41°: Duplas destruições.

Era considerável que estávamos exagerando, mas não existia mais exagero ali.

Aquilo se tornou um vendaval.

Thalita era rápida, o chão explodiu assim que ela ficou visível. colunas de magma saíram da terra. Ela não se queimava, parecia um esquilo subindo uma árvore, pulava de coluna em coluna como um pequeno macaco-prego. Ela dobrava a lava enquanto a tocava e pulava de um lado para o outro.

Ela parecia ser uma malabarista, dava saltos mortais entre as colunas de Lava.

Ela estava se amostrando.

_ Quero que vocês se explodam._ Ela gritou.

Em uma das colunas Ela empurrou e dobrou o magma, ele mudou de direção e veio para o centro do vendaval, o de nós estávamos.

A pressão e temperatura mudou novamente, o ar frio se concentrou na frente, era um escudo, entendi o que Vitória queria.

Uma chuva forte se concentrou ali. Uma parede de pedra surgiu, ela caia como uma geleira sendo formada no ar.

A fumaça subiu branca e grossa.

_ Sentiu a minha falta? _ Thalita gritava a Vitória.

Vitória estava irritada, mas não falou nada.

_ Eu sinto sua falta, não tinha mais com quem conversar, as vezes eu provocava Minerva, mas ela só falava de sua mulher e blábláblá, eu não aguentei.

_ Espero que não precise mais ouvir sua voz.

_ Não fale assim Mona. _ Thalita estava rindo._ e nossos momentos juntas? E todo aquele sabor das viagens, os risos que passamos juntas.

_ Eu nunca gostei de você_ Vitória estava com o cenho cerrado.

_ Vai se Fuder Thalita, espero que eu treinasse pegue o no fogo cruzado!_ Minerva gritou lá de cima.

_Esplêndido! Você está me ouvindo também princesa? Estou tentando enganar ela, para ver se ela vira a casaca novamente._ Thalita gritava a plenos pulmões.

_ Sabe que nós te escutamos não é?_ Vitória disse.

Ela fez um gesto de deboche.

_ Ninguém nunca gostou de você Thalita!_ Minerva gritava.

_ É por isso que eu prefiro Vitória!_ Ela disse cínica.

_ A relação de vocês sempre foi assim? _ perguntei a Vitória em meio a discussão.

_ Na verdade nós gostávamos muito dela e sentíamos pena de suas histórias, mas depois que analisamos o que ela falava para todos, descobrimos que ela é totalmente controvérsia e controladora, fazia de tudo para que todos gostassem dela e a dessem total atenção.

_ É mentira, eu era uma menina pequena quando meus pais morreram em um acidente, meus pais foram assassinados e eu me tornei órfã.

_ Você não tinha sido criada pelos seus tios porque seus pais se recusaram a cria-la?_ Disse Minerva aos berros.

_ E a mim ela contou que nem sabia quem era a família real._ Me contou Vitória.

Ela deu um sorriso confuso.

_Eu chorei tanto quando eles morreram nos meus braços.

_ Ela me parece sofrer...

_ Não acredite nessas cenas, exploda-a o mais rápido possível._ disse Vitória.

_ Eu não gosto de você Karl! Sua família é uma miséria.

_ Em?_ Fiquei confuso, eu a conhecia?

Ela pareceu se enfurecer sem razão alguma.

Pulou de coluna em coluna novamente.

_ Ótimo._ disse Minerva._ Acabou a conversa.

Minerva começou a agir também. As estrelas cadentes se tornaram cada vez maiores, era um ataque duplo.

Thalita veio primeiro, seu ataque foi direcionado, várias colunas se moveram de uma vez, foram em direção a Vitória, de um pulo para outro perdi a visão que eu tinha dela.

Tentamos fazer a mesma coisa de antes para conseguirmos parar os fluxos de Lava, infelizmente foram  muitos de uma vez, um passou pelo redemoinho, o primeiro a entrar rasgou o ar como um tecido velho e maltrapilho, Vitória se assustou.

Sua força voltou-se para o lado esquerdo onde havia uma brecha em nossa proteção. Um corte cirúrgico  e não havia nada mais entrando. Infelizmente Thalita já estava dentro.

Thalita era astuta,  se fez de boba e conseguiu entrar em nossa defesa, ela também era extremamente rápida, seu pulo alcançou Vitória rapidamente, sua armadura transformou- se em uma grande lamina curvada como uma foice  Junto a sua mão. Ela tinha a guarda aberta, mas usou Vitória de impulso, mandou um beijo debochado e deu mais um pulo, ela estava vindo em minha direção.

Me preparei para sua chegada, só não esperava ser atacado dos dois lados. Enquanto eu olhava Vitória subindo uma pedra do tamanho de uma bola de futebol passou perto da minha cabeça, Minerva estava muito perto agora as pedras que por ela passavam mudavam de direção e  vinham ao meu encontro.

"Porrada nelas é auto defesa agora." Pensei criando um momento de aceitação.

Thalita chegou em minha altura, fez um movimento de união com as mãos, as colunas de magma vieram todas em nossa direção. Consegui desviar com um salto para trás, ela se apoiou e ficou de pé em cima da sua plataforma de magma quente, ele estava fumegante, sua aura se movia como a fumaça que deveria sair enquanto o calor mostrava ondas visíveis.

Com as assas planei no ar e fui em sua direção, as pedras não me permitiram aproximar. Uma chuva de pedras criava uma cortina entre eu e Thalita.

