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Depois de ser chutada por Sarah e ter perdido o apoio de sua família, Anne só tinha uma última opção. Ela sabia que não seria fácil, não tinha certeza se conseguiria a ajuda que estava procurando mas precisava tentar, não tinha mais nada a perder.
Sentiu arrepios ao parar em frente àquela casa mais uma vez e daquela vez era ainda mais diferente, afinal agora, já conhecia toda a história dos Van Dijk.
Anne caminhou pelo jardim e deu de cara com a placa de vende-se. "Quem diabos compraria essa casa perturbada?" Deixou uma risada involuntária escapar, a Anne estudante e jornalista da escola do passado, provavelmente daria tudo para explorar aquela casa velha.
Demorou alguns minutos para finalmente tomar coragem para bater na porta e logo o fez, sentindo sua respiração ficar pesada pelo nervosismo. Stella deixou a porta entreaberta e Anne conseguiu reparar que o olhar dela agora era tão sombrio quanto o do irmão.
— Olha só, todas as vadias burras vindo atrás de mim.
— Não está surpresa por me ver? — Anne sorriu sem graça, afinal ela havia simplesmente fugido de uma prisão.
— Não. Seu rosto está em todos os jornais, a comparsa do Van Dijk está a solta mais uma vez.
— Não sou comparsa desse.... — Repensou, assim que viu o rosto irônico da mais velha. — Desse garoto, por favor me deixe ficar por alguns dias.
Stella sentiu vontade de mandar a garota para aquele lugar mas seu olhar morto logo desceu para o corpo da garota, aquelas roupas eram familiares, ela conhecia muito bem.
Não podia negar, ainda amava o irmão, e o que mais queria no mundo era tê-lo de volta. Talvez aquela fosse a sua chance, afinal todos sabiam, onde Anne River estava, Ruel também estaria.
Anne ficou surpresa assim que a loira abriu a porta, dando espaço suficiente para ela entrar. Ainda receosa, acelerou os passos para dentro da casa.
E então matou sua curiosidade, a casa não parecia nada com a decoração peculiar do Van Dijk do meio. Os móveis eram muito mais modernos e a única coisa que ainda parecia, era o fato de tudo estar muito limpo e arrumado.
— Finja que eu não existo, pode usar todas as áreas mas não chegue perto do quarto do meu irmão, da minha mãe e o meu. Você fica com o da Sylvie.
— Acho que eu não me sentiria confortável. — Stella riu debochada, Anne era patética.
— Aquela vagabunda já está queimando no inferno, ela não vai puxar seu pé à noite. — Anne negou com a cabeça, era feio o modo como Stella falava. — Se vire, eu estarei lá em cima. Não abra a porta pra ninguém e não saia lá fora, eu não quero me meter em confusões por ter você aqui.
Stella rapidamente sumiu para o quarto de cima e Anne se sentou no sofá, apertando o moletom em seu corpo. Logo seus olhos correram pelos quadros e então viu a foto de Ruel e Stella, ambos crianças em frente à um bosque, ele tinha um sorriso doce, pobre Ruel, havia tido uma infância de merda.
Mas aquilo não justificava suas atitudes e Anne, estava disposta a acabar com tudo, daquela vez seria de verdade.
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