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Desculpem pela demora. Minha mãe tá com alguns problemas de saúde e por isso eu não tô tendo tempo pra escrever.

Ela ainda não tá 100%, então não esperem capítulos diariamente nessa semana.

Esse capítulo foi o que eu consegui escrever. Se ficou ruim, é porque eu tô com sono, gente, relevem.

12/05/2024

Point of view: Lohan Manobal
Seul - Coreia do Sul
Domingo

02:12 AM

Ontem mais cedo, Jungkook e Jennie me entregaram um notebook junto com um pendrive. Eles disseram que, depois de ver o que havia naquele objeto, eu mudaria de ideia sobre o que aconteceu antes do meu acidente.

Não deixaram Taehyung ficar aqui comigo, já que ele não é da minha família, então eles foram embora. O horário de visitas é só às cinco horas da tarde, então vai demorar para que eu possa vê-los novamente. Pensando nisso, resolvi pegar o notebook que estava na mesinha ao lado da minha cama. Liguei-o e conectei o pendrive, procurando pelo vídeo que pediram para eu ver.

Ao encontrar, dei play, percebendo que era a câmera da empresa, mais especificamente, da sala da Jennie e do local onde fica a máquina de café. Notei que enquanto a senhorita Shin estava distraída com o seu celular, Kai se aproximou e colocou algo no café, que Shin levou para Jennie. Continuei vendo o vídeo atentamente, percebendo o quão infantil eu estava sendo. Lágrimas escorriam do meu rosto ao perceber que talvez tivesse machucado Jennie com as minhas palavras.

Refletindo sobre isso, fechei o notebook e alcancei meu celular, procurando pelo número de Jennie. São duas horas da manhã, talvez ela não atenda, então vou mandar uma mensagem. Um áudio talvez seja melhor. Ou será que espero até ela acordar para ligar? É melhor eu mandar um áudio.

— Oi, meu amor... Desculpe por ter desconfiado de você em relação ao Kai. Acabei de ver as gravações e vi que você não tem culpa. Sinto muito mesmo, espero que não esteja triste por minha causa. Saiba que eu te amo, tudo bem? Quando você vier me ver, pode me dar um beijo, porque estou com saudades dele. Durma bem e diga ao Jinwoo que o amo muito.

***

Haviam se passado algumas horas, e eu acabei dormindo a tarde toda, bom, quase toda. Acordei quando um pequeno ser deixou um leve selar em minha bochecha. Abri os olhos lentamente, podendo ver a imagem do meu filho surgir. Seu sorriso lindo e gengival brilhando aos meus olhos. Sorri, olhando para Jinwoo, e ao ter consciência o suficiente, percebi o corpo de alguém atrás do garoto, e assim que mirei meu olhar para o local, deparei-me com Jennie sorrindo para nós.

Meu coração errou as batidas ao vê-la novamente. A sensação de alívio me cercava, pois agora eu já sabia que não tinha sido traído. Estou feliz por isso, mas triste e completamente bravo pelo fato de terem estuprado minha namorada.

Tentando afastar esses pensamentos, foquei em seu lindo sorriso, aguardando ansiosamente para o momento em que ela viria até mim. Finalmente, a mulher começou a caminhar, e em momento algum deixei de olhar para seus lindos olhos felinos. Senti parte do colchão afundar um pouco, pois ela havia se sentado ali. Jinwoo segurava a minha mão levemente, acariciando minha pele com seus pequenos dedos macios. Jennie evitava olhar para qualquer outro canto da sala, segurando o choro enquanto me encarava com felicidade.

— Papai, está com dor? Quer um pouco de água? Eu posso pegar para você — Jin falou, emitindo preocupação em seu tom de voz. Olhei para o garoto, negando com a cabeça.

— Eu estou bem, filho.

— Jin, você não tinha algo para entregar para o seu pai? — Jennie perguntou, olhando para o garoto. — Pede para o tio Tae ir lá pegar.

— Está bom, mamãe. Papai, não sai daí, eu já volto, tá bom? — assenti, sorrindo ao vê-lo correr até o Taehyung.

— Desculpe por ter desconfiado de você. A base de um relacionamento saudável é a confiança um no outro, e eu não confiei em você. - murmurei, desviando o olhar brevemente antes de encontrá-la novamente.

— Você teve motivos, Lo. Mas fico feliz que tudo está bem agora — ela estendeu sua mão suavemente, seus dedos encontrando o contorno do meu rosto. Cada toque era como uma carícia reconfortante, e eu me perdi na suavidade de sua pele.

