33°: "Fulga?"
Durante a noite fomos ao seu quarto, dormimos juntos, aqui reside o chamado "erro do ficante", mas não entraremos em detalhes deste assunto em questão.
Acordei, mais vivo do que estive no ultimo mês, na verdade acordei mais vivo do que estive durante muito tempo. Era quase como se eu escrevesse poesia com o olhar, cada coisa que aparecia na minha frente se transformava em algum tipo de rima, era incrível. Queria que aquilo durasse por mais do que uma manhã, queria que aquele sentimento revigorante durasse uma vida, infelizmente ele só ia durar até o meu próximo pensamento.
Eu queria fazer acontecer toda aquela paixão, aquele amor jovem recém descoberto. Então eu estava parado na cozinha dela, olhando para a luz que entrava na casa.
_Voltou a ficar perdido Karl._ ela me olhava da porta_ o que houve.
_ Nada, estava com a mente vazia, vagando pelo mundo das ideias._ respondi sereno.
_ estava pensando no que pode acontecer se você se juntar a mim agora._ ela encostou do meu lado._ está pensando que se começarmos um relacionamento agora, você não vai saber mantê-lo, que talvez aconteça algo comigo.
_ Você não está totalmente errada,_ eu divagava, pacifico_ Eu realmente estou com medo, perdi o que eu considerava família a pouco tempo. uma relação agora seria um pouco assustadora, quero fazer isso acontecer, mas não sei se você iria ceder a essa loucura que eu me tornei. Se nada tivesse acontecido a alguns meses, você seria a perfeição em forma de pessoa, algo em que eu com certeza iria me regozijar, mas...
_Não crie poréns, eu já entendi!__ ela não estava satisfeita com a resposta, não era um sim nem um não_ entenda, você já conhece minha história, sabe o que eu passei e lutei pra estar aqui, você foi a primeira pessoa que conseguiu me trazer paz depois de tantos devaneios pelos quais passei nessa cidade, você não tem noção de como este mundo machista priva uma mulher de ter algo, o quanto eu tive que brigar pra ser a médica que sou, pra ser respeitada por meus colegas de faculdade, de trabalho, não nascer homem me impediu de conquistar muito que eu queria ter conquistado, entretanto, não deixei me abalar por todo este mundo, e você se mostrou uma pessoa diferente de todos que eu já conheci, você me olha diferente, você ouve, Não sei o quão diferente é, mas quero te conhecer melhor, e espero que você se abra a essa experiência.
_ Eu acabei de passar por muita coisa Hannah, na minha cabeça eu vi meu amigo sendo jogado em uma fenda gigante, enquanto eu lutava contra duas pessoas que voavam, e eles vão voltar._ e Se quiserem tirar você de mim agora? ou Pipper? Ou mesmo o Polo?_ É tenebroso pensar que vocês não estarão aqui amanhã para poder me animar e me levar para tomar um café, como foi com Hannah e agora como El. Quero poder resolver isso tudo , descobrir porque isso tudo teve que acontecer antes de me permitir amar. Eu errei em colocar uma armadura no início disso tudo, a ideia de que isso foi minha culpa, paira sobre a minha cabeça a todo momento.
_ Então o que pretende fazer?_ Juno estava preocupada_ pretende ir a vingança com tudo? A vingança é uma maldição Karl, ela nunca lhe permitira ter um final feliz.
_ Mas me satisfará pelo pouco momento em que eu tê-la.
_ Esqueça de tudo isso, nós podemos procurar outro lugar._ Juno parecia já ter premeditado aquele momento_ falei com Pipper e com Polo, os vínculos que eles tem com a cidade são puramente profissionais, nós podemos fugir ir a algum lugar diferente.
_ Eles são soldados, são treinados para destruir nações. não acha que eles nos caçariam?
_ Se viessem atrás de nós iriamos a outro lugar.
_ e todas as suas conquistas? e seu trabalho e todo este espaço que você conquistou?
_ Sou materialista, confesso que não é uma escolha fácil, mas tudo o que realmente importa para mim caberia em uma bagagem, tudo que me trás as lembranças boas que vivi podem ser levadas comigo_ o que acha? nós quatro podemos viajar o mundo, conhecer tudo.
_ Me parece loucura. Este é o nosso local, se não fosse pela nossa cidade nenhum de nós teríamos nos conhecido, não vou esquecer todas as pessoas que moram aqui, não vou deixar a minha e a história de meus amigos para trás.
_ Você não vai muda de ideia não é?
_ De forma alguma.
_ Então não ficaremos juntos nessa vida?_ ela estava frustrada, tinha a resposta, era um não.
_ Ficaremos se sobrevivermos a minha vingança, e me guardarei a você até que isso aconteça, se você quiser.
_ Não me faça cria expectativas em um sonho inevitável.
_ Não será um sonho se você continuar a me apoiar, e a enfaixar minhas feridas. _falei om um sorriso._
_ Não sei quanto tempo eu ainda aguentaria disso, odeio te ver se machucando.
_ Parece que fomos de zero a cem muito rápido._ eu ri._ Estamos tendo uma discussão de casal dois dias depois de você me tratar pela segunda vez.
Ela se fechou.
_ Se nosso relacionamento depender de quantas vezes você se fere e vai no hospital, eu não quero que ele continue.
_Bem se depender disso ele vai evoluir bem rápido._ falei brincalhão_ E achava que era falta de ética namorar paciente.
Ela deu uma risada.
_Você é um idiota, isso sim._ ela cessou a risada_ é sério Karl, pare de se machucar, você pode acabar não indo para o hospital na próxima.
Este assunto parou ali, não tinha mais o que se falar. O Karl de agora queria apenas enterrar seu outro amigo.
