Capítulo 42 🔪
O dia passou rapidamente, João estava dormindo, José e Pedro estavam na sala assistindo televisão, acho que estavam aproveitando a tranquilidade depois de anos sem poder fazer isso. E Jhonny, bom, ele estava agarrado em mim enquanto estamos deitados na cama.
— Estava com saudade também, meu bem. — digo baixinho para ele e o abraço com mais força, beijando a curvatura do seu pescoço, o fazendo suspirar e me agarrar ainda mais.
— Acho que me acostumei demais com você por perto. — diz baixinho e eu ri, beijando sua bochecha.
— Também acho, mas...— digo com cuidado e me afasto levemente, o olhando. — Temos que conversar agora.
Ele me olhou rapidamente e eu o soltei, me sentando na cama e ele fez o mesmo. Seus olhos transmitiam sua preocupação, mas eu via uma insegurança mal camuflada nele.
— Certo...o que foi? O que aconteceu? — ele pergunta com preocupação e eu beijei a palma da sua mão, para tentar acalmá-lo.
— É só algo sobre mim que você ainda não sabe. — digo calmamente, vê-lo tão cuidadoso me deixava mais seguro para falar.
Hesitante, ele se aproximou e tocou meus joelhos e fez carinho neles, esperando pacientemente que eu começasse.
— Bom, quando eu era mais novo, tinha uns quinze anos...— começo, desviando o olhar para suas mãos em minha pele. — Eu virei um viciado em nicotina, eu não conseguia ficar sem as drogas de jeito ruim, de uma forma que eu precisei ir para uma clínica de reabilitação.
Olhei para ele por um segundo e notei que havia surpresa nos seus olhos, mas sua expressão era séria.
— E eu estava bem...mas recentemente, há algumas semanas, eu tenho tido recaídas, eu fico querendo voltar a fumar o dia inteiro, isso tem me enlouquecido. — digo sinceramente e sinto seus dedos tocarem minha nuca, em um afago carinhoso.
— Eu sinto muito, o fato de eu fazer isso perto de você deve incomodar muito, não é? — ele pergunta carinhosamente e eu respiro fundo, assentindo. — Por que você não me contou?
— Eu não sei, acho que fiquei com medo de incomodar. — digo baixinho e ele assentiu.
— Você nunca me incomodaria meu amor, eu entendo que é uma dificuldade. — diz calmamente e eu fixo meu olhar no dele. — Eu nunca imaginaria que você tinha passado por isso, e eu vou te ajudar a fazer com que esse processo seja mais simples.
— Como assim? — pergunto confuso.
— Vou parar de fumar perto de você, diminuir o ritmo até que eu também pare. E se precisar, te acompanho na terapia, que tenho certeza que deve estar se preparando para fazer. — Jhonny diz com um pequeno sorriso nos lábios e eu senti meus olhos marejarem.
Como eu amo esse homem.
— Eu vou te ajudar e estar com você em cada processo, precious. — ele diz calmamente. — Sou seu parceiro, assim como você tem me ajudado todos os dias, vou estar sempre te querendo bem. Então pode contar comigo, hm?
Precisou de apenas alguns segundos para que eu basicamente pulasse nele, e isso nos fizesse cair deitados na cama. Abraço seu corpo e sinto seus braços me envolverem.
— Eu te amo! Obrigado. — digo baixinho e ele riu, acariciando meu cabelo.
— Eu também te amo, eternamente. — seu sussurro trouxe arrepios para mim e eu senti meu coração acelerado.
Meu corpo queria sentir seu calor para sempre, eu quero ele para sempre.
— Como você nunca teve um relacionamento antes? — resmungo e ele gargalhou, beijando meu ombro.
— Porque fui feito exclusivamente para você, eu estava te esperando mesmo inconscientemente. — diz com um sorrisinho e eu me afasto, segurando seu rosto.
— Que bom, que bom que chegou até mim. — digo com amor e ele sorriu, me dando um selinho.
Meu coração estava acelerado pelo nervosismo, mas eu me sentia tão seguro, porque ele estava comigo e se mostrou cada vez mais dedicado a me deixar bem. Não sei se o mereço, mas ainda bem que o tenho.
— Ah...e mais uma coisa. — digo abraçado a ele.
— Hm?
— Minha mãe quer fazer um jantar para te conhecer. — explico e sinto ele ficar levemente tenso.
Me afasto e o olho, sorrindo como apoio.
— Fica tranquilo, ela é um amor de pessoa, ela é minha versão feminina. — digo dando de ombros e ele riu.
— Está se nomeando como um amor de pessoa? — pergunta com um sorrisinho.
— Eu sei que sou.
Beijo seu nariz e ele sorriu mais ainda, beijando meus lábios em um selinho demorado.
— Certo, vai ser um prazer. — Jhonny diz e eu sorri grandemente, feliz por como as coisas estavam andando.
Finalmente teremos um momento de paz, porque eu realmente me sinto assim com ele, como se nada fosse me atingir.
Hi pessoinhas
Mais um capítulo deles, está acabando aaaaaa, no máximo mais cinco, mas acho que nem chega a isso. Enfim, espero que tenham gostado, comentem muitooo.
Beijos, bye.
08/02/2025
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