42°: "Apocalipse o início do fim"

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Um pouco antes na cafeteria...

Para todos que estavam vendo de fora daquilo, era um pesadelo, um Ciclone no meio do continente, as pedras se tornando magma, chuva de pedras... se não fosse o próprio Apocalipse, Era o Próprio Vesúvio surgindo no meio do continente por simplesmente nada.

As pessoas fugiam da cidade apavoradas, o mais rápido que podiam.

Era o fim do mundo?

Na visão de Pipper agora com as lentes, era possível ver os pontos que se chocavam e giravam uns com os outros, era uma loucura só, ela sentia angústia, mas ela estava ajudando a evacuar a cidade.

Enquanto a correria acontecia na cidade Pipper viu uma alma amiga ee arrastando com algo muito pesado.

_ JUNO!_ Gritou Pipper.

Seu olha não precisou se aproximar mais do que dois metros para perceber que o que ela carregava era um corpo.

_ O que é isso?_ Pipper perguntou preocupada, estava receosa de ouvir a resposta e confirmar o seu temor, mas mesmo assim questionou_ Isso é...

_ É Polo._  Me ajude, precisamos sair daqui o mais rápido possível, essa cidade não vai durar muito.

_ Ele desmaiou?_ Perguntou Pipper já esperando uma resposta pior.

_ Ele está morto!_ murmurou Juno. Não havia força em suas palavras para dizer aquilo em alto e bom som, mas Pipper entendeu apenas pelo seu olhar._ por favor, não quero ter que enterrar um caixão vazio, me ajude!

O pouco tempo que haviam passado juntos havia criado uma certa conexão, seu coração gelou, partiu-se e quebrou-se em um só segundo, lembrou dos últimos momentos com Polo, queria que aqueles fossem momentos felizes, mas a sua mente agora girava na ideia de que não poderia criar mais momentos diversos com ele, que deveria ter aproveitado um pouco mais, o sentimento lhe pesou a alma.

Pipper não tinha tempo para sofrer. Olhou para o céu atrás dos dois e viu o ciclone se desfazer e grandes mão de magma irem em direção ao céu. Ela agarrou Polo junto com Juno e Seguiu viagem, precisavam sair daquele lugar o mais rápido possível.

•••

Aquilo foi a outro nível, eu estava perdido só não sabia o quanto ia piorar daqui para frente.

_ Impossível.._ Eu disse incompreensivo._ É bom saber que eu tenho uma fã e inimiga, mas simplesmente não posso aceitar uma baboseira como essa!

_ Baboseira?_ sua voz continuava a ecoar na minha mente, era forte, trazia em mim uma forte crença em suas palavras._ Tornados gigantes, controle de tempestades, tsunamis, terremotos, asteroides... E você me diz que não acredita nas próprias histórias?

A luta continuava feroz. As mãos gigantes não paravam apenas com raios.

_ É diferente, isto tudo é uma tecnologia, é algo criado por um amigo, existem tantas coisas hoje que foram criadas dessa forma, nada que não possa ser melhorado ou simplesmente inventado para controlar outra coisa maior.

Minerva de cima não estava atacando o que me intrigava muito, entretanto aproveitei o momento para  prestar atenção em Thalita.

_ Você não está errado!_ Bartolomeu dizia entusiasmado._ Somos uma tecnologia, sua história é rodeada de tecnologias, entendo que você não entenda, porque a história que lhe foi passada foram as aventuras de Olati, grandes passeios por reinos, conhecendo anciões, criaturas fantásticas e tudo mais, o que nunca te disseram é que em uma das viagens de 2030 para Marte encontraram um asteroide gigante, com metade do tamanho de plutão 89% habitável, carregando uma estrela fria que garantia que ele tivesse uma atmosfera, que pudesse gerar vida, e que ainda estivesse no espaço habitável entre a Terra e Marte.

_ Essas coisas são Irreais._ a ideia era interessante, mas não se encaixava na verdade, como não saberíamos que havia algo assim?_ minhas histórias baseiam-se em um mundo utópico, onde pessoas podem voar, criar reinos, viver com criaturas místicas que nunca existirão.

_ Eu também não acredito!_ Minerva estava próxima de mim, eu me assustei.

Por um momento achei que ela tinha tentado me pegar desprevenido e me atacar pelas costas, mas a vi atacando Thalita e não soube o que fazer.

_ Agora Amor!_ Minerva gritou, eu me perdi no que ela estava dizendo, quase a ataquei, porém ouvi a resposta da pessoa que menos esperava.

_ Chuva Karl! _ Gritou Vitória que estava viva, de pé e sã, ou quase isso porque seu braço estava muito machucado e sangue escorria por todo o seu rosto.

Eu não entendi o que estava havendo, mas confiava em Vitória, e parecia que eu podia confiar em Minerva por mais que eu não quisesse.

A pressão do ar baixou, o ar a minha volta se tornou humidade, a água escorreu como em uma cachoeira do céu, que mãos de magma começaram a perder movimento e esfriar, viravam pedra, Minerva em um movimento Rápido trouxe todas as suas esferas do céu e lançou contra os braços gigantes que se quebraram rapidamente.

