44°: "O bendito traidor"

_ O criador E.G. ao seu dispor_ ele disse para Minerva relembrando sua primeira aparição._ Ou Líder, ou o rapaz nas sombras que sempre se escondia, o construtor, o conselheiro do comandante, ou o verdadeiro comandante, Tanto faz. Não me importa como queiram pensar em mim eu sempre quis ajudar a Minha querida Vitória e ao Bart.

_ Um Traidor! Falso amigo.

_ Eu nunca menti sobre nossa amizade Karl. O que você não sabia é que eu deixaria nossa amizade para trás por um bem maior._ ele não tirava seu sorriso do rosto._ Me perdoe Karl, eu adorava aquela cafeteria todos os dias, amei ler suas histórias que me fizeram acreditar mais ainda em Bart.

_ Você viveu a sua vida para me matar.

_ Para o zelo de minha situação, eu não sabia o que era matar quando te conheci, e mesmo após muito tempo acabei esquecendo que esse era meu objetivo.

_ Então você admite que passou todo esse tempo comigo para me trazer a este momento! Para me matar! Que todo esse tempo que passamos juntos você me manipulava com escolhas para que chegássemos aqui.

_ Eu nunca te forcei a nada Karl. Você passou por tudo porquê quis, você apenas aceitou o que eu lhe dei, achava excitação em cada novo brinquedo que eu trazia, não parou para pensar em momento algum que a mesma tecnologia que mudava as condições climáticas poderiam te dar a oportunidade de andar novamente no caso de retirarmos a armadura e você perder o movimentos de seu corpo?

Por um momento me recordei do momento em que ele me dava as opções para tirar aquela armadura de mim.

_ Mas você não teria me matado do mesmo jeito?

_ Talvez sim, mas demoraria mais, você teria mais tempo com seus amigos._ ele fez um sinal se enfatizando._ Não precisaria sofrer tanto, não teria que ver tanta gente queria morrer, não teria me trocado pelo daltônico da rua de trás.

_ Você era insubstituível..._ Eu disse limpando o rosto._ Cada um de vocês, a Hannah e o Polo agora, cada um tinha um lugar especial comigo, mas isso não é a sua motivação.

_Reconheço que senti ciúme. Mas minha motivação está presa entre dois soldados e uma mutação de outro planeta._ Ele olhou por cima de meus ombros._ Ele me prometeu que eu e ela seremos os novos Adão e Eva deste mundo corrompido, ou El e Thalita.

_A promessa de um ser que odeia a humanidade é começar uma nova versão da Bíblia, ele seria o Deus?

_ É uma boa ideia._ Bartolomeu afirmou.

_Chega de Papo!_ El disse. Sua aura vibrou de emoção ele pulou na minha direção e me atacou um soco com a força de um trem bala me acertou na cara. O mundo girou_ Como eu queria fazer isso!

O mundo estava girando, eu não acreditava no que estava acontecendo. Minha mente estava num turbilhão de ideias, as força que eu tinha se iam e vinham, era muita informação para aceitar

_ Venha com tudo aquilo que você mostrou a pouco Karl!_ El gritava eufórico.

_ El..._ Eu o olhei desacreditado ele parecia estar girando.

Um chute de cima na parte de trás do joelho me fez perder o equilíbrio de uma das pernas e cair com um joelho no chão.

_ Porque?_ Eu o olhava atônito, ainda sem conseguir acreditar._ Eu confiei em você até o seu último suspiro, eu te amei como o irmão que eu nunca tive.

_ Wont!_ Tão cínico quanto um palhaço, ele fazia piada de minha dor._ Sabe, você é um fofo.

Um giro de costas e um chute no abdômen, explosivo, me fizeram encolher com os dois joelhos no chão. Eu cuspi sangue, meu nariz escorria como um rio. Eu estava me afogando com meu sangue.

_ KARL REAGE!_ Vitória Gritou desesperada.

_ Ele não tem tempo para isso!_ El voou.

Duas batidas de asas, a dez metros ele se lançou como uma guilhotina em direção ao meu pescoço, sua armadura mudou de forma, ele o formato de uma lâmina indo em minha direção.

O único movimento que eu pude realizar foi o de olha-lo nos olhos, eu chorava, chorava mais do que o céu podia sentir, não havia chuva que pudesse descrever o que eu estava sentindo, a angústia, o desespero, o sentimento de raiva, de tristeza, de negação.

Os sentimentos se misturavam, como sangue se misturava as lágrimas.

Um ataque sem pena, sem hesitaram no momento que ele me olhou nos olhos, sua feição não mudou, sua determinação não mudou, não havia sentimentos naquele olhar, não havia culpa, era o que ele queria.

