29°: "Fendas profundas"

Minerva passeava pela cidade, louca de desejo de encontrar seu último lutador, aquele que a derrubou dos céus, ela não tinha nada além de ego, e este sendo fétido, ela só sentia ódio em seu peito receoso.

A história de Minerva não seria tão diferente da de seu parceiro Harry, ela precisou pensar em sua Mulher para realizar cada missão, mas diferente do outro ela só pensava em exterminar, não sentia culpa, seu ódio por ter que realizar aquele trabalho acrescia seu interior magoado por não poder ver e tocar em sua amada. O simples fato de ainda existir uma missão a deixava farta.

Sua primeira destruição nos campos da oposição do governo atual que matou os amigos de Polo foi de certo algo irritante para ela. Não se importava com o que estava fazendo, só odiava ter que ainda ter o que fazer.

Enquanto caminhava olhava para todos esperando encontrar algo que sugerisse onde estava o rapaz dos raios. Além de procurar o resultado da sua, última missão concluída... O soldado de armadura Azul.

Não muito longe dali, Harry estava escondido, tudo que ele fazia era esperar, estava somente parado escondido, querendo s oportunidade perfeita para poder fazer seu ataque surpresa.

Eu longe dali corria aumentando minha velocidade além do limite. Minha velocidade aumentava a cada Vez que eu corria, a armadura tinha uma ótima recuperação física que fazia o corpo melhora sempre que se treinava algo novo.

Comparado a última luta estava com um condicionamento físico extremamente avançado. Fazia coisas que eu nem imaginava que poderia fazer antes. Fazia livremente já que ninguém me notava fazendo coisas estranhas na rua.

El estava em casa ainda, estudava formas de conseguir melhorar a armadura e depois tira-la de mim.

Uma fileira de domingo se formou. Um único sopro e todos se derrubariam causando o fim esperado as coisas só estavam esperando para acontecer a partir desse momento tudo e questão de tempo.

Hoje eu treinava o que podia com os cabelos soltos, o corpo suava de uma forma tremenda, o escritor que esquentava cadeira todos os dias estava agora correndo e pulando muros como se fossem pequenas pedrinhas de rua.

Em meio a toda essa energia e esse treinamento que alimentava o corpo a mente estava exausta. Eu estava num pico criativo que me fazia querer escrever pelo menos 100 páginas por dia, infelizmente sempre que eu me sentava eu lembrava de minha amiga e voltava a correr, bater, pular e treinar.

Me sentia bem.

O meu telefone tocou. Porque eu ainda carregava aquilo?

_ KARL, PRECISO DE VOCÊ. AGORA! _ Era o número de El, a voz também era dele. Eu sentia falta de ter meu amigo.

Não demorei a mudar a direção e ir para a casa de El.

Não sabia o que tinha acontecido, preferi não perguntar. somente continuei a correr até chegar na casa de El, as minhas pernas doeram de tanto acelerar. Não demorei dez minutos para conseguir chegar, entrei sem perguntar se podia.

Abri a porta ferozmente com uma porrada de massa ar, a porta abriu antes de eu chegar. Entrei com a mesma velocidade da rua na sala de El.

Na mesma velocidade que entrei El apareceu, sua armadura ativada e ele segurava uma espécie de espada que ele apontava para o meio dos meus olhos. Parei antes que ele atravessasse meu crânio.

_ Caracas, era um centímetro para morte!_ Falei olhando para a lamina esperando estocar-me.

_ Não sabia que era você, esperava outra invasão de Harry._ El disse abaixando sua arma. Sua aparência era horrível. O mesmo tempo que passei treinando ele passou aperfeiçoando a armadura. Estava com a barba por fazer, cabelos e rosto sujos e bagunçados._ Senti sua falta irmão._ El me deu um abraço apertado._ A quanto tempo estamos sem se ver?

_ Desde o ocorrido._ Eu disse não tão animado.

_ É verdade._ Ele disse tão desanimado quanto._ Mas mudando de assunto, você me parece maior, mais forte.

_ Andei fazendo uns exercícios.

_ Cuidado amigo, essa vida de exercícios e testosterona vão acabar estourando um músculo seu._ Falou brincando.

Eu ri.

_ Você me fez atravessar a cidade correndo para dizer que estou tomando bomba?_ O encarei fingindo estar sério.

_ Na verdade achei que você precisava comer algo._ Ele disse me convidando a ir a sua cozinha.

_ Você não parece o tipo de pessoa que estava fazendo comida._ Respondi olhando para sua face cheia de graxa.