THALITA FICOU SEM PODERES.

Oito raios em sequência a atingiram, a jogaram para longe. O ataque mais rápido foi o de Minerva e Vitória para prender os seus braços e pernas.

Encostei vagarosamente planando, enquanto a chuva cessava.

Thalita estava presa.

Vitória me olhou em súplica para que eu entendesse seus motivos, queria muito matar Minerva e Thalita, seriam dois coelhos numa cajadada só, entretanto tinha uma história muito mais interessante para ouvir agora.

_ Não me importa agora!_ Retruquei o olhar de Vitória_ Eu sei que você está bem, consigo ouvir sua risada em minha mente.

O som daquela voz não deixava de me perturbar.

_ Me conte a história toda!

_ Mas é claro! Você não está errado falou exatamente o que aconteceu, muitas tecnologias e blábláblá._ Ela(e) começou a dizer, sem nem se dar ao trabalho de atuar e mostrar sua dor, era como se não estivesse presa(o), suas palavras fluíam como uma calmo rio em sua nascente._ As pessoas extremamente ricas e amedrontadas que fugiram daqui durante três séculos com medo de uma guerra, com medo de aquecimento global, superlotação do globo e outras histórias contadas criou a famosa crise de Marte do século 21, essa forjou a morte de mais de 3000 pessoas que  disseram viajar para Marte em uma fuga na arca para o asteroide mágico que rodeava o Sol, levaram seus conhecimentos, investimentos e tecnologias.
"Também com o alto conhecimento sobre clonagem começaram a criar espécies fantasiosas e a criarem modos de vida fantasiosos como verdadeiras crianças."

_ Isso não pode ser real!_ Eu movimentava meus pensamentos tentando aceitar todo aquele banho de informações.

_ Mas isso foi apenas no começo, criaturas estranhas foram surgindo, se escondendo entre as novas florestas criadas, as décadas foram passando e eles tinham um mundo completo, cidades subterrâneas, conseguiam extrair energia do núcleo do asteroide que era uma estrela ativa, porém fria de mais para destruir o asteroide. Criaram um reino ao redor dela.

_ O quarto reino dos anões..._ as coisas pareciam se encaixar de verdade com as histórias.

_ Se tornaram anões pela gravidade  gerada pela grande massa de uma estrela, suas peles escuras se davam pelo intenso queimar a que foram obrigados a se adaptarem os trabalhadores do local. Como em qualquer sociedade criaram-se governos, e eles foram controlados e perderam a história de onde vieram, com o passar de mais de um século e meio ninguém tinha ideia do que era a terra e viveram criando novas espécies e criando novas tecnologias.

_ Mas é impossível que tenha ocorrido uma ligação entre a terra e esse asteroide, depois das missões de Marte a vida por aqui parou por muito tempo voltamos a estaca zero em muitas coisas.

_ O problema foi quando voltaram a gerar tecnologias aqui também. A volta da robótica morta em 2405 aqui criou algum tipo de conexão com uma das formas de vida que existiam lá, uma massa burra e sem vida se conectou as ondas emitidas por mídias de realidade virtual que começaram a ser criadas por vocês desse planeta imundo._ Ele era ríspido, odiava realmente o local onde estava._  Elas se conectaram a seus jogos e isso deu vida a elas, elas se tornaram versões de vocês. Enquanto estavam presas e vivendo vidas idiotas vocês não nos faziam mal, o problema veio 12 anos depois, quando o primeiro Otuoc apareceu.
" Ele nasceu fora dos reinos. Encontrou todas as criaturas que foram descartadas pela população, aqueles rejeitados, que não combinavam com o estilo de vida fantasioso de todos os moradores daquele mísero planeta, eu era uma dessas raras perdidas que foi encontrada por ele."
"Ele cuidou de todos nós, e nós aceitou, ele nos comandou. Precisou de muito tempo para encontrar um caminho até chegar a um dos reinos. Mas depois que encontrou o primeiro reino ele se sentiu enojado com aquela forma de viver. Ele criou uma revolta, assim começaram a existir monstros ruins fora dos reinos, e começaram a existir cada vez mais muralhas que nos separavam da vida boa, assim me tornei Rei de uma revolta e surgiram cada vez mais 'jogadores' que vinham nos matar. Depois de algum tempo Olati Surgiu, esse demorou algum tempo para entender o mundo em que estava, mas ele mexeu com todo o ecossistema daquele lugar."

Aquilo me fez entender toda a história  que minha família havia contado, do sumiço de Ogai, das aventuras de Olati e de todo o resto que eu tinha escrito em minhas histórias, fazia muito mais sentido do que eu esperava que fizesse.

_ Eu entendo toda a sua história, mas não há como eu acreditar nela.

_ Não? Eu lhe farei acreditar em poucas palavras._ ele me olhou astuto e sádico._ ACORDE CESAR.

Senti algo ferver dentro de mim. Algo nascer e acordar.

A armadura que me protegia criou vida!

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