Capítulo 32 🔪

Jhonny e eu já estávamos voltando para a casa de sua mãe, ele estava meio cabisbaixo, mas parecia feliz de ter reencontrado seus irmãos. Ele realmente os amava, eu vía isso.

Respiro fundo decidido e paro no lugar, puxando sua mão e ele me olhou. Seguro seu rosto entre minhas mãos e sorri.

— Ei boo, vá na frente. Eu quero passar em um lugar, é uma surpresa — digo beijando seu nariz e acariciando seu rosto.

Seus olhos me encararam e pude ver eles brilharem, mas ficaram mais baixos.

— Hm...eu, eu queria ficar com você agora — admitiu olhando para baixo e segurando na minha cintura.

— Juro que eu não vou demorar — digo, sentindo meu coração se apertar. — Vai valer a pena.

Ele suspirou e senti suas mãos tremendo. Beijo sua testa com carinho e pego suas mãos, beijando cada uma.

— Tudo bem...não demora, por favor — pediu e eu assenti.

— Claro meu príncipe, eu já vou ficar com você — prometo e ele me abraçou fortemente, eu sentia que ele precisava de mim agora, mas eu precisava resolver algumas coisas.

O soltei, beijando sua bochecha e o vi andando na direção de volta para aquela casa. Suspiro e viro as costas, indo em direção a uma loja de artes que ficava no centro.

Pego o meu celular e disco um número para o qual eu quase nunca ligava. O celular tocou um, duas, três, quatro vezes, antes dele atender.

— Preciso de um favor — digo antes de qualquer coisa e ouvi um riso soprado do outro lado da linha.

— Em que posso ajudar chefia? — disse aquela voz que me causava tanta familiaridade.

Me encosto na parede de um beco, coçando meu nariz ao sentir cheiro de cigarro, me causando ansiedade.

— Preciso do melhor advogado que você puder me disponibilizar — digo e começo a olhar em volta, sentindo meus dedos formigarem.

O cheiro me chamava, mas eu não iria. Não podia ir.

— Se meteu em problemas Harry? — perguntou preocupado e eu ri baixo.

— Não, eu preciso tirar alguém da prisão — digo diretamente e olho para a distribuidora que tinha bem à minha frente.

— Preso pelo quê?

— Roubo e tráfico de drogas — falo umedecendo meus lábios, e respiro fundo.

Eu sentia mais ainda o cheiro forte.

— Com quem está metido? — ele pergunta com um tom de voz sério.

— Eu te explico depois, prometo. Eu só preciso disso — abaixo o meu tom, olhando para os meus pés e ouvi seu suspiro no outro lado da linha.

— Certo, para quando e onde? — deu-se por vencido e eu sorri.

— Daqui exatamente uma semana, estou em Brasília.

Ouvi sua movimentação e saio do beco, voltando a andar até a loja.

— Em qual parte? — perguntou e eu começo a explicar exatamente e tirei o celular da orelha, mandando a localização, o endereço da casa em que estava e o nome do presídio. — Certo...

— Vai conseguir? — pergunto ansioso.

— Eu sempre consigo — Vinícius diz e eu mordi o lábio. — Mas quero saber de tudo depois, moleque.

Solto um riso e paro na frente da loja.

— Tudo bem — concordo e o ouvi rir. — Obrigado, pai.

— Sempre aqui para você garoto, venha me visitar depois.

Assenti mesmo sabendo que ele não veria, eu sentia falta dele.

— Eu vou — digo e me despeço dele, logo desligando o telefone.

Solto minha respiração e guardo meu celular, entrando na loja de artes e coisas de pintura. Vejo uma atendente e vou até ela.

— Boa tarde, vocês vendem tinta a óleo? — pergunto com um sorriso simpático e ela pareceu animada.

— Sim! Temos tinta a óleo, aquarela e todas as folhas que você imaginar! — ela diz e eu ri, assentindo.

Compro a maleta de tinta a óleo, e vários tipos de folhas. Eu não era o maior entendedor de arte, então comprei mais o que a moça me recomendou.

Volto para casa andando mesmo e abro a porta, vendo apenas Ramon e Nina na sala. Ignoro eles e passo em direção ao quarto, abrindo-o e vendo o meu gatinho ali, deitado na cama.

— Ei meu amor, voltei — digo indo até a cama com a maleta na mão.

Assim que me ouviu, Jhonny abriu os olhos e se sentou na cama.

— Demorou...— murmurou e eu sorri beijando seus lábios rapidamente.

— Desculpe, isso aqui é para você — sorri erguendo a maleta em sua direção e ele a analisou.

— Acende a luz, por favor — pediu e eu fui acender a luz, voltando e sentando atrás dele, o abraçando.

Jhonny abriu a maleta e eu não pude ver sua expressão, mas ouvi seu barulhinho de animação.

— Tinta a óleo!! Sabe o quanto é difícil achar isso? Depende muito dos lugares, em lojas de arte também é difícil achar —  diz animado mexendo em cada pote de tinta e olhando as folhas, sorri.

— Eu sei...mas achei que aqui seria mais fácil, já que é capital do país e tudo mais — dou de ombros e continuo o abraçando.

Jhonny se virou para mim e beijou todo o meu rosto, seus olhos agora brilhavam mais e isso para mim valeu todo o esforço.

— Eu te amo! Obrigada precious! — diz e eu senti meu rosto inteiro arder.

— Eu também te amo Jhonny, amo muito você, meu garoto — digo e aperto seu corpo contra o meu, beijando seus lábios.

Hi pesoinhas.

Mais um capítulo deles para vocês!!! Eu to amando muito e sim, vamos integrar a família do Harry também. Espero que tenham gostado, comentem por favor!!! É o que me anima a escrever.

Beijos, Bye.

10/09/2023

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