Eu estava me irritando.

_ Respira e usa os Raios._ gritou Vitória.

Olhei de relance a moça lá embaixo, ela continuava controlando a pressão do ar, agora Thalita não estava mais do lado de fora de uma parede, mas estava presa dentro dela comigo, ela estava no olho da tempestade, olhando para o causador dela, ainda estávamos trabalhando em grupo. Ali dentro podíamos lutar a sério sem que a cidade fosse totalmente destruída. Isso clareou minha mente, respirei fundo.

_ Vamos lá.

Avancei novamente, outra chuva de meteoritos, veio em minha direção, dancei como o vento, um giro e uma perna alta criaram um chute cheio de energia destruí as "bolhas de pedra" com um chute que mais pareceu um giro de balé, conceitual e artístico.

Quando terminei o giro pequenos raios estouraram as pedras que ainda me rodeavam. Com concentração e foco em Thalita fiz um movimento de giro com os braços como de um mergulho e quando os braços se encontraram novamente a energia estava toda focada nas palmas da mão.

Thalita olhava atônita, não esperava uma aproximação tão rápida, as informações que tinha de mim não eram tão atualizadas, ela estava em desvantagem naquele momento.

Com um movimento na velocidade de um raio toda a energia foi em sua direção, consegui sentir cada nervo do meu corpo sendo ocupado pela energia pura dos raios que me fisgavam a carne e atravessavam o meu corpo, quando o braço se esticou por completo na direção de Thalita foi uma explosão única, minha aura quase foi salgada pela minha própria energia. BOOM. Ela estava no chão, não houve tempo de resposta.

Não existia compaixão.

_ Segure-a Vitória!_ gritei._ Vou atrás da outra.

Me virei, as asas gritavam de euforia como a armadura, eu não sentia nem um pingo de cansaço. Fui em direção a Minerva.

_ Termine seu serviço idiota!_ Disse Minerva acumulando cada vez mais corpos celestes aí seu redor, sua armadura criava pequenas linhas que tocavam vez ou outra suas orbes mais próximas, como uma bobina de Tesla.

_ O que acha que está fazendo Karl?_ disse Thalita um tanto quanto ofendida._ Acha que acabou assim?

Ela ainda estava dentro do tornado.

_ Nada acaba enquanto você não estiver morto!

_ Pare Thalita, você não vai passar de mim!_ Vitória disse com a voz forte.

_ Meu objetivo não é você!_ Disse com desdém_ Vacilei em pensar que você seria fácil, esqueci o nome que a sua família trás!

O que minha família, quase extinta, tinha haver com tudo aquilo eu não fazia ideia... eu só conseguia pensar que ela havia me confundido, estava delirando e criando mais uma história, ou apenas me marcou por alguma história idiota.

_ Ei! _ Vitória quase se irritou._ Não está me ouvindo?

_ Ah, cale-se garota!_ ela mudou a forma de agir, não estava mais sendo estúpida como antes.

Thalita fez o chão esquentar e tremer de uma vez. Duas grandes mãos de magma surgiram da terra, não eram apenas colunas ela as controlava com ainda mais desdém, não estava fazendo esforço ela tinha controle total da sua armadura.

Com um movimento ela derrubou Vitória do ar como um besouro irritante que roda aos ouvidos.

Depois seus olhos me ficaram e ela lançou uma das mãos fervente fervente minha direção. Nossa proteção para a cidade se desfizera, entretanto isso significava mais movimentação e velocidade para mim, desviei, a outra mão vinha rápido pelas minhas costas, por puro instinto eu pulei para trás, passando por entre os dedos da mão gigante.

A curiosidade me bateu.

_ O que quer dizer com o nome que carrego?

_ Otuoc, seu desgraçado!_ Ela estava nervosa, seus sentimentos estavam a flor da pele e mesmo assim ela controlava aqueles braços gigantes como se não fossem nada._ Não finja que não entende o que está acontecendo, pare de mentir, você sempre soube de tudo, não reconhece a espécie que você escreveu por tanto tempo? Queria ter conseguido te matar de primeira.

Eu estava perdido do que ela estava falando? Ela acreditava nas histórias que eu havia escrito era isso? Achava que algo do que eu tinha escrito era real?

Eu desviava de  seus ataques que vinham seguidos um do outro.

_ Não estou te entendendo! TUDO o que eu escrevi até hoje foram apenas as histórias que me contavam para dormir, nada é real! São apenas histórias infantis.

_ Histórias infantis não tem monstros reais Karl!_ O tom de sua voz mudava junto com cada palavra de sua frase, engrossando e se tornando cada vez mais densa ecoando pela mente, como se eu estivesse ouvindo ao meu sub consciente, uma voz conhecida manejada entre minhas lembranças, mas não era a lembrança de algo real._ Não lembra da sombra do irmão perdido? O Próprio Bartolomeu Primeiro? O Único e supremo rei?

PELOS DEUSES... eu estava me sentindo em um momento de déja-vù. Tudo aquilo era ridiculamente estranho, estúpido, e inaceitável, ERA MUITO MAIS Idiota do que eu conseguia acreditar.

ELA(ele) ERA O VILÃO DE MINHAS HISTÓRIAS, PORÉM O QUE MAIS ME INTRIGAVA É QUE AS PALAVRAS DELA, A SUA VOZ, A SUA FORÇA TUDO ERA EXATAMENTE IGUAL AO QUE EU HAVIA ESCRITO.


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