Nossos olhares se encontraram em um momento de calma e compreensão mútua. As palavras não eram necessárias entre nós, pois nossos olhos comunicavam o amor, a gratidão e o perdão que habitavam nossos corações.

Senti meu coração acalmar enquanto seus dedos traçavam padrões reconfortantes em minha pele. O mundo ao nosso redor desapareceu, deixando apenas nós dois imersos naquela atmosfera de amor e reconciliação.

— Eu te amo... — suas palavras doces e suaves ecoaram no silêncio, preenchendo o espaço entre nós com um calor reconfortante. O amor em sua voz era palpável, envolvendo-me como um abraço caloroso em meio à tempestade.

A luz suave do entardecer filtrava pela janela, pintando nossos rostos com tons dourados, acentuando ainda mais a beleza de Jennie. Seus olhos brilhavam com ternura enquanto me olhavam, refletindo toda a intensidade de suas emoções.

Sem quebrar o contato visual, levei minha mão até a dela, entrelaçando nossos dedos em um gesto de conexão profunda. Cada batida do meu coração parecia ecoar a harmonia do momento, como se estivéssemos dançando uma melodia de amor e perdão.

Um sorriso terno se formou em seus lábios, iluminando seu rosto com uma aura de paz e serenidade. Era como se, naquele instante, todas as preocupações e mágoas desaparecessem, deixando apenas a essência pura do nosso amor.

Em silêncio, nos perdemos no olhar um do outro, mergulhando em um mundo onde apenas nós existíamos. Não havia espaço para arrependimentos ou ressentimentos, apenas a promessa de um futuro construído sobre alicerces de confiança.

— Eu também te amo, meu amor — falei.

Jennie se inclinou lentamente, seus olhos fixos nos meus, suas pupilas dilatadas demonstravam seu amor. Meu coração disparou enquanto ansiava sentir seus lábios se encontrarem com os meus.

Tudo pareceu acontecer em câmera lenta, até o momento em que nossas bocas ficaram a centímetros de distância. Meu coração batia fortemente, podendo ouvir as batidas soar no ar. Sua respiração calma podia ser sentida por mim, enquanto seus dedos acariciavam lentamente meu maxilar. Fechando nossos olhos, encostando nossas testas por alguns segundos.

— Voltei, papai — Jinwoo falou ao abrir a porta, fazendo-nos afastar rapidamente. Por sorte, o garoto não havia olhado para nós ainda.

Um misto de raiva e frustração surgiu em mim. Eu estava com saudades daquele beijo suave a macio que Jennie tinha. Porém, esta raiva logo foi embora assim que garoto me mostrou um quadro.

— Eu terminei o seu quadro, papai. Olha — Jennie o ajudou a se sentar ao meu lado na cama, enquanto ele me mostrava animadamente o quadro —, aqui é o parque onde eu descobri que você é meu papai.

Observei o quadro com admiração. Sorri ao ver as cores vibrantes e os detalhes cuidadosamente pintados.

— Isso tá lindo, meu filho — falei, olhando para ele. — Você é muito talentoso, sabia? Tenho certeza que puxou isso do papai.

— Vai sonhando, vai — Jennie falou enquanto ria sarcásticamente, olhando para mim com um sorriso falso, mas com os olhos brilhando. Sorri, olhando para o quadro novamente.

— E esses três que estão se abraçando? — apontei para as figuras centrais do quadro, franzindo o cenho.

— Eu sou o do meio, você é esse, e a mamãe é essa — explicou, apontando para cada desenho com entusiasmo. — É a nossa família se abraçando. Você gostou? Ou não queria que eu fizesse eu e a mamãe também?

— Não, meu filho, o que é isso. Eu amei o quadro, e amei você ter colocado os dois amores da minha vida. É a coisa mais bonita que já vi — falei, envolvendo-o em um abraço caloroso. — Claro, depois de você e da sua mamãe, é a coisa mais bonita que eu já vi.

— Você vai pendurar no seu quarto?

— Vou. Eu posso? — ele assentiu, alegre enquanto agarrava meu pescoço. — Um gato comeu sua língua, Jennie?

— Cala a boca. Se eu falar eu vou chorar, besta — ela falou, com a voz embargada e tapando o rosto com as mãos, o que fez eu e Jinwoo rir.

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