|4|
28/03/2024
Point of view: Lohan Manobal
Seul - Coreia do Sul
Quinta-feira
02:29 PM
Mal cheguei na Coreia e já estou passando estresse nessa merda.
Hoje mais cedo, quando eu fui pegar o meu vôo, deu problema com o meu passaporte e eu tive que pegar um vôo que saiu quatro horas depois. E, como se não fosse o bastante, eu perdi a minha mala nessa merda.
Enfim, depois de todo esse estresse, fui para onde ficam os Táxis e fiquei no embarque e desembarque, esperando o Taehyung.
Percebi que ele não mudou nada, pois quando era mais jovem, também vivia perdendo o horário porque se distraia jogando videogame.
O clima está meio nublado hoje, parece que vai chover. Bom, desde que não chova agora, está tudo certo.
Depois de um bom tempo esperando, avistei um carro branco se aproximando e estacionando em minha frente. O vidro abaixou e eu pude ver a silhueta do meu melhor amigo, sorrindo de orelha a orelha enquanto me olhava. Meus lábios se curvaram e eu acabei sorrindo alegremente por revê-lo depois de tanto tempo.
Coloquei minhas malas no porta-malas e apressei-me para adentrar no veículo, sentando-me no banco do passageiro.
— E aí, Lolo! — ele disse num tom divertido, sorrindo e animado. — Voou bem, amigo? — o carro começou a se movimentar, saindo de perto do aeroporto.
— Eu não vou te responder isso.
A razão da pergunta do garoto, tem haver com o meu estômago frágil. Toda vez que eu viajo de avião, eu fico enjoado para caralho.
Enquanto ele dirigia pelas rodovias de Seul, o rádio tocava Kpop em um volume razoável, para que pudéssemos ouvir nossas vozes conversando. O papo sobre Resident Evil fluía como nos velhos tempos, até o assunto ser atrapalhado com a melodia da nossa música preferida... Num ato rápido, Tae ergueu o rádio num volume bem alto, e automaticamente começamos a dançar e a cantar a canção.
— You ready? — perguntei junto com o cantor, enquanto encarava meu amigo.
— I'm ready — ele respondeu, prestando atenção na rua.
— Yeah. OKEY DOKEY YO — gritamos juntos enquanto sentíamos a música contagiar nossos corpos, fazendo-nos dançar alegremente, mesmo estando sentados. — Is that true? Yes. Okey dokey yo — movimentamos nossos braços conforme a coreografia da música, e assim foi seguindo a música inteira.
É incrível como as coisas não mudaram entre nós. A música continua trazendo esta energia maravilhosa e nos contagiando, fazendo-nos gritar e dançar juntos.
Eu, Taehyung, Jimin e Jungkook, declaramos "Okey Dokey" a nossa música. Fizemos um contrato de aliança com a música. Declaramos nele que, toda vez que algum de nós estiver triste e alguém do grupo colocar esta música, temos que mandar a tristeza embora e começar a dançar e cantar.
A gente realmente fez um contrato, imprimimos e assinamos. Guardamos ele até hoje.
***
Decidimos passar na cafeteria onde Jungkook trabalha. No caso, a cafeteira é do pai dele, inclusive, era onde trabalhávamos quando adolescentes. Quando o senhor Jeon falecer, o estabelecimento vai ser do Jungkook.
Assim que adentramos no local, o sininho ecoou um som fino e alto por todo o local, indicando que a porta havia sido aberta. Nos aproximamos do balcão para fazer os pedidos, ouvindo a voz daquele barraqueiro de longe.
— Eu já disse que você tem que colocar o chantilly depois, seu burro — o moreno disse para o estagiário, que por pura coincidência, era o seu irmão mais novo.
Eu e Taehyung rimos vendo a cena, nos apoiando no balcão e observando aquilo como se fosse um reality.
— Você não me disse nada disso, Kookie — Seojin disse, encarando Jungkook com desdém.
— Claro que eu disse, você que não tava prestando atenção. Eu falei: bota o chantilly depois do expresso, caramba.
— É. Com certeza. Quer ver nas câmeras? Olha lá. Eu me lembro muito bem que você estava em uma videochamada com meu cunhadinho lindo.
Enquanto eles brigavam, Taehyung teve a brilhante ideia de assutar o Jungkook. Portanto, eu me agachei atrás do balcão, impedindo que ele me visse.
— Videochamada é meu pau — ele veio até o caixa para atender a gente, ainda sem olhar para o Taehyung . — O que deseja? — ele perguntou, dócil, olhando para baixo do balcão e tirando uma caneta de lá.
— O mesmo de sempre, Jk — Taehyung disse.
— Você de novo, porra? Tem casa não, caralho? Cê já veio aqui hoje de manhã me perturbar. Vai arranjar um emprego, seu vagabundo.
