Capítulo 28 🔪
Conti o riso sarcástico ao ver as expressões de choque dos presentes na sala, menos da mulher ao meu lado, que parecia não ligar para ninguém aqui.
— N-namorado? — Ramon gagueja e uns segundos depois vi seu rosto ficar vermelho e se virou para Jhonny com fúria. — Você virou um viadinho?!
Senti a raiva subir para o meu corpo e quase me levantei, se não fosse Jhonny colocando a mão no meu ombro e o acariciando.
— Como se um dia eu não tivesse sido — ele revira os olhos com um sorriso debochado. — Você não tem nada haver com a minha vida.
— Eu sou seu irmão! — Ramon grita se aproximando.
Jhonny o olhou por uns segundos e caiu em uma risada repleta de cinismo e escárnio, logo olhando seriamente para Ramon.
— Você não foi meu irmão durante todo esse tempo, agora você não passa de um ninguém na minha vida Ramon — meu namorado deixou claro e eu sorri orgulhoso. — E é bom que controle sua língua.
— Acha que pode mandar em mim pirralho?
— Eu estou avisando, se você souber pelo menos que tem ouvidos, vai me entender — deu de ombros e eu me levantei, segurando sua mão que estava em meu ombro.
Poucos segundo se passaram, Ramon estava vermelho de raiva, Alícia apenas os olhava como se não realmente entendesse a discussão e eu apenas suspirei.
— Vocês podem conversar sobre o José e o Pedro enquanto eu ligo para o Tristan — digo me virando para Jhonny e ele me olhou na hora.
— Eu...queria que ficasse comigo — murmurou e eu senti meu coração acelerar.
Sorri e acariciei seu rosto, vendo suas bochechas esquentarem de forma adorável.
— Então tudo bem boo, ligo para ele depois — digo me aproximando e beijando seu nariz, sem ligar para as pessoas ao nosso redor.
— Obrigado — diz e me deu um selinho nos lábios, sorrindo de leve.
Ouvi um coçar de garganta e olhei para trás, vendo que foi Alícia a chamar a nossa atenção.
— O garoto está certo, temos que falar sobre os meninos — ela diz e eu puxei Jhonny para os meus braços, o abraçando por trás e ele se aconchegou, mas manteve-se sério.
Ramon nos encarava com nojo e eu sorri com deboche para ele, que pareceu ficar com mais raiva ainda, me fazendo querer rir.
— Realmente, por que me chamaram aqui? — Jhonny pergunta e eu beijo seu ombro, pego meu celular e vou mexendo enquanto o abraço.
Abro meu aplicativo de mensagens e vou no contato do Tristan, que peguei antes de viajarmos e mando mensagem perguntando como João estava.
— Como você e o Ramon são quem tem mais condições pelo que eu saiba, vocês podem ser os responsáveis por eles no julgamento — Alícia diz e eu ergo o olhar, confuso com tudo isso.
— Sou menor de idade — Jhonny diz simplesmente.
— Mas até o julgamento não será — Alícia diz dando de ombros.
— Você sequer lembra quando é o meu aniversário? — ele pergunta erguendo a sobrancelha e eu prestei atenção, já que eu não sei.
— Eu quem te deu a luz, claro que lembro — ela falou e eu arqueei a sobrancelha — Quinze de junho.
Apertei meus braços ao seu redor inconformado por ele não me falar que seu aniversário é daqui seis dias.
— Certo...quando é o julgamento? — ele perguntou acariciando meu braço e eu resmunguei.
— Previsto para o dia vinte e seis, mas vocês tem que visitá-los primeiro e talvez seja adiantado — Alícia diz e eu suspiro percebendo que é muito tempo, quase um mês.
— Entendi — Ramon diz a interrompendo nós o olhamos. — Vamos fazer isso logo, quero ir embora logo desse lugar.
— Primeira vez que vou concordar com você
— digo com a cabeça apoiada no ombro de Jhonny.
Passou alguns minutos com eles em silêncio e eu vi Ramon se sentar ao lado da ruiva, que finalmente pareceu se distrair do celular e o olhar, sorrindo de leve em seguida, ainda em silêncio.
— Jhonny...ahm, você sabe onde está o João? — Alícia diz com receio e senti ele ficar tenso em meus braços.
Ele apareceu hesitar, pensando se contaria ou não.
— Sim, ele mora comigo — diz e a encara.
— Você está criando ele? — pareceu surpresa e eu soltei uma risada irônica.
— Surpresa seria se você criasse — digo erguendo o olhar e a vi me olhar em choque.
Senti Jhonny conter o riso mesmo que esteja tenso.
— Sim — responde à pergunta dela.
— Onde ele está?
— Com um amigo, não ia trazê-lo para perto de vocês — diz sinceramente e eu dei de ombros.
— Você não tem esse direito! — Ramon gritou quase se levantando de novo, e eu quase peguei o abajur no meu lado e joguei na sua cabeça.
— Claro que tenho, eu que sempre cuidei dele — ele diz sem nem o olhar.
— Entendo — Alícia pareceu realmente desistir e eu soltei um suspiro aliviado.
Ouvi um miado de gato e olhei para trás, vendo um gatinho branco bem peludo na sala e eu praticamente corri até ele e tentei tocá-lo, o gatinho me deixou acariciá-lo e sorri soltando um gritinho ao pegá-lo no colo. Me virei para eles e Jhonny me olhou com um sorrisinho, olhei para Alícia e indiquei o gato.
— É seu? — pergunto e ela negou com a cabeça.
— Esse gato entra aqui todo dia, ainda tenho que ver por onde — diz coçando a nuca e eu me animei.
Era praticamente um filhote e eu fui com ele até Jhonny, que ergueu a sobrancelha.
— Amor...— chamei, manhoso.
— Sim? — perguntou colocando as mãos na minha cintura.
— Podemos ficar com ele? — perguntei com um grande sorriso e ele riu.
— Harry, você mora sozinho — ele diz confuso e eu revirei os olhos.
— Mas ele vai ser nosso outro filho! — exclamei e percebi suas bochechas avermelharem, eu ainda sorria.
— Outro? — perguntou realmente sem entender.
— É, o primeiro é o João — digo simplesmente e vi um grande sorriso nos seus lábios.
— Certo, claro que podemos ficar com ele — diz e eu beijo seu rosto, logo beijando a cabeça do gato.
Hi pessoinhas
Mais um capítulo deles hehehhe ficou até grandinho e foi mais uma conversa tranquila, ainda vamos ver a conversa sobre o Jhonny hehehe espero que tenham gostado.
Beijos, Bye.
08/05/2023
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