9°: "Encontro"

Enfim, chegou o sábado, era dia de encontrar Juno, acordei mais tarde que o comum o dia estava quente, dias quentes são interessantes, mas dias frios são gostosos, o sol iluminava a minha cama, havia esquecido a janela aberta da noite passada, me levantei, pela hora, não ia adiantar ir a cafeteria, ela estaria vazia e não queria ser exencialmente o único a ser atendido, eles davam muita atenção pra mim quando isso acontecia, a hora do café era a minha hora de paz e de observar a vida passando, não gostava de me destrair com conversa.

Me levantei e preparei uma batida com leite, me deliciei e me sentei pra poder escrever, precisava terminar o meu livro faltava apenas alguns capítulos de conclusão e eu poderia mandar, pretendia terminar hoje, queria mostrar a Juno e aos meus amigos que eu tinha mais livros pra o mundo ler...

Enquanto isso El estava trabalhando duro para conseguir recuperar a minha vida normal, ele havia dormido 5 horas nos últimos 4 dias, ele se importava de mais com o melhor amigo dele, ele se culpava a cada momento que parava para pensar. Era duro errar com suas criações, porém era mais duro ainda a possibilidade de perder um amigo, ele sabia que eu podia sumir a qualquer instante, eu podia nem perceber que isso aconteceu, ele estava trabalhando o mais rápido que podia.

Ele passava horas fazendo cálculos e testando coisas, as vezes ele usava o próprio corpo pra tentar ver se as tentativas de me ajudar estavam dando certo.

Já Hannah, não entendia como continuava de pé, ao sair da cafeteria todos os dias ela passava em sua lojas de roupas e pedia o histórico de venda dos dias anteriores, depois passava em sua padaria no centro, comprava algumas coisas e voltava pra casa, fazia a própria comida e descansava. Saia a tarde pelas ruas de novo, ia até uma das empresas de seu pai pra reuniões e passava em outros lugares aleatórios e estava quase sempre presa a rotina, mas fazia bem pra ela, não era uma pessoa de reclamar.

Naquele dia Hannah tinha sentido falta dos dois amigos na cafeteria. O copo de café parecia mais frio que o comum, as grandes vidraças estavam iluminando a mesa de madeira, agora apenas com um copo, as vigas de madeiras no teto podiam ser observadas agora que não se tinham distrações para os olhos de Hannah. O estilo rústico do lugar sempre chamava a atenção dela, ela não se sentia aprisionada a rotina naquele lugar, era o ponto de fulga dela, o ponto de fulga era seus amigos e aquele lugar, ali possuia boas lembranças de sua vida. As pequenas plaquinhas e quadros espalhados pelo local a ajudavam a recordar de momentos da infância, de quando conheceu seus amigos, de quando o velho Endy tentou roubar um café e a foto da falecida mulher.

Ela deu uma risada pelas lembranças do lugar, mas ela tinha um ar triste pela falta dos companheiros de conversa, chamou Pipper pra conversar, se sentar com ela pra tomar alguma coisa, isso nunca tinha acontecido, Pipper se sentiu encurralada ao sentar com a patroa, entretanto aceitou o convite.

_ Porque você é tão tímida?_ Hannah puxou conversa_ você se sentou e não falou nada, não fez um pedido, te convidei pra tomar um café.

_ Me desculpe, é difícil falar com você Srt. Sumer você parece está em um nível além do meu, é bonita, inteligente, atrevida, risonha e ocupada.

_ Eu conquistei algumas dessas qualidades de forma obrigatória, nem sempre fui assim_ a fala de Hannah era doce_ mas você sabe que é tão incrível quanto eu, não sabe?..Você é diferente de mim apenas em poucos detalhes tive algumas vitudes de berço, algumas que eu nem queria ter, mas a diferença é bom, é o que nos faz únicos.

_ Você você tem um jeito legal de pensar, deve ter aprendido com o Karl, ouço ele falando essas coisas de vez em quando.

_ Você presta a atenção em nossas conversas?

_Na verdade não, eu gosto de prestar a atenção no Karl de vez em quando.

_Uau!_ Hannah se surpreendeu, Pipper vendo a surpresa corou, tinha pensado alto.

_Me.. me Desculpe eu não..._ Pipper gaguejou.

_ Não se preoculpe_ cortou Hannah_ não vou contar nada pra ele, da pra perceber que você se interessa por ele.

_ Está tão óbvio assim?

_ Para todos menos ele claro, ele não tem olhos atentos para essas coisas.