Eu não tinha para onde ir naquela cidade, entretanto não poderia ficar na casa de Juno pela vida toda. Eu saí esperava encontrar aquele repórter e afundar a cara dele na lama. felizmente, para o repórter eu não o encontrei.
Passeante, rodei a cidade, fui reconhecer a cidade destruída, pela primeira fui para praça que ajudei a destruir, antes que eu chegasse de fato já pude observar alguns detalhes, as casas tinham pedras negras de vários tamanhos espalhadas, entre a calçada, a rua e a frente das casas. Muitos telhados estavam sendo refeitos, outros ainda estavam muito destruídos, algumas janelas estavam cobertas com lonas, provavelmente haviam quebrado também com os estilhaços dos meteoros. Quanto mais perto da praça maiores eram as destruições, e maiores eram os pedregulhos negros.
Ao chegar na praça era possível ver logo de cara, uma enorme pedra dividida em duas no centro da praça, fui o mais próximo que pude, as pessoas me olhavam, seus olhares eram de extrema desvalia, não pareciam satisfeitos com minha presença.
Tinham muitas pessoas, turistas, os quais não sabiam quem eu era, mas ainda assim as pessoas que sabiam quem eu era, me olhavam e faziam mil e um comentários.
Aos olhares relutantes eu neguei resposta. Continuei no meu caminho, fui próximo a pedra, já abandonada pelos estudiosos, agora venerada pelos curiosos, eu ainda sentia o peso daquela rocha nas minhas costas, continuei andando, a praça se movia aos poucos, pelo grande movimento de pessoas. Não muito longe dali eu vi o buraco que iniciou toda aquela briga e me encostei nele, estava vazio, as pessoas se importavam mais com as coisas gigantes que estavam em pé.
Dentro da cratera eu pude ver uma marca, algo não muito expressivo, parecia um pouco com marcas de uma das destruições, mas por está vazio deveria gerar uma curiosidade no público, dentro o que parecia uma sombra de queima de uma pessoa, um pouco mais escura do que o resto do buraco.
_ Era uma pessoa..._ eu disse com censuro.
_ Um dos meus melhores amigos._ disse uma voz triste que parecia a minha coincidência pesando.
Me assustei imediatamente. Virei quase que me armando, decapitaria a pessoa se ela parecesse um pouco com Harry ou com Minerva.
Ela era totalmente diferente. seus cabelos negros chegavam a metade das costas, eram extremamente lisos. Ela era uma moça magra e asiática, usava salto, estava um pouco mais baixa que eu, suas roupas eram desgastadas, sua pele era delicada, mas seu corpo com certeza era mais forte do que o meu. Ela tinha um olhar afugentado, queria estar em outro lugar, ou queria outra companhia com ela.
_ Quem é você?_ perguntei já insatisfeito com a presença surpreendente daquela mulher misteriosa.
_ Sou uma turista_ ela me olhou, claramente eu estava inconteste com a resposta não tão reveladora_ Sou melhor amiga da sombra que você ver no fundo desta cavidade.
_ Você é um Soldado?_ disse já quase acionando a armadura.
_ Sim, Como ele era, mas não se preocupe, não vim buscar a sua morte.
_Me Prove, ou morra._ eu tinha ira na voz.
_Você lembra da chama azul? Que você viu queimar antes de todo aquele desastre? Ele se chamava Carlos._ ela disse tirando uma corrente militar chamuscada do bolso e me entregando._ Carlos foi a única família que me sobrou, ou que tinha sobrado, eles me privaram de ver a minha mãe, em leito de morte, ela teve câncer de intestino, eu entrei em missão antes de saber, como fique presa a isto desde que entrei não tive como me despedir, quando eu soube que ela morreu eu estava destruindo a cidade.
Os olhos dela pareciam o mar de um mundo terra-planista, prestes a cair em uma cascata, mas ela segurava a emoção de uma forma que a voz nem falhava.
_ Me explique melhor, para mim você só mostrou uma corrente queimada._ eu estava sendo frio sim, mas os outros haviam matado a "minha família".
_ Karl. Eu não tenho a intenção de te ferir, Minerva matou a única pessoa que me apoiou depois que eu descobri que tinha jogado o hospital em que minha mãe estava no ar.
O coração pesou, infelizmente pelo que parecia ela ainda era uma soldado, e pior do que uma soldado, ela era capaz de destruir cidades completas.
_ Eu compreendo a sua falta de compaixão momentânea, eu também me senti assim._ ela falou_ o que estou querendo provar, é que eu não sou uma pessoa ruim, fui coagida a ser, não destruí um hospital porquê era divertido, eu queria ver a minha mãe, a mesma que eu devo ter jogado aos céus. Carlos me apoiou depois que eu fui atrás da minha mãe e descobri, depois disso eu desertei e comecei a fugir pelo mundo, infelizmente Carlos recebeu a missão de ir atrás de mim, de me "desativar", ele recusou, no militarismo isso é um crime, porém no militarismo secreto isso é simplesmente a morte. Ele destruiu uma cidade com um tsunami em uma discussão com o comandante, logo após ele tentou desertar. Na fuga Minerva encontrou ele aqui, e lutou com ele até sobrecarregar a armadura e fazê-la implodir.
_ Você não está com eles?_ eu observava, ela tinha tido chance de me atacar pelas costas, não parecia mentira.
_ Nunca quis está, na verdade, a maioria de nós foi designado para nos tornarmos super soldados sem vontade própria, éramos os melhores dos melhores, os mais obedientes e inteligentes. Nos tornaram apenas mais fortes._ ela parecia indignada.
_ Você busca vingança, contra Minerva?_ Eu me interessei.
_ Eu busco vingança contra todos que se aliam as ideias do comandante.
_ Então vamos a outro lugar, precisamos conversar melhor sobre.
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