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Os cabelos louros de Sophia reluziam na luz do sol. A garota apertou mais o casaco enquanto encarava a sombria casa dos Van Dijk.
A placa de "vende-se" se destacava logo na entrada e Sophia sentiu pena. Pobre Stella, era a única que havia restado da perturbada família Van Dijk, só tentar imaginar o inferno que a mais velha estava vivendo, causava uma aflição em Sophia.
A garota tocou a campainha e Stella logo apareceu. A mais velha estava cada vez mais abalada e deixava aquilo transparecer em sua aparência, Stella estava completamente abatida e triste.
— A menos que queira comprar a casa, pode ir embora.
— Bom te ver também, Stella. Posso entrar?
— Não. — Stella saiu para fora, fechando a porta atrás de si. — Não quero você aqui dentro.
— O que você está escondendo aí?
— Não estou escondendo o meu irmão, se é o que você quer saber. A vadia da Anne já o matou, ele já deve ser apenas pó a essa altura.
— Sinto falta dele.
— É claro que sente! Você é uma covarde, fez com que ele se entregasse e então fugiu, como sempre fez. Ele amava você, se você tivesse sequer se importado, talvez ele seria uma nova pessoa agora, talvez ele tivesse ao menos tido uma chance de mudar. Você estragou tudo Sophia, não é bem vinda aqui.
As palavras de Stella eram carregadas de mágoa, ela parecia realmente chateada com as atitudes de Sophia.
Era claro que a Calemine sentia culpa mas ela não poderia ter mudado a história, por mais que acreditasse que o amor o salvaria, algo dentro dela a fazia acreditar que ele jamais iria mudar.
— Quero consertar as coisas Stella, eu precisava ver você para me lembrar dele, para sentir alguma coisa outra vez. Eu estou morrendo aos poucos, com essa angustia dentro de mim.
— Espero mesmo que você morra, você merece isso. — A mais velha deu de ombros, voltando para dentro de casa. — E não me procure mais, você já trouxe desgraça o suficiente para a minha vida.
Stella bateu a porta, fazendo Sophia fechar os olhos e sentir a vontade incessante de chorar. Aquelas duras palavras machucavam, o discurso de Stella vagava em sua mente escura e vazia.
Sophia pensou naquilo durante toda a tarde, sentindo-se culpada por todas as vidas que haviam sido ceifadas. E então ela chorou, chorou até seus olhos pesarem e ela finalmente cair em um sono profundo.
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— Não acredito! — Sophia abraçou o garoto, sentindo todas as lágrimas escorrerem pelo seu rosto. Aquele calor familiar, fazia com que ela sentisse nostalgia. — Como você pode estar aqui?
O Van Dijk continuou com aquele olhar morto, parado em frente à cama da garota. Pela primeira vez, seu coração doía, enquanto ele pensava na atitude que precisaria ter, uma que provavelmente terminaria de foder o seu psicológico.
— Achei que você estava morto, como entrou aqui?
— Nos últimos meses, aprendi a ser mestre em entrar sorrateiramente nos lugares, Soph.
— Como se escondeu?
— Não posso dar mais detalhes. — Ruel sentiu seus olhos marejarem, quando foi que ele havia se tornado tão fraco? — Você me perdoa?
— Está tudo bem, vamos fugir. Podemos recomeçar, o nosso amor vai mudar tudo.
— Não Sophia, não posso, preciso me vingar da Anne, preciso que ela saiba que nada nesse mundo vai me parar agora. — Ruel se aproximou, olhando naqueles profundos olhos azuis. — Senti sua falta Soph, me perdoe pelo que eu preciso fazer.
— O que está tentando me dizer?
— Prometo fazer isso rápido, apenas feche os olhos e nunca se esqueça, eu te amo mais do que tudo.
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