_Sim, percebe-se, o encontrei na praça, ele fez uma pintura minha, ele é sempre tão gentil e presente,_ ela olhou sorrindo para a mesa, ela gostava de pensar no quadro que ia ganhar_ mas sei que não posso criar expectativas, eu o vi olhando para a Srt. Mystar, era intenso e era recíproco.

_ Então ele se apaixonou por alguém? Uau isso é diferente, porém é algo bom para o Karl,_ Hannah era atenciosa_ porém sinto que isso é mal pra você.

_ Não, eu sentia interesse, mas nunca me deixei falar nada, perdi minha chance eu entendo que tem coisas que a gente não precisa correr atrás.

_ Você é muito mais madura do que aparenta.

_ Também fui forçada a crescer e a conquistar algumas qualidades que agora entendo que são boas.

Elas terminaram a conversa sobre mim ali, depois disso elas falaram sobre outras coisas, Pipper pegou uma xícara de Café e elas falaram sobre o café e como fazia pra ficar melhor ou pior. Depois de algum tempo Hannah saiu como sempre e Pipper voltou ao trabalho.

Logo após o almoço Hannah passou em minha casa.

Abro a porta e a vejo em pé me olhando, ainda não tinha feito comida estava concentrado nas ultimas páginas do livro que eu precisava escrever, ela entrou.

_ Porque você não foi tomar café hoje cedo?_ Ela fingia está brava comigo de braços cruzados.

_ Acordei tarde e decidi escrever um pouco, preciso terminar o livro hoje, quero mostrar pra vocês o que eu fiz.

_ Certo, vou acreditar que você não brigou com alguém._ ela me encarou e descruzou os braços_onde o El esta agora?

_ Em casa, e não brigamos, ele passou aqui pra ver se eu estava bem ontem e voltou pra terminar o projeto que ele está fazendo, ele precisa terminar o mais rápido possível.

_ Parece interessante, o que é esse projeto?

_ É secreto você não pode saber.

_ Eu odeio quando vocês dois escondem as coisas de mim, eu sei que o El trabalha para o exército e que vocês vivem testando as coisas que ele faz, eu só fico curiosa para saber de vez em quando, custa tanto me contar?_ dessa vez ela realmente ficou brava.

_Não queremos de colocar em encrencas, você sabe que essas coisas são perigosas e restritas, já te explicamos que quando o El me coloca em perigo já é angustiante, colocar nós dois no mesmo caminho é simplesmente irresponsável_ eu falava como se não tivesse problema eu me envolver.

_ Irresponsável é colocar vocês dois juntos para fazer qualquer coisa. independente de ser super secreto ou não, eu odiaria saber que vocês dois sofreram algum acidente por conta dessas suas bestagens, ou que algo deu errado e vocês estão mentindo para mim.

Ali eu me senti culpado, sabia que eu já devia ter contado para ela o que estava acontecendo a algum tempo, pois se eu sumisse sem deixar rastros ela saberia o que aconteceu e não ficaria triste pelo meu desaparecimento, mas ficaria irada.

_ Hannah, tenho que te contar algo o que o El esta trabalhando...

_ Eu já sei Karl. Isso é o que mais me preocupa, quando eu passei na casa de El ele me explicou, eu não acreditei de início, achei que era brincadeira, alguma resenha de vocês dois, porém depois de ele me explicar a situação e me falar tudo o que tinha acontecido isso me deixou bastante pensativa_ ela começou a chorar, ela era muto chorona sempre que podia desabava_, ele me pediu para não ficar comentando contigo para não te deixar ansioso, mas essa parada de você participar do exército me deixa agoniada, quem estava ficando ansiosa era eu.

_ Você sabe? _ Ufa... me senti aliviado por El ter inventado algo, mas queria ter tido a oportunidade de contar pra ela o que realmente estava acontecendo_ Eu devia ter te falado antes fiquei com medo de te falar inicialmente, mas depois que ele me contou que estava resolvendo e que estava quase tudo pronto eu resolvi deixar para lá.

_ Você não queria me preocupar, mas sabe como isso me deixou mais preocupada ainda?_ ela me cutucou com o dedo_ Sou tua amiga você precisa falar seus problemas para mim, tinha medo de você sumir e nunca mais voltar, de nunca mais te ver, Karl seu idiota você é importante, por mais idiota que seja, Pipper me fez perceber hoje que parte de quem sou e do que aprendi com o tempo, foi você.

Ela chorava bastante, era comum dela, a abracei, ela parou. conversamos mais um pouco, entendi a preocupação dela. Mesmo que não fosse a verdade. Ela se foi, precisava ir pra uma de suas reuniões e eu precisava voltar a escrever.