Me acertou no pescoço, com o cotovelo, fez força em todos os momentos em que estava em contato comigo ele queria arrancar a minha cabeça, a força foi tão grande chegou a gerar uma onda de choque que jogou as meninas para longe.

A poeira subiu

Um momento de paz. O céu se acalmou, começou a perder aquela escuridão em excesso.

Ao longe, foi possível ouvir o latido de um cachorro, provavelmente perdido de seus donos, ou até mesmo esquecido em meio a confusão.

Da poeira uma sombra se levantou, e caminhou em direção a Bartolomeu, que se fincou em um barra de ferro, torcia sangue e não perdia o seu sorriso, não sentia dor.

El apareceu fora da poeira.

_ Vamos, me tire daqui e dê um jeito nessas meninas, elas já estão me irritando._ Disse Thalita.

El terminou a caminhada e puxou O corpo para cima, colocou no chão com cuidado como se fosse uma boneca nova.

_ Odeio essas situações._ Thalita disse._ Não achou que foi muito bruto com o Rapaz?

_ Agora ele vai precisar de lenços debaixo da terra, ele não deveria chorar em batalha._ El disse com desdém.

Gosto de pensar que aqui eu estava desacordado, conseguia ouvir o que acontecia, mas não conseguia me mexer, talvez a pancada tenha quebrado a minha coluna cervical, eu não tenho certeza, eu só podia ouvir os sons e ver escuridão.

Como um raio um chute rápido veio pelas costas do lado esquerdo da cabeça de El. O som abafado significava que ele tinha se defendido com seu antebraço, uma rasteira acompanhou o chute mas foi pulada como fogueira de São João passou por El e foi em direção a Bartolomeu que já estava quase curado de seu ferimento, mas ele foi tão rápido quando, um chute nas costelas mudou a direção de Minerva no chão. Ela rolou para a direita de El.

O que se seguiu também foi rápido, uma sequência de socos e defesas entre El e Vitória se seguiu de um braço puxado por cima do ombro e uma garota sendo arremessada como coco verde ao chão, quebrando duas de suas costelas.

Do outro lado uma sequência de de chutes de Minerva tirou o Equilíbrio de Bart, que levou um chute na cabeça tirou seu queixo do lugar, entretanto em resposta ele segurou o outro chute e quebrou o seu joelho com uma cotovelada.

As duas estavam no chão sentiam dor, era impossível não sentir.

Bart colocou seu queixo no lugar com uma puxada.

_ Elas batem forte, uma pena que sabemos exatamente como batem._ Bartolomeu disse.

_Como o seu comandante nos disse?_ Minerva falou se levantando em uma perna._ " Nossas missões tem tem finalidade de deter o avanço de uma tecnologia que pode prejudicar o mundo, Enquanto não terminarem estarão fadados a tortura de não poderem falar com seus familiares, amigos e conhecidos, Aqueles que desistirem serão mortos". Não foram essas as palavras? Então ou eu morro ou eu termino essa missão.

_ Gosto do seu entusiasmo._ Disse Bartolomeu._ Quebre o crânio dela, ela não poderá se curar assim, nós precisamos de um cérebro para sobreviver.

_ Sim senhor._ O tom de Voz de El mudava ao responder Bartolomeu, não era como se conversasse com a mesma Thalita.

Ele se moveu para ir atrás dela, mas algo o fisgou no chão.

_ Eu sou sua oponente._ Disse Vitória lhe aplicando uma tesoura, empurrando seu abdômen para trás e seu joelho para frente.

Um baque surdo no chão.

_ Caramba, isso machuca o cóccix!_ ele se levantou em um pulo com Vitória ainda segura em sua cintura._ Me pegou de surpresa._ Ele a pegou pelo braço e a jogou no chão novamente, um pouco mais longe dessa vez._ Agora te aquieta um pouco aí.

Ele se lançou em uma corrida, Minerva em um pé só não teve tempo de reagir, umas 20 porradas no abdômen e costelas a fizeram torcer sangue, um coice com o cotovelo, na têmpora a fizeram girar, o chão foi o encontro certo.

Ele ergueu a perna para esmagar a sua cabeça. Vitória a o empurrou novamente segurando seu corpo pela Sintra e o empurrando para trás ela aumentou a pressão do ar o máximo que pode, era possível sentir o pulmão comprimindo. Mas a resposta de El foi violenta. Juntou as mãos como uma maça e atacou a sua lombar, com dois golpes a perna de Vitória perdeu as forças, no terceiro ela perdeu os movimentos.

_ Eu odeio gente irritante como vocês, nunca desistem? Não veem que estão acabadas? Quase não se mexem, estão simplesmente inúteis.

Bartolomeu ria.

_Vamos enterra-las agora._ ele disse sádico.

Eu recuperei a consciência, já estava começando a sentir o meu corpo ouvi uma voz me chamando.












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