CAPITULO IV- Você novamente?
Luna Stuart
Mais uma vez atrasada corro para entrar na faculdade, e o pior de tudo é que perdi meu celular. Droga Luna, você realmente é uma azarada com todas as letras; Minha consciência me condena.
Como poderia perder aquele celular, droga! E o pior é que eu ainda estou pagando.
Não comento com ninguém pelo sumiço repentino do meu celular, e logo depois da faculdade vou diretamente para o meu trabalho. Se é que eu ainda terei por esse atraso. Acho que a minha vida se resume a atrasos, mas o que posso fazer quando o transporte público não colabora. Chego em frente a lanchonete ofegante por ter que correr para salvar o meu bendito emprego.
_ Oh! minha querida pensei que tivesse acontecido algo. _ Comenta a dona Tati vindo ao meu encontro.
_ O ônibus atrasou e infelizmente perdi o horário. _ Lhe respondo pegando o meu avental da sua mão.
_ Acho que ele ainda não notou a sua ausência, seja rápida ao se trocar. _ Falou pegando a minha mochila.
_ Obrigada. _ Agradeço e vou para o banheiro dos funcionários me trocar.
Me troco em menos de 5 minutos e novamente estou com meu uniforme da lanchonete e com o meu cabelo preso por um rabo de cavalo. Almoço rapidamente devido a muita insistência da dona Tati e logo depois começo a atender os demais clientes. Por trás do balcão o meu chefe olha atentamente para mim, já que me sinto desconfortável por perceber os seus olhares.
Volto a minha atenção para o casal na mesa e anoto os seus pedidos, saio os deixando sozinhos e entrego o pedido ao Toni que fica responsável pelos lanches e comida. A porta da lanchonete é aberta novamente primeiramente por um novo casal, e logo em seguida um homem entra sozinho. Respiro profundamente e vou atender o pedido de ambos.
Assim que atendo o casal passo o pedido novamente para o Toni e em seguida vou atender o homem que entrou sozinho. De costas não reparo em um novo homem que acabou de entrar e tombo no mesmo, só não indo em encontro ao chão por ele é mais rápido e me segura. Por instinto fecho os olhos, mas abro por não sentir o impacto do chão.
_ Será que a minha sina será sempre te salvar? _ Ele fala e assim observo seus belos olhos um azul e o outro verde a me encarar.
_ Me perdoe eu não o vi. _ Me desculpo desajeitada e retomo a minha postura, não acreditando que é ele novamente em minha frente. Pietro...o mesmo homem que me salvou na noite anterior.
_ Por enquanto esta sendo divertido. _ Diz e pisca para mim.
Meu chefe não gostou nada do ocorrido e vem se desculpar com o novo cliente.
_ Me desculpe senhor pela minha funcionaria desajeitada. _ Diz estendendo a mão para o Pietro.
_ Acidentes acontecem. _ Diz ainda me encarando, e eu? Bom não tenho como quebrar aquele contato, pois o seus olhos são como imãs para os meus.
_ Deixe o acompanhar até uma mesa. _ Diz o meu chefe e o Pietro o interrompe no mesmo instante.
_ Não precisa. Vim somente para entregar o celular a essa maluquinha aqui. _ Diz retirando o meu celular do bolso, meu coração naquele momento quase parou, era ele. O meu celular ali, quase choro ao rever o meu aparelho.
_ Obrigada Pietro. _ Meu chefe pigarreia. _ Senhor Pietro, pensei que o tivesse perdido. _ Falo recuperando o meu celular.
_ Você esqueceu no meu carro ontem a noite. _ Diz e percebo o olhar do meu chefe sobre mim, me deixando apreensiva.
_ Obrigada. _ Digo sem graça, ele apenas me encara e novamente me perco naquele olhar.
_ Eu já vou indo. _ Diz sorrindo sedutor.
_ Espera como me achou? _ Pergunto sem me importar com o meu chefe.
_ Em outra oportunidade conversamos. _ Diz e em seguida se despede do meu chefe. _ Acho que devia trocar a senha, 1 2 3 4 não me parece muito seguro. _ Diz baixinho próximo de mim e eu apenas abaixo a cabeça envergonhada.
Ele sai por onde entrou e assim posso observar a cara do meu chefe de poucos amigos, mas por sorte a Tati chega animada no mesmo instante.