_Na verdade..._ Disse ele entrando na cozinha_ eu pensei que você pudesse fazer algo comestível.

A cozinha era bonita, tinha um estilo diferente da casa rústica, ela era minimalista em tons metálicos e pretos tudo se acendia ao toque, a geladeira fogão e outros eletrodomésticos pareciam não existir por estarem imbuídos no armário e serem exatamente da mesma cor e forma dos móveis. Um pequeno cacto se sobreponha a mesa de quatro cadeiras que ficava esticada na parede junto a janela, como um balcão de lanchonete.

Fora a singularidade do local dava para ver em cima de tudo uma fina camada de poeira, como se não tivessem mexido a algum tempo naquela cozinha.

_ Você nunca limpou essa cozinha, não é?_ falei passando o dedo onde a geladeira estava, ligando o seu painel externo.

_ Não tive tempo de limpa a geladeira não senhor geladeira._ El exagerava.

_ Não estou tão enorme assim._ meu corpo apenas tinha ganhado forma, se definido._ Mas estou falando que a cozinha toda está suja, o lugar parece que não é usado, o que você fez nos últimos dias?

_ Sim.. É exatamente disso que quero falar.

_ Então não me chamou para comer?_ fingir está triste_ que bom, seria decepcionante se fosse.

El abriu o armário pegou uma sacola de rosquinhas, e me levou para sua oficina.

_ É claro que te chamei para cozinhar para mim, _ disse ele sorrindo e logo depois mudando sua expressão para algo mais sério_ mas temos algo importante, para fazer antes, espero que haja tempo.

_ Você também sentiu não foi?_ eu disse me adequando a sua expressão.

_ Eles logo chegaram, estão esperando a oportunidade._ El disse com uma rosquinha na boca.

Entramos em sua oficina, pouco iluminada, apenas os balcões cheios de projetos organizados e espalhados, mostravam o corpo humano, ou o corpo da armadura, coisas misturadas, umas em cima da outra, sobre mesas luminosas, desenhos pela metade, desenhos do interior, desenhos de armas.

As armas eram interessantes, pareciam sair do corpo.

_ O que é isso?_ perguntei pegando um desenho de algo que parecia uma lamina que saia dos braços e mãos.

El mexia em algo, parecia procurar alguma coisa.

_Espere_ falou de boca cheia,_ tem muito tempo que eu não como algo, me deixe comer que eu lhe explico.

    Não me olhou e continuo procurando algo dentro de seus armários.

    Ele achou algo e colocou em cima da mesa, logo em seguida mais alguma coisa, e de novo algo diferente.

     Enfim ele se levantou e me olhou. Estava terminado a última rosquinha do pacote.

    _ Esta preparado para a grande novidade‽_ disse empolgado.

    _ Se me explicar e for algo bom, sim estou preparado.

    Ele apontou para o próprio braço a aura da armadura ativa que o rodeava empolgada começou a tomar uma direção única e se juntar a sua mão criando uma espécie de lamina que emanava de seus braços.

    _Se lembra do momento em que entrou pela porta e lhe apontei uma lâmina? Você se quer reparou que ela fazia parte de mim, reparou?_ Ele dizia mostrando seu novo braço-espada. Basta fazer esse movimento  de esticar os dedos e você cria uma lâmina com o seus braços.

    Fiquei perplexo, era incrível ver aquilo,  ele tinha uma arma nas mãos, literalmente, o brilho vermelho amarelado da aura que se transformava em uma arma era lindo como um amanhecer.

    _ Você pode fazer isso para mim? _ falei encantado com aquilo.

    _ Já fiz, ou você acha que eu ia lhe chamar sem ter algo concreto para te mostrar? Está louco? A última vez que isso aconteceu você saiu voando pela cidade._ ele me deu um tadinha no ombro. Eu dei uma boa risada com ele.

    _ Não foi exatamente por isso, mas sim, estamos de acordo que não foi legal.

    Ele pegou as três peças que tirou do armário.

    _Esta daqui você já conhece. É o mesmo que usei para atiçar a armadura._ Ele disse mostrando a mesma máquina de produzir luz que usou antes, e montava rapidamente outra máquina com as outras peças criando uma espécie de luz que piscava Rapidamente. _ As outras são adeptos. Pense que vai doer como uma tatuagem, mas uma tatuagem mais dolorosa, e mais rápida.

    _Então não vai demorar!?_perguntei.
   
    _ Não, mas vai ser extremamente doloroso._ ele respondeu sorrindo malicioso.