— É sempre bom conversar com você também, Jk. Inclusive, você é muito educado com os seus clientes — ele sorriu, e eu tenho quase cem por cento de certeza que o Jungkook revirou os olhos e deu um sorriso falso.
— Mais alguma coisa, senhor? — ele perguntou, com a voz dócil e mais fina.
— Um expresso duplo extra quente com um desenho de uma câmera no chantilly — disse, enquanto pulava de trás do balcão, ficando de pé e vendo Jungkook dar um pulo para trás e gritar fino.
— Filho da puta, seu desgraçado do caralho, vagabundo, sem vergonha, comi tua mãe, porra, vai se foder — ele disse, se recuperando do susto e voltando a sua postura normal.
— Que sequência foi essa, Jungkook? — perguntei, surpreso.
— Longa história. Aprendi com uns colegas — ele rodeou o balcão, ficando em minha frente. — A próxima vez que me assutar, eu enfio sua cara no lugar da xícara na máquina de café, e te queimo com aquela merda quente, porra.
— Sempre bem carinhoso. Também senti sua falta, Kookie — afinei a voz e o abracei, não recebendo o mesmo ato do garoto.
— Para de ser cabeça dura, Jungkook. Até ontem você tava chorando com saudade do Lohan, porra — Taehyung disse. — Para de idiotice e abraça logo ele, caralho — o moreno pegou os braços do Jungkook e os rodeou por volta do meu corpo, fazendo ele me abraçar de volta.
Não demorou muito para que Taehyung também nos abraçasse, fazendo um barulho estranho com sua garganta e sorrindo.
— Amo vocês, my boys — Tae disse e nós rimos, logo depois, Jungkook nos empurrou da mesma forma agressiva de sempre, limpando sua roupa depois. — Que agressividade.
— Legal. Agora vou ter que desinfectar essa roupa.
— Por quê? — perguntei.
— O Taehyung encostou nela — ele respondeu, voltando para trás do balcão, deixando-me rindo enquanto Taehyung encarava o moreno, boquiaberto.
— O que eu fiz pra você?
— Nasceu — ele respondeu, indo até a máquina de café.
Eu ri mais, puxando o Tae para nos sentarmos em uma mesa perto da janela e esperar nossos pedidos.
Depois de um tempo, Kookie apareceu com os nossos pedidos, sentando na mesma mesa que a gente.
— E então, mudou muita coisa desde que eu fui embora? Como a Jennie está? Vocês pararam de brigar por comida, Tae?
O clima ficou meio pesado após a minha pergunta, e eu senti que tem alguma coisa acontecendo com a Jennie, mas eu não tenho ideia do que possa ser.
— Por que não deixamos a minha irmã de lado e conversamos sobre o Jk e o Jiminnie?
— O que vocês têm? — perguntei, bebendo um pouco do meu expresso e queimando minha língua logo em seguida, encarando o Jungkook, que debochava da minha cara.
— O que foi, Lolo? Não foi isso que você pediu? Um expresso duplo extra quente — ele sorriu, cínico.
— Você é mal, cara — murmurei, abanando minha língua.
— E você é estranho. Pensei que o hormônio novo faria você ficar menos esquizofrênico.
— Ah, verdade. E o hormônio? Você começou a tomar ele quando, Lo? — Taehyung perguntou, animado.
— Eu comecei a tomar ele aqui, seu idiota — dei um tapa em sua cabeça, vendo Jungkook rir.
— Eu esqueci... — ele massageou o local atingindo. — Lohan, tem uma nova criança na área, sabia? — Taehyung disse e logo colocou a sua mão na boca, indicando que não era para ter falado aquilo.
Olhei para Jungkook, que estava com os olhos arregalados, encarando o moreno ao meu lado, com um olhar frio e raivoso.
— Que criança?
— Ah... é o...
— Meu filho — Jungkook disse, interrompendo Taehyung.
— Você tem um filho? — perguntei, surpreso com a notícia.
— Sim.
— Adivinha qual é o nome dele, Lo — Taehyung sorriu, encarando-me ansioso para saber qual seria o meu chute.
— Jiho?
— Minho!! — ele exclamou, alegre. — E sabe por que é esse nome?
— Deixa eu pensar... Tem alguma coisa haver com o Song Minho?
— Exato — ele comemorou como uma criança feliz e eu acabei rindo dessa infantilidade.
— Vê se cresce, Taehyung. Eu vou voltar a trabalhar. Tchau pra vocês.
— Ok. E como é a volta do nosso melhor amigo aqui — ele me abraçou —, tudo vai sair por conta da casa, né!?
Jungkook riu sarcásticamente e disse:
— Óbvio... que não, seu idiota — ele murchou seu sorriso, falando com a voz mais séria. — Foda-se que o Lohan voltou, eu quero meu dinheiro, Kim Taehyung.
Eu ri, observando o sorriso do Tae murchar.
— Tá bom, tá bom. É por minha conta, Lolo — ele se levantou, indo até o balcão junto com o Jungkook.
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top