_ Quem era aquele galã que não tirava os olhos de você?_ Pergunta sem se preocupar com o marido.
_ Estamos em serviço mulher agora não é a hora de ambas fofocarem. Luna volte para o serviço as mesas não serão atendidas sozinhas. _ Diz para a sua mulher e em seguida me lança um olhar gélido.
_ Pode deixar senhor. _ Falo me afastando de ambos.
_ Mas depois quero saber de todos os detalhes. _ Diz a Tati piscando para mim e sorriu envergonhada.
Vou para o balcão pegar os pedidos prontos e percebo o olhar reprovador do Toni, dou de ombros e vou servir os pedidos em cada mesa. Aos poucos as horas vão se passando e momento algum consigo tirar aquele olhar da minha cabeça, sei que foi apenas uma simples troca de olhar, mas para mim foi algo mais profundo.
Estou perdida! Meu subcontinente fala por si só. Como posso ter uma paixonite por um cara que só vi uma única vez? Realmente estou perdida. Foco Luna! tento focar em algo que não seja naqueles olhos tão diferentes ( O personagem possuí heterocromia: São pessoas que possui uma coloração diferente em cada olho) .
As horas se passa rapidamente, pelo menos para mim. E logo estava na hora de fechar, como sempre fecho com o Toni, mas por algum motivo ele está estranho e me deu uma desculpa para não me acompanhar até o ponto de ônibus. Não sei o que fiz para ele, mas ele me parece incomodado com algo e não quis me contar o que aconteceu.
Sozinha caminho até o ponto de ônibus e novamente um carro para em minha frente, meu coração acelera por medo de ser os mesmo cara de ontem, mas me tranqüilizo ao reconhecer a sua voz.
_ Ei moça...O que uma boneca faz fora da caixa? _ Diz após abrir o vidro do carro.
_ Você quer me matar do coração? _ Lhe encaro com a mão no coração na tentativa de acalmar os meus batimentos cardíacos.
_ Longe de mim te querer morta. _ Diz piscando. _ Aceita uma carona? _ Pergunta e eu levanto uma sobrancelha.
_ Não posso aceitar carona de estranhos. _ Falo o encarando e o mesmo sorri de lado.
_ E por que ontem você aceitou?_ Diz me pegando desprevenida.
_ Foi por forcas maiores. _ Respondo.
_ Para eu deixar de ser um desconhecido só depende de voce. _ Diz piscando novamente para mim.
_ Vamos vai, não sou nenhum desconhecido, não vou te fazer mal. _Continua ele tentando me convencer.
_ Acho melhor não, mas se você quiser podemos nos conhecer. _ Sugiro e vejo de longe uma mulher se aproximar para esperar o ônibus também.
Ele sorri olha para frente e volta a sua atenção novamente para mim.
_ Tudo bem, nos vemos em breve. Se quiser me ligar eu coloquei o meu número no seu celular. _ Diz e eu o encaro surpresa.
_ Não me olhe assim, aqueles números não são senhas. _ Diz dando de ombros.
_ Esta bem, eu vou trocar. _ Falo e ele sorri.
_ Coloca o dia em que a gente se conheceu. _ Diz piscando para mim. _ Agora eu preciso ir My doll. Diz me chamado por um apelido inventado pelo mesmo e sai com o seu carro dando uma buzinada.
Sorriu enquanto o carro se distância e minutos após a sua saída o ônibus chega, subo no mesmo passo pela catraca e sento-me em um lugar vazio. Encosto a minha cabeça na janela e penso naquele homem em que acabei de conhecer, sorriu pelas lembranças recentes e seguro a minha mochila rente ao peito.
As Exatamente 18:15 eu já estava em casa, minha mãe me recebe de agasalho e com um sorriso contagiante, a abraço e pergunto pelo papai e é como de se esperar, ele saiu e ainda não voltou. Só espero que não esteja bebendo em nenhum lugar escondido, penso preocupada.
Continua...
Oi pessoal. Tudo bem com vocês?
Sim estou de volta depois de alguns meses.
Voltarei as postagens do livro uma vez por semana, mais quem sabe eu resolva fazer uma maratona de capítulos?
* O que acham do capítulo?
Não esqueçam de votar para ajudar na divulgação, se quiser deixar um comentário fique a vontade.
Agradeço a Deus e a todos vocês
Goodbye 👋👋👋.
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