    _ Se essa é a resposta boa eu não sei, mas vou aceitar.
   
    Ele me pediu para virar o braço. Pareceram que formigas cortadeiras né mordiam a cada agulhada que eu recebia na minha pele eram pelo menos 10 agulhadas por segundo, uma mais dolorosa que a outra ele descia meu braço com a máquina, olhei por cima do ombro, não tinha agulha nenhuma, a máquina emitia luzes que pareciam pregar uma a uma. minha pele e minha aura, pareciam se ligar  ainda mais, a aura se movia, mas agora estava quase como na pele.

    _A mesma resistência que a armadura tem ao te proteger, pode ser usada para atacar._ El explicava enquanto passava por cima do meu cotovelo._ Ela não tem consciência, mas ela sente que deve te proteger para se manter, é como uma simbiose, por isso ela reage a seus sentimentos mudando sempre a forma, a velocidade e a intensidade com que se move. Agora que está sentindo dor e agonia ela se move desregulada e sem fluxo claro.

    _ Por isso quando lutamos ela parece queimar e brilha como uma estrela?

    _ Isso, ela sente a adrenalina, se empolga, é como um ser vivo, gosta de lutar,quando sente outra aura próxima tão empolgada quanto ela, a armadura se acrescenta em poder_ ele disse já próximo do fim do braço._ pronto vire, o outro agora.
   
    Virei o corpo e estendi o braço a ele.

    _Já tinha visto algo do tipo acontecendo, em outras situações.

    _ Não é difícil de acontecer, é até comum na verdade.

    As pontadas ardiam, era como centenas de Abelhas atacando a pele.

    Ele não demorou muito, finalizou o outro braço, como uma tatuagem pequenas faixas surgiram a cor da armadura, entre as faixas que se seguiam de um lado sim e do outro não revezando, pequenos pontos surgiram, eram as marcas da agulha.

    _É uma boa marca para se ter,_ disse El._ Parece uma boa pintura de tribo.

    _ Gostei!_ eu disse animado.

    _ Que bom, porque é permanente._ Ele disse mostrando os dois braços marcados, El tinha boa condenação com ambos os braços, o que lhe permitiu criar com as duas mãos._ Eu tenho um presente pra você, mas tu só pode abrir na porta de sua casa.

    El deu uma risada maliciosa.

    _ não parece coisa boa_ eu disse rindo, ele tirou uma caixa de dentro da gaveta e me entregou.

    _Isto é um presente para ti, espero que você goste, mas não abra agora, espere chegar a casa e abra em frente a sua casa.

    _O que é? Uma bomba? Sabe que a nova atualização me da braços lâmina e ñ peitoral de aço não é?_ eu ri dele que fez cara de desdém.

    _ não vou explodir sua casa ela é linda, tão linda quanto a minha na verdade._ ele deu uma boa risada.

    A armadura ardia em meu corpo, como uma febre de 60 graus.

   _É comum que melhorias aqueçam a pele_ El falou. Observando o meu incômodo com a novidade.

    _ Ótimo, agora sou um motor de aquecim... _ não consegui terminar a frase, o coração apertou, a casa inteira começou a ranger e tremer, poeira caia do teto e do canto das paredes, as coisas de El sobre a mesa vibravam e se mexiam caindo uma por uma no chão.

    _ Não teremos mais tempo de conversar_ El estava abalado, ele também sentia que estavam muito perto_ imagine que uma lâmina esta saindo da suas mãos, como um homem espada, assim você poderá usar a lâmina.

    Ele mostrou formando a lâmina sob seu braço, não demorei em fazer o mesmo.

    _ Agora é uma péssima hora Karl, mas tenho que te dizer._ o tremor irrompeu o chão rasgando-o aos poucos,  a casa de El se abria, a oficina escura deu lugar a luz do dia que entrava pelas frestas que abriam, a escuridão descia na grande fenda que se abria em nossos pés._ Eu sou culpado por isso tudo, eu sou o criador desses soldados.

    _ Eu já sabia._ Respondi, era claro desde o início não foi nada escondido, sei que você é o criador disso tudo.

    El fez uma cara de decepção, como se pensassem outra coisa.

    _ Eu gostei de saber disso._ uma linda morena se prostrava em cima da casa de El, que agora tinha uma abertura se fazendo no telhado. MINERVA ESTAVA AQUI.

    _ ESPERO QUE VOCÊ VENHA CONOSCO_ disse o rugido de Harry que vinha da agora da Fenda profunda que dividia a casa de El.

    O dia já formava as nuvens da próxima tempestade.

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