inocentes.
— Certo.
— Sua família pode nos acompanhar, para ficar na sala de espera.
Os três seguiram Jeon até uma sala com um sofá, o Sr. Park foi levado até uma porta que havia ali. Longos minutos se passaram com o homem lá dentro, Jimin já estava ansioso para saber o que havia acontecido com seu pai.
O horário do voo havia passado mas nada do homem voltar, a Sra. Park já estava se abanando enquanto tagarelava sobre processar o aeroporto por arruinar suas férias, Jimin estava cogitando ir perguntar sobre seu pai quando ele apareceu sorridente seguido de Jeon.
— Foi apenas um grande mal entendido, eu vou pedir pro motorista levar vocês dois para casa enquanto eu vejo a papelada para remarcar a viagem e dou uma passada na empresa.
— Tudo bem amor, qualquer coisa nos ligue viu.
A Sra. Park deu um beijo no marido antes de sair acompanhada de seu filho, eles estavam indignados com a incompetência daquele lugar que os fez perder seu vôo.
Assim que os dois foram para casa, Jeon levou o Sr. Park para fora do aeroporto, o policial foi até um carro de duas portas que havia acabado de estacionar e deu espaço para o mais velho entrar.
Eles seguiram por diversas ruas, o motorista encarava a estrada com uma certa raiva no olhar, ele dirigia rápido mas com cuidado, talvez fossem os longos anos de prática.
Logo eles chegaram em um barracão abandonado, o carro entrou na construção desviando dos contêineres velhos e seguindo para um estacionamento subterrâneo.
— Precisa que ajuda a levar ele? – pela primeira vez na viagem o motorista falou, ele olhava pelo retrovisor para o Park enquanto segurava com força o volante – eu tenho uma chave de roda perfeita no porta malas.
— Não precisa Ji, eu levo ele.
O garoto saiu do carro e deu espaço para o Park sair, eles seguiram por um corredor até uma sala mal iluminada, assim que entraram Jeon trancou a porta.
— Chegamos chefe.
Agust virou com um sorriso no rosto, ele estava apenas com a camisa social com as mangas arregaçadas e bebia um pouco de whisky.
— Parece que meu convidado chegou. Achei que tinha sido bem claro com os termos, achou que conseguiria fugir de mim?
— Eu não sei do que você está falando – Park tremia, ele sentia seus joelhos quererem vacilar diante do medo que sentia – eu não fugi de ninguém.
— Você acha que eu estava brincando? RM, o tanque, eu vou usar.
Só nesse momento o Sr. Park viu o outro homem, ele estava com uma regata surrada ao lado de um tanque empurrando a cabeça de alguém denteo da água, RM então levantou a vítima que possuía um corte nos lábios e tremia de frio, facilmente o mais velho reconheceu a pessoa: ali estava seu melhor amigo sendo torturado por sua causa.
— Sabe Park, eu detesto fazer o serviço sujo, já fiz demais em minha vida e agradeço por ter pessoas que o façam por mim – Agust entregou o copo para Jeon e foi para trás de Park – mas alguns momentos eu tenho que me divertir também, não acha?
Mesmo tentando resistir, logo a cabeça do Park estava imersa na água gelada, ele se debatia e sentia o ar escapar de seus pulmões enquanto seu nariz queimava, quando estava prestes a perder a consciência Agust o puxou fazendo ele se engasgar com o ar entrando em si novamente.
— Esse é meu último aviso, não estou pra brincadeiras.
E novamente ele empurrou a cabeça do homem para dentro da água, o mais fundo possível.
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