único
A ideia de Jisung era algo que ele vinha planejando havia um tempinho considerável e apenas queria que acontecesse em um momento propício para a grande surpresa. Suas mãos estavam tão trêmulas que ele temeu estragar tudo com um deslize bobo.
Felix não parava de rir ao seu lado e tudo o que Han queria era sumir daquela casa o mais rápido possível. O namorado do australiano havia ido comprar mais sorvete com Minho e os deixado sozinhos para que Jisung conseguisse finalizar como queria.
— Vou subir antes que eu surte. — Jisung avisou com a caixa por fim finalizada nas mãos. — Lembra o que precisa dizer, né?
— Claro, bobo! Só relaxe um pouco e tenha em mente que vai dar tudo certo.
Jisung concordou com a cabeça subindo as escadas correndo quando escutou o som de portas batendo do lado de fora de casa. Não deveria ser tão rápido assim, mas levando em conta que era Natal e tudo estava vazio além de Hwang ser um louco no volante, até fazia sentido.
A caixinha foi analisada uma última vez antes de passos anunciarem a aproximação de alguém, muito possivelmente Minho, caso Felix tivesse feito seu trabalho corretamente. Ao abrir a porta, a música baixinha adentrou o cômodo antes de soar abafada quando Know a fechou outra vez.
— O que é? Vamos trocar presentes agora? — Minho lhe dirigiu um sorriso suave pegando a caixinha da mão do namorado.
— Shhh, não fale muito e apenas abra. Por favor, não enrole.
O nervosismo de Han fez com que Minho abaixasse a caixinha e roubasse um beijo demorado o acalmando brevemente. O mais velho queria que Jisung tivesse a mais plena certeza de que poderia compartilhar tudo o que quisesse a qualquer momento.
Ver Jisung tão aflito obrigou Minho a devolver um último beijo antes de finalmente abrir a caixinha tendo todas as palavras que conhecia e vagavam na sua mente engolidas pelo além, ao notar que ali havia uma pequena roupinha de bebê dobrada suavemente em meio ao papel rosado ali dentro.
— I-isso é tão pequeno, Hannie! É tão bonitinho. — Minho murmurou tocando a roupinha com tanto cuidado que Han quase desmaiou ali mesmo.
O mais novo não tinha ideia de como andava suportando tanto guardar tal segredo há pouco mais de três meses, e quando dividiu com Felix para ver o que ele achava de ideia, mas a lerdeza de Minho indicava que ele poderia ter contado de forma clara que o mais velho ainda não iria entender.
Cansado da lerdeza de quem escolheu amar, Jisung quebrou a distância entre eles tomando uma das mãos sobre a pequena protuberância que começava a dar as caras no corpo bem esculpido. Levou alguns segundos para que Minho caísse em si e seus olhinhos se tornassem puras lágrimas.
— Hannie, não ouse brincar com isso!
— Não acho que seria capaz disso, meu amor.
— Você é demais, Han Jisung! Me deu o presente mais do que perfeito esse ano.
Eles são oficialmente uma família agora.
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