CAPITULO II - O começo

~Dois meses antes~

Luna Stuart

Acordo com o barulho da chuva no telhado da casa, me espreguiço antes de levantar e acabo me lembrando da telha quebrada no meio do quarto que papai ficou de concertar, retiro-me das cobertas e vejo o quanto de água que conseguiu acumular no meu quarto. Antes esse quarto era da Margot, mas ela decidiu se mudar para o meu pelo simples fato que ela detestava a maldita telha quebrada; palavras dela claro.

Então como fiquei sem privacidade alguma, decidir vir para o quarto que era dela. Ela amou a ideia,  já que teria o meu antigo quarto só para si. Após secar toda a água do quarto vou tomar um banho e me vestir. Sim! Meus dias começam sempre as 5:40 da manhã, gosto de levantar mais cedo, só assim não enfrentarei fila para usar o banheiro.

Faz dois anos que nos mudamos para Londres, claro que não moramos em um barrio chique, estamos mas para "a parte necessitada de Londres". A casa é simples e possui apenas um banheiro, o que é terrível ter que dividir para 6 pessoas. Meu pai  acorda as cinco todos os dias, já a minha mãe acorda sempre antes para assim preparar o café, tanto do marido quanto para nós suas filhas.

Enquanto estou no caminho para o banheiro o papai sai de lá e me beija na testa como de costume. Parece algo infantil, mas isso já virou o hábito de ambos os lados todas as manhãs. Atualmente eu tenho 22 anos e estou cursando Marketing, sempre sonhei com isso e quando pude realizar me sentir completa. A minha rotina sempre é a mesma, pela manhã vou para faculdade de ônibus, e a tarde até as 18:00 min eu trabalho de garçonete em uma lanchonete restaurante.

Não tenho muito tempo vago em minha vida, mas as vezes eu acho melhor assim. Somente assim não fico em casa vendo a minha irmã ser folgada e a minha mãe ser tratada como escrava pela tal. Ainda tem as brigas constante da mamãe com o papai, mas ao final de tudo ela se cala e ele sai vitorioso como das outras vezes. Apesar das brigas constante, ele jamais tocou a mão nela, mas tenho uma suspeita pelo medo que ele acaba causando nela.

Quantas vezes eu tentei conversar com ela o porque disso, mas ela simplesmente desconversa e deixa o assunto por encerrar. Por mas que ele seja o meu pai, eu não o deixaria tocar um só dedo na minha mãe e ela sabe disso. Termino de me arrumar rapidamente e vou tomar o meu café.

_ Bom dia mãe e pai. _ Falo dando um beijo nela que estava em pé preparando uma omelete para o pai.

Não tenho tempo de sentar na mesa e acabo pegando um pão passando margarina e tomando um pouco de café.

_ Sente-se um pouco menina, você pode se engasgar. _ Diz o meu pai e nesse exato momento a Margot chega a cozinha.

_ Outro dia pai, não posso me arrasar novamente. _ Falo tomando o meu café e assim pego a bolsa em cima da mesa.

_ Outra vez atrasada irmãzinha, olha que assim não vai ser consagrada a aluna do mês. _ Diz a Margot em tom de ironia.

_ Não tenho tempo pra você Margot, tenho mais o que fazer. _ Rebato e ela se emburrece.

_ Tenha um bom dia princesa. _ Diz  papai e dou um beijo em sua bochecha.

Saio apressada de casa e pego o primeiro ônibus antes da faculdade, me encosto na janela de vidro e passo a observar as pessoas em suas vidas pacatas. O trânsito para no centro da cidade e assim observo uma criança de colo nos braços de sua mãe, suponho eu, enquanto isso ela chora olhando para o homem que estava de costas para a mesma. Ela parecia assustada com tudo aquilo e a mulher que a segurava estava começando a ficar sem paciência, percebi pelo seu jeito e pelo jeito que ela revira os olhos enquanto a criança chora.

O trânsito volta ao normal e aquela cena muda rapidamente, assim que pego o segundo ônibus demora um pouco, e chego na faculdade mais atrasada que nunca. Corro para a minha sala e por sorte o professor é bonzinho e me deixa entrar sem reclamar.

