46: "Fim do teatro"
Vitória se sentia agradecida, mas estava amedrontada com a paz que eu estava sentindo.
Minerva sorria satisfeita, ela imaginava que se eu fosse a matar agora ela morreria feliz, independente do que fosse acontecer.
_ E agora?_ Perguntou Vitória no chão, começando a se curar aos poucos.
_ Acabou?_ Minerva dizia deitada no chão._ Você vai me matar também?
_ Eu não me importo com você, é se você é algo importante para Vitória, terá sua liberdade, mas não terá minha amizade.
_ Eu quero que você se foda_ Ela disse rindo._ Mas pode ter certeza de que quando eu recuperar meus movimentos, vai ter uma festa.
Olhei para frente, e caminhei em direção a El.
_ Está me ouvindo? Vou fazer uma festa de Arromba para você!!_ Gritou Minerva._ Ei desgraçado!
_ Ele não se importa Minerva._ Disse Vitória.
_ Foda-se que ele não se importa, eu vou fazer!_ ela disse indignada._Por isso que eu queria ter matado esse corno.
El estava lá, olhando para o corpo de Thalita, sem vida, sem sangrar.
Eu encostei calmo, enquanto ele olhava ainda sem acreditar.
_ Porque não me matou?_ Ele disse com a voz ainda um pouco rouca.
_ Porque não teria resolvido o problema._ Respondi me sentando ao lado dele.
_ Eu achei que você era o mocinho, que você ia nos prender e íamos viver guerrilhando, aparecendo e brincando de vilão e herói por muito tempo seu avô ficou anos convivendo com os pesadelos que Bartolomeu aprontava... porque resolveu isso tão rápido?
_ Não vivemos em uma história, El, eu não sou um Herói como meu avô foi, eu não suportaria Perder pessoas como ele perdeu, eu não suportaria uma reviravolta e agiria como ele agiu. Não o conheci, mas sei de todas as suas histórias, e se não fossem essas histórias eu não teria passado por tudo isso, seria muito mais simples ele tivesse destruído o próprio monstro.
_ Você é um monstro!_ Ele disse "injustiçado"_ Vai me matar também
_ Somos todos monstros de alguma forma El, o que muda é a forma como lidamos com os problemas que surgem para nós intimidar, se você permitir que o problema siga, ele destrói a sua vida e a das pessoas que estão próximas._ comentei._ Não tenho por que te matar.
_ Ela era a única pessoa próxima de mim, que me conhecia, você foi o meu problema._ El disse irritado.
_ Não, está errado, eu era a pessoa mais próxima de você, Hannah era a pessoa mais próxima de você, o seu problema é que ela morreu e você morreu, mas você não me levou junto, estaríamos gargalhando em algum café no paraíso agora se tivesse me levado.
_ Eu te odeio Com toda a minha força!
_ Amor e ódio existem em uma linha tênue, eu te amei irmão.
Coloquei minha mão sobre suas costas e dei uma descarga de energia para retirar a armadura de seu corpo, uma blusa surgiu eu a puxei para rasgar a parte de trás.
Olhei o tecido na luz do Sol.
_ O que você fez? Não vou me curar assim.
_ Você está bem, sua voz já voltou quase que por completo, suas costelas provavelmente estão inteiras._ Olhei por cima do ombro para as pernas dele._ Infelizmente a suas pernas não agiram tão rápido.
_ Arg!_ Gemeu de dor._ Esta me torturando?
_ Eu senti muita dor esses meses El. Dizem que se você usar essa blusa ao sol você pode recuperar a sua força, Confia.
Ele ficou calado por um tempo.
Eu o olhei, ele me olhou de volta.
Ele deu uma risada.
_ O filha da Puta amputa o inimigo, mas não perde a piada._ Ele disse rindo.
Eu não tive como não ri.
Aquele momento foi verdadeiro, como muitos outros que tivemos antes de sua morte, ele ria, eu ria Junto, ele não tinha fuga, eu apenas sentia falta de meu amigo.
_ Um dia eu ainda vou te matar Karl, vingança gera mais vingança, isso é um ciclo vicioso._ El disse, voltando a seriedade.
_ Cuidado com o que você vai mexer a partir de agora, sabe o que eu posso fazer.
_ Eu também sou engenhoso._ Ele sacou uma arma de seu bolso, atirou contra mim.
Com o susto eu me esquive, perdendo o equilíbrio e tirando a mão dele. Uma de suas invenções surgiu, uma do inventor El, do cara que realmente projetava armas para o exército.
Sua mão se lançou como uma corrente a um prédio próximo.
_ A queda da minha morte me proporcionou uma nova melhoria, eu podia ter feito você andar, caso ficasse paralítico.
Ele foi sendo arrastado para longe pela mão, olhei ele fugindo na cara dura, sem medo, me levantei para correr atrás dele, meu corpo pediu menos, com César adormecido meu corpo precisava de descanso, todos os músculos tremeram eu caí sentado novamente.
_ Parece que eu vou ter muito o que escrever daqui para frente._ murmurei a mim mesmo.
Olhando para o lado eu podia ver Vitória e Minerva desacordadas, as duas de mãos dadas, provavelmente na mesma situação que eu, meu olho pesava, sentia que tudo o que estava a minha volta era uma mentira, uma brincadeira, um teatro que chegava ao fim, era como se agora as cortinas se fechassem e todos batessem palmas, o som de passos era o que eu podia ouvir, olhei para o lado. Juno vinha desesperada correndo.
_ Karl você está bem?_ Ela estava desesperada._ Eu vi algo saindo para lá, o que ouve? Você se feriu?
_ Eu estou bem, só preciso dormir, nós ganhamos._ Eu falei feliz por ver aquele rosto de novo, aquele olhar, eu me sentia confortável apenas por estar em seus braços.
_ Que ótimo._ Ela olhou para trás._ Corra Pipper! Vitória está desmaiada preciso ir vê-la.
_ Eu já carreguei alguém hoje, dois é de mais_ Ela disse ofegante._ Eu sou sedentária, não aguento tanto.
_ Vá ajuda-las, Vitória está melhor, mas a outra moça precisa de cuidados o quanto antes.
Juno entendeu, me deu um beijo e me deixou enquanto Pipper chegava. Ao se aproximar eu caí mole em seus braços.
_ Droga Karl._ ela disse me olhando_ Eu também queria te dar um beijo.
O mundo girou.
_ Ai droga ele está desmaiando!_ ela olhou para Juno que já estava cuidando de Minerva_ O que eu faço com ele Juno?
Essa foi a última movimentação que eu ouvi antes de desmaiar.
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