20°: "Chuva e Tempestade"
_Preciso ir agora_ eu falei abrindo a porta saindo e voando de volta a praça.
_ KARL! KARL!_ GRITOU HANNAH_ VOLTE JÁ, NÃO SAIA.
Com a última palavra as assas bateram e eu subi mais rápido que um caça. O vento cortando ao meu redor trazia uma forte euforia, o sabor da adrenalina cercava meu corpo e fazia meu coração palpitar, sentir a armadura vibrando em minhas células e o corpo se iluminou com um brilho forte de cor cinza.
Senti que podia controlar cada sentimento de humidade, eletricidade e ar entre o chão e as últimas nuvens. Voei para as nuvens e logo depois até em cima da praça parando a uma altura enorme e sentindo todas as direções de ventos e correntes de ar.
_ Eu posso ser mais do que uma chuva de tristeza_ eu falei olhando para a chuva de meteoros que vinha as minhas costas, eram nove no total e vinham todos em direção a praça._ vou destruir cada um de vocês antes que toquem o chão.
Me virei de costas novamente, senti cada corrente que passava suavemente por mim e as segurei nas mãos como cordas puxando-as firmemente para mim os quatro ventos de todas as direções seguiram o comando vindo para mim formando uma rápida e enorme tempestade com nuvens Cumulonimbus que se juntaram e rapidamente fecharam os céus, as minhas costas o centro de um enorme redemoinho se criou foçando a pressão do ar naquele centro tornando a atmosfera pesada, os pelos dos corpos das meninas na casa de El se arrepiavam assim como o de todas as pessoas nesse perímetro.
Era notável a energia que se acumulava em cada milésimo de segundo que se passava.
_ MINHA CIDADE NÃO VAI SER DESTRUIDA!_ gritei para que pudesse passar os som das fortes rajadas de vento, entretanto o som da minha voz saiu com uma balbúrdia de trovões que ressoaram por quilômetros, era notável o poder que minhas células carregavam sentia os olhos brilharem com a energia que se focava em mim naquele momento.
O primeiro e enorme pedregulho atravessou as Nuvens, assim que saiu parecia arrastar a massa de água no céu como se uma bola enorme e com muita força levasse um lençol pesado preso ao varal, mas logo depois ele apareceu quente e fumegante como uma bola ardente.
O grande pedregulho não conseguiu atravessar poucos metros assim que terminou de se soltar das nuvens o foco da tempestade se virou para ele, com o movimento de um braço raios surgiram de todos os lados cortando a nuvem e indo em direção ao meteorito que mais parecia uma pequena lebre no meio de um alcateia de lobos famintos. Os raios saíram de um a um das nuvens estraçalhando cada centímetro do meteorito transformando-o em pó até sobrar apenas uma última pedrinha de alguns poucos centímetros que com um último raio retardatário também se tornou pó.
_ NÃÃÃÃO!!!!_ Gritou uma voz furiosa no chão_ você não pode impedir minha destruição
Era a luz rosa, era uma mulher de armadura, uma morena de cabelos longos negros e compridos. Sua afeição era de ódio. El estava a seus pés desacordado e virado de costas, talvez a luta tenha sido muito bruta para ele. Ela furiosa mostrou as asas, parecia cansada, estava desarrumada e com o corpo tremendo, seus músculos não aguentavam mais ter que lutar, essa seria a sua terceira luta seguida, era óbvio que sua força vinha da raiva e não da adrenalina. O corpo irradiava a luz rosa da aura que agora era um pouco tremula como seu corpo, porém ainda era viva e corada.
_ Porque tem tantos de vocês aqui? Porque não me deixam fazer meu trabalho? Minha missão era simples acabar com o soldado e destruir os vestígios_ disse furiosa_ Não tinha nada dizendo que eu ia ter que lutar com mais dois desgraçados de armadura.
Ela voou, seu braço esquerdo estava obviamente machucado ela não o mexia.
_ Eu só queria voltar para minha casa e fazer amor com minha mulher. Mas se eu tiver que morrer para queimar cada soldadinho de merda que aparecer eu vou fazer isso.
Ela vinha devagar, mas com postura enquanto vinha para os céus.
_ Vou te destruir!_ Disse apontando para mim.
Uma outra rocha atravessou as nuvens a minha esquerda junto com mais duas nas minhas costas e na minha frente, todas do mesmo tamanho da anterior, seria difícil causar o mesmo efeito em ambas ao mesmo tempo então fui um alvo de cada vez.
A primeira foi a da frente, que se desfez como a primeira que atravessou, sem que eu deixasse ela cair muito. A segunda foi a do meu lado esquerdo que já estava mais baixa e caindo, essa se desfez de forma mais lenta, por conta da distância dando tempo para a terceira, das costas, se afastar das nuvens.
_ Cada pedaço..._ Falei me concentrando.
Senti com se estivesse segurando a última nas minhas mãos desacelerando sua queda e a transformando em pedaços cada vez menores, pela distância não consegui transformala em pó, uma chuva de pequenas pedrinhas quentes caíram sobre a praça como uma chuva de granizo.