_ o que aconteceu? _ Pergunta a minha amiga Mila.

_ Perdi a noção do tempo. _ Falo abrindo o caderno.

_ Já é a segunda vez essa semana. _ Comenta ela e o professor nos repreende.

_ Senhorita Stuart eu a deixei assistir a minha aula quando a senhorita chegou atrasada, mas não é porque sou bonzinho que eu quero cochichos na minha aula. _ Nos Repreende.

_ Desculpe professor. _ Falo em tom mediano.

Continuei a assistir a aula calada e assim prosseguir para todas as outras. Olho no relógio de pulso e já eram 12:00 min em ponto, me disperso da Mila e corro para pegar o ônibus, para assim poder ir para o meu trabalho em meio período. Da faculdade para a lanchonete era basicamente apenas uma locomoção, então todos os dias vou direto para o trabalho e apenas as 18:00 min volto para casa.

Assim que piso os meus pés na lanchonete sou recebida pela Tati esposa do dono, ela nunca teve filhos e por isso me vê como filha, ela é um amor de pessoa, sempre almoçamos juntas e depois ela me deixa estudar 30 minutos. Já o marido dela é um cafajeste e pão duro, e somente me deu esse emprego por insistência da esposa.

Começo a trabalhar e logo atendo os meus primeiros clientes ou melhor dizendo inimigos.

_ O de sempre Lu. _ Diz a Âmbar, ela é a típica patricinha de filme adolescente, porém as meninas desses filmes são bonitas e sem plástica, já ela possui uma cara totalmente plastificada.

_ É Luna para você. _ Respondo baixinho para mim mesma, pois o senhor Rogério me demitiria se me visse batendo boca com essazinha.

_ É você Breno o que vai pedir? _ Pergunto olhando o cachorrinho de estimação, que na atualidade ela chama de namorado.

_ Um Hambúrguer sem picles. _ Diz e eu anoto o seu perdido

" Para a plastificada -  Milk-shake de morango
Para o cachorrinho de estimação - Hambúrguer sem picles. Mesa 12. "

Caminho até o balcão de pedidos e dou o papel para o Toni que sorri assim que lê, e vai preparar os lanches. Chega outros clientes e assim vou atende-los com o meu melhor sorriso, aos poucos o local vai se enchendo e assim o meu trabalho cresce ainda mais.

Em uma mesa atendo um bando de senhores engravatados, eles já havia pedido outra bebida forte e estavam começando a me encher.

_ O delícia viu. _ Diz um de barba grisalha, apenas finjo que nada ocorreu e contínuo a servir as bebidas.

_ Deixa a menina trabalhar pai. _ Diz um rapaz mais jovem e ele finge não escutar.

_ Senta aqui no colinho do papai, vai, senta. _ Diz batendo em sua perna e o encaro com raiva.

Ele está bêbado não posso agredir esse verme e perder o meu emprego; penso comigo mesma.

Término de servir a todos e quando estava prestes a retornar o balcão para pegar outro pedido, o infeliz agarra o meu braço.

_ Vamos ali rapidinho, eu pago. _ Diz segurando o meu braço fazendo o meu sangue ferver e eu o puxo.

_ Quem o senhor pensa que eu sou? Ponha-se no seu, para que eu iria querer um velho como você? Faca-me um favor viu, vai tomar pramil e me erra. _ Falo e assim acabo chamando a atenção do lugar e ele se sente envergonhado.

Caminho a passos largos e poderia sentir sair um vaporzinho saindo do meu celebro, até quando vou escutar essas piadinhas? Minha raiva é grande, mas percebo que por tentar me defender acabei chamando a atenção de muitos, inclusive do meu chefe.

... CONTINUA

Oi pessoal!  Tudo bom com vocês? Espero que sim.

* O que acharam do capitulo?

Não esqueçam de votar para ajudar na divulgação do livro, se quiser deixar algum comentário fique a vontade.

Agradeço a Deus e a todos vocês, até o próximo capitulo.

Goodbye. 👋👋👋

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