capítulo doze (parte1)

-está tudo bem, mãe. Digo pela milésima vez em um curto período de tempo.

Já tem uns dez minutos que estou ao telefone com ela.
De algum modo, minha mãe descobriu que eu estava com Victor. Não me pergunte como ela descobriu, às vezes acho que ela é alguma agente do FBI.

- Tome cuidado filha e assim que você terminar aí, vá direto para a casa da Milena. Diz minha mãe do outro lado da linha.

Bufo. Mas concordo e desligo a ligação.

-Então... O que sua mãe disse? Victor pergunta, me fazendo desviar a minha atenção do celular para ele.

Me sento no sofá que estava à sua frente.

-nada demais. Respondo dando de ombros como se fosse a coisa mais normal do mundo.

-Sabe, eu estava pensando que... Victor começa a dizer, mas não consegue terminar, pois meu celular começa a tocar.

Olho para a tela do celular que se encontrava em minha mão.

O nome Milena surgi no visor. Me levanto e vou para a janela que se encontrava à alguns metros de distância.

-Não quero saber se ele está morrendo, me conta que merda aconteceu à algumas horas atrás! Milena grita ao telefone de uma forma que tenho que afastar o telefone do ouvido para não ficar surda.

-calma. Eu vou te contar e é melhor você estar sentada.

-tudo bem. Desembucha.

Abro a boca para contar, mas vejo Victor pelo canto do olho se levantar.

-Milena, espera um segundo. Digo, colocando a mão no alto falante do telefone e afastando de meu ouvido. Mesmo assim, escuto um resmungo de Milena.

-onde pensa que você vai? Pergunto para Victor, o fazendo parar.
Ele vira o pescoço e olha para mim.

-Vou na cozinha ver o que tem para comer. Diz por fim.

-Há quanto tempo você não vem aqui? Pergunto me aproximando dele.

Ele fica em silêncio, então deduzo que seja a resposta.

-Okay. Vá tomar banho que eu vou ao supermercado. E espero que quando chegar, o senhor esteja de banho tomado. Ah! E também não se esqueça do hematoma perto do quadril. Tome um remédio logo que sair do banho. E nada de banho quente, você precisa acordar. Digo tudo muito rápido enquanto pego minha bolsa.

Vou até a porta e a abro.
Olho para Victor uma última vez antes de ir e vejo que ele está me encarando de forma curiosa.

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