Capítulo cinco

Depois do jantar fomos todos para a sala de estar.

E então eu ouço minha mãe e tia lu rirem.

-eles eram tão fofos. Diz minha mãe.

-E quando eles aprontavam e iam se esconder no jardim? Ficávamos horas procurando eles. Fala tia Lu rindo.

-sabe Jobes, é melhor irmos pro escritório porque as mulheres vão começar a falar sobre os adolescentes aqui presentes. Diz meu pai.
E eles se retiram.

-se lembra quando Katherine estava tomando banho de piscina e depois Victor veio todo sujo de terra e sujou todo a água. Diz minha mãe caindo na gargalhada.

-lembro! Katherine ficou com tanta raiva que correu atrás de Victor para batê-lo e ficou sem falar com ele por dois dias! Fala tia lu limpando as lágrimas que estavam caindo de tanto rir.

-Ai meu Deus! Isso é constrangedor. Se me derem licença vou enterrar minha cabeça. Digo saindo e indo para o jardim.

Vou até um local mais afastado da casa. O jardim era imenso, por isso era difícil minha mãe me achar quando eu era criança. Principalmente quando eu estava com Victor.

"Victor. Engraçado que ele não falou quase nada. Ele era mais comunicativo, se envolvia mais nas conversas. Ele realmente mudou."

Fico submersa em meus pensamentos e nem reparo que tenho companhia até escutar um pigarreio.

Olho na direção do som.

-Oi.

Continuo encarando sem dizer nada. Era Victor. E estamos a sóis. Vai dar merda. Olha só o que eu estou falando.

-Não vai dizer nada? Pergunta já todo irritadinho  e colocando as mãos nos bolsos da calça.

-Não tenho nada a lhe dizer. Digo me levantando.

Começo a andar em direção a casa. Até que sou impedida de continuar.

-Katherine espere. Fala Victor pegando meu braço.

"Estou a ponto de explodir. Respira e inspira. Respira e inspira."

- eu... Eu quero conversar. Diz engolindo em seco. Apenas olho para ele.

-Eu sei que eu fui embora... E você me disse aquelas coisas... Eu não sabia o que fazer...

-Que tal "garota, somos apenas amigos!" ou "somos crianças ainda..." ou até mesmo "se enxerga". Digo com ironia.

-eu sei... Mas...

Eu o interrompo.

-Não precisa dar explicações. Você apenas me deixou plantada e sem porcaria de resposta nenhuma. Não a o que se explicar. A sua saída foi a resposta.

-Não é bem assim... Eu ia te contar que eu ia viajar só que...

-Victor, chega... Não quero saber de nada. Digo começando a andar.

-espera. Para Katherine. Ele diz e eu começo a correr.

-me deixa em paz. Entro na sala e subo direto para o meu quarto.

"Você foi mal educada passando pela Luciana sem se despedir."

"Cala boca! Não estou com paciência pra você consciência"

Entro em meu quarto e fecho a porta. Tomo um banho rápido, coloco um pijama e vou para a cama, porém a raiva está me deixando sem sono.

Pego meu celular que estava no meu criado mudo e mando uma mensagem para Milena.

De Katherine: oi

De milena: oi e conta tudo.

Reviro os olhos e começo a contar tudo para ela.

De Milena: 😱

De Katherine: eu sei.

De Milena: eu poderia te falar as coisas que estão na minha cabeça sobre esse peste, mas eu estou com muito sono, então deixo pra amanhã. Boa noite.

De Katherine: boa noite.

E assim eu desligo o celular e tento dormir.

***

No dia seguinte, já no intervalo...

-Agora eu posso falar o que aquele peste é! Imbecil, idiota, burro, cabeçudo...eu ja disse idiota? Idiota filho da mãe! Diz Milena com raiva de Victor.

-calma. Deixa isso pra lá. Digo e depois coloco uma batata frita na boca.

-deixar pra lá? Deixar pra lá? Amiga você não merece um traste desse! Pelo menos deixa a sua amiga ficar com raiva por você.  Fala Milena franzindo a testa.

-vamos falar de outra coisa, está bem? Não quero saber de Victor.

Começamos a conversar sobre as tendências de moda que lançaram em Nova York.

***

Já a noite comecei a organizar minha agenda. Praticamente só tenho tempo pra comer e dormir depois de um dia cheio de cursos e deveres escolares.

Percebo que estou com fome, então me arrumo para descer. Depois de pronta, olho a hora e são 20:30.

Vou direto para a cozinha.
-linda! Linda! Ué? Não tem ninguém em casa?

Vou até a geladeira e faço um sanduíche pra mim e sento no balcão. Ainda bem que não tem ninguém em casa, senão a Linda iria falar "desce desse balcão agora, senhorita Katherine! "
Estou até com saudades desse sermão.

Depois de comer o sanduíche, pego um copo com suco para mim.

Quando dou um gole...

-se aventurando na cozinha?

Tento cuspi o suco por causa do susto, mas acabo engolindo e me engasgando.

-Cof...cof... Tento dizer alguma coisa mais só consigo tossir.

-quer um tapinha nas costas? Diz Victor com cara de preocupado e vindo ao meu encontro.

Ele estava apoiado no batente da porta.

-não é necessário. Digo e boto o copo na pia.

Ele olhou para a mesa e viu os ingredientes do sanduíche.

-Picles? Diz e levanta uma sobrancelha.

-não é da sua conta o que eu deixo ou não de comer.Digo, fechando a cara.

-até quando você vai ficar assim comigo? Vai ficar me dando patatas agora? Ele diz.

-por que você foi embora? Digo.

-responda a minha pergunta.

Eu olho para ele e vou até a porta da cozinha e fico ali, encostada.

Ele fica encostado no balcão.

Ficamos encarando um ao outro. Até ele interromper o silêncio.

-porque eu fui estudar fora. Ele diz.

-mentiroso. Digo.

-você não iria entender...

-tente. Digo.

-não posso te contar.

-claro! Você não confia em mim...

-não posso contar e pronto. Diz em um tom rude.

-porque você está assim? Por que está tão... Tão... Rude.

-ISSO NÃO É DA SUA CONTA! ele grita e bate o punho no balcão.

Arregalo os olhos.

-Katherine eu..ele diz e eu saio correndo e me tranco no quarto.

Me jogo na cama.

"Ele não confia em mim. Ele não confia em mim! O que deve ter acontecido para a família dele ter viajado para Londres? E por que ele mudou tanto?  Por que?"

-Katherine abra essa porta!

É Victor.

-saia daqui! Digo. E percebo que estou chorando.

Não escuto mais nada.

"Pensando bem... O que Victor está fazendo aqui?"

Eu poderia ir perguntar, mas não quero vê ele de novo hoje. Foi demais pra dois dias.

Bjs e não esqueçam de votar!

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