_ Droga se continuar assim as outras cinco se tornaram um desastre._ falei.
Quando me virei novamente a moça estava já na minha altura me olhando no fundo dos olhos.
_ Você não tem treinamento para isso, está muito preocupado com a vida dos humanos lá embaixo._ ela tinha um sorriso psicótico seus olhos eram negros como o cabelo ,o braço direito estava cortado e não se mexia, suas asas eram maiores que as minhas e não se curvavam aos fortes ventos que formavam as nuvens_ Deuses da destruição atormentam, não protegem.
Ela me segurou pelo pescoço com o braço bom e me deu um bom golpe na barriga com o joelho depois me jogou para trás.
_ Você não é um Brinquedo para mim, o que é você? Um civil? Mero mortal.
_ Não sei o que sou_ falei recuperando o fôlego depois da pancada_ mas sei que assim como eu você não é nenhum Deus da destruição, é apenas um humano com poderes legais, alguém que não pode ser visto, você também é mortal!
_ Para quem não sabe se defender você é bem esperto... é você o EG ? Criador de nossa aquisição? Espero que não, odiaria matar alguém tão sábio.
_ Sou péssimo em defender, mas sou bom em ataques_ eu disse voando para dentro das nuvens.
Com os raios eu senti que podia cortar cada centímetro da nuvem em segundos. Foi assim que eu fiz, pelas costas da moça eu ataquei com murros e solavancos de chutes foram pelo menos 10 ataques seguidos e extremamente rápidos que pareceram não surtir efeito algum até acabar.
_ E agora Deusa! O que acha?_ Falei parando metros a sua frente.
_ Para alguém que está ferida e sem forças... acho que foi ridículo, você não teve compaixão_ ela estava acabada, a única coisa que fazia era manter os olhos abertos e as asas abertas para planar no ar_ eu adoraria manter isso por alguns minutos, porém não consigo mais.
Ela levantou o braço machucado com muito esforço de forma que era possível ver seus músculos tremerem de tensão e dor enquanto ela fazia o movimento, ela expressava um sofrimento agoniante em sua face.
_ Espero que não consiga ou eu irei morrer mesmo que não seja pelas suas mãos_ Ela parecia exausta_ tenha compaixão pelo meu corpo morto me deixe planar para longe para observar meu último ataque.
Ela fechou os olhos e deixou o braço cair.
_Quero que minha filha me enterre._ ela disse num último murmuro de tristeza.
Depois disso ela deixou as asas abertas e se jogou a direção oeste caindo devagar, mas quase que desacordada.
Não deu tempo de pensar se devia ou não ir atrás dela, outros meteoritos atravessavam as nuvens em chamas indo em direção a cidade, eram quatro de vez, uma atrás do outro, foram surgindo e mergulhando para destruição.
_Não da tempo de esperara-los sair das nuvens.
O primeiro, antes de emergir das nuvens começou a ser destruído, uma rede de raios o agarraram por baixo o dilacerando de baixo para cima sem dar tempo mesmo de surgir das nuvens pesadas. O segundo já saía as minhas costas, num giro a energia se desfocou do anterior e empurrou o pedregulho no ar, diminuindo sua velocidade e o destruindo enquanto o empurrava. O terceiro surgiu e meio a destruição do anterior, não dava para focar em apenas um então passei metade da energia para o terceiro que também estava saindo agora da massa de nuvens.
Durante a destruição dos dois o quarto surgiu não existia possibilidade de criar uma quarta rede de energia e os pedaços eram agora do tamanho de bolas de gude. Infelizmente esta última tinha o dobro do tamanho, eu já me sentia fraco com toda aquela exaustão.
Dei um suspiro.
_ Preciso destruir o último._ larguei os outros dois como estavam, agora uma chuva de pedras caia. Os braços que estavam esticados mirando cada um num dos meteoritos se juntaram.
O ar vibrou e se aqueceu um trovão estrondoso assustou até o maior dos animais, meus cabelos se arrepiaram, a energia estática do céu era grosseira, alguns pequenos raios de energia sobressaltavam da pele os dedos pareciam ter agarrado um emaranhado de teia de aranha só que feitos em energia pura. A armadura agora faiscava, estava no seu máximo.
Isso aconteceu em um segundo, seguido por um grande "BUM" de apenas um poderoso e enorme raio que por três segundos inteiros destruí o últimos meteoro.
Estava exausto aquilo não era simples aquilo consumia minha força como uma corrida num deserto de 50°C. Uma chuva leve começou, os ventos agora haviam parado de soprar com tanta força eu havia largado cada vento para seguir seu caminho os ventos fortes logo se transformaram em uma brisa leve, os trovões se transformaram em chuva e o brilho da armadura escureceu. Oque me sobrava de força era o suficiente para levar El a sua casa e desmaiar de cansaço.
Todavia, se você e um leitor atento e contou bem você sabe que não era o fim.
NOTAS DE KARL:
os Soldados sabem mais.
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top