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07/05/2024
Point of view: Lohan Manobal
Seul - Coreia do Sul
Terça-feira
08:18 PM
Taehyung e Jennie saíram para conversar em particular, enquanto Jinwoo nem havia olhado na minha cara depois do que fiz com Kai. Ele só chorava silenciosamente, encolhido no sofá. Kai fugiu quando eu me afastei para verificar Jennie, que não estava conseguindo respirar direito.
Fui até a cozinha e peguei um copo d'água, caminhando até onde Jinwoo estava e sentando ao seu lado. Estiquei meu braço, entregando a água, porém ele não pegou, nem mesmo me olhou. Observei o exato momento em que o garoto se afastou disfarçadamente.
— Filho, não precisa ter medo. Eu nunca vou fazer nada de errado com você e com a sua mãe. O Kai é do mal, você viu. O papai não é do mal.
— Mas você machucou ele... — suspirei, encarando seu pequeno braço e vendo o hematoma. — Por que você fez aquilo?
— Eu machuquei ele porque ele machucou os dois amores da minha vida. Você viu ele machucando a mamãe e você, isso é errado. Temos que proteger quem amamos, e eu protegi vocês.
Jinwoo abaixou o olhar, absorvendo minhas palavras com seriedade. Era evidente que ele estava tentando processar tudo aquilo, tentando entender um mundo que ainda era novo para ele.
— Eu... eu entendo, papai. Mas... eu não queria que ninguém se machucasse — disse ele, com a voz embargada.
Afaguei sua cabeça com carinho, sentindo um aperto no coração ao ver a aflição do meu filho.
— Eu sei, meu amor. Ninguém quer que ninguém se machuque. Mas às vezes, precisamos fazer coisas difíceis para proteger aqueles que amamos. E eu sempre estarei aqui para proteger você e sua mãe, não importa o que aconteça.
Jinwoo olhou para mim, seus olhos ainda cheios de incerteza, mas também de confiança. Ele não entenderia completamente tudo aquilo naquele momento, mas esperava que um dia ele entendesse que todas as minhas ações foram feitas com amor e para proteger nossa família.
— Vem aqui, me dá um abraço. O papai não vai te machucar, bebê — pedi, colocando o copo na mesa de centro e abrindo meus braços em seguida.
Com amor e carinho, ele veio até mim e me abraçou, chorando alto e forte enquanto eu escondia seu rosto nas curvas do meu pescoço. Afaguei suas costas carinhosamente. Segurei-o com firmeza, transmitindo segurança através do meu abraço. Os soluços de Jinwoo ecoavam pela sala, e eu podia sentir sua angústia transbordando.
— Shh, está tudo bem, meu pequeno. Eu estou aqui com você. — Sussurrei suavemente, tentando acalmar seu choro.
Depois de um tempo, seus soluços foram diminuindo, substituídos por respirações mais calmas e regulares. Lentamente, ele se afastou do abraço, olhando para mim com olhos ainda marejados.
— Desculpa, papai. Eu só tava com medo de perder você ou a mamãe. O Kai tava diferente...
Sorri gentilmente para ele, passando a mão pelo seu cabelo macio.
— Não precisa pedir desculpas, meu amor. É normal sentir medo quando algo assustador acontece. Mas saiba que sempre estarei aqui pra proteger você e sua mamãe, ok? Não irei deixar ninguém machucar vocês dois.
Ele assentiu com a cabeça, um pequeno sorriso se formando em seus lábios lindos e pequenos.
— Lohan, chegamos à conclusão de que vai ser melhor se eles dormirem lá no apartamento, já que alguém arrombou a porta deles — Taehyung falou enquanto sentava ao meu lado, junto a Jennie, porém ela ficou um pouco mais longe de nós.
— Não tem problema. Eles podem dormir lá, não vai incomodar. Eu posso até levar o Jinwoo para a escola.
— Sério? — ele sorriu, levantando-se do sofá rapidamente. Assenti, vendo o garoto pular em comemoração, o que me fez olhar para Jennie, reparando em seu sorriso nos lábios, mas com dor em seu olhar.
— Vamos? — Tae perguntou, e nós assentimos.
***
07/05/2024
Point of view: Jennie Kim
Seul - Coreia do Sul
Terça-feira
09:21 PM
— O Jinwoo já dormiu. — Assustei-me ao escutar Lohan, percebendo que não estava mais sozinha. Não olhei para ele, apenas continuei observando o trânsito, sentindo a brisa gelada que batia contra meu corpo. Eu estava na sacada, relembrando tudo o que passei e percebendo que convivi com um psicopata durante quase três anos. — O que foi? Não disse nada desde que te vi. O que está sentindo? Quer conversar? — ele perguntou, apoiando seus braços no parapeito e olhando para o trânsito lá embaixo, assim como eu.
— Eu não quero falar sobre isso...
