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05/05/2024
Point of view: Jennie Kim
Seul - Coreia do Sul
Domingo
07:34 PM
— Mamãe, por que o Lohan não pode ficar com a gente hoje? — Jinwoo perguntou, assim que fomos para o lado de fora da minha casa, nos despedir do Lohan.
Passamos a tarde inteira assistindo filmes de animação, nosso plano era sair, ir ao parque, brincar, comer sorvete, mas infelizmente, uma chuva inesperada caiu do céu e nos impediu de fazer isso.
— Porque eu não tenho roupa aqui, carinha — ele respondeu, pegando o garoto no colo e olhando para mim. — A mamãe também precisa de um pouco de paz.
— Com certeza. Nunca pensei que fosse ter duas crianças dentro de casa. O Jinwoo já tava ótimo, não sei pra que você voltou.
— Viu como ela me ama?
— Quem disse que eu te amo? — arqueei minhas sobrancelhas e cruzei meus braços, encarando-o com sarcasmo.
— Mamãe, não adianta mentir, todo mundo sabe que você ama ele — Jinwoo cruzou os braços assim como eu, imitando até a minha expressão.
— Você é a cópia da sua mãe.
— Ele é uma cópia sua, isso sim. Na aparência pode ser parecido comigo, mas na personalidade não — disse e eles assentiram.
— Verdade. Você me bate, ele não.
— Por que você bate nele, mamãe? Não pode fazer isso, sabia? Faz dodói e ele chora — seus lábios se formaram em um pequeno bico, inflando suas bochechas. — Eu vou ficar bravo com você se machucar ele, ouviu?:
Desacreditada com o meu filho, coloquei minhas mãos na cintura e o encarei de queixo caído, sorrindo ao mesmo tempo. Minha expressão chocada logo mudou quando Lohan se aproximou rapidamente da bochecha do garoto e deixou uma leve mordida, o que o fez gritar por conta do susto, porém logo sorrir em seguida, mostrando suas gengivas.
— Ah, que nojo! — exclamou ele, passando a mão em sua bochecha e franzindo o nariz, tentando demonstrar que não gostou, mas seu sorriso entregava tudo.
— Nojo é?
O garoto assentiu e em questão de segundos Lohan começou a enchê-lo de beijos, demonstrando todo o seu amor através disso. A gargalhada alta misturada com os gritos finos de Jinwoo aqueceram meu coração. Ver aquela cena foi como um sonho, especialmente quando o rapaz resolveu morder novamente a bochecha do nosso filho, e ganhar um pedido fofo e muito esperado.
— Para, papai! — ele falou, entre gritos e risadas, implorando para seu pai parar, o que realmente aconteceu.
Lohan, surpreso assim como eu, parou de fazer o que estava fazendo e encarou Jinwoo, com um semblante muito chocado, demonstrando que não estava acreditando no que tinha ouvido. Meu coração palpitava e meu sorriso era impossível de esconder.
— Você me chamou do quê?
— Papai — ele respondeu, se recuperando do que havia acontecido alguns segundos atrás.
— Ele me chamou de papai... — o rapaz murmurou, ainda raciocinando sobre o que tinha escutado. — MEU FILHO ME CHAMOU DE PAPAI! — sua voz contente e orgulhosa ecoou pelo local, e logo em seguida, Lohan levantou Jinwoo um pouco mais alto e começou a rodá-lo no ar, ganhando mais gargalhadas da pequena pessoa.
Tudo estava tão perfeito, eu havia voltado com a única pessoa que já amei e amo até hoje; meu filho descobriu toda a verdade e agora posso dizer que tenho uma família completa, pois a única pessoa que faltava, estava em minha frente, rodando nosso filho pelo ar, muito feliz em ouvir a palavra 'papai' sair de sua boca.
— Te amo, te amo, te amo, te amo, te amo, te amo, te amo — Lohan repetiu enquanto deixava vários selinhos na bochecha carnuda de Jinwoo.
— Eu também te amo, papai! — após a fala, recebi o olhar emocionado do meu namorado, que tinha lágrimas em seus olhos lindos e atraentes. — Por que você tá chorando? Tá dodói?
— Não, meu filho, eu só tô muito feliz com você me chamando de 'papai'. Sabia que sempre foi o meu sonho ser pai? — Jinwoo negou, limpando as lágrimas de Lohan com seus dois pequenos polegares.
— Papai, não chora. Você tem um filho muito bonito, sabia? — seus braços envolveram o pescoço do mais velho.
— Tá bom, não vou mais chorar porque eu tenho um filho muito bonito me abraçando — ele me olhou, levantando as sobrancelhas duas vezes, o que me fez rir.
— Ele é convencido que nem você — falei, recebendo o olhar de ambos, que logo se entreolharam.
— A gente não é bonito? — Jin perguntou, com uma sobrancelha arqueada.
— Os dois são muito bonitos — aproximei-me deles. — São tão bonitos que tenho que proteger vocês dois, porque senão um monte de gente vai se apaixonar e roubar vocês de mim. E isso não pode acontecer.
— Ninguém vai me roubar da minha mamãe. Pode deixar que eu protejo o papai, nenhuma mulher vai chegar perto dele, mamãe.
