•| Capítulo 8 - Irís.
Terça Feira, 9 de Dezembro de 2014
Acordo com o som do despertador, como todos os outros dias e mais uma vez estou toda transpirada. Acho que nem quero saber o que se passou esta noite.
Tomo um duche rápido e como está a chover, visto umas leggins pretas com pelo quente por dentro, uma camisola fina por baixo de uma de lã também preta. Calço as minhas botas também pretas e tomo o pequeno-almoço. Visto o meu casaco de cabedal, pego no chapéu de chuva e na mochila, e sigo caminho para a escola.
Esta manhã passou rápido. Quem me dera que assim fosse todos os dias. Almocei em casa pois às 14h tenho que estar em casa de Niall, a quem já liguei para saber onde se situava.
Fui ter com ele a sua casa e lá se encontrava com a pequena Irís à minha espera. Quando me viu ela começou logo a sorrir e correu na minha direção agarrando-se às minhas pernas.
- Olá... Como é que estás pequenina?
- Bem e tu?
- Também. Niall, eu afinal terei que sair sempre 10 minutos mais cedo porque tenho um compromisso às 18h todos os dias em que não posso faltar.
- Se a conseguires deixar a dormir antes de sair por mim é na boa. Ela não gosta muito da empregada.
- O meu nome é Rose menino.
- Desculpa Rose, mas quer queiras quer não és a empregada.
- Mas está bem, eu faço-o.
- Vamo bincar? - pergunta a pequena com um grande sorriso no rosto e puxando-me pelo braço.
Estive a brincar com ela durante 1h e tal até pedir para irmos ver televisão. Pouco tempo depois a D.ª Rose chamou-nos para lanchar. Depois do lanche levei-a ao parque onde lá estava, como sei que vocês vão adivinhar, o Harry.
- Então, não sabia que tinhas uma irmã.
- Porquê? Não posso?
- Ela Não é minha imã. És o namoado da Coe?
- Não é não pequenina, eu não tenho namorado. Queres ir ver de um gelado?
- O papá não deixa come gelados.
- Não? Então queres ir para casa?
- Sim.
- Então vamos. - pego nela ao colo sem ouvir o que o Harry disse.
Chegámos e ela já vinha a dormir no meu colo. Deitei-a na cama e olhei o relógio para ver que horas marcavam. 17h27. Ainda tenho 23 minutos, por isso vou ficar aqui deitada com ela. Fico a mexer-lhe no cabelo e a dar-lhe festinhas no rosto.
Chega a hora e levanto-me. Componho-me e aviso a Dª. Rose de que vou sair. Como teria que ser, vou até ao parque. O rapaz ainda lá estava, sentado no chão e encostado a uma árvore a escrever.
- Estou aqui.
- Que bom para ti.
- Então está a dar-te agora?
- Que foi? Não posso? Não posso falar-te como me falas a mim? - pergunta arrumando o caderno na mochila que estava no chão.
- Vamos aqui ficar? - pergunto depois de algum tempo, ignorando as suas perguntas.
- Para onde queres ir? Eu estou bem aqui.
Sento-me ao seu lado e fico pensativa durante um pouco, mas sinceramente nem sei no que penso.
- Porque é que lá estás? - pergunto olhando para ele.
- Onde?
- Na psicóloga. Pareces um rapaz perfeitamente normal.
- Não tens nada a ver com isso como eu também não tenho nada a ver com o facto de também lá estares. Pareço um rapaz normal? Eu sou normal.
- Está bem. É para fazermos mesmo o quê aqui?
- Sei lá.
- Já não digo mais nada.
- Perfeito.
Agora que estou a ser simpática e lhe estou a responder bem, ele decide implicar comigo. Eu não digo que os rapazes são complicados demais?
"É preferível conheceres melhor as pessoas mesmo que não gostes delas." Porque é que agora sempre que estou com ele penso nisto? Que nervos. Mas que se lixe.
- O que é que se passou contigo para estares tão simpática?
Não respondo. Eu disse que não dizia mais nada.
- Responde se faz favor.
- Eu disse que não dizia mais nada.
- Já disseste por isso podes continuar. Mas porquê?
- Sei lá porquê. Tenho que estar sempre de mau humor e a responder-te mal? Não pois não então pronto.
- Já voltaste. Foi aquela garota. Nunca me tinhas falado bem até estares com ela.
- Gosto de crianças, que mal é que isso tem? E a Irís é uma garota fantástica.
- É tua filha?
- Não. Credo, ainda nem tenho 18 anos e já me perguntas isso?
- Qual é que é o mal, há por aí muitas mães muito mais novas do que tu.
- Eu sei mas mesmo assim. Sou sua ama, apenas isso.
- Agora és babysitter?
- Sim, porquê? Não posso?
- Podes, claro.
- Espera... Agora? Como sabes que antes não era?
- Não sabia, foi apenas uma forma de expressão.
- Está bem.
Sinto o seu olhar queimar o meu rosto. A forma como ele está a olhar para mim é tão estranha. Hoje já não parece querer-me comer. Penso que estou demasiado perto dele pois ele tem a boca entreaberta e sinto a sua respiração bater no meu rosto. Cheira a mentol... Talvez seja da pasta de dentes.
"É preferível conheceres melhor as pessoas mesmo que não gostes delas." Tinha que voltar. Mas vou agora tirar esta dúvida.
Elevo a cabeça para poder ficar mais ao nível dele e aproximo-me apenas focando-me nos seus lábios para os poder beijar.
- Não entendo porque disseste que eu era nojento por dizer que ainda ia chegar o dia em que te ia beijar, quando agora estás tão perto de mim que parece mesmo que o queres fazer. Se não for isso é porque estás com uma enorme vontade de espirrar na minha cara.
- Estúpido. - rio com o que ele disse.
Sinto as minhas bochechas quentes, mas o que é que se está a passar? Estou corada? Volto ao meu lugar afastando-me mais um pouco dele ficando a observar as minhas pernas.
- Mas querias beijar-me?
Não respondo. Sinto-me envergonhada. Bastante até. Pensei que isto nunca viesse a acontecer, mas pelos vistos aconteceu.
- Podias simplesmente responder ou que sim ou que não. Apesar de eu saber que a resposta é um sim, como é óbvio.
Olho para ele estupefacta. Mas que otário. Que egocêntrico. A sério que eu ia mesmo beijar esta personagem aqui?
Ele ri enquanto olho assim para ele e quando pára aproxima-se, puxa-me para mais perto e encosta a sua testa na minha olhando-me, isto tudo por breves segundos. Sinto a sua respiração bater de novo na minha cara e a minha pulsação acelerada.
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