Suspirei, contendo as lágrimas e olhando para o céu, vendo o quão lindo ele estava. As estrelas brilhavam em meio ao azul escuro que preenchia o céu. Parte dele era iluminado pela lua linda que estava bem cheia, tão chamativa quanto as estrelas.
— Se as estrelas fossem tão lindas quanto você, eu passaria noites em claro, apenas olhando pro céu.
Ao escutar sua voz doce e calma, olhei para o lado, vendo seus olhos mirados para cima e suas mãos nos bolsos de sua calça. Seu rosto é tão lindo, seu maxilar tão bem desenhado, seus olhos tão perfeitos...
— Por que você ainda me ama mesmo depois de tanto tempo? — perguntei, curiosa.
Lohan virou-se para mim, seu olhar suave e reconfortante. Ele deu um pequeno sorriso antes de responder.
— Porque você é uma daquelas pessoas que brilha, mesmo nas noites mais escuras. Sua força, sua determinação, sua capacidade de enfrentar os desafios da vida... Tudo isso me inspira e me faz te amar ainda mais a cada dia que passa.
Seus elogios me aqueceram por dentro, e eu me senti grata por tê-lo ao meu lado, mesmo nos momentos mais difíceis.
— Eu não sei o que seria de mim sem você, Lohan. Mesmo com todas as nossas brigas, nunca deixei de me preocupar. Vou falar algo que eu nunca te falei, e nem pretendia falar. Isso é muito brega, mas... você é meu porto seguro, minha âncora neste mar turbulento e cheio de correntezas. Em meio a um tempestade, você seria a luz que me guia para casa. Obrigada por estar sempre ao meu lado, por me apoiar nos momentos mais difíceis e por ser a pessoa incrível que você é. Eu te amo, Lohan, mais do que as palavras podem expressar.
Ele se aproximou, envolvendo-me em seus braços calorosos, e assim permitindo-me sentir o toque suave de seu corpo por trás do meu, enquanto tinha seu queixo pousado em meu pescoço e seus braços em volta da minha cintura.
— Eu também te amo, e espero ver esse seu lado brega mais vezes, é maravilhoso — sorri, olhando para as estrelas, enquanto sentia seu olhar em mim. — Você é tão linda... e cheirosa, e perfeita, e gostosa, e todos os elogios que existem no mundo, sabia?
— Você é tão brega!
— Eu sou brega só com você.
— Que bom, porque se não fosse, você taria fodido, Manobal — olhei para ele, vendo seus lábios se curvarem maliciosamente.
— Em que sentido? — ele levantou as sobrancelhas duas vezes, com aquele sorriso lindo e pervertido que tirava parte da minha força.
— Você tá mais safado do que antigamente. Não sei se tô gostando desse seu lado, Lohan.
— Por quê? Tá com medo? Te conhecendo bem, acho que está pensando: ele deve olhar pra bunda e pros peitos das garotas na rua — ele afinou a voz, tentando imitar a minha.
— Que imitação barata. Agora me solta, quero dormir.
— Pra sua informação, eu só olhos pra você. Até porque, você tem tudo que eu quero, milady — franzi o cenho, sorrindo enquanto me afastava dele. — Que foi?
— Milady?
— Você é uma princesa. Não, princesa não, você é uma rainha — ele disse, se aproximando de mim. — Ou melhor, você é uma guerreira. Guerreira nos dois sentidos.
— O quê?
— Você é guerreira no mundo lá fora, pois aguentou muita coisa sozinha e conquistou muitas coisas sozinha, e também é uma mãe maravilhosa. E você também é uma guerreira na cama, quer dizer, não tenho certeza se ainda é, preciso descobrir — ele agarrou minha cintura, puxando-me para colar meu corpo no seu, o que aconteceu sem muita dificuldade.
— Tem gente aqui, seu safado — sussurrei, próximo à sua boca, enquanto contia minha vontade de beijá-lo.
— Quem liga?
— Eu ligo, o seu filho, meu irmão e os vizinhos também. Outro dia, o que acha? — sorri ao ver sua decepção. — Vou te recompensar, Lohan, fique calmo.
— Só se você me beijar — ele fez beicinho, aguardando ansiosamente pela minha resposta. Sorri antes de erguer um pouco meus pés para encostar meus lábios nos seus, em um selinho demorado. O rapaz pediu passagem para língua em seguida, porém eu me afastei. — Ah, o que eu fiz agora, Nini? — ele choramingou.
— Eu tô com sono. Boa noite! — sussurrei, antes de deixar um selar rápido em seus lábios e sair da sacada, deixando-o sozinho.
Fiz isso apenas para provocá-lo, e também porque sabia que não iria conseguir controlar meus desejos sexuais por ele. Ainda não estou pronta para transar com o rapaz, não sei por quê, mas não me sinto segura. Talvez seja porque da última vez que tivemos uma relação sexual, eu engravidei.
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