— Que bom, filho. Confio em você. E você — apontei o dedo para Lohan, recebendo seu olhar amedrontado. — Juízo. Você só pode olhar pra uma mulher, e essa mulher sou eu. Jinwoo, quando sair com ele e ele olhar pra outra, me avisa.
— Entendi, mamãe!
— Isso não vale. Se eu não posso olhar pra outra mulher, você não pode olhar pra outro homem — ele falou, demonstrando sua indignação.
— Justo pros dois. Vou ficar de olho em vocês, cuidado, hein — ele semicerrou os olhos, encarando-nos desconfiado.
— Ah, já ia me esquecendo. Comprei algo pra você, adivinha o que é.
— Um cachorro! — ele exclamou, arregalando os olhos e sorrindo de orelha a orelha. — Por favor, seja um cachorro — observei quando suas mãozinhas se juntaram e ele fechou os olhos, torcendo profundamente para ser um cachorro.
Que não seja um cachorro.
— Não é um cachorro.
Graças a Deus!
— O que é então? Uma bola de basquete? — ele negou. — Um videogame? — novamente, não era o que ele pensava. — O que é, papai?
Lohan foi até o porta-malas de seu carro e tirou um kit de pintura de lá, o trazendo até Jinwoo. Era uma caixa enorme, e pelo que eu estava vendo, tinha um cavalete, uma tela, paleta de pintura, um avental e pincéis, muitos pincéis. Só fico imaginando o quão caro deve ter sido, mas ele é rico, então isso pouco importa.
— Não acredito! — o garoto exclamou, imóvel e surpreso com o que estava vendo em sua frente. — Essa caixa é do meu tamanho, papai.
— É do seu tamanho e é seu. Lembra que pedi pra fazer um quadro pra mim? — ele assentiu, mexendo na caixa. — Agora você não tem desculpas, comprei o material, pode fazer.
— Obrigado, papai! — sorri ao vê-lo pular nos braços de seu pai, agarrando fortemente seu pescoço. — Você é o melhor papai do mundo inteirão.
— E você é o melhor filho da galáxia inteirona — observei ambos se olharem, um brilho incrível no olhar de Lohan.
— A galáxia é muito grande, sabia?
— Sim. Igual o meu amor por você, sabia? Na verdade, a galáxia é minúscula comparada ao amor que eu sinto por você e pela sua mãe.
— Nossa, você ama a gente mesmo, né? — ele assentiu. — Ouviu, mamãe? Ele ama muito a gente, temos que amar ele igual.
— Eu já amo, e você? Você ama? — perguntei, preparando-me para agachar, porém desisti na metade. — Não. Tô velha demais pra isso — levantei-me novamente, vendo o sorriso lindo do Lohan.
— Posso contar um segredo? — assentimos. — Desde que eu te vi pela primeira vez, senti uma coisa boa que eu nunca tinha sentido com ninguém, e foi por isso que conversei com você muito rápido, papai.
— Sério?
— Sim, parece que desde o início eu sabia que era o meu papai de verdade. Ah, e eu também te amo muitão, maior que a galáxia e o universo, amo mais do que a mamãe.
— Ei! — falei, desacreditada.
— Hum, acho que o amor entre nós três é igual, sabe por quê? — o garoto negou. — Porque somos uma família linda e feliz, certo? — ele assentiu. — Por conta disso, não tem ninguém que ame menos. Concorda comigo?
— Concordo, papai. Mamãe, você concorda comigo? Digo. Com o papai?
— Claro que concordo — sorri.
— Agora eu já vou indo, o tio Tae tá sozinho e você sabe o quão medroso ele é, né?
— Ele tem medo de barata — sua fala se misturou com sua risada linda, fazendo-nos rir também.
— Tchau, filho — Lohan o abraçou com força, ouvindo o garoto reclamando por conta disso. — Eu te amo, ouviu?
— Eu também te amo, papai! Cuidado na rua, tá muito escuro pra andar de noite e sozinho — franzi o cenho com sua fala, porém ignorei. — E a mamãe? Ela não vai ganhar um beijo também?
— Ah, é verdade. Tinha me esquecido da sua mamãe — ele se levantou, aproximando-se de mim com um sorriso no rosto. — Tchau, Jennie!
— Tchau — ele deixou um selar demorado em meus lábios, quase não me permitindo falar. Seus lábios continuaram colados nos meus, até eu o empurrar. — Chega, grudento.
— Chata — ele murmurou, afastando-se de mim e indo em direção ao seu carro.
— PAPAI — ele olhou para trás, ouvindo atentamente seu filho —, você não falou que ama a mamãe.
— Eu te amo, Jennie! — após sua fala, fiquei em silêncio, o olhando indignada pelo jeito que estava me chamando.
— Mamãe, como se diz?
— Eu também te amo, Lohan — o respondi com um tom de sarcasmo.
Ontem ele me disse que iria me chamar de Jennie até que eu o chamasse de amor, eu não acreditei de primeira, mas agora acredito. Por mais que saiba que isso não vai durar por muito tempo, ainda fico brava.
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