Finalmente terminei o livro. Deixei três cópias na estante da minha sala e fui me arrumar para o encontro, saí um pouco depois, peguei a moto e fui até o hospital onde havíamos marcado de nos encontrar.

Eu procurei por Juno, me disseram que ela já tinha saído, foi se arrumar e me encontraria próximo ao restaurante, eu esperei algum tempo e fui até o lugar, ela ainda não estava lá me sentei e pedi uma bebida, fiquei esperando ela chegar sentado reservei uma mesa para nós dois e fiquei observando tudo e todos que passavam por ali.

Eu me sentia só no meio daquelas pessoas, eu não entendia muito o ambiente de um restaurante.
A iluminação era mais baixa que de outros estabelecimentos, acho que era para dar um clima diferente de romance, ou algo do tipo as mesas eram distanciadas e fechadas, como se quisessem separar os casais para terem privacidade, aquele dia não estava cheio, os garçons andavam de um lado para o outro entregando os pedidos, nada muito apressado.

As pessoas se sentavam ao meu redor e olhavam a mesa, onde eu estava, observavam o copo solitário ali e depois voltavam as suas conversas, por algum tempo observei alguns pratos, não era um lugar caro, mas também não era simples de mais, eu me contentaria com um cachorro quente da esquina, mas queria impressionar a garota.

Eu estava sentado de roupa parcialmente social, uma mistura de social com despojado eu diria arrumado o suficiente pra um encontro.

Por fim ela chegou, entrou e estava linda, seu cabelo estava solto, estava mais linda do que antes, expressava felicidade em seus olhos, estava com um vestido deslumbrante que realçava sua beleza, era espetacular olhar aqueles olhos e ve-la sorrir educadamente.

Me procurava com os olhos e não me encontrava acenei para ela e ela não me viu, ela pediu informação para um dos garçons que passavam e ele apontou para a minha mesa.

Ela veio em minha direção, caminhava lentamente era como se estivesse desfilando, eu a observava como sempre, a olhava em quanto ela chegava cada vez mais perto.

Ela se sentou olhou para o copo e disse.

_ Uma bebida antes do jantar?

_ Apenas uma, pode pedir se quiser também ou se preferir logo começar o jantar comessamos_ ela não me respondeu diretamente, mas chamou o garçom.

O garçom estava do outro lado do restaurante e veio lentamente, assim que encostou ela disse.

_ Tem certeza que foi aqui?

_ Sim_ Respondeu o Garçom_ o Rapaz que aqui "estava" só que pediu a bebida que está na mesa.

_ Entendo_ ela olhou para a bebida e voltou para o garçom_ mas você viu para onde ele foi?

Me assustei.

_ Ei, estou aqui, que brincadeira é essa?_ ninguém me respondeu.

_ Ele estava aqui, sinceramente nem o vi levantar_ o garçom respondeu_ esperou bastante pela moça, disse que queria uma bebida para poder espera-la.

_ Ele foi embora?

_ Estava aí até um pouco antes de você chegar.

Fiquei pasmo, eu estava na frente deles, porque estavam tendo aquela conversa?

_ Não gostei dessa brincadeira, por favor parem._ eu falei mas não me deram ouvidos, o garçom saiu, Juno olhou para a mesa novamente ela não estava olhando na minha direção apenas para o copo._ é impossível! Você não está me escutando? me vendo? ME REPONDE!

_ Acho que o fiz esperar de mais, ele deve ter ido para casa dele, parece que me deu um toco mesmo._ ela deu um sorriso sem graça ao garçom que saiu e esperou mais um pouco.

_ Não te dei toco nenhum, eu te esperaria até fecharem se fosse necessário_ eu já sabia o que tinha acontecido, mas não podia esperar uma noite? Porque diabos aquilo estava acontecendo naquele momento?

_ Vou passa na casa dele saber o que aconteceu e me desculpar pelo atraso, ele vai me entender._ ela se decidiu enfim, se levantou caminhou até a porta e saiu, ela não estava me vendo.

_ Cace..._ eu tinha ficado invisível, mas que droga era aquela, não podia ter sido pior. Tudo que eu tinha planejado tinha acabado ali. Nada mais importava... peguei o meu copo e bebi o resto, imaginei que o copo estava flutuando, porém o que importava? Me levantei, fui até a saída e me sentei na calçada, Juno andava lentamente em direção a minha casa.

Aquela era a pior visão do mundo, a mulher por quem me apaixonei indo embora sem me dar um unico oi.

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