45°: "Lagrimas por um amigo"
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NO MEIO DA ESCURIDÃO DE MEUS PENSAMENTOS SURGIU UMA FIGURA NEGRA, SEUS OLHOS BRILHAVAM COM UM BRANCO ACINZENTADO, SUAS PUPILAS TINHAM UM FORMATO ESTRANHO.
_César.
_ Eu já fiz o que eu pude._ Disse César na._ Restaurei sua coluna e órgãos internos, gastei bastante energia para fazer isso, então não terá muito de mim.
_ Ele não teve compaixão alguma César, ele viveu tanto tempo comigo.
_ Eu entendi seu coração, mas pense em tudo o que você perdeu, em tudo o que seus amigos perderam por essa situação, pense em como as pessoas perderam.
_ Isso tudo pela vingança..._ falei triste.
_ E você vai mudar a sua forma de agir? Não era isso que você queria fodo este tempo? O que você fez com o Harry, não foi exatamente isso?
_ Talvez se Harry soubesse ele também poderia ter mudado de lado, como Minerva.
_ Quem te garante que ele não sabia? Mesmo se não soubesse você ia perdoa-lo pela morte de Hannah?_ César chamava a minha atenção.
_ Talvez se ele fosse apenas um peão eu poderia pensar nisso.
_ Estou em sua cabeça Karl, seus pensamentos são os meus, seus sentimentos são os meus, seja sincero consigo, esqueça o passados, tome a sua decisão agora, vai ficar deitado vendo mais pessoas morrerem? Ou prefere ir lá e acabar de vez com isso.
_ Eu vou acabar com isso!
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Meus olhos se abriram, eu estava com o corpo em um buraco, me levantei abrindo as asas e voei para fora.
_ Porquê? Me fez acreditar que você era meu amigo? A musa ao Sol do meio dia, os filmes de cachorros que você chorou comigo, as comidas que preparei para você, os cafés que tomamos junto com Hannah, as incontáveis conversas no dia a dia, os apelidos, as trapaças e pirraças, porquê me fez crer que você era meu amigo?
_ Porque era a melhor forma de torna-lo vulnerável._ El disse se virando para mim.
_ Eu chorei por você! Eu fui atrás da sua vingança, eu me lamentei a cada segundo por não ser forte o suficiente para te ajudar...
_ E eu sinto muito por isso._ Ele veio ao ataque.
Um soco forte, direcionado no centro do meu rosto. Agarrei com força, segurei apenas com a mão.
Ele estava surpreso, esperava a mesma reação de antes.
Olhei ele nos olhos enquanto tirava a mão dele de perto do meu rosto. Uma lágrima que descia foi secada pela outra mão, respirei fundo.
_ Obrigado pelo presente, irmão!_ eu disse decepcionado.
Ainda segurando a mão o peguei pelo pescoço e o derrubei, no chão dei três socos em sua garganta, uma prensa hidráulica moldava uma peça quente de titânio naquela força.
Com os pés ele me agarrou pela cabeça e me jogou ao chão rolei para longe, levantamos rápido, ele me olhou de longe, segurando o pescoço, com clara dificuldade em respirar. Mesmo assim ele avançou entre uma chuva de golpes uma joelhada no queixo o jogou fez recuar, mas eu segui atacando, em um golpe frontal eu me defendi quebrando suas costelas, quando ele chutou fiz seu fêmur se partir em dois ele agoniava-se em dor mas não parava de atacar, sobre uma perna ele me olhava cansado.
_ Isso é tudo?_ Disse que sem voz.
_ Não passa nem perto de tudo._ Minha armadura mudou de forma uma lâmina como a de Harry me surgiu nas mãos.
_ Vai me matar Karl?_ Ele disse com um tom irônico._ Vai matar o seu amigo El?
_ O El já morreu a muito tempo, eu vou te por no seu lugar!
Ele se defendeu, Pulou com a perna boa para tentar me desarmar, um chute certeiro no punho me deixaria desarmado, se a arma fosse física.
Sua perna passou e antes que pudesse tocar o chão ela se separou do restante do corpo.
_ Aaaaaarg_ gritou de dor quando seu tronco bateu no chão, ele perdeu seu tom irônico._ Acha que me intimida? Acha que acabou? Eu não sou o autor dessa peça seu miserável, eu morro hoje pelo meu amor, e não me importo com isso porque uma hora você também entenderá o que é perder.
Eu o olhei com o máximo de aversão que meu cenho conseguia demostrar, com mágoa no coração.
_ Eu já sei o que é perder e você também saberá!
As nuvens se formaram novamente pelo céu, carregadas com pura energia, um raio desceu suave pelo céu até as minhas mãos ele gritava trovões a todo o país, era o céu esbravejando a sua raiva. A base do trovão entre as nuvens estava cercado pela energia de todo o céu.
_ VOU TE TIRAR..._ Falei esbravejando minha voz com os trovões._ O QUE LHE É MAIS PRECIOSO.
Um clique apenas, eu estava atrás de Thalita segurando a sua nuca com uma das mãos injetando energia o suficiente para desligar todo seu sistema nervoso dali para baixo, e o raio com a outra.
_ NÃO!_ disse Bartolomeu incrédulo, seu corpo se paralisou ficando mole o que sustentava seu corpo era meu braço.
_ NÃO KARL!NÃO FAÇA ISSO!_ El estava forçando a sua voz rouca enquanto tentava se mover em minha direção e me impedir._ Eu suplico!
_ DESTRUIREI TODA A CIDADE!_ Bartolomeu gritou, invocou toda a sua força o chão jorrou Magma de todos os cantos, era possível ver as coisas ao longe saírem voando_ Você não terá onde viver.
_ Sem a sua existência, qualquer lugar é um bom lugar para morar._ Falei._ Você só precisa de um cérebro para continuar vivo, não é isso?
Bartolomeu olhou no fundo dos olhos de El e mudou de personalidade, seus olhos pediam socorro, sua voz era de súplica.
_ EL, ME AJUDE!_ Gritou Thalita.
Quando uma mão tocou a outra a explosão instantânea se seguiu de um silêncio avassalador, nem o vento soprava mais a nuca, agora não existia nem nuca em Thalita para que fosse soprada.
Larguei o corpo no chão.
O céu se iluminou, como as portas do paraíso se abrindo, o feixe de Sol esquentou minha Pele, César adormecera, eu podia sentir o Sol, o arrepiar da pele, podia ser visto e ouvido, eu